Como dar escala à restauração de ecossistemas – o papel das políticas públicas

Como dar escala à restauração de ecossistemas – o papel das políticas públicas

O objetivo de desenvolver um diálogo entre governos, empresas e sociedade civil em torno da restauração, dá origem ao webinar “Como dar escala à restauração de ecossistemas – o papel das políticas públicas” que será realizado no dia 20 de setembro, às 16h30, pela TNC, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE), em parceria com a Página22.
O evento busca disseminar informações e mobilizar redes e iniciativas em torno da Década de Restauração de Ecossistemas da ONU. O encontro conta também com o apoio da Coalizão, Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, Aliança pela Restauração na Amazônia e Rede Araticum do Cerrado.

 

A transmissão será realizada no canal do PNUMA no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCTGuTDOOckq9jbx9PU0qmbg

Novo Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado

Novo Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado

 O Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado (SAD Cerrado) foi lançado nesta segunda-feira, 12 de setembro, e já está disponível para acesso aberto em plataforma virtual.  A ferramenta foi desenvolvida pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em parceria com a rede MapBiomas e com o Lapig (Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento), da UFG (Universidade Federal de Goiás). O SAD Cerrado funciona por meio de inteligência artificial e utiliza imagens do satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, com resolução de 10 metros. No evento de lançamento, pesquisadores destacaram a complementaridade entre sistemas como o SAD Cerrado e o Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de forma a fortalecer o mapeamento e monitoramento do bioma e até mesmo a imagem da ciência brasileira como referência em sensoriamento remoto e geoprocessamento para detecção e análise de mudanças no uso da terra. O SAD Cerrado detectou que, no primeiro semestre de 2022, uma área equivalente ao Distrito Federal foi desmatada em todo o Cerrado: cerca de 472.816 hectares. Nesse período, foram detectados mais de 50 mil alertas de desmatamento. Entre os municípios que mais desmataram, Balsas, no Maranhão, foi o que mais desmatou, com mais de 12 mil hectares. Em segundo lugar está o município de São Desidério, na Bahia, com 9,5 mil hectares desmatados. A cidade baiana concentra a terceira maior produção de soja no país, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Carta-aberta aos (às) candidatos (as) nas eleições de 2022

Carta-aberta aos (às) candidatos (as) nas eleições de 2022

Pedimos que assinem a Carta-aberta aos (às) candidatos (as) nas eleições de 2022 –  A PRESERVAÇÃO DO CERRADO DEVE SER PRIORITÁRIA: 

https://www.change.org/p/manifesto-da-juventude-brasileira-em-defesa-do-cerrado

 

Aos Srs. (as) Candidatos e Candidatas à Presidência da República, aos Governos dos Estados, ao Governo do Distrito Federal e às Casas Legislativas, e respectivas assessorias:

 

Ocupando 22% do território brasileiro, o Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, perdendo em área apenas para a Floresta Amazônica. Ao longo de sua extensão, o bioma possui apresenta diferentes formações vegetais (savânicas, campestres e florestais), sendo considerado a savana neotropical mais biodiversa do planeta [1,2]. Igualmente, o Cerrado alimenta três das maiores bacias hidrográficas do subcontinente sul-americano e contribui com 43% da água de superfície do Brasil fora da Amazônia [3]

 

Além de sua grandeza biológica, o Cerrado apresenta grande importância social. Em sua extensão, estão distribuídas 126 terras indígenas, 44 territórios quilombolas, além de incontáveis comunidades tradicionais como os apanhadores de sempre-vivas, as quebradeiras de coco-babaçu, os geraizeiros, os vazanteiros, os ribeirinhos e pescadores tradicionais, dentre outras comunidades que vivem em harmonia com o bioma, e que tiram dele a sua subsistência [4].

