Uma expedição científica para estudar o já ameaçado boto-do-araguaia

Uma expedição científica para estudar o já ameaçado boto-do-araguaia

Foto: Rio Cicia/Wikimedia

Informações físicas, fisiológicas e hormonais coletadas contribuem para a conservação do boto-do-araguaia, espécie recém-descoberta e já ameaçada de extinção

Pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da USP, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), realizaram uma expedição científica pela bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia com o objetivo de estudar o boto-do-araguaia (Inia araguaiaensis), espécie de golfinho de água doce endêmica da região e considerada sob risco de extinção.

O estudo, publicado recentemente, descreve as condições físicas, fisiológicas e hormonais de indivíduos da espécie, comparando parâmetros entre animais de áreas com diferentes níveis de impacto humano. Essa abordagem permitiu avaliar a influência de fatores ambientais e antropogênicos sobre a saúde dos botos, contribuindo para a formulação de estratégias de conservação mais eficazes.

Diferentemente do boto-vermelho (Inia geoffrensis), o boto-do-araguaia foi descrito apenas em 2014, e ainda há escassez de informações científicas sobre sua biologia e ecologia. A pesquisadora Daniela M. D. de Mello, pós-doutoranda em Fisiologia no IB/USP, destaca que essa lacuna de conhecimento motivou o estudo: entender melhor as populações e as ameaças enfrentadas por essa espécie rara é essencial para sua preservação.

Habitando trechos entre os biomas do Cerrado e da Amazônia, o boto-do-araguaia está exposto a múltiplas pressões, como o avanço da agricultura intensiva e os efeitos da sazonalidade hídrica da região, marcada por enchentes e secas cada vez mais extremas. Essas dinâmicas afetam diretamente o nível dos rios, reduzindo o habitat disponível e comprometendo a sobrevivência da espécie.

A pesquisa reforça a urgência de ações integradas de monitoramento e conservação na bacia Tocantins-Araguaia, destacando o papel da ciência na preservação de espécies ameaçadas e na manutenção da biodiversidade brasileira.

Para saber mais:
Jornal da USP – Uma expedição científica para estudar o já ameaçado boto-do-araguaia

Seminário Diálogos Ambientais: Compartilhando e Conectando Saberes para a Restauração Ambiental

Seminário Diálogos Ambientais: Compartilhando e Conectando Saberes para a Restauração Ambiental

 

O Seminário Diálogos Ambientais será realizado entre os dias 12 e 14 de junho, no Auditório Maria Geralda de Almeida, no IESA/UFG. Com o tema “Conectando Saberes para a Restauração Ambiental”, o evento tem como propósito fomentar o intercâmbio de experiências, pesquisas e práticas voltadas à proteção e recuperação ambiental.

Intitulado “Diálogos Ambientais: Compartilhando e Conectando Saberes para a Restauração Ambiental”, o seminário surge da necessidade urgente de criar um espaço de diálogo e troca de conhecimentos sobre restauração ambiental — tema de relevância global e central para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

O objetivo principal é promover o compartilhamento e a conexão de saberes entre diferentes atores envolvidos com a temática, fortalecendo redes de colaboração e estratégias integradas de ação.

A programação contará com conferências, mesas-redondas, palestras e minicursos, conduzidos por pesquisadores, técnicos e representantes de comunidades com atuação direta em restauração ambiental.

O público-alvo inclui especialistas, pesquisadores, estudantes, representantes do governo, do setor privado e da sociedade civil.

A participação é gratuita e haverá emissão de certificados.

O evento é organizado por diversos programas e laboratórios da UFG, com o apoio de instituições parceiras.

Inscreva-se agora:
https://www.even3.com.br/seminario-dialogos-ambientais/

Participe, compartilhe saberes e fortaleça as ações em prol da restauração ambiental.

Programação

Cerrado: O Elo Sagrado das Águas do Brasil, o mais novo projeto da Ambiental

Cerrado O Elo Sagrado das Águas do Brasil, o mais novo projeto da Ambiental

 

Dados apontam que seis grandes bacias do bioma já tiveram uma redução de 27% na vazão desde a década de 1970. É como se a savana mais biodiversa do planeta, que abastece grande parte do país, perdesse 30 piscinas olímpicas de água por minuto.

