Produção de proteases por fungos endofíticos isolados de plantas do Cerrado

Produção de proteases por fungos endofíticos isolados de plantas do Cerrado

Autor(a):

Gabriela Corezzi Werneck

Resumo:

Proteases são enzimas, que catalisam a hidrolise das ligações peptídicas. Estas enzimas são aplicadas em diversas indústrias como a alimentícia, farmacêutica, cosmética, de couro e de detergente. São produzidas por animais, plantas e microrganismos. Entre seus produtores encontram-se os fungos endofíticos, que são microrganismos que vivem no interior de plantas de forma simbiótica. Sabendo disso, o objetivo principal deste trabalho foi isolar fungos endofíticos de plantas do cerrado, avalia-los quanto á produção de proteases extracelulares, visando aplicação industrial. Foram isolados 58 fungos de 13 espécies de plantas endêmicas do cerrado. Primeiramente, foi realizada uma triagem para avaliar quais fungos eram produtores de protease, 36 fungos demonstraram halo indicando produção de protease em meio de cultura ágar-leite. Foi realizado ensaio enzimático utilizando azocaseína 0,5% como substrato para avaliar quantitativamente a produção de proteases. Os produtores que demonstraram maior atividade de protease foram os fungos endofíticos codificados como BR, OH03, PT02, PEQ03 e KC01. O fungo BR, apresentou 41 UI/mL de atividade proteolítica, pH ótimo 7,0 e temperatura ótima de 60°C e foi escolhido para dar continuidade ao trabalho. Visando a otimização da produção de protease foram testados meios com diferentes fontes de nitrogênio e carbono, a maior produção de proteases ocorreu no meio contendo peptona, extrato de levedura e glicose. A curva de crescimento mostrou que o melhor dia de produção da enzima foi o 9° dia. A protease foi parcialmente purificada utilizando cromatografia de troca iônica. A fração parcialmente purificada foi caracterizada com atividade ótima em pH 7,0 e 60°C e manteve 100% desta atividade a 60°C por 1 hora. A enzima foi testada como removedor de manchas para a indústria de detergentes melhorando a remoção de manchas quando adicionada a um detergente comercial e demonstrou ser compatível com marcas de detergente para roupas comerciais.

Referência:

WERNECK, Gabriela Corezzi. Produção de proteases por fungos endofíticos isolados de plantas do Cerrado. 2016. 88 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

Disponível em:

Atividade antifúngica de extratos depositados no banco de extratos de plantas do Bioma Cerrado e de substâncis isoladas de Matayba Guianensis.

Atividade antifúngica de extratos depositados no banco de extratos de plantas do Bioma Cerrado e de substâncis isoladas de Matayba Guianensis

Autor(a):

Polyana Araújo de Assis

Resumo:

As infecções fúngicas são responsáveis por grandes agravos à saúde humana e acometem principalmente pessoas imunocomprometidas. Mundialmente, tem-se observado o aumento na incidência das infecções fúngicas e de cepas resistentes aos agentes antifúngicos utilizados na terapia. Diante desse panorama, faz-se necessária a busca por novos recursos terapêuticos. Uma importante fonte de novas susbtâncias são os metabólitos secundários vegetais. Desse modo, este trabalho avaliou a atividade antifúngica de 183 extratos vegetais pertencentes ao Banco de Extratos do Bioma Cerrado do Laboratório de Farmacognosia da Universidade de Brasília. A concentração inibitória mínima (CIM) em leveduras e fungos filamentosos foi determinada utilizando as técnicas de microdiluição descritas nos protocolos do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). Todas as espécies estudadas apresentaram em pelo menos um dos seus extratos forte atividade antifúngica (CIM ≤ 125 μg/mL). O extrato etanólico da casca da raiz de Matayba guianensis foi selecionado para o estudo fitoquímico considerando a atividade antifúngica, a quantidade disponível no Banco e os resultados das revisões bibliográficas. Foram isoladas as substâncias inéditas, denominadas matayosídeo E (1) e matayosídeo F (2), e as substâncias conhecidas cupaniosídeo (3) e estigmasterol (4). A atividade das substâncias 1, 2 e 3 foi avaliada em Candida parapsilosis ATCC 22019 e em células mononucleadas de sangue periférico humano. Os matayosídeos E e F apresentaram atividade antifúngica e ausência de citotoxicidade. Os resultados encontrados reforçam a importância dos estudos com plantas do bioma Cerrado.