 

Apesar da sua importância ecológica e social, nas últimas cinco décadas, mais de 46% da cobertura vegetal nativa do bioma foi suprimida, provocando a perda da biodiversidade, a diminuição da precipitação e o aumento da temperatura [3,5]. O ligeiro processo de degradação, ocasionado principalmente pela expansão da agropecuária [1], atingiu recorde entre 2016 e 2019, onde a taxa média anual de desmatamento foi proporcionalmente 78% maior do que na Amazônia [6]

 

É evidente que o Cerrado carece de políticas de conservação e preservação ambiental. Atualmente apenas 8,36% do bioma encontra-se sob proteção na forma de Unidades de Conservação, longe da meta de 17% proposta durante a Convenção da Diversidade Biológica realizada no ano de 2010 [7]. Infelizmente, nos últimos 13 anos, as áreas protegidas no bioma praticamente não aumentaram [6]

 

No mesmo sentido, enquanto o Código Florestal Brasileiro determina que 80% da área das propriedades privadas na Amazônia sejam destinadas à conservação, no Cerrado é exigido apenas 35% [8]. Como resultado disso, 40% da vegetação nativa que ainda resta no bioma pode ser convertida em pastagens e monoculturas, de modo que o atual Código Florestal é insuficiente para a preservação da biodiversidade do Cerrado [3]

 

O último Relatório Anual do Desmatamento elaborado pela rede colaborativa do MapBiomas demonstrou alta de 20% do desmatamento no Cerrado em 2021. Só no ano passado, foram desmatados mais de meio milhão de hectares no bioma, sendo que desse total 39 mil hectares foram derrubados em Unidades de Conservação e Terras Indígenas [9].

 

Além disso, os impactos da Emergência Climática no Brasil são extensos e preocupantes. De acordo com o último Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o aumento da frequência dos eventos climáticos extremos já levou a impactos irreversíveis nos ecossistemas terrestres. O Relatório também alerta para o aumento do risco de extinção de espécies endêmicas em hotspots de biodiversidade à medida que a temperatura média do planeta aumenta [10]. Vale ressaltar que assim como a Mata Atlântica, o Cerrado é um hotspot, apresentando grande números de espécies endêmicas e alto grau de ameaça devido às ações antrópicas. 

 

O Brasil tem um papel importante na pauta ambiental, afinal, é um dos países mais biodiversos do planeta. Assim, a grandeza da biodiversidade brasileira é igualmente proporcional às responsabilidades que devemos assumir frente à Crise Climática e a proteção do meio ambiente. Os (as) senhores (as), pleiteando cargos de liderança política, e que fazem um estreito laço com os agentes empresariais, têm um papel crucial a desempenhar, colocando a natureza no centro de seus processos e tomada de decisões.

 

Diante disso, respaldados pelo direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, garantido pelo artigo 225 da Constituição Federal [11], a juventude brasileira reitera o dever do Poder Público de defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Assim, propomos aos (as) candidatos (as) nas eleições de 2022, algumas ações prioritárias para a preservação do Cerrado: 

 

REVERTER A BOIADA

 

– Aprovar, ainda em 2023, a Proposta de Emenda Constitucional 504/2010, que transforma o Cerrado e a Caatinga em patrimônios nacionais. Aprovada pelo Senado em 2010, a referida PEC está engavetada há doze anos no Congresso Nacional;

– Fortalecer a capacidade institucional do Brasil para o monitoramento do desmatamento e das queimadas no Cerrado, garantindo recursos contínuos para o Projeto de Desenvolvimento de Sistemas de Prevenção de Incêndios Florestais e Monitoramento da Cobertura Vegetal no Cerrado brasileiro;

– Trabalhar pela retomada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Bioma Cerrado (PPCerrado). Além de buscar acelerar o processo de implementação das próximas fases do plano;

– Impedir a aprovação do “Pacote da Destruição”, um conjunto de projetos de leis com impactos irreversíveis para o meio ambiente, sendo eles o PL nº 6.299/2002 (Pacote do Veneno); PL nº 3729/2004 (Licenciamento Ambiental); PL nº 2633/2020 e PL 510 (Grilagem); PL nº 2510/19 (Áreas de Proteção Permanentes); PL nº 191/2020 (Garimpo Ilegal em Terras Indígenas) e o PL n° 490/2007 (Marco Temporal);

– Discutir a implementação da Moratória da Soja no Cerrado, um acordo entre a sociedade civil, os governos e a indústria que objetiva impedir e desestimular a comercialização de soja produzida a partir de desmatamento ilegal.