Este é apenas um dos resultados de uma extensa análise. Em uma cooperação técnica focada no processamento de dados, nossa equipe teve acesso a mais de 50 anos de dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), além de explorar 35 anos de dados geoespaciais do Mapbiomas.

As principais descobertas, representadas em mapas 3D e em um dashboard com gráficos inéditos e impactantes, serão apresentadas em um webinário gratuito no dia 23 de junho, às 11h.

O evento, mediado por Thiago Medaglia, diretor-executivo da Ambiental, também vai debater as principais ameaças ao bioma e os caminhos possíveis. Participarão do debate Ane Alencar, diretora de ciência do IPAM Amazônia; Elizete Carvalho, integrante da Comunidade Tradicional de Fecho de Pasto de Clemente (BA); e Yuri Salmona, coordenador científico do projeto, fundador e diretor-executivo do Instituto Cerrados.

Participar é simples e gratuito. Inscreva-se pelo link:
https://zoom.us/webinar/register/WN_Hdnfd27gQ8iqzG5-nUmB4A

Insetos a prova de fogo: estudo sobre os besouros do Cerrado

Insetos a prova de fogo estudo sobre os besouros do Cerrado

Uma pesquisa sobre a surpreendente resistência de larvas de besouros a incêndios florestais no Cerrado brasileiro ganhou repercussão internacional após ser publicada na revista Ecology, da Ecological Society of America. O estudo revelou que as galhas vegetais, estruturas formadas em plantas como a lobeira (Solanum lycocarpum), funcionam como verdadeiros abrigos térmicos naturais, protegendo as larvas do besouro Collabismus clitellae mesmo após incêndios de alta intensidade — com uma taxa de sobrevivência de aproximadamente 66%.

Com a participação do professor Walter Santos de Araújo, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), e liderado pelo professor Jean Carlos Santos, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o trabalho também foi destaque no jornal The New York Times em 25 de maio.

As galhas, além de serem fascinantes interações ecológicas, demonstram a capacidade adaptativa de insetos a distúrbios comuns nas savanas tropicais. A descoberta amplia o conhecimento sobre a resiliência da fauna do Cerrado e reforça a importância da pesquisa ecológica diante do avanço das mudanças climáticas.

Fonte: Jornal da Cidade GV – 2024.

Organizações denunciam criminalização de comunidades tradicionais e militantes no oeste da Bahia

Organizações denunciam criminalização de comunidades tradicionais e militantes no oeste da Bahia

O Coletivo dos Fundos e Fechos de Pasto da Bacia do Rio Corrente, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Comissão Pastoral da Terra – CPT/BA, a Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais da Bahia (AATR/BA), a Campanha Nacional contra a Violência no Campo, a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP) e a Escola de Ativismo vêm a público denunciar a escalada de criminalização contra militantes do MAB e comunidades tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto no oeste do estado da Bahia.

Na última sexta-feira, 16 de maio de 2025, dois trabalhadores da comunidade tradicional de Brejo Verde, localizada no município de Correntina (BA), foram presos de forma arbitrária no aeroporto do Rio de Janeiro (RJ). Os detidos são Solange Moreira Barreto e Silva, camponesa, fecheira, agente comunitária de saúde e militante do MAB, e seu companheiro, Vanderlei Moreira e Silva, também camponês e fecheiro. O casal encontrava-se em viagem particular, planejada há anos, e foi surpreendido pela prisão sem qualquer esclarecimento prévio sobre as acusações que motivaram a medida.

Além deles, outros quatro integrantes da comunidade enfrentam mandados de prisão em aberto, sem que tenham sido formalmente informados das acusações. Desde a data das prisões, advogadas das organizações envolvidas tentam obter habilitação no processo criminal junto à Comarca de Coribe (BA), tendo seus pedidos reiteradamente negados. A realização de audiência de custódia sem o devido acesso da defesa aos autos configura violação grave aos direitos constitucionais ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.

