Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, localizado no município de Cônego Marinho, no norte do estado de Minas Gerais, no coração do Cerrado, abrange uma área de 56.800 hectares. Reconhecido por sua grandiosidade e riqueza espeleológica, o parque já conta com quase 500 cavernas catalogadas, muitas delas adornadas por uma impressionante diversidade de espeleotemas.

Um dos destaques é a Caverna do Janelão, que abriga galerias com seções parabólicas e passagens que ultrapassam 100 metros de altura e largura. Além de sua imponência, a caverna resguarda um dos tesouros naturais do mundo subterrâneo: a Perna da Bailarina, considerada a maior estalactite do mundo, com cerca de 28 metros de comprimento.

Outro elemento notável do parque é o Cânion do Rio Peruaçu, com 17 km de extensão, considerado um dos maiores do mundo em um vale cárstico. Sua formação é resultado do colapso de antigas galerias subterrâneas, resultando em um desnível vertical superior a 200 metros e sucessivas dolinas que testemunham um processo evolutivo geológico singular. A área do parque desempenha um papel fundamental na representatividade de sítios cársticos sobre rochas carbonáticas em um clima semiárido tropical.

O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é um patrimônio espeleológico de relevância internacional devido à sua formação geológica única. Segundo o coordenador-geral de Gestão do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), Bernardo Issa, as formações rochosas que deram origem ao parque estão estáveis desde sua deposição, há cerca de 500 milhões de anos. No entanto, a formação do cânion ocorreu mais recentemente, nos últimos 2 milhões de anos, por meio de processos subterrâneos e mudanças climáticas que alteraram o nível de base do relevo, culminando no abatimento do teto das galerias. As cavernas e dolinas visíveis hoje são testemunhos desse processo geológico excepcional, preservando informações valiosas sobre a evolução da paisagem.

Além de sua importância geológica, o Peruaçu também possui um rico patrimônio arqueológico. O ambiente natural das cavernas e cânions favoreceu a ocupação humana ao longo dos milênios, sendo a região um dos principais sítios de arte rupestre do Brasil. São mais de 114 sítios arqueológicos catalogados, com registros de ocupação humana datados de mais de 12.000 anos A.P.. Essas evidências estão distribuídas em abrigos naturais, paredes de garganta e entradas de cavernas, permitindo o estudo de sucessivas influências culturais que coexistiram na região ao longo do tempo.

A diversidade da vegetação do parque também contribui para a manutenção de uma fauna expressiva. Entre as espécies registradas estão lobo-guará, jaguatirica, ariranha, anta, veado-campeiro, tamanduá-bandeira e diversas espécies de tatus e felinos, incluindo a onça-parda. A região ainda abriga uma importante rota de migração de aves, com mais de 250 espécies registradas, além de répteis como jacarés, jararacas, cascavéis e sucuris.

De acordo com a Unesco, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu atende a todos os requisitos técnicos estabelecidos nas Diretrizes Operacionais para a Implementação da Convenção do Patrimônio Mundial. Seu alto grau de conservação e proteção integral desde sua criação, em 1999, reafirma sua importância como um dos mais valiosos patrimônios naturais e culturais do Brasil.

A reserva faz parte da Zona de Preservação da Vida Silvestre da Área de Proteção Ambiental das Bacias do Gama e Cabeça de Veado (APA Gama e Cabeça de Veado), instituída pela Lei Distrital nº 9.417/1986. Essa área de proteção inclui, além da Reserva Ecológica do IBGE, o Jardim Botânico de Brasília (JBB), a Fazenda

50 anos da Reserva Ecológica do IBGE

50 anos da Reserva Ecológica do IBGE

Localizada na Região Administrativa do Jardim Botânico, a Reserva Ecológica do IBGE é uma área de conservação do Cerrado, com um forte enfoque na pesquisa científica. Com uma extensão de 1.391,25 hectares, está situada na região centro-sul do Distrito Federal, a aproximadamente 25 km do centro de Brasília. Além de ser um importante centro de pesquisa, utilizado por cientistas do Brasil e do exterior, a reserva também recebe visitas de estudantes de escolas e universidades, contribuindo para a disseminação do conhecimento ambiental.

A reserva faz parte da Zona de Preservação da Vida Silvestre da Área de Proteção Ambiental das Bacias do Gama e Cabeça de Veado (APA Gama e Cabeça de Veado), instituída pela Lei Distrital nº 9.417/1986. Essa área de proteção inclui, além da Reserva Ecológica do IBGE, o Jardim Botânico de Brasília (JBB), a Fazenda

Água Limpa da Universidade de Brasília (UnB) e a ARIE Capetinga-Taquara, formando um importante corredor ecológico para a preservação da biodiversidade do Cerrado.