 

CRISE CLIMÁTICA

 

– Aprovar a Proposta de Emenda Constitucional 37/2021, que prevê que a segurança climática faça parte da lista de princípios da Constituição Federal ao lado da soberania nacional, da propriedade privada e da redução das desigualdades regionais e sociais, entre outras;

– Garantir condições orçamentárias e técnicas para que municípios e estados trabalhem conjuntamente na implementação de Fóruns de Mitigação e Adaptação à Crise Climática. Além de investir em soluções de adaptação à Crise Climática de forma a proteger a população, em especial as mais vulneráveis, dos desastres climáticos;

– Reconhecer e agir no combate às desigualdades sociais, promovendo justiça climática e uma transição justa para um sistema de baixo carbono. 

 

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

 

– Aumentar a área das Unidades de Conservação no Cerrado de modo a cumprir a meta de 17% proposta durante a Convenção da Diversidade Biológica de 2010; 

– Avançar na demarcação de Terras Indígenas e na titulação de posse de pequenos agricultores, além de salvaguardar os direitos territoriais das comunidades tradicionais e buscar integrá-las na composição de mosaicos de áreas protegidas;

 Realizar a abertura de novos concursos públicos e processos seletivos de modo a reforçar o quadro de funcionários disponíveis nos principais órgãos de fiscalização e coordenação ambiental, que desenvolvem atividades de manejo, pesquisa e conservação, ao nível nacional.

 

AGROECOLOGIA E SOCIOBIODIVERSIDADE

 

 Fomentar atividades sustentáveis no Cerrado, promovendo iniciativas de geração de renda por meio do uso sustentável dos recursos do bioma; 

– Ampliar o acesso do pequeno produtor às políticas de compras públicas, como o Programa de aquisição de alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a Política Geral de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio);

– Promover a conservação e a restauração de áreas de Cerrado, bem como a valorização e o reconhecimento de suas populações originárias e tradicionais, buscando condições para reverter os impactos socioambientais negativos da degradação do Cerrado.

 

Referências: 

  1. KLINK, C. A., MACHADO, R. B. 2005. A conservação do Cerrado brasileiro. In: Megadiversidade. Desafios e oportunidades para a conservação da biodiversidade no Brasil. Vol 1, 1: 147-155. Belo Horizonte: Conservação Internacional.

  2. MITTERMEIER, R. A., TURNER, W. R., LARSEN, F. W., BROOKS, T. M., & GASCON, C. (2011). Global biodiversity conservation: the critical role of hotspots. In Biodiversity hotspots (pp. 3-22). Springer, Berlin, Heidelberg.

  3. STRASSBURGS, B. B. N., BROOKS, TFELTRAN-BARBIERI, R., IRIBARREM, A., CROUZEILLES, R., LOYOLA, R., LATAWIECL, A. E., OLIVEIRA FILHO, F. J. B., SCARAMUZZA, C. A. M., SCARANO, F. R., SOARES-FILHO, B., & BALMFORD, A. (2017). Moment of truth for the Cerrado hotspot. Nature Ecology & Evolution, 1(4), 13–15. https://doi.org/10.1038/s41559-017-0099

  4. NOGUEIRA, M. C. R. Gerais a dentro e a fora: identidade e territorialidade entre Geraizeiros do Norte de Minas Gerais. Tese (Doutorado em Antropologia Social). Universidade de Brasília – UnB. Brasília, 233 p. 2009. Disponível em <http://www.dan.unb.br/images/doc/Tese_084.pdf>Acesso em 23 de agosto de 2022.

  5. HOFMANN, G. S., CARDOSO, M. F., ALVES, R. J., WEBER, E. J., BARBOSA, A. A., DE TOLEDO P. M., … & de OLIVEIRA, L. F. (2021). The Brazilian Cerrado is becoming hotter and drier. Global Change Biology, 27(17), 4060-4073. 

  6. VIEIRA, L. et al. Reviewing the Cerrado’s limits, flora distribution patterns, and conservation status for policy decisions. Land Use Policy, v. 115, p. 106038, 2022.