Referência:

ASSIS, Polyana Araújo de. Atividade antifúngica de extratos depositados no banco de extratos de plantas do Bioma Cerrado e de substâncis isoladas de Matayba Guianensis. 2013. 168 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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Efeito do consumo do tucum do cerrado (Bactris setosa) no estresse oxidativo induzido por ferro em ratos

Efeito do consumo do tucum do cerrado (Bactris setosa) no estresse oxidativo induzido por ferro em ratos

Autor(a):

Nome dos autores em formato direto.

Resumo:

Introdução e objetivo: O consumo de frutas e hortaliças tem sido inversamente associado à incidência de doença crônicas e ao processo de envelhecimento. Esse potencial protetor parece estar associado à presença, nesses alimentos, de compostos bioativos que exercem atividade antioxidante, reduzindo a geração de espécies reativas, causadores de danos oxidativos celulares. Na literatura, os poucos relatos acerca do potencial antioxidante de frutos do Cerrado apontam esses como uma boa fonte de agentes antioxidantes. O objetivo do presente trabalho foi avaliar in vitro o potencial antioxidante de doze frutos do cerrado e testar a hipótese que o tucum, fruto que apresentou alto teor de fenólicos totais e potencial antioxidante, quando consumido in natura é capaz de proteger os tecidos contra danos oxidativos gerados pelo excesso de ferro. Metodologia: Estudo in vitro. O conteúdo de fenólicos totais dos extratos aquoso e acetato etílico de 9 frutos (araticum – Annona crassiflora Mart.; cagaita – Eugenia dysenterica DC.;; ingá – Inga laurina Willd.; jatobá-do-cerrado – Hymenaea stigonocarpa Mart.; jenipapo – Genipa americana L.; jurubeba – Solanum paniculatum L.; lobeira – Solanum grandiflorum Ruiz & Pav.; mangaba – Hancornia speciosa Gomes; e tucum do cerrado – Bactris setosa Mart); 1 pseudofruto (cajuzinho-do-cerrado – Anacardium humile) e 1 caule (guariroba – Syagrus oleracea Mart. Becc.) típicos do cerrado foi determinado pelo método de Folin Ciocateau. Estudo in vivo. Vinte e quatro ratos Wistar machos foram tratados durante 30 dias com uma das seguintes dietas: (Controle) AIN-93G; (Fe) AIN-93G + 350 mg / kg de ferro; (Tu) AIN- 93G + 15% de tucum; (FeTu) AIN-93G + 350 mg / kg de ferro + 15% de tucum. O fígado, baço, coração, intestino, rim e cerébro foram retirados para determinação dos níveis de malondialdeído (MDA); proteínas carboniladas e concentração de ferro. A atividade específica das enzimas antioxidantes catalase (CAT), glutationa redutase (GR), glutationa peroxidase (GPX), glutationa-s-transferase (GST) e da enzima oxidante NADPH oxidase foi também determinada nesses órgão. O potencial antioxidante total do soro foi determinado pelo método do potencial de redução do Fe (Ferric Reducing Ability of Plasma – FRAP). A análise estatística dos dados foi feita pelo teste T amostras independentes utilizando o programa SPSS, com nível de significância considerado de p ≤ 0,05. Resultados: Todos os extratos aquosos, a exceção daquele obtido da lobeira, apresentaram maior concentração de fenólicos totais, quando comparados aos extratos de acetato etílico. Os extratos de acetato etílico da lobeira, jenipapo, araticum e tucum apresentaram maior valor de fenólicos totais (1.166 ± 98; 651 ± 61; 580 ± 143; 540 ± 92 mg TAE / 100 g fruto seco), quando comparados ao extrato de maçã (151 ± 26 mg TAE / 100 g fruto seco). No caso dos extratos aquosos o tucum, ingá, jurubeba, cagaita, araticum, jenipapo, mangaba e cajuzinho (3.343 ± 664; 1.506 ± 55; 1.352 ± 226; 1.203 ± 53; 1.095 ± 159; 1.015 ± 62; 842 ± 60 e 455 ± 55 mg TAE / 100 g seco) apresentaram valores de fenólicos totais maiores que os valores da maçã (273 ± 15 mg TAE / 100 g seco). Em relação ao estudo in vivo, a suplementação de ferro diminuiu o consumo de dieta (p = 0,038), aumentou a concentração de ferro e MDA no fígado (p = 0,000 e 0,002, respectivamente) dos ratos Fe, quando comparados ao grupo Controle. No intestino, o grupo Fe apresentou maior concentração de ferro e o grupo Tu menor, quando comparados ao Control e (p = 0,011 e 0,019, respectivamente). Enquanto no grupo FeTu, o teor foi marginalmente maior que o grupo Fe e igual ao Controle (p = 0,095 e 0,170, respectivamente). Não foram observadas diferenças na concentração de proteína carbonilada nos diversos tecidos entre os grupos estudados. O consumo de tucum reduziu os níveis de MDA no fígado dos animais suplementados com ferro (grupo FeTu) em relação ao grupo Fe (p = 0,013), e aumentou o poder redutor do soro, tanto na presença quanto na ausência da suplementação de ferro, grupos Tu e FeTu, em relação ao grupo Controle (p = 0,006 e 0,011, respectivamente). A enzima GPX apresentou maior atividade no intestino, enquanto a GST no rim dos ratos suplementados com ferro em relação ao Controle (p = 0,046 e 0,043, respectivamente). A catalase, GR e GST tiveram a atividade diminuída no grupo FeTu, quando comparadas ao grupo Fe (p = 0,033; 0,014 e 0,018) no rim. Conclusão: O alto teor de fenólicos totais do extrato aquoso de tucum, associado ao maior potencial redutor do soro dos animais tratados com esse fruto, demonstra que o tucum possui potencial antioxidante. Apesar do fino mecanismo de regulação dos níveis endógenos de ferro do organismo, sua suplementação dietética pode resultar em sobrecarga no tecido de armazenamento e consequente aumento de danos oxidativos a lipídeos. O consumo de tucum in natura associado à dieta parece proteger o organismo de ratos contra danos oxidativos catalisados por ferro.

