Bokermannohyla sapiranga

Bokermannohyla sapiranga Brandão et al. 2012

Nome(s) popular(es)

Perereca.

História Natural

Esse anfíbio é de hábitos noturnos, encontrados nos leitos de corpos d’água com correnteza e lamacentos. Os machos podem ser encontrados vocalizando dentro da água, próximo de troncos e rochas no curso hídrico. Os girinos são robustos e bentônicos, são encontrados em remansos e poças permanentes. Os adultos possuem sua dieta composta principalmente por insetos.

Fitofisionomia

É encontrado em formações florestais como matas de galeria e matas ciliares.

Distribuição

A espécie ocorre no Cerrado. Presente nos estados: Goiás e Distrito Federal.

Ameaças e estratégias de conservação

Por ser uma espécie que depende de características muito específicas do ambiente para a reprodução, a destruição das matas e a contaminação da água são as principais ameaças.

Referências

  • LINS, A. C. R., De Magalhaes, R. F., Costa, R. N., BRANDÃO, R. A., Py-Daniel, T. R., MIRANDA, N. E. D. O., … & Pezzuti, T. L. (2018). The larvae of two species of Bokermannohyla (Anura, Hylidae, Cophomantini) endemic to the highlands of central Brazil. Zootaxa, 4527(4), 501-520.
  • Brandao, R. A., Magalhães, R. F., Garda, A. A., Campos, L. A., Sebben, A., & Maciel, N. M. (2012). A new species of Bokermannohyla (Anura: Hylidae) from highlands of Central Brazil. Zootaxa, 3527(1), 28-42.
  • Carvalho, T. R., Giaretta, A. A., Teixeira, B. F. V., & Martins, L. B. (2013). New bioacoustic and distributional data on Bokermannohyla sapiranga Brandão et al., 2012 (Anura: Hylidae): revisiting its diagnosis in comparison with B. pseudopseudis (Miranda-Ribeiro, 1937). Zootaxa, 3746(2), 383-392.
  • Brandão, R. A., Maciel, S. & Álvares, G. F. R. 2016. Guia dos Anfíbios do Distrito Federal, Brasil. Disponível em www.lafuc.com Acesso em 07 de maio de 2019.

Ameerega flavopicta

Ameerega flavopicta (Lutz, 1925)

Nome(s) popular(es)

Sapo-flecha.

História Natural

Esse anfíbio é de hábitos diurnos, encontrados principalmente na época das chuvas, que é o momento de início da reprodução da espécie, inclusive um fato interessante é que os machos carregam os girinos nas costas. Espécie associada a locais rochosos com cursos d’água próximos, como cachoeiras e riachos. Sua dieta é composta principalmente por formigas e outros insetos.

Fitofisionomia

É encontrado em formações abertas como campo limpo, campo sujo e cerrado rupestre. Pode ser encontrado também em ambientes antropizados.

Distribuição

A espécie ocorre no Cerrado. Presente nos estados: Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Tocantins, São Paulo, norte do Pará e nordeste do Maranhão.

Ameaças e estratégias de conservação

A perda de habitat e a contaminação dos recursos hídricos são as principais ameaças dessa espécie.

Curiosidades

O veneno dessa espécie é feito a partir de acumulo de alcaloides que são sequestrados da suas presas (principalmente das formigas).

Referências

  • Claudia Azevedo-Ramos, Rogério Bastos, Paula Cabral Eterovick, Débora Silvano 2004. Ameerega flavopicta. The IUCN Red List of Threatened Species 2004: e.T55222A11273258. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2004.RLTS.T55222A11273258.en. Baixado no dia 07, maio, 2019.
  • Martins, L., & da Silva, W. (2012). Ameerega flavopicta (Lutz, 1925): first dart-poison frog (Anura: Dendrobatidae) recorded for the state of São Paulo, Brazil, with commetns on its adertisement calls and taxonomy. Check List, 8, 502.
  • Haddad, C. F., & Martins, M. (1994). Four species of Brazilian poison frogs related to Epipedobates pictus (Dendrobatidae): taxonomy and natural history observations. Herpetologica, 282-295.
  • Costa, R. C., Facure, K. G., & Giaretta, A. A. (2006). Courtship, vocalization, and tadpole description of Epipedobates flavopictus (Anura: Dendrobatidae) in southern Goiás, Brazil. Biota Neotropica, 6(1), 0-0.
  • Lima, N. G., & Eterovick, P. C. (2013). Natural history of Ameerega flavopicta (Dendrobatidae) on an Island formed by Três Marias hydroelectric reservoir in southeastern Brazil. Journal of Herpetology, 47(3), 480-488.

