Farmácia Caseira

Farmácia Caseira

A  obra “Farmácia Caseira” organizada por Josefa Francisco Gomes Ataídes, Robson Caldas de Oliveira e Vera Lúcia Ribeiro de Carvalho Bueno.
 
O livro, além de trazer receitas de uso das plantas medicinais, mostra também o cuidado e o respeito que se deve ter durante todo o processo, desde a procedência e qualidade das ervas que serão utilizadas, ao manuseio, utensílios, condicionamento e uso dos produtos.
 
 
 
A publicação contempla parte do conhecimento tradicional e ancestral da agricultora Josefa Ataídes, egressa do Curso de Viveiricultora do IFB Campus São Sebastião e responsável pelo Espaço Terapêutico Chá da Terra. A mestra contou com o auxílio dos professores do IFB Robson Caldas e Vera Bueno para organizar algumas das receitas que ministra há anos em oficinas país afora.
 
A obra completa pode ser acessada no link http://revistaeixo.ifb.edu.br/index.php/editoraifb/issue/view/147 
 
Esse livro foi apoiado pelo projeto de extensão “Enfrentamento à violência contra as mulheres por meio do empoderamento e qualificação de profissionais viveiristas”.

Disponível em:
 

COP-27: o Cerrado tem papel central na manutenção do equilíbrio climático global

COP-27: o Cerrado tem papel central na manutenção do equilíbrio climático global

Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas 2022 acontecerá de 6 a 18 de novembro em Sharm El-Sheikh, Egito.

Na data de abertura da COP27, o Panda Hub realizará o evento O papel da população local para proteger um dos maiores estoques de carbono e biodiversidade: o Cerrado, com a participação de Ane Alencar, Diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia); Sandra Braga, representante da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq); Jean Timmers, Gerente de Políticas e Advocacia para Cadeias de Suprimentos Livres de Desmatamento e Conversão do WWF; e Tiago Reis, representando a Trase. O debate está marcado para às 15h, hora local de Sharm-el-Sheik.

Na quinta-feira, dia 10, às 17h15, será realizado um segundo evento paralelo no Brasil Hub, organizado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) em parceria com Fase, WWF-Brasil, IPAM, Instituto Cerrados e Rede Cerrado . Desta vez, o foco será no Acordo de Associação UE-Mercosul, na due diligence de produtos livres de desmatamento e nos desafios para o Cerrado. Com a implementação do acordo, os riscos de abordagens focadas apenas na floresta podem criar uma pressão de recuperação ainda mais considerável de destruição em ecossistemas não florestais, suas comunidades locais e povos indígenas. Os eventos destacarão uma carta enviada às instituições políticas da União Europeia por comunidades locais organizadas por meio de uma rede nacional chamada Rede Cerrado, reconhecendo seus esforços na construção de legislação para conter o desmatamento no Sul Global e exigindo três ações ainda não contempladas no documento aprovado pelo Parlamento Europeu em setembro. Para as comunidades locais do cerrado, a legislação deve incluir ecossistemas naturais (adicionando ecossistemas não florestais), garantir transparência na origem dos produtos e exigir respeito aos direitos humanos.

A área cultivada no Brasil triplicou entre 1985 e 2020, passando de 19 milhões de hectares para 55 milhões, segundo dados do Mapbiomas. Destes, 36 milhões de hectares são dedicados exclusivamente à soja, em uma área maior que a Itália. Mais da metade dessa área está localizada na savana brasileira, o Cerrado, que concentra 65% da soja associada ao desmatamento no país. Foram 17 milhões de hectares desmatados para soja nos últimos 36 anos. Da produção total, quase 15% da soja importada pela União Europeia é produzida no bioma central do Brasil. Nesse sentido, o que acontece em territórios tradicionais brasileiros é impactado diretamente pelas decisões tomadas em Bruxelas.

Rica em recursos naturais e repleta de comunidades locais, a savana mais importante do mundo desempenha um papel fundamental no desenvolvimento alternativo. No entanto, enfrenta ameaças que estão resultando em mortes de rios e altos índices de conflitos rurais.

Com esses eventos paralelos, as organizações querem contribuir para o debate sobre direitos humanos, direitos territoriais e cumprimento da Declaração de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra em relação aos desafios climáticos. Também tem o objetivo de dialogar com representantes do setor privado e governos (sub)nacionais.

Consulta Pública para a criação do Monumento Natural da Pedra Fundamental

Consulta Pública para a criação do Monumento Natural da Pedra Fundamental

Consulta Pública

Dia: 11/11/2022 – das 14 às 17 horas

imagemEsperamos por você auditório Amantino Maciel Castro do Instituto Federal de Brasília (IFB – Planaltina), Brasília/DF

imagemA gravação da reunião será disponibilizada no YouTube do Instituto Brasília Ambiental.