Referência:

DOURADO, Lívia Pimentel de Sant’Ana. Efeito do consumo do tucum do cerrado (Bactris setosa) no estresse oxidativo induzido por ferro em ratos. 2012. xii, 60 f., il. Dissertação (Mestrado em Nutrição Humana)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

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Efeito do consumo de Tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart) em marcadores de envelhecimento em ratos adultos suplementados com ferro

Efeito do consumo de Tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart) em marcadores de envelhecimento em ratos adultos suplementados com ferro

Autor(a):

Marcela de Sá Barreto da Cunha

Resumo:

Nas últimas décadas houve um aumento do número de indivíduos idosos na população mundial, sendo necessário o contínuo desenvolvimento de pesquisas e políticas que promovam um envelhecimento saudável. O envelhecimento é um processo biológico caracterizado pelo predomínio de um estado pró-oxidante e pró-inflamatório, associado a menor eficiência das respostas antioxidantes e anti-inflamatórias. Alguns componentes dietéticos, como o ferro e os compostos fitoquímicos, podem alterar as respostas redox e imune e, consequentemente, modular o processo de envelhecimento. Desse modo, considerando que o tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart.) é um fruto do cerrado brasileiro rico em compostos fitoquímicos e com alto potencial antioxidante in vitro e in vivo, o presente estudo avaliou o efeito do consumo de tucum-do-cerrado nos marcadores moleculares associados ao envelhecimento, em ratos adultos suplementados o não com ferro dietético. Métodos Trinta e dois ratos Wistar machos, adultos, foram tratados por 12 semanas com uma das seguintes dietas: dieta controle (CT; AIN-93G); dieta enriquecida com ferro (+Fe); dieta adicionada de 15% de tucum-do-cerrado (Tuc) ou dieta adicionada de 15% de tucum-do-cerrado e enriquecida com ferro (Tuc+Fe). A concentração de ferro nos tecidos foi determinada por espectrofotometria de emissão atômica e os parâmetros séricos de ferro utilizando kits comerciais. Os níveis de malondialdeído e proteínas carboniladas foram determinados no fígado, baço, intestino e rim e as atividades das enzimas antioxidantes foram determinadas no fígado e no rim, por espectrofotometria. As concentrações séricas de interleucina (IL)-1β, IL-6 e fator de fator de necrose tumoral-alfa (TNF-) foram determinadas por ELISA. Os níveis de mRNA da hepcidina (Hamp), do fator nuclear eritroide 2 relacionado ao fator 2 (Nfe2l2), da NAD(P)H: desidrogenase-(quinona)1 (Nqo1), da heme oxigenase 1(Hmox1), da interleucina 1-beta (Il1b), do fator de necrose tumoral-alfa (Tnfa), da proteína marcadora de senescência 30 (Smp30), da sirtuína 1 (Sirt1) e Sirt3 foram determinados no fígado e / ou rim, utilizando o sistema de reação da polimerase em cadeia em tempo real (qPCR). Os níveis da proteína Nrf2 no fígado, assim como das proteínas SIRT1 e SIRT3 no fígado e no rim, foram determinados por Western Blotting. As comparações entre os tratamentos foram feitas utilizando teste de comparações múltiplas (ANOVA) com correção de Bonferroni, sendo considerado estatisticamente diferente o valor de p < 0,05. Resultados O consumo da dieta enriquecida com ferro (+Fe) promoveu o aumento da concentração de ferro nos tecidos, dos parâmetros séricos de ferro; no fígado, aumentou os danos oxidativos a proteínas, a atividade de superóxido dismutase (SOD), o nível da proteína Nrf2, os níveis de mRNA da Hamp e da Nqo1 e os níveis séricos de IL-6 e TNF-α; além de ter reduzido os níveis de mRNA da Sirt1 no rim, comparados ao grupo CT. Os ratos tratados com dieta adicionada de tucum-do-cerrado (Tuc) apresentaram redução dos níveis de mRNA hepático da Hamp; aumento da atividade de SOD, dos níveis hepáticos de mRNA da Nfe2l2, Nqo1 e Sirt1, e das proteínas Nrf2 e SIRT1 no fígado, comparados ao CT. A associação de tucum-do-cerrado e ferro na dieta (Tuc+Fe) promoveu a redução dos níveis de mRNA da Hamp no fígado, apesar de não ter alterado o status de ferro, quando comparado ao grupo +Fe. No grupo TucFe foi observado ainda uma redução dos danos oxidativos a proteínas no fígado e de lipídios no rim, e uma redução marginal dos níveis séricos de IL-6, em relação ao grupo +Fe, bem como um aumento marginal da atividade de SOD no fígado, dos níveis hepáticos de mRNA e proteína da Nrf2, de mRNA da Nqo1 e da proteína SIRT1, em relação ao grupo CT; também apresentaram aumento de mRNA da Sirt1 no rim, em relação ao grupo +Fe. Conclusão Os resultados sugerem que o consumo de tucum-do cerrado pode promover um efeito antienvelhecimento ativando a via relacionada à SIRT1-Nrf2, a qual atenua o processo oxidativo e inflamatório induzido pelo excesso de ferro.

Referência:

CUNHA, Marcela de Sá Barreto da. Efeito do consumo de Tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart) em marcadores de envelhecimento em ratos adultos suplementados com ferro. 2017. xvi, 116 f., il. Tese (Doutorado em Nutrição Humana)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Efeito antioxidante do tucum-do-cerrado [Bactris setosa] em ratos submetidos ao etresse oxidativo induzido por ferro

Efeito antioxidante do tucum-do-cerrado [Bactris setosa] em ratos submetidos ao etresse oxidativo induzido por ferro

Autor(a):

Adriana Medeiros Fustinoni

Resumo:

O bioma Cerrado ocupa grande área do território brasileiro, sendo caracterizado por fatores abióticos extremos, como longos períodos de estiagem, queimadas ocasionais e solos ácidos com presença de metais pesados, os quais o transformaram em um dos mais ricos biomas de savana do mundo, em termos de biodiversidade. Partindo da hipótese que esses fatores abióticos adversos selecionaram espécies resistentes ao estresse, com moléculas bioativas capazes de proteger tais espécies, realizamos um estudo in vitro que objetivou verificar a atividade antioxidante (AA) de partes comestíveis de doze espécies nativas do Cerrado, araticum (Annona crassiflora), baru (Dipteryx alata), cagaita (Eugenia dysenterica), ingá (Inga laurina), jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa), jenipapo (Genipa americana), jurubeba (Solanuma paniculatum), lobeira (Solanum lycocarpum), mangaba (Hancornia speciosa), tucum-do-cerrado (Bactris setosa); cajuzinho-docerrado (Anacardium humile) e o palmito da guariroba (Syagrus oleracea), em relação à AA da maçã vermelha (Malus domestica), utilizando o ensaio com o radical DPPH•. Entre as doze espécies analisadas, a lobeira, araticum, jurubeba, cagaita, cajuzinho e tucum apresentaram alta AA em relação à maçã. Com objetivo de verificar a AA in vivo do tucum, ratos Wistar (200g), machos, foram tratados por 30 dias com dieta para roedores (AIN-93G), suplementada ou não com ferro (agente estressor), adicionada ou não com 15% de tucum (polpa e casca). Como marcadores do estado em ferro, determinou-se os níveis de ferro sérico, nos tecidos e os níveis dos transcritos das proteínas hepcidina, ferroportina, transportador de metais bivalentes (DMT1). Os níveis teciduais de malondialdeído (MDA), proteína carbonilada, capacidade redutora de ferro no plasma (FRAP) e níveis de transcrito da catalase e do fator nuclear (erythroid-derived-2) like 2 (Nrf2), foram avaliados para determinação do estado oxidativo dos ratos. A suplementação com ferro resultou no aumento significativo dos níveis de ferro no soro, fígado, baço e intestino, no aumento da saturação de transferrina, nos níveis hepáticos de MDA e de transcritos de hepcidina, porém, reduziu os níveis de transcritos da ferroportina no baço. A suplementação com ferro resultou ainda, no aumento da atividade das enzimas Catalase (CAT) e Glutationa S Transferase (GST) no rim, e da Glutationa Peroxidase (GPx) no intestino, além de aumentar os níveis de transcrito de Nrf2 no intestino e baço. O consumo de tucum reduziu os níveis de transcrito de hepcidina hepática e de ferro intestinal. Além disso, reduziu os níveis de danos oxidativos a proteínas e lipídeos no baço, e aumentou a capacidade redutora de ferro no plasma. O consumo de tucum pelos ratos suplementados com ferro suprimiu a indução da expressão do gene da Nrf2 no baço, o aumento das atividades das enzimas CAT, GST e GPx e a indução do gene da hepcidina induzidos pela suplementaçao com ferro. Além disso, o consumo de tucum aumentou a capacidade redutora no plasma dos ratos suplementados com ferro. Esses resultados sugerem que o tucum tenha compostos antioxidantes e que seu consumo protege os tecidos contra danos oxidativos, aumentando a mobilidade de ferro tecidual, pela inibição da expressão gênica da hepcidina.