Odontophrynus cultripes

Odontophrynus cultripes, Reinhardt and Lütken, 1862

Nome(s) popular(es)

Sapo-Verruga e Sapo-Fusca.

História Natural

A dieta dessa espécie ainda não foi estudada. O ciclo reprodutivo aparentemente varia dependendo da localidade, nas áreas de ecótono entre Mata Atlântica e Cerrado foram encontrados machos vocalizando durante o ano todo, indicando uma atividade constante, já em áreas de Cerrado o ciclo reprodutivo se inicia no início da época chuvosa.

Fitofisionomia

É encontrado em formações abertas como campo limpo e sujo, além de cerrado rupestre, cerrado stricto senso. Mas também pode ser encontrado nas bordas das áreas florestais como matas de galeria, matas ciliares e cerradão.

Distribuição

A espécie ocorre no Cerrado e nas áreas de transição com a Mata Atlântica. Presente nos estados: Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e norte de São Paulo.

Ameaças e estratégias de conservação

A principal ameaça da espécie é a perda de habitat com o aumento das áreas urbanas, agropecuária e o desmatamento do Cerrado.

Curiosidades

No sapo cururu (Rhinella sp.) vemos duas grandes bolsas de veneno, chamadas de glândulas paratoides, mas no O. cultripes essas glândulas são menores e espalhadas ao longo do seu dorso.

Referências

  • Silvano, D.L. (1999). Padrões de Distribuição Espacial e Temporal e Potencial Indicador de Qualidade Ambiental dos Anuros (Amphibia) na Região da APA São José e entorno, MG, Brasil. UFMG, Belo Horizonte-MG.
  • Caramaschi, U., & Napoli, M. F. (2012). Taxonomic revision of the Odontophrynus cultripes species group, with description of a new related species (Anura, Cycloramphidae).
  • Bastos, R. P., Motta, J. A., Lima, L. P., and Guimaraes, L. D. (2003). Anfíbios da Floresta Nacional de Silvânia, Estado de Goiás.Stylo Gráfica e Editora, Goiânia.
  • Giaretta, A. A., Menin, M, Facure, K. G., and de C. Kokubum, M. N. (2008). ”Species richness, relative abundance, and habitat of reproduction of terrestrial frogs in the Triângulo Mineiro region, Cerrado biome, southeastern Brazil.” Iheringia, 98, 181-188.

Tantilla melanocephala (Coral-falsa)

Tantilla melanocephala (Linnaeus, 1758)

Nome(s) popular(es):

Coral falsa.

História natural:

Tantilla melanocephala (Linnaeus, 1758) é uma serpente de pequeno porte que apresenta hábitos terrestres e criptozoicos, vivendo dentro da serapilheira. Possui dentição opistóglifa, e é especialista em caçar lacraias, principalmente do gênero Ostostigmus. Seus displays defensivos são de fugir e liberar descargas cloacais. Seu nome científico é devido à sua cabeça preta, visto que no latim “melano” significa preto, e “cephala” cabeça.

Distribuição:

Ocorre em todo o Cerrado, possui ampla distribuição na América do Sul.

Referências:

Marques, O.A.V. & Puorto, G. (1998). Feeding, reproduction and growth in the crowned snake Tantilla melanocephala (Colubridae) from southeastern Brazil. Amphibia-reptilia 19: 311-318


Sawaya, R.J., Marques, O.A.V., Martins, M. (2008). Composição e história natural das serpentes do Cerrado de Itirapina, São Paulo, sudeste do Brasil. Biota Neotropica 8(2): 127-149


Wilson, L.D. (1999). Checklist and key to the species of the genus Tantilla (Serpentes: Colubridae), with some commentary on distribution. Smithsonian Herpetological Information Service 122: 1-34

Chironius flavolineatus (Cobra-cipó)

Chironius flavolineatus (Jan, 1963)

Nome(s) popular(es):

Cobra-cipó e Cobra-cipó-de-linha-amarela.

