Serra Nossa, Sempre Viva

Nas campinas da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, nascem belas flores sempre-vivas que, a cada ano, são colhidas por comunidades locais para comercialização e têm seu território cuidado para que, no próximo ano, novas flores cresçam. Esse ciclo que vem atravessando gerações já se tornou parte da história e da tradição das cidades de Diamantina, Presidente Kubitschek e Buenópolis. Suas comunidades tradicionais apanhadoras de flores sempre-vivas são reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), desde 2020, como Sistema Importante do Patrimônio Agrícola Mundial, título concedido pela primeira vez ao Brasil. O documentário, que tem duração de 37 minutos, aborda três pontos muito importantes para as comunidades apanhadoras de sempre-vivas: a relação delas com o território onde vivem e a Serra do Espinhaço; a luta pela regularização fundiária das comunidades, que estão sendo proibidas de praticar sua atividade tradicional e sustentável por causa da criação de Unidades de Conservação (UCs) no local; e a construção dos Protocolos de Consulta Prévia, Livre e Informada, um direito previsto pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que visa garantir às comunidades tradicionais a consulta sobre qualquer modificação que afete suas vidas ou seu território. Lançamento do documentário Serra Nossa, Sempre Viva: protocolos de consulta das apanhadoras de flores (37 min), produção coletiva Codecex e Terra de Direitos Data: 14 de setembro, às 16h Festival das Apanhadoras de Flores Sempre-vivas Local: Mercado Velho – Diamantina (MG)*Entrada gratuita

 

Mais informações:  https://bit.ly/3D5H7G9

O documentário completo você pode assistir em https://lnkd.in/gzJxPzTY

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