Referência:

FUSTINONI, Adriana Medeiros. Efeito antioxidante do tucum-do-cerrado [Bactris setosa] em ratos submetidos ao etresse oxidativo induzido por ferro. 2013. 132 f., il. Tese (Doutorado em Nutrição Humana)–Universidade de Brasília, Brasília, 2013

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Efeito do consumo de Tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart.) no metabolismo de carboidratos

Efeito do consumo de Tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart.) no metabolismo de carboidrato

Autor(a):

André Barroso Heibel

Resumo:

Compostos bioativos dietéticos podem melhorar a homeostase de glicose ao passo que a ingestão de ferro pode prejudicar a regulação do metabolismo de glicose e resposas insulinêmicas. Este estudo investigou o efeito do consumo de tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart.) no metabolismo de carboidratos e a resposta redox em ratos suplementados ou não com ferro dietético. Ratos wistar machos foram tratados com uma das seguintes dietas: CT: dieta controle (AIN-93G); + Fe: dieta enriquecida com ferro; Tuc: dieta controle + 15% de tucumdo-cerrado ou Tuc + Fe: dieta enriquecida com ferro + 15% de tucum-do-cerrado. A suplementação de ferro aumentou a peroxidação lipídica e os níveis de proteínas carboniladas no músculo esquelético. Além disso, a suplementação do metal provocou aumento na atividade hepática de glicoquinase e fosfofrutoquinase. Por outro lado, houve redução de glicose 6fosfatase e nos níveis de diversos transcritos Scl2a2 (intestino), Slc2a4 (músculo) e Prkaa2 α (músculo). A ingestão de tucum-do cerrado aumentou a expressão hepática de Slc2ac, Prkaa1 α e Prkaa2 α, mas reduziu a atividade de G6pase. No intestino, o fruto diminuiu os níveis de Slc5a1 ao passo que causou o mesmo efeito nos genes Slc2a4 e Prkaa2 α no músculo esquelético em relação ao controle. A associação entre ingestão de tucum-do-cerrado e suplementação de ferro aumentou a transcrição de Prkaa1 α e Pck1, comparado aos grupos controle e Fe+, ao passo que os níveis de Slc2a2 foram aumentados em relação ao grupo com ingestão aumentada de ferro. O co-tratamento também reduziu a atividade hepática de G6pase em relação a todos os grupos. Não houveram diferenças estatísticas no peso, ingestão alimentar, eficiência energética, glicemia e insulinemia em jejum. Em conjunto, os resultados sugerem que a ingestão de tucumdo-cerrado pode induzir modulação da expressão de Prkaa1 α e Prkaa2 α, podendo inbir assim enzimas-chave da gliconeogenese como a G6Pase e a PEPCK, além de favorecer a captação de glicose por meio da regulação de GLUT 2 no fígado. Além disso, a suplementação moderada de ferro parece promever estímulo a enzimas relacionadas a glicólise, como a GK e a PFK1, inibindo enzimas gliconeogênicas como a G6Pase e PEPCK.

