Triportheus auritus (Valenceinnes in Cuvier & Valenciennes, 1850). (Sardinha-facão)

Triportheus auritus (Valenciennes in Cuvier & Valenciennes, 1850).

CP 21,5 cm

Nome(s) popular(es):

Sardinha-facão, sardinha-comprida.

Tamanho

Até 24,2 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Principalmente frutos e insetos.

Nome Xavante:

Pe’ahöire.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde é encontrada.

Descrição da espécie

Corpo alongado e comprimido lateralmente, recoberto por escamas ciclóides, grandes; peito expandido e comprimido, formando uma quilha ventral desde o istmo até a nadadeira anal; nadadeira peitoral muito longa; boca terminal, com três séries de dentes multicúspides no pré-maxilar e duas no dentário, das quais a interna com apenas um par de dentes cônicos junto à  sínfise; linha lateral completa, 40-46 escamas ( 32-35 em T. albus), baixa, correndo na segunda ou na  terceira série de escamas acima da base na nadadeira ventral. Corpo prateado nos flancos; dorso amarronzado; nadadeira caudal emarginada, com borda negra (o que facilmente a diferencia de T. trifurcatus). Espécie frequente e abundante nos cursos inferiores dos riachos e córregos do PESA, em época de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.81.

Triportheus albus Cope, 1872.

Triportheus albus Cope, 1872.

CP 11,6 cm

Nome(s) popular(es):

Sardinha.

Tamanho

Até 15,1 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Principalmente frutos, sementes e insetos adultos.

Nome Xavante:

Pe’ahöirãre.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vivem.

Descrição da espécie

Corpo relativamente alto e comprimido lateralmente, recoberto por escamas ciclóides, grandes; peito expandido e comprimido, formando uma quilha ventral desde o istmo até a nadadeira anal; nadadeira peitoral muito longa; boca terminal, com duas ou três séries de dentes multicúspides no pré-maxilar e duas no dentário, a interna com apenas um par de dentes cônicos junto à sínfise; linha lateral completa, 31-32 escamas (o que a deferência facilmente de T. auritus, 42 a 45), baixa, correndo na segunda ou terceira série de escamas acima da base da nadadeira ventral. Corpo prateado, homogêneo; caudal com borda enegrecida, principalmente no superior. Espécie frequente e numerosa nos cursos inferiores dos riachos e córregos do PESA, em época de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener. Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.80.

Serrapinus cf. micropterus (Eigenmann, 1907).(Piaba)

Serrapinus cf. micropterus (Eigenmann, 1907).

CP 2,3 cm

Nome(s) popular(es):

Piaba, piabinha.

Tamanho

Até 2,6 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Principalmente faguementos de folhas e flores, algas filamentosas e insetos aquáticos.

Nome Xavante:

Pe’adzarébétórã.

Dimorfismo sexual secundário

Os machos maduros apresentam ganchos nas nadadeiras anal e pélvicas, i.e., são ásperas; caráter transitório, relacionado ao período reprodutivo.

Usos e importância da espécie

Potencial para a aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde é encontrada.

Descrição da espécie

Corpo comprimido; boca terminal; dentes multicúspides em série única na mandíbula e na maxila; dentes do pré-maxilar com cúspides agudas, a mediana maior; nadadeira adiposa presente; nadadeira caudal nua; linha lateral incompleta. Conspícua mácula losangular negra, grande, no pedúnculo caudal e na base da caudal. Espécie frequente nos riachos e córregos do PESA.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.79.

Tetragonopterus chalceus Spix & Agassiz, 1829. (Piaba)

Tetragonopterus chalceus Spix & Agassiz, 1829.

CP 5,0 cm

Nome(s) popular(es):

Piaba.

Tamanho

Até 9,7 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Principalmente fragmentos de folhas, flores, frutos e sementes, insetos aquáticos e terrestres, larvas de insetos aquáticos e de peixes.

Nome Xavante:

Pe’adzapótó’waipópê.

Dimorfismo sexual secundário

Não detectado no material amostrado.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento, elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde é encontrada.

Descrição da espécie

Corpo alto e comprimido lateralmente; escamas ciclóides; área pré-ventral achatada; boca terminal, com duas séries de dentes multicúspides no pré-maxilar e uma série no dentário; geralmente cinco dentes na série interna do pré-maxilar; linha lateral completa, muito curva na porção anterior, 29-34 escamas; nadadeira anal longa, 32-33 raios (o que diferencia facilmente de T. aff. argenteus); nadadeira caudal nua. Corpo prateado; duas manchas umerais difusas verticalmente alongadas; nadadeiras incolores (o que também a distingue prontamente de T. aff. argenteus). Espécie freqüente nos cursos inferiores dos riachos e córregos do PESA, principalmente na época de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.78.