Para ler o Estudo Técnico realizado pela Funatura ou ter acesso a outras informações, acesse o site:

www.brasiliaambiental.df.gov.br

Nossa Homenagem a Laís Aderne “Arte na Vida Laís Aderne” por Silva Aderne

Nossa Homenagem a Laís Aderne "Arte na Vida Laís Aderne" por Silva Aderne

Laís Aderne (1937-2007) trabalhou 30 anos com o resgate cultural de comunidades do cerrado. Foi pintora, gravadora, curadora, diretora de teatro. Professora na Universidade de Brasília, unia a prática das artes e as atividades sociais, desenvolvendo um dos mais interessantes projetos de arte-educação no município de Alexânia (GO), onde criou a Feira do Troca de Olhos d’Água. Sua irmã, Sílvia Aderne, foi atriz desde 1963 e é uma das criadoras do Umbu, um grupo de teatro que trabalhou especialmente para crianças. Ela também foi professora na Escolinha de Arte do Brasil e integrou o elenco do Cirque Du Soleil. 

 

Disponíve em: https://www.youtube.com/watch?v=ztEvDLwR384

O território Xavante em ameaça: resistir para não dividir

O território Xavante em ameaça: resistir para não dividir

O Cerrado está no centro da cultura e da organização social xavante. Enquanto ele é entendido pelo Estado como um objeto sem agência, que está disponível para o uso humano e que pode ser explorado pelos grandes empreendimentos em nome do “desenvolvimento nacional”, para os xavante, e outros povos indígenas, o Cerrado tem outra essência: ele é um ator que possibilita o modo de vida, o modo de pensamento, a cultura xavantes. Berenice Redzani Toptiro, da TI Sangradouro/Volta Grande, é professora com estudos em Educação Intercultural pela Universidade de Goiás (UFG). Ela nos contou como o Cerrado, na verdade, é o sujeito central de toda a visão de mundo xavante, já que é ele quem dá a vida, é ele quem oferece tudo aquilo que nutre o corpo e a alma dos xavante. O cará, o pequi, o feijão xavante, a onça, o porco do mato, a palha e as toras de buriti, as águas e as montanhas são alguns dos elementos gerados pelo Cerrado e que garantem a soberania alimentar de diversos povos e comunidades.

Nutrir-se com o Cerrado não tem relação apenas com a alimentação, mas também com o mundo espiritual. Os rituais e cerimônias dos xavante, por exemplo, precisam desses frutos, raízes, árvores e animais que o Cerrado oferece e a contrapartida xavante é, justamente, o cuidado com essa terra. É preciso cuidar porque o Cerrado também é aquele que guarda a alma dos guardiões, dos ancestrais, daqueles que vieram antes e possibilitaram que os de hoje continuem ali. “E essa alma está ligada no Cerrado e na natureza que fortalece a nossa mente, que nós respiramos todos os dias no ar puro”, reforçou Berenice.   No texto “O território Xavante em ameaça: resistir para não dividir”, escrito por Hiparidi Dzutsi´wa e Ana Carolina, temos em detalhes como os projetos impulsionados pelo atual governo do Brasil afetam a terra, o acesso aos alimentos, à agua e a organização cultural dos povos e comunidades tradicionais.

Sem consulta legal a comunidade, os incêndios e o desmatamento na Terra Indígena Xavante, em Mato Grosso, que giram em torno do projeto inconstitucional “Agroxavante”, traz as consequências dos interesses políticos de ruralistas da região e de parlamentares. Essa intervenção política tem provocado diversos conflitos no território. 

Disponível em:

https://agroefogo.org.br/blog/2022/10/05/o-territorio-xavante-em-ameaca-resistir-para-nao-dividir/?fbclid=IwAR2iRiGsL1p12qp4kG0GO86dzDEhNAjqV1KbtnPHREiLZUXNzca5UKqKDf0

Ouça a voz que vem dos povos e comunidades tradicionais!

https://www.youtube.com/watch?v=hUpzkeAUU2E

O pequi sem espinho é uma realidade 

O pequi sem espinho é uma realidade 

 A Emater publicou um edital em que viveiristas e agricultores familiares podem manifestar interesse em adquirir mudas de pequi sem espinhos.

O cadastro deve ser feito pelo site https://www.emater.go.gov.br/, na parte inferior da página “aquisição de mudas de pequi”. Mas não pode perder tempo, porque as inscrições vão só até dia 31 de outubro.

Para o cadastro é necessário ter inscrição ativa no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) ou cadastro de acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).A ação é uma parceria com a Embrapa Cerrados e tem o intuito de favorecer a fecundação cruzada e a produção de frutos de qualidade.