De acordo com a analista ambiental Iona’I Ossami, coordenadora do projeto sobre ecologia e recuperação populacional de Lobelia brasiliensis, a Reserva Ecológica do IBGE é uma das áreas mais estudadas do Bioma Cerrado, permitindo à comunidade científica analisar as diferenças entre áreas conservadas e não conservadas, o que auxilia no monitoramento ambiental e no desenvolvimento de estratégias de preservação.

Notícia disponível em:

III Feira das Mulheres do Cerrado em Correntina

III Feira das Mulheres do Cerrado em Correntina

Vem aí a III Feira das Mulheres do Cerrado! 

Este ano, o evento acontece em Correntina, na Bahia, e você é nosso convidado especial para celebrar a diversidade, os saberes e a cultura do Cerrado!

Data: 22 de março de 2025 (sábado)
Local: Praça Caboclo – Correntina, BA
Horário: 19h30

Venha conhecer e saborear os produtos das cadeias socioprodutivas do Cerrado, explorar suas cores, sabores e tradições, e se encantar com a riqueza cultural dessa região.

E para animar a noite, show imperdível com a banda Forró Quentim! 

 

Marque na agenda e traga todo mundo para essa grande celebração! 

Dia de Luta das Mulheres do Cerrado

Dia de Luta das Mulheres do Cerrado

“O CERRADO BRASILEIRO TEM A FORÇA DAS MULHERES”

No Dia de Luta das Mulheres, a Articulação de Mulheres pelo Cerrado do Oeste da Bahia denuncia as múltiplas ameaças que assolam os povos e comunidades tradicionais da região. Grilagem, pistolagem, especulação imobiliária e expulsão das comunidades de seus territórios seguem avançando, enquanto as águas, o ar e os alimentos são contaminados por agrotóxicos, os rios desaparecem, o desmatamento se intensifica e grandes projetos, como barragens, colocam em risco a fauna, a flora e as culturas do Cerrado.

A ausência de regularização fundiária, aliada à expansão das fronteiras agrícolas e ao latifúndio, tem impulsionado o aumento da violência e as alarmantes taxas de adoecimento por câncer na região. Esses processos impactam diretamente a vida das mulheres e meninas, tornando a luta pela terra e pelo direito à vida ainda mais desafiadora.

No Oeste da Bahia, essa realidade avança muitas vezes com a conivência e até o incentivo do Estado, aprofundando a vulnerabilidade das comunidades e colocando em risco a saúde e o bem-estar das mulheres.

No entanto, somos sementes de resistência. Defendemos um Cerrado em Pé, reafirmando nosso compromisso com a agroecologia, a economia popular solidária, a preservação das águas e a valorização da sociobiodiversidade. Seguiremos lutando, porque nossa existência é resistência!

I Festival dos Povos do Cerrado

I Festival dos Povos do Cerrado

O evento tem como objetivo promover a valorização e o fortalecimento das culturas e saberes dos povos e comunidades tradicionais do Cerrado, integrando iniciativas de fomento à agricultura familiar, incentivo à economia local e participação comunitária.

 

Para isso, será realizado um festival de três dias, com uma programação diversificada que inclui exposição de produtos da agricultura familiar, apresentações culturais de povos indígenas e comunidades tradicionais, capacitações e rodas de conversa, proporcionando um espaço de troca de conhecimentos e fortalecimento das identidades locais.

Caminho dos Veadeiros integrará a RedeTrilhas

Concurso de Fotografia - Festival Cerratense 2025

Uma grande conquista para o Cerrado! O Caminho dos Veadeiros (@caminhodosveadeiros) agora faz parte da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas), reforçando o turismo sustentável e a conservação ambiental na região.

Com um percurso de mais de 1.100 km, essa trilha conecta sete municípios goianos, proporcionando uma experiência imersiva na biodiversidade e cultura do Cerrado. Além das paisagens naturais, o Caminho dos Veadeiros atravessa comunidades tradicionais, valorizando o conhecimento ancestral e impulsionando o desenvolvimento local.

Esta é a segunda trilha de Goiás a integrar a RedeTrilhas, juntamente com o Caminho de Cora Coralina (@caminhodecoracoralina), consolidando o estado como um dos principais destinos de ecoturismo no Brasil.

A inclusão na rede amplia oportunidades para novos investimentos, aumenta a visibilidade internacional e fortalece as comunidades locais. Seja a pé ou de bicicleta, percorrer o Caminho dos Veadeiros vai além da aventura: é um compromisso com a preservação e uma conexão com a história e identidade do Cerrado!