Tetragonopterus aff. argenteus, Cuvier, 1816. (Piaba)

Tetragonopterus aff. argenteus Cuvier, 1816.

CP 6,7 cm

Nome(s) popular(es)

Piaba.

Tamanho

Até 11,2 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Principalmente fragmentos de folhas, flores, frutos e sementes, insetos aquáticos e terrestres, larvas de insetos aquáticos e de peixes.

Nome Xavante:

Pedzapótó’atö.

Dimorfismo sexual secundário

Não observados traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Pode ser consumida como alimento; potencial para aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar do ambiente onde está  presente. 

Descrição da espécie

Corpo comprimido e muito alto, altura 1,5 a 2 vezes no comprimento padrão; escamas ciclóides; área pré-ventral achatada; boca terminal, com duas séries de dentes multicúspides no pré-maxilar e uma série no dentário; quatro a seis dentes na série interna do pré-maxilar; linha lateral completa, muito curva na porção anterior, 30-35 escamas; nadadeira anal longa, 36-41 raios (o que diferencia facilmente de T. chalceus); nadadeira caudal nua. Corpo prateado; duas manchas umerais difusas, verticalmente muito alongadas; mácula negra em forma de barra na base da nadadeira caudal; nadadeiras peitorais, dorsal e caudal incolores; pélvicas e início da anal avermelhadas (o que também distingue prontamente de T. chalceus). Espécie freqüente nos cursos inferiores dos riachos e córregos do PESA, principalmente no período de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener. Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.77.

Poptella compressa (Günther, 1864).(Piaba)

Poptella compressa (Günther, 1864).

CP 5 cm

Nome(s) popular(es):

Piaba.

Tamanho

Até 6,8 mm de comprimento padrão.

Alimentação

Principalmente insetos e sementes.

Nome Xavante:

Pe’atetere.

Dimorfismo sexual secundário

Os machos maduros apresentam ganchos na nadadeira anal, i.e., as nadadeiras tornam-se ásperas, é carater transitório.

Usos e importância da espécie

Elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo ovalado muito alto (50,6 a 61,7 % do comprimento padrão), muito comprimido, recoberto por escamas ciclóides; espinho pré-dorsal; boca terminal; pré-maxilar com duas séries de dentes, a externa 4 dentes, interna 5; linha lateral completa, 35-36 escamas; 28 a 34 raios ramificados na anal; caudal recoberta por pequenas escamas. Corpo prateado, uniforme, faixa prateada no flanco Espécie pouco freqüente nos riachos e córregos do PESA, mas abundante nos cursos inferiores em períodos de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.76.

Phenacogaster sp

Phenacogaster sp.

CP 3,1 cm

Nome(s) popular(es):

Piaba, piabinha.

Tamanho

até 5,1 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Omnívoros, principalmente insetos e pedaços de folhas e frutos.

Nome Xavante:


Pe’a po’redza’õnõ.

Dimorfismo sexual secundário

Material insuficiente para exames deste caráter. 

Usos e importância da espécie

Potencial para aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde se encontra. 

Descrição da espécie

Corpo com perfil dorsal moderadamente elevado, revestido por escamas pequenas, ciclóides; pseudotímpano presente; boca terminal; fileira única de dentes no dentário e duas séries no pré-maxilar; maxilar com muitos dentes; origem da anal atrás da origem da dorsal; linha lateral completa, 37-39 escamas; Mancha umeral negra mais ou menos arredondada mais próxima do pseudotímpano do que da origem da nadadeira dorsal; mácula grande no pedúnculo caudal e na base da caudal, estendida até a extremidade dos raios caudais medianos; lobos da calda, anal, dorsal, e adiposa avermelhados. Espécies poucos frequentes em riachos e córregos do PESA e comum, mas não abundante, nas lagoas marginais.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener. Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.74.

 

Roeboides microlepis (Reinhardt, 1851)

Roeboides microlepis (Reinhardt, 1851).

CP 8,1 cm

Nome(s) popular(es):

Piaba bocuda.

Tamanho

Até 16,7 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Lepidófaga. i.e., comedora de escamas, que retira de outros peixes.

Nome Xavante:

Pe’atöire.

Dimorfismo sexual secundário

Não detectado no material amostrado e, aparentemente não existe.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; potencial para a aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar de peixes maiores.

Descrição da espécie

Corpo com perfil dorsal moderadamente elevado, com gibosidade, comprimido; escamas pequenas, ciclóides; origem da anal à frente da origem da dorsal; boca terminal; fenda bucal oblíqua, grande, sem dentes no palato; dentes nas maxilas e dentes localizados fora da boca; linha lateral completa, 66-99 escamas, anal longa, 42-55 raios. Crpo prateado; mácula umeral negra algo trapezional. Espécie pouco frequente nos riachos e córregos do PESA, mas comum nas lagoas marginais.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.75.