História natural:

Chironius flavolineatus (Jan, 1963) é uma espécie diurna e semi-arborícola. Posui dentição áglifa, e sua alimentação em baseada em anfíbios, mamíferos, lagartos e aves, os quais caça ativamente. Seus principais displays defensivos são inflar o papo, escancarar a boca, descargas cloacais, e em último caso, desferir botes para morder. Seu nome científico é devido à linha amarela que a espécie possui na porção inicial do dorso.

Distribuição:

Amplamente distribuída no Cerrado e porções de Mata Atlântica, nos estados de AM, AP, AL, BA, CE, GO, MG, MS, MT, PA, MA, PB, PE, RN, SE, SP, e TO.

Referências:

Dixon, J.R., Wiest Jr, J.A., Cei, J.M. (1993). Revision of the neotropical snake genus Chironius Fitzinger (Serpentes, Colubridae). Monografie XIII. Museo Regionale di Scienze Naturali, Torino, Italia.


França, F.G.R., Mesquita, D.O., Nogueira, C.C. & Araújo, A.F.B. (2008). Phylogeny and ecology determine morphological structure in a snake assemblage in the central brazilian Cerrado. Copeia 1:23-28


França, F.G.R. & Braz, V.S. (2013). Diversity, activity patterns, and habitat use of the snake fauna of Chapada dos Veadeiros National Park in Central Brazil. Biota Neotropica 13(1): 74-85

 

Hamdam, B. & Fernandes, D. (2015). Taxonomic revision of Chironius flavolineatus (Jan, 1863) with description of a new species (Serpentes: Colubridae). Zootaxa 4012(1): 97-119

Crotalus durissus (Cascavel)

Crotalus durissus (Linnaeus, 1758)

Nome(s) popular(es):

Cascavel.

História natural:

Crotalus durissus (Linnaeus, 1758) é uma serpente terrestre comum de ser encontrada no Cerrado. Possui dentição solenóglifa e sua alimentação é baseada principalmente em pequenos mamíferos. Seus displays defensivos são vibrar a ponta da cauda (o que causa o som do chocalho na ponta de sua cauda) e em último caso, desferir botes para morder.

Distribuição:

Distribuída por toda a América do sul.

Referências:

Peters, J.A. & Orejas-Miranda, B. (1970). Catalog of Netropical Squamata Part I. Snakes. United States National Museum Bulletin 297:1-347, Smithsonian Institution Press.

 

Salomão, M.G., Santos, S.M.A. & Puorto, G. (1995). Activity pattern of Crotalus durissus (Viperidae, Crotalinae): Feeding, reproduction and snakebite. Studies on Neotropical Fauna and Environment 30(2): 101-106

 

Sawaya, R.J., Marques, O.A.V., Martins, M. (2008). Composição e história natural das serpentes do Cerrado de Itirapina, São Paulo, sudeste do Brasil. Biota Neotropica 8(2): 127-149

Epicrates crassus (Jiboia-arco-íris)

Epicrates crassus Cope, 1862

Nome(s) popular(es):

Jibóia-arco-íris e Salamanta.

História natural:

Epicrates crassus Cope, 1862 é uma espécie constritora e de dentição áglifa. Possui hábitos majoritariamente terrícolas e sua alimentação é baseada em vários tipos de animais, desde aves até pequenos mamíferos. Seus principais displays defensivos são esconder a cabeça e desferir botes. Seu nome científico é derivado do latim, e significa “grosso” ou “denso”, provavelmente porte grande da espécie.

Distribuição:

Presente em todo o Cerrado.

Referências:

França, F.G.R., Mesquita, D.O., Nogueira, C.C. & Araújo, A.F.B. (2008). Phylogeny and ecology determine morphological structure in a snake assemblage in the central brazilian Cerrado. Copeia 1:23-28

Pizzato, L. Marques, O.A.V, Facure, K. (2009). Food habits of brazilian boid snakes: overview and new data, with special reference to Corallus hortulanus. Amphibia reptilia 30: 533-544

Sawaya, R.J., Marques, O.A.V., Martins, M. (2008). Composição e história natural das serpentes do Cerrado de Itirapina, São Paulo, sudeste do Brasil. Biota Neotropica 8(2): 127-149

Boa constrictor (Jiboia)

Boa constrictor Linnaeus, 1758

Nome(s) popular(es):

Jibóia.