Concurso de Fotografia – Festival Cerratense 2025

Concurso de Fotografia - Festival Cerratense 2025

Você tem um olhar único sobre o Cerrado? Então esta é a sua chance de brilhar! O Festival Cerratense abre inscrições para o Concurso de Fotografia, premiando os três primeiros colocados e celebrando a riqueza cultural e natural do nosso bioma.
🔹 Premiação para os 3 primeiros colocados
🔹 Tema: Cultura, identidade e paisagens cerratenses
🔹 Inscrições gratuitas!
Inscrições de 24/02 a 10/03
Mais informações e regulamento, basta acesso o link:

Taxa para visitantes em Alto Paraíso não será cobrada

Taxa para visitantes em Alto Paraíso não será cobrada

Nos últimos meses, municípios turísticos de Goiás, como Alto Paraíso, Cavalcante, Pirenópolis e Caldas Novas, discutiram a possibilidade de instituir a Taxa de Conservação Ambiental (TCA). Em março de 2024, a Prefeitura de Alto Paraíso chegou a anunciar que a cobrança seria de R$ 20 por pessoa a cada sete dias, com pagamento via site oficial ou QR Code.
Para quem não sabe, a Taxa de Conservação Ambiental (TCA) é uma cobrança aplicada por alguns municípios turísticos para arrecadar recursos destinados à preservação do meio ambiente, manutenção de infraestruturas e gestão sustentável do turismo.
No Brasil, diversos destinos já implementaram a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), como:
• Fernando de Noronha (PE) – R$ 92,89 por dia;
• Jericoacoara (CE) – R$ 41,50 por visitante, válida por até 10 dias;
• Morro de São Paulo (BA) – R$ 30 por visitante, válida por 30 dias.
No entanto, após repercussões e debates com a população local, a taxa ainda não entrou em vigor nos municípios de Goiás. Em Cavalcante, a possibilidade foi descartada. Isso quer dizer que quem for visitar os municípios mencionados no carnaval não precisará pagar nenhuma taxa além dos custos típicos com hospedagem, alimentação e passeios.
O turismo cresce, mas a estrutura acompanha?
O debate sobre a cobrança levantou um ponto importante: como os municípios turísticos estão investindo no turismo sustentável e na qualidade de vida dos moradores e visitantes?
Muitos defendem que, antes de qualquer taxa ser implementada, é preciso investir mais na infraestrutura das cidades, na manutenção das estradas e na criação de espaços de lazer para a população local. Além disso, há o receio de que a cobrança possa afastar visitantes e impactar negativamente a economia, que depende do turismo.
Enquanto a taxa não é oficializada, o turismo na região segue livre de cobranças adicionais. Mas o debate continua: como equilibrar a preservação ambiental, o turismo sustentável e as necessidades da população local?
Acompanhe a Rede Kalunga Comunicações para mais informações sobre nossa região!

Cerrado: A Caixa-D’Água do Brasil

Cerrado: A Caixa-D’Água do Brasil

Se o Cerrado acaba, a água vai junto! 


O livro “Cerrado: A Caixa d’Água do Brasil” traz um alerta: estamos perdendo a fonte que abastece milhões de vidas. Sem o Cerrado, não há rios, não há biodiversidade, não há futuro.


Data: 12/03 | 17h


Local: Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília


Venha entender por que proteger o Cerrado é mais do que preservar um bioma—é salvar nosso amanhã

Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado e Pantanal

Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado e Pantanal

Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas de Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazonas (CERPAM). 
A oficina de planejamento do CERPAM foi realizada entre os dias 25 e 29 de novembro com o apoio do Laboratório Mapinguari da UFMS em Campo Grande – MS. O evento reuniu cerca de 50 participantes, entre pesquisadores, representantes de órgãos ambientais estaduais, organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), setor econômico, ICMBio e diversas instituições de todo o Brasil. 
A reunião centrou-se no trabalho coletivo para elaborar ações prioritárias destinadas a reduzir as principais ameaças às espécies-alvo, como arraia, peixes, anfíbios, répteis e primatas. A iniciativa é coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (ICMBio/RAN), com o apoio de pontos focais de outros Centros Nacionais de Pesquisa do ICMBio, atuando no Cerrado, Pantanal e Amazônia para a conservação de mais de 50 espécies visadas pelo CERPAM. 
O desafio até 2030 será articular a implementação de ações num território extenso e biodiverso marcado por ameaças crescentes e generalizadas como a expansão agrícola, a construção de centrais hidroelétricas e a incidência de incêndios florestais. 
Com a visão de futuro de “manter populações naturais viáveis das espécies-alvo do CERPAM até 2050, com o engajamento participativo de diversos setores da sociedade e considerando os desafios das mudanças ambientais”, o objetivo geral para 2030 foi definido como:

“Promover ações que reduzam os impactos das ameaças e melhorem o estado de conservação das espécies-alvo do CERPAM e de seus habitats, levando em consideração suas particularidades territoriais e biológicas.” Para alcançar essa meta, foram planejadas 48 ações de conservação, distribuídas em cinco objetivos específicos, que nortearão o trabalho coletivo e integrado nos próximos anos. 


Participe dessa estratégia de conservação! Visite a página do PAN em “https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/pan/pan-cerpan