Caminho de Cora Coralina

Caminho de Cora Coralina

O Caminho de Cora Coralina é uma trilha de 300 quilômetros que liga Corumbá à cidade de Goiás, passando pelos municípios de Cocalzinho de Goiás, Pirenópolis São Francisco de Goiás, Jaraguá, Itaguari e Itaberaí, além de oito povoados.

O Certificado do Peregrino está disponível nas versões digital e física. O Passaporte do Peregrino foi lançado em 2019 e identifica o viajante que percorre o Caminho de Cora Coralina, a pé ou de bicicleta. É um registro exclusivo da experiência do viajante pela única trilha de poesias do mundo. O excursionista que apresentar o documento preenchido pelos associados dos lugares por onde passou, ao final da jornada será contemplado com o Certificado oficial.

 

Regras do passaporte:

– O passaporte deverá ser carimbado nos pontos de carimbo informados no site.
– Para recebimento do certificado de conclusão é necessário ter ao menos:
1 carimbo por cidade
1 carimbo por povoado
1 carimbo do Museu Casa de Cora Coralina

– A retirada do certificado será apenas por meio digital conforme instruções no site.
– Passaportes não preenchidos e/ou assinados não serão certificados.

O passaporte é individual e é cobrado uma taxa de manutenção: R$35,00.

 

 

Para a definição do traçado tomou-se como principais fontes documentais o relato de viagem “A Jornada a Goiás de Luís da Cunha Menezes, desde Salvador, em 1778”, quando este veio empossar-se no Governo da Capitania de Goiás; os livros “Viagem à Província de Goiás” e “Viagem ao Interior do Brasil” dos naturalistas Auguste de Saint’Hilaire e Johan Emanuel Pohl respectivamente, que passaram por esses caminhos entre 1818 e 1821; “Viagem às Terras Goyanas”, de Oscar Leal, extraordinário relato escrito nos anos 1880; e o “Relatório Cruls” – Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil que explorou, entre 1892 e 1893, uma ampla região do entorno do Distrito Federal para definir a localização da nova Capital do Brasil.

 

Foi, também, de fundamental importância para a definição do traçado as informações obtidas de moradores locais que, em alguns casos, acompanharam a equipe de pesquisa de campo nas expedições exploratórias em busca de locais citados nos documentos, ou em longos bate-papos onde a tradição oral difundia fatos e feitos ocorridos na região.

 

 

 

Cora Coralina – Musa do Cerrado

 

 

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu a 20 de agosto de 1889, na cidade de Goiás, antiga capital do Estado. Aos 14 anos de idade criou o pseudônimo Cora Coralina, que segundo a autora significa “coração vermelho”. Em 1911 ao lado de seu futuro marido, Cantidio Tolentino de Figueiredo Bretas, deixou para trás família e a sua Goiás natal para viver em São Paulo. Teve 6 filhos e passou 45 anos de sua vida fora. Retorna a antiga Vila Boa em 1956, em busca de suas raízes ancestrais. Publica o seu primeiro livro “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias mais”, aos 76 anos de idade. Mais tarde, dois livros publicados: “Meu Livro de Cordel” e “Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha”. Após sua morte em 10 de abril de 1985, foram lançadas mais 13 obras.

 

Cora Coralina, “professora de existência” na voz de Oswaldino Marques, desafiou o tempo, marcando-o com sua grandeza, sua alma aliada de poeta, vivendo o presente, mas de olho no futuro. Dona de uma das líricas singulares da literatura brasileira, de um estilo reconhecível, absolutamente seu.

 

Cora Coralina é aquela que busca, na intimidade do Ser, o substrato da vida e sensível colhe como matéria poética, as mazelas do mundo os tipos inúteis que vivem à margem da sociedade, colocando-se ao mesmo nível deles. É a porta da terra, do telúrico, do social, é a musa do cerrado.

 

 

“Quando semeio meus versos
não sinto o mundo rolando
perdida no meu sonhar
nos caminhos que tracei”.

 

Museu Casa de Cora Coralina – Goiás – GO

 

 

 

Lançamento do documentário “Fé de Francisca”

Lançamento do documentário "Fé de Francisca"

Com 107 anos, nascida em Chapada dos Guimarães, a Vó Francisca é uma das 55 personalidades homenageadas por meio do edital “Conexão Mestre da Cultura” pelo reconhecido trabalho na cura pela fé e pelas plantas do cerrado-MT.
Selecionado em primeiro lugar, o projeto “Fé de Francisca” foi idealizado pelo fotógrafo e diretor audiovisual Henrique Santian, que acompanha há anos a relevância do trabalho desenvolvido pela vó Francisca na região de Chapada dos Guimarães. Descendente de quilombola e mãe de 12 filhos, além de benzedeira, Francisca foi parteira por boa parte da vida.

Lançamento no dia 21/04/2021.

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