História natural:

Boa constrictor Linnaeus, 1758 é uma serpente de grande porte principalmente terrestre, apresentando alguns hábitos arborícolas. Possui dentição áglifa e se alimenta de uma grande variedade de animais, como lagartos, aves e mamíferos de médio porte. Seu principal display defensivo é bufar, e em último caso, morder. Seu nome científico é uma alusão à forma de como mata suas presas, por constrição.

Distribuição:

Ocorre em todo o Cerrado.

Referências:

França, F.G.R., Mesquita, D.O., Nogueira, C.C. & Araújo, A.F.B. (2008). Phylogeny and ecology determine morphological structure in a snake assemblage in the central brazilian Cerrado. Copeia 1:23-28

Martins, M. & Oliveira, M.E. (1998). Natural History of snakes in forests of the Manaus region, central Amazonia, Brazil. Herpetological Natural History 6(2): 78-150
Pizzato, L. Marques, O.A.V, Facure, K. (2009). Food habits of brazilian boid snakes: overview and new data, with special reference to Corallus hortulanus. Amphibia reptilia 30: 533-544

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Bothrops itapetinigae (Cotiarinha)

Bothrops itapetiningae (Boulenger, 1907)

Nome(s) popular(es):

Jararaca e Cotiarinha.

História natural:

Bothrops itapetiningae (Boulenger, 1907) é uma das menores espécies de jararaca. Possui dentição solenóglifa, e se alimenta principalmente de pequenos mamíferos, ocasionalmente se alimentando de invertebrados, aves, lagartos ou anfíbios. Altamente ameaçada de extinção pela perda de seu habitat natural. Seus displays defensivos são esconder a cabeça, achatar o corpo dorso-ventralmente, vibrar a ponta da cauda e desferir botes Seu nome científico é derivado de sua localidade tipo, a cidade de Itapetininga, em São Paulo.

Distribuição:

Sul do Cerrado, nos estados de Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Referências:

Leão, S.M., Peregrin, N., Nogueira, C.C., Brandão, R.A. (2014). Natural History of Bothrops itapetiningae Boulenger, 1907 (Serpentes: Viperidae: Crotalinae), an Endemic Species of the Brazilian Cerrado. Journal of Herpetology 48(3): 324-331

 

 Sawaya, R.J., Marques, O.A.V., Martins, M. (2008). Composição e história natural das serpentes do Cerrado de Itirapina, São Paulo, sudeste do Brasil. Biota Neotropica 8(2): 127-149

Bothrops moojeni (Jararaca)

Bothrops moojeni Hoge, 1966

Nome(s) popular(es):

Jararaca e Maia.

História natural:

Bothrops moojeni Hoge, 1966 é uma das espécies mais comuns de se encontrar no Cerrado. Possui dentição solenóglifa, e sua alimentação é baseada em anfíbios anuros e lagartos, quando juvenil, e em pequenos mamíferos quando adulta. Seus displays defensivos são esconder a cabeça, achatar o corpo dorso-ventralmente, vibrar a ponta da cauda e desferir botes. Seu nome científico é uma homenagem à João Moojen, zoólogo brasileiro.

Distribuição:

Todo o Cerrado.

Referências:

Nogueira, C., Sawaya, R.J. & Martins, M. (2003). Ecology of the Pitviper, Bothrops moojeni, in the Brazilian Cerrado. Journal of Herpetology 37(4):653-659

 

Sawaya, R.J., Marques, O.A.V., Martins, M. (2008). Composição e história natural das serpentes do Cerrado de Itirapina, São Paulo, sudeste do Brasil. Biota Neotropica 8(2): 127-149

 

França, F.G.R. & Braz, V.S. (2013). Diversity, activity patterns, and habitat use of the snake fauna of Chapada dos Veadeiros National Park in Central Brazil. Biota Neotropica 13(1): 74-85