  7. MMA, 2011. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Cartilha). Ministério do Meio Ambiente, Brasília, DF.

  8. BRASIL. Lei Federal n. 12.651, de 25 de maio de 2012. Novo Código Florestal. Brasília: Senado Federal, 2012. 

  9. MAPBIOMAS, 2022. Desmatamento em 2021 aumentou 20%, em todos os biomas. Disponível em: https://mapbiomas.org/desmatamento-em-2021-aumentou20-com-crescimento-em-todosos-biomas-1Acesso em: 23 de agosto de 2022. 

  10. IPCC, 2022. Climate Change 2022: Impacts, Adaptation and Vulnerability.  Disponível em: https://www.ipcc.ch/report/ar6/wg2/Acesso em: 23 de agosto de 2022.

  11. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.

 

Serra Nossa, Sempre Viva

Serra Nossa, Sempre Viva

Nas campinas da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, nascem belas flores sempre-vivas que, a cada ano, são colhidas por comunidades locais para comercialização e têm seu território cuidado para que, no próximo ano, novas flores cresçam. Esse ciclo que vem atravessando gerações já se tornou parte da história e da tradição das cidades de Diamantina, Presidente Kubitschek e Buenópolis. Suas comunidades tradicionais apanhadoras de flores sempre-vivas são reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), desde 2020, como Sistema Importante do Patrimônio Agrícola Mundial, título concedido pela primeira vez ao Brasil. O documentário, que tem duração de 37 minutos, aborda três pontos muito importantes para as comunidades apanhadoras de sempre-vivas: a relação delas com o território onde vivem e a Serra do Espinhaço; a luta pela regularização fundiária das comunidades, que estão sendo proibidas de praticar sua atividade tradicional e sustentável por causa da criação de Unidades de Conservação (UCs) no local; e a construção dos Protocolos de Consulta Prévia, Livre e Informada, um direito previsto pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que visa garantir às comunidades tradicionais a consulta sobre qualquer modificação que afete suas vidas ou seu território. Lançamento do documentário Serra Nossa, Sempre Viva: protocolos de consulta das apanhadoras de flores (37 min), produção coletiva Codecex e Terra de Direitos Data: 14 de setembro, às 16h Festival das Apanhadoras de Flores Sempre-vivas Local: Mercado Velho – Diamantina (MG)*Entrada gratuita

 

Mais informações:  https://bit.ly/3D5H7G9

O documentário completo você pode assistir em https://lnkd.in/gzJxPzTY

Restauração para o futuro do bioma

Restauração para o futuro do bioma

A partir das 15h no YouTube, o “Dia Nacional do Cerrado: Restauração para o futuro do bioma”, webinar realizado pela Araticum.O evento contará com apresentações de representantes da Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM-Bio), Rede Sementes do Cerrado, Cargill, Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Cooperaçu e Agroicone.


Para assistir o webinar, acesse: http://bit.ly/cerrado2022

Inauguração do Museu do Fogo

Inauguração do Museu do Fogo

A BRIVAC em parceria com o Instituto S2 e a Vila Nômade, inaugurará o mais novo empreendimento em Cavalcante / GO, o Museu do Fogo, o primeiro do país. Com a colaboração de figuras renomadas, que encabeçaram algumas das principais ações e pesquisas científicas do país, alinhado ao conhecimento dos povos tradicionais, indígenas e Kalunga, seus costumes e a sua relação com o Fogo e o Cerrado, inspirou-se o projeto do Museu do Fogo. 

 

Acreditamos que para promover as mudanças que esperamos ter em nossas vidas precisamos primeiro nos conhecer, e o Museu vem pra isso. Trazer a público o conhecimento e o entendimento sobre o Cerrado e suas origens, sua relação com o Fogo. Trazer a público este saber, vindos daqueles que durante milhares de anos convivem e usam o Fogo não só para sua própria sobrevivência, mas também a do bioma Cerrado. Trazer a reflexão sobre nosso momento atual, as políticas públicas sobre uso do fogo, incêndios florestais e o manejo integrado do fogo. Muito felizes por mais esta realização e contamos com a presença de todos e todas, que sempre nos ajudaram e fortaleceram nossa missão através da BRIVAC. Sem vocês este projeto também não seria possível.