Cerrado brasileiro, a savana mais biodiversa do mundo

Cerrado brasileiro, a savana mais biodiversa do mundo

O Cerrado brasileiro constitui a savana mais biodiversa do mundo e está desaparecendo a cada dia As formações campestres e savânicas se espalham por 27% do território brasileiro e predominam em quatro dos seis biomas existentes no país: o Cerrado, a Caatinga, o Pampa, o Pantanal a Mata Atlântica e a Amazônia 77,2% da matriz elétrica brasileira é suprida pela hidroeletricidade e a degradação do Cerrado põe em risco esse recurso energético e ameaça a oferta de água doce para o consumo da população e atividades agrícolas. Em edição especial da revista Science, alguns dos principais pesquisadores do tema argumentam que a recuperação das áreas degradadas requer soluções mais complexas, e que considerem as especificidades do bioma. Entrevista com a ecóloga Alessandra Fidelis, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coatora do artigo. 

 

Leia mais em https://agencia.fapesp.br/39351 Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RA7FFJafOSE&t=4s

 

Sítio geológico a 8 km de Montes Claros-MG pode ter certificação pelo Guinness Book

Sítio geológico a 8 km de Montes Claros-MG pode ter certificação pelo Guinness Book

Trata-se de espeleotemas denominados “pérolas gigantes”, as maiores do planeta, presentes nos 70 metros iniciais da entrada da Lapa D’Água, que é uma das dezenas de cavernas que integram o Parque Estadual da Lapa Grande, criado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) em 2014, com extensão de 15.360 hectares, composto por cerrado e Mata Atlântica, cavernas e mananciais que abastecem mais de 30% da população do município.O reconhecimento mundial foi consolidado pela publicação da pesquisa “Avaliação e caracterização da Lapa D’Água e suas pérolas gigantes como um geossítio”, iniciada no final da década de 1980 pelo Espeleogrupo Peter Lund, pela Sociedade Excursionista e Espeleológica de Ouro Preto e, mais recentemente, pelo Serviço Geológico do Brasil, Empresa Pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia; bem como pelo Instituto de Geologia da Universidade de São Paulo (USP), com pesquisa em andamento. Montes Claros é um município da unidade federativa Minas Gerais. Seu território é composto 100% pelo bioma Cerrado. 

https://onorte.net/variedades/sitio-geologico-a-8km-de-moc-pode-ter-certificac-o-pelo-guinness-book-1.927961?fbclid=IwAR2nS0KJyoMVsXc3sM3hPpXv6VGkA2-I4RVLTJwMatK2tnSWci2dz8FxuAg

Simpósios e Oficinas SOBRE2022

Simpósios e Oficinas SOBRE2022

A Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE) surgiu a partir da Rede Brasileira de Restauração Ecológica (REBRE), uma rede informal de pessoas, formada em 2010, para promover debates, colaboração técnica e troca de experiências entre diversos atores envolvidos nos esforços de restauração ecológica no Brasil. Fundada em 2014, em Antonina, PR, durante uma oficina de trabalho da REBRE, a SOBRE tem como objetivo a disseminação de conhecimento científico e das melhores práticas de restauração ecológica, de forma a orientar a tomada de decisão, em políticas públicas e legislação. A SOBRE e REBRE são iniciativas consideradas “irmãs”, com alcance de aproximadamente 3.500 atores da restauração ecológica em todo o território nacional.A cada dois anos a SOBRE promove a Conferência Brasileira de Restauração Ecológica e, desde 2017, cerca de 2000 profissionais e estudantes da restauração no Brasil atenderam ao evento, que vem se consolidando como espaço de referência para discutir e divulgar os desafios e inovações da restauração no país.Com sua próxima edição programada para ocorrer entre os dias 28 de novembro e 02 de dezembro de 2022, a IV Conferência Brasileira de Restauração Ecológica deverá retomar seu formato presencial na cidade de Vitória, Estado do Espírito Santo, tendo como tema a Restauração Multifuncional e Mudanças Climáticas.

 

Programação:

https://sobrestauracao.org/sobre2022/

Distrito Federal perde metade do seu Cerrado

Distrito Federal perde metade do seu Cerrado

Dados do IBGE apontam um avanço agressivo do agronegócio sobre as terras virgens do Distrito Federal, ocupando 1/4 das terras. Outra parcela de igual tamanho foi comprometida pela expansão urbana. A área de vegetação nativa se resume hoje à metade do que existia há 60 anos. Epecialistas temem os reflexos, notadamente, quanto à segurança hídrica da Capital Federal.Nessas duas décadas, em termos absolutos, o IBGE informa que a área da vegetação nativa apresentou a maior retração, 329 km² (10,2%). Passou de 3.226 km² para 2.897 km². Já a florestal, que costuma se fazer mais presente junto aos córregos e riachos da região, perdeu 3 km² (5,1%). A ocupação pelo agronegócio de terras cobertas por formações florestais passou de 56 km² para 59 km², no DF. Na visão da Sema, contudo, áreas tradicionalmente rurais estão sendo griladas e transformadas em urbanas e exemplifica com a região do Rodeador, em Brazlândia. Leia a notícia: https://chicosantanna.wordpress.com/2022/10/10/distrito-federal-perde-metade-do-seu-cerrado/?fbclid=IwAR0x6i8W8iuXTInPtZVi7K-VjP67P-RB2ZEnKYJZpgshk7A1fkPg85isb08