Os ataques jurídicos e policiais não se restringem às prisões. Na madrugada do dia 17 de maio, o rancho coletivo da comunidade de Brejo Verde foi destruído e incendiado. Relatos apontam também para a presença de seguranças privados armados no Fecho de Entre Morros, intimidando trabalhadores e impedindo o manejo tradicional do gado nas áreas de uso comum. No dia 19 de maio, viaturas das polícias Militar e Civil invadiram os territórios das comunidades de Brejo Verde e Aparecida do Oeste, arrombaram residências sem mandado judicial e ameaçaram familiares dos trabalhadores criminalizados, gerando um clima de medo, repressão e violência psicológica entre os moradores.

Desde a década de 1970, as comunidades tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto denunciam sucessivas ações de grilagem, violência armada, destruição de bens comuns e omissão do poder público. A região do oeste da Bahia, especialmente o município de Correntina, figura entre os mais conflituosos do estado, conforme os dados da Comissão Pastoral da Terra, que apontam 132 ocorrências de conflitos agrários entre 1985 e 2023. Esse número tem crescido de forma alarmante nos últimos anos, refletindo o avanço do agronegócio sobre territórios coletivos e tradicionais.

O uso do aparato policial e judicial para intimidar, criminalizar e desmobilizar lideranças camponesas e tradicionais representa uma clara violação aos direitos humanos e territoriais dessas populações. Diante da gravidade dos fatos, as organizações signatárias desta nota reiteram suas exigências:

  • A libertação imediata dos trabalhadores detidos injustamente;

  • A habilitação das advogadas da defesa no processo criminal, garantindo pleno acesso aos autos;

  • A suspensão imediata das ações policiais em territórios tradicionais, especialmente as realizadas sem respaldo legal.

Leia a Nota de Denúncia e Repúdio na íntegra:
https://cptba.org.br/nota-de-denuncia-e-repudio

A Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, em parceria com a Via Campesina Brasil, lançou a Nota Técnica intitulada:
“Política Territorial, Fundiária e Ambiental no Brasil – Balanço do Governo Lula 3”.

O documento foi entregue ao governo federal durante um seminário nacional sobre políticas fundiárias, reunindo movimentos sociais, organizações da sociedade civil e pesquisadores. A publicação apresenta uma análise crítica e fundamentada das ações e omissões do atual governo em relação à estrutura fundiária brasileira, à regularização de territórios tradicionais e à gestão ambiental.

Entre os principais pontos abordados estão:

  • a concentração fundiária histórica, agravada pela ausência de uma política efetiva de democratização do acesso à terra;

  • a paralisia ou lentidão nos processos de regularização de territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais;

  • a fragilidade institucional na proteção de bens comuns e de áreas ambientalmente sensíveis;

  • e a relação direta entre a falta de políticas públicas estruturantes e o avanço das mudanças climáticas, sobretudo nos biomas Cerrado e Amazônia.

 

Nota Técnica: “Política Territorial, Fundiária e Ambiental no Brasil – Balanço do governo Lula 3”

Nota Técnica: “Política Territorial, Fundiária e Ambiental no Brasil – Balanço do governo Lula 3”

Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e Via Campesina divulgam Nota Técnica com balanço crítico das políticas territoriais, fundiárias e ambientais do governo Lula 3

A Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, em parceria com a Via Campesina Brasil, lançou a Nota Técnica intitulada:
“Política Territorial, Fundiária e Ambiental no Brasil – Balanço do Governo Lula 3”.

O documento foi entregue ao governo federal durante um seminário nacional sobre políticas fundiárias, reunindo movimentos sociais, organizações da sociedade civil e pesquisadores. A publicação apresenta uma análise crítica e fundamentada das ações e omissões do atual governo em relação à estrutura fundiária brasileira, à regularização de territórios tradicionais e à gestão ambiental.

Entre os principais pontos abordados estão:

  • a concentração fundiária histórica, agravada pela ausência de uma política efetiva de democratização do acesso à terra;

  • a paralisia ou lentidão nos processos de regularização de territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais;

  • a fragilidade institucional na proteção de bens comuns e de áreas ambientalmente sensíveis;

  • e a relação direta entre a falta de políticas públicas estruturantes e o avanço das mudanças climáticas, sobretudo nos biomas Cerrado e Amazônia.