Referência:

HEIBEL, André Barroso. Efeito do consumo de Tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart.) no metabolismo de carboidratos. 2017. 96 f., il. Dissertação (Mestrado em Nutrição Humana)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Avaliação in vitro do potencial antineoplástico de plantas do cerrado em carcinoma de cabeça e pescoço

Avaliação in vitro do potencial antineoplástico de plantas do cerrado em carcinoma de cabeça e pescoço

Autor(a):

Silvia Taveira Elias

Resumo:

As moléculas antineoplásicas derivadas de plantas têm ganhado atenção frente aos tratamentos convencionais do câncer. Assim, esse trabalho tem como objetivo avaliar a atividade antineoplásica de extratos de plantas derivadas do Bioma Cerrado em linhagens de carcinoma de cabeça e pescoço (HNSCC). Também, objetiva-se averiguar a ação concomitante do tratamento radioterápico associado aos extratos de plantas do Cerrado e o possível sinergismo entre eles, além de identificar vias de ação e substâncias com potencial biológico nas linhagens de HNSCC. Para os experimentos foram usados extratos de folhas das espécies Erythroxylum daphnites, E. suberosum, E. subrotundum, Pouteria ramiflora e P. torta provenientes do bioma Cerrado. Para cada planta foram produzidos três diferentes extratos divididos de acordo com sua solubilidade e polaridade, são eles: aquoso, etanólico e hexânico. Os extratos com maior atividade citotóxica tiveram sua concentração de IC50 definidas e passaram por novos testes a fim de determinar o mecanismo de ação. Dentre os 15 extratos testados, o extrato hexânico de E. daphnites (EDH) foi o que apresentou maior toxicidade para a linhagem SCC-9 (carcinoma de língua) e extrato hexânico de E. suberosum (ESH) para a linhagem FaDu. De maneira geral os extratos induziram efeito citotóxico supraaditivo quando comparado às linhagens que receberam apenas irradiação. O extrato EDH apresentou ainda atividade antiproliferativa, estabilização do ciclo celular na fase G0/G1, diminuição de expressão das ciclinas D e E e aumento de expressão das proteínas p16 e p21, além de ter atividade apoptótica comprovada pela expressão de caspase 3. O extrato ESH, apesar de citotóxico, não possui efeito antiproliferativo para a linhagem FaDu e o perfil de morte descrito foi apenas o de necrose. Os triterpenos foram os principais constituintes encontrados nos extratos com melhor resposta citotóxica. Diante dos resultados obtidos, esse estudo demonstra a relevância biológica das substâncias advindas de plantas do Cerrado e destaca o extrato EDH como uma opção promissora para o tratamento do carcinoma de língua.

Referência:

ELIAS, Silvia Taveira. Avaliação in vitro do potencial antineoplástico de plantas do cerrado em carcinoma de cabeça e pescoço. 2014. 86 f., il. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Do Cerrado

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Referências

Do Cerrado. Cerrado no prato, 2020. Disponível em: https://cerradonoprato.com/lista-de-produtores. Acesso em: 18/05/2020.

Do Cerrado. Correio Braziliense, 2020. Disponível em: http://blogs.correiobraziliense.com.br/lianasabo/cajuzinho-colhido-no-cerrado-vai-para-italia/. Acesso em: 18/05/2020.