 

Sendo assim, por todos nós, aos  povos originários e tradicionais, à Cavalcante e a Chapada dos Veadeiros, à nossa sobrevivência como seres históricos, e à todos os biomas do país e do mundo.

Sejam todos bem-vindos!!!

11 de setembro – Dia Nacional do Cerrado

11 de setembro - DIA NACIONAL DO CERRADO

O Dia do Cerrado foi fixado em 11 de setembro, por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 é também uma homenagem ao ambientalista e um dos fundadores da Rede Cerrado, Ary José de Oliveira, o Ary Pára-Raios. A data do nascimento do ambientalista, ator, diretor de teatro e árduo defensor dos direitos humanos e do meio ambiente nos compromete a seguir sua luta que é a de todas e todos que defendemos a Vida.

 

Ary Pára-Raios transformou a cultura do bioma Cerrado em arte mambembe, ele foi o fundador do grupo teatral Esquadrão da Vida – uma das mais conhecidas troupe de artistas do Distrito Federal. Comprometido com a causa socioambiental, Ary Pára-Raios participou de diversas discussões em audiências públicas e em reuniões de colegiados, onde fazia da arte um instrumento para transmitir o recado direto e correto para as autoridades e a sociedade civil. Entre vários debates que ele se envolveu, destaque para o Código Florestal.

 

Aos 63 anos, Ary Pára-Raios faleceu vítima de um câncer, deixando um legado de esperança para os brasileiros.

Inauguração Espaço Toca Trilha Krahô

Inauguração Espaço Toca Trilha Krahô

Em comemoração ao Dia do Cerrado, o Jardim Botânico de Brasília apresenta o Espaço Toca, localizado em sua Trilha Krahô.

Em parceria com os artistas visuais Janice Affonso, Leci Augusto e Marcos Morello, o Espaço Toca será um ponto de parada para refletir, meditar, descansar, ler e se encantar com a arte e traços criativos representando a rica fauna do Cerrado. 

SMDB CONJ.12, Área Especial, s/n

Brasília – DF

Carta dos Povos do Cerrado à União Europeia

Carta dos Povos do Cerrado à União Europeia

“Nas últimas semanas, a Rede Cerrado formulou a Carta dos Povos do Cerrado, dirigida à União Europeia. O principal objetivo é incluir o nosso bioma na regulação que exige desmatamento zero para a importação de produtos agrícolas.Um pedido necessário, já que o Cerrado é um bioma brasileiro que cobre um território equivalente às superfícies somadas da França, Espanha, Alemanha, Itália, Portugal, Dinamarca, Holanda e Bélgica, onde vivem mais de 25 milhões de pessoas.É um bioma extremamente biodiverso reconhecido como um hotspot planetário, que contempla mais de 5% da biodiversidade mundial, com mais de 12.000 espécies de plantas nativas e alto nível de endemismo.O Cerrado tem importantes contribuições para o equilíbrio climático regional e global devido a seus estoques de carbono. E, por isso, esperamos o apoio dos membros do Conselho, Comissão e Parlamento da União Europeia nessa luta para cuidar das pessoas que protegem a fauna e a flora da nossa casa coletiva, que é a Terra”.

 

 https://www.youtube.com/watch?v=JSUgv0y7D7o

O partejar e a farmacopeia de Dona Flor

O partejar e a farmacopeia de Dona Flor

Está saindo do forno o livro “O partejar e a farmacopeia de Dona Flor – Histórias e ensinamentos de uma mestra quilombola”.

Dona Flor é Raizeira, cuida de plantas, de animais, de gentes, da família, da comunidade e do mundo. Como parteira, recebeu, em seus braços, 335 vidas. Gestou 18 filhas(os) e adotou mais de 27.

Florentina Pereira Santos é Quilombola da comunidade Moinho – Chapada dos Veadeiros, neta de indígena, foi boia fria, garimpeira, tropeira, feirante, agente comunitária de saúde e assistente social.

 

O lançamento vai contar com a participação das(os) artistas:

@marinhomc_@ereofc, e @chiquinhosilvaoficial.

 

A publicação faz parte de um projeto contemplado pelo fundo de Arte e Cultura do estado de Goiás, em um edital específico para cultura popular.