 

47% das terras brasileiras estão nas mãos de apenas 1% dos proprietários, o que revela o grau alarmante de concentração fundiária no país”, destaca Mauricio Correia, advogado popular e autor da nota. Segundo ele, a persistência desse cenário contribui para a intensificação dos conflitos no campo, o avanço do desmatamento e a negação dos direitos territoriais de populações historicamente vulnerabilizadas.

A publicação também aponta que, apesar das promessas feitas durante a campanha eleitoral e dos compromissos firmados com os movimentos do campo, o governo Lula 3 ainda apresenta lentidão na implementação de políticas estruturantes, como a retomada efetiva da reforma agrária, a demarcação de terras indígenas e a titulação de quilombos.

📄 A nota técnica está disponível para download gratuito e pode ser acessada na íntegra pelo link:
👉 Leia o documento completo

𝗣𝗮𝗿𝗰𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼 𝗠𝘂𝘀𝗲𝘂 𝗩𝗶𝗿𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗟𝘂𝘀𝗼𝗳𝗼𝗻𝗶𝗮 𝗲 𝗼 𝗠𝘂𝘀𝗲𝘂 𝗱𝗼 𝗖𝗲𝗿𝗿𝗮𝗱𝗼

𝗣𝗮𝗿𝗰𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼 𝗠𝘂𝘀𝗲𝘂 𝗩𝗶𝗿𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗟𝘂𝘀𝗼𝗳𝗼𝗻𝗶𝗮 𝗲 𝗼 𝗠𝘂𝘀𝗲𝘂 𝗱𝗼 𝗖𝗲𝗿𝗿𝗮𝗱𝗼

O Museu Virtual da Lusofonia e o Museu do Cerrado estabeleceram parceria para a colaboração na partilha de atividades que promovam a divulgação do conhecimento, projetos e programas de interesse comum, e a realização de exposições, seminários, workshops e outros eventos de investigação científica.
O Museu Virtual da Lusofonia, Unidade Cultural da Universidade do Minho, em Portugal, é uma plataforma de cooperação académica nas áreas da ciência, do ensino e das artes, nos países de língua oficial portuguesa e suas diásporas.
Aceda ao site em: https://www.museuvirtualdalusofonia.com
O Museu do Cerrado, por sua vez, tem como missão ser o centro de referência sobre o Sistema Biogeográfico do Cerrado no Brasil, dedicando-se à divulgação e preservação dos conhecimentos científicos, bem como dos saberes e fazeres populares relativos à sociobiodiversidade da savana brasileira. Esta instituição contribui igualmente para a formação de profissionais e cidadãos comprometidos com a cultura do cuidado e da sustentabilidade.
Conheça o Museu do Cerrado em: https://museucerrado.com.br

Nova espécie de perereca-do-Cerrado é batizada em homenagem a personagem de Guimarães Rosa

Nova espécie de perereca-do-Cerrado é batizada em homenagem a personagem de Guimarães Rosa

Pesquisadores brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova espécie de perereca-de-capacete no Cerrado, batizada de Nyctimantis diadorim, em homenagem a Diadorim, enigmático personagem do romance “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa. O nome escolhido evoca não apenas um ícone da literatura nacional, mas também estabelece uma conexão simbólica entre a ciência, a cultura e a paisagem que inspirou uma das maiores obras da literatura brasileira.

A nova espécie foi registrada no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, uma unidade de conservação federal localizada na divisa entre os estados de Minas Gerais e Bahia. O parque protege ecossistemas típicos do Cerrado e abriga uma biodiversidade notável, com espécies raras e endêmicas da flora e fauna. A região em que N. diadorim foi encontrada é caracterizada por áreas de campo rupestre, veredas e matas ciliares, ambientes que sofrem constante pressão por desmatamento, queimadas e expansão agrícola.

A descoberta foi publicada na respeitada revista científica Herpetologica, reforçando a relevância da herpetofauna do Cerrado e a necessidade de intensificar os esforços de pesquisa e conservação no bioma. Segundo os autores, a Nyctimantis diadorim possui características morfológicas únicas, como coloração distinta, presença de um “capacete” ósseo típico do gênero e adaptações à vida em ambientes arbóreos.

A escolha do nome científico busca valorizar não apenas a originalidade da espécie, mas também a cultura brasileira e a simbologia de resistência e ambiguidade que Diadorim representa na obra de Guimarães Rosa. Assim, o batismo torna-se também um apelo à proteção do Cerrado, bioma extremamente ameaçado e ainda subvalorizado frente a sua importância ecológica e sociocultural.

Atualmente, o Cerrado já perdeu cerca de 50% de sua vegetação nativa e é considerado um dos hotspots mundiais de biodiversidade ameaçada. Descobertas como a de Nyctimantis diadorim demonstram que há ainda muito a conhecer – e preservar – nas paisagens do sertão rosiano.

O projeto foi viabilizado por meio de um convênio entre a Semad e a Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) e executado pelo Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento (Lapig), vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa). A ação resultou na produção do Produto 1 do Atlas, que mapeou 12.563 quillômetros quadrados de vegetação nativa – uma área 42% superior ao que apontavam bases como o MapBiomas.
Fonte:
https://jornal.ufg.br/n/191447-atlas-revela-42-mais-vegetacao-nativa-em-goias-com-uso-de-alta-tecnologia

Atlas dos Remanescentes de Vegetação do Estado de Goiás

Atlas dos Remanescentes de Vegetação do Estado de Goiás

Um trabalho detalhado revelou que as bacias dos Rios Meia Ponte e dos Bois, em Goiás, abrigam uma área de vegetação nativa significativamente maior do que se estimava até então. A pesquisa faz parte do projeto Atlas dos Remanescentes de Vegetação do Estado de Goiás, uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad).
O projeto foi viabilizado por meio de um convênio entre a Semad e a Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) e executado pelo Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento (Lapig), vinculado ao Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa). A ação resultou na produção do Produto 1 do Atlas, que mapeou 12.563 quillômetros quadrados de vegetação nativa – uma área 42% superior ao que apontavam bases como o MapBiomas.
Fonte:
https://jornal.ufg.br/n/191447-atlas-revela-42-mais-vegetacao-nativa-em-goias-com-uso-de-alta-tecnologia

Em busca das bonecas Ritxoko, patrimônio Cultural Iny Karajá

Em busca das bonecas Ritxoko, patrimônio Cultural Iny Karajá

Em 2017, três professoras da Universidade Federal de Goiás (UFG) iniciaram o projeto de pesquisa intitulado “Presença Karajá: cultura material, tramas e trânsitos coloniais”, que tem como um de seus principais resultados o mapeamento da presença da cultura Karajá em mais de 80 museus ao redor do mundo. A iniciativa é coordenada por Manuelina Duarte Cândido, da Faculdade de Ciências Sociais (FCS), em parceria com Rita Morais de Andrade, da Faculdade de Artes Visuais (FAV), e com a professora aposentada Nei Clara de Lima, também da FCS.

A equipe do projeto realizou o registro fotográfico e a documentação de acervos pertencentes a quatro museus da cidade de Goiânia, com destaque para o Museu Antropológico da UFG e o Museu Goiano Professor Zoroastro Artiaga.

Segundo a professora Manuelina Duarte, embora o projeto tenha uma orientação acadêmica, seu propósito maior sempre foi estabelecer um diálogo entre os acervos museológicos e as comunidades indígenas contemporâneas, que seguem vivas e atuantes na produção desse patrimônio cultural.

“Nossos campos de pesquisa são os museus, mas sem jamais desconectar o patrimônio musealizado da cultura viva. Para nós, é essencial promover essa conexão e nos empenhar, dentro das nossas possibilidades, em incentivar a continuidade da produção das bonecas Ritxoko, bem como fortalecer a consciência do povo Iny Karajá sobre a relevância simbólica e cultural desse artefato”, destaca Manuelina.

 

Atualmente, o projeto conta com cerca de 20 voluntários, entre docentes, estudantes e representantes da comunidade externa, incluindo participantes indígenas e não indígenas. O grupo tem como meta restituir às comunidades Karajá as informações coletadas, com o intuito de que esses dados também possam ser aproveitados nas escolas indígenas, fortalecendo a valorização e a transmissão intergeracional do patrimônio cultural Iny Karajá.

Fonte:
Reportagem de Anna Paulla Soares – Jornal UFG
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