Do Cerrado. Instagram, 2020. Disponível em:https://www.instagram.com/p/B-s2DUJDZN5/. Acesso em: 18/05/2020.

Ação quimiopreventiva do Tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart.) no desenvolvimento de criptas aberrantes no cólon de ratos tratados com azoximetano

Ação quimiopreventiva do Tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart.) no desenvolvimento de criptas aberrantes no cólon de ratos tratados com azoximetano

Autor(a):

Natália Aboudib Campos

Resumo:

Introdução: o câncer de cólon é o segundo e terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres e homens, respectivamenteAs respostas oxidativas e inflamatórias desempenham um papel importante no desenvolvimento e na prevenção do câncer, sendo essas respostas passiveis de modulação por compostos fitoquímicos presentes na alimentação. O tucum-do-cerrado, um fruto encontrado no cerrado brasileiro e rico em fitoquímicos, apresenta um alto potencial antioxidante in vivo em ratos, e in vitro. O presente estudo investigou o efeito quimiopreventivo do tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart.) no desenvolvimento de focos de criptas aberrantes (FCA), em ratos induzidos ao câncer de cólon com azoximetano (AOM). Métodos: Ratos Wistar (n = 28) foram tratados durante 12 semanas com uma das seguintes dietas: dieta controle (CT); dieta controle + injeção de AOM (CT/DR); dieta controle + 15% de tucum do-cerrado (TU); dieta controle + 15% de tucum-do-cerrado + injeção de AOM (TU/DR). Após a eutanásia, foi realizada a contagem de focos de criptas aberrantes no cólon e os níveis de mRNA de interleucina 1-beta (Il1b), interleucina-6 (Il6), fator de necrose tumoral alfa (Tnfa), cicloxigenase-2 (Cox2), proteína X associada a bcl-2 (Bax), proteína linfoma de células B 2 (Bcl2) foram determinados no cólon; os níveis de proteína da COX-2, BAX, Bcl-2, razão Bcl2/BAX, IL-6, IL-1β e TNF-α foram determinados no cólon; marcadores de estresse oxidatido (malonaldeído e carbonil) e a atividade de enzimas antioxidantes (catalase, glutationa peroxidase, glutationa redutase, glutationa_S-transferase, superóxido dismutase) foram determinados no fígado e cólon. Resultados: a associação do tucum do-cerrado com a injeção de AOM (TU/DR) aumentou a atividade hepática de glutationa-S-transferase; diminuiu os níveis de MDA no cólon e no fígado; aumentou os níveis dos biomarcadores pro-inflamatórios COX2 e TNFα no cólon e sangue, respectivamente; e os níveis da proteína pró-apoptótica BAX e a razão Bcl-2/Bax no cólon, em relação ao grupo CT/DR. Conclusão: o presente estudo mostrou que o consumo de tucum-do-cerrado diminuiu o dano oxidativo a lipídeos, induziu um efeito pró-inflamatório e promoveu um “ambiente” pró-apoptótico em ratos tratados com AOM, porém não foram observados alterações na contagem de criptas aberrantes entre os grupos tratados com AOM.

Referência:

CAMPOS, Natália Aboudib. Ação quimiopreventiva do Tucum-do-cerrado (Bactris setosa Mart.) no desenvolvimento de criptas aberrantes no cólon de ratos tratados com azoximetano. 2017. 135 f., il. Tese (Doutorado em Nutrição Humana)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

Disponível em:

Análise da proteção antioxidante promovida por extratos de Tucum-do-cerrado (Bactris setosa)

Análise da proteção antioxidante promovida por extratos de Tucum-do-cerrado (Bactris setosa)

Autor(a):

Viviane Yllena Vieira de Souza

Resumo:

Muitos autores definem “radicais livres” como “espécies que têm um ou mais elétrons desemparelhados”. As Espécies Reativas de Oxigênio (EROs), incluem os radicais livres e outras que, embora não possuam elétrons desemparelhados, são muito reativas em decorrência de sua instabilidade. Os antioxidantes protegem os organismos ao inibirem reações ligadas à ação de EROs e com isso impedem a perda da integridade celular. Os frutos do cerrado são ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, o que caracteriza sua potencial função diferenciada no adequado desenvolvimento e funcionamento do organismo. O Tucum-do-cerrado (Bactris setosa) é um fruto produzido por palmeiras de médio porte e quando estão maduros são comestíveis e podem ser consumidos in natura ou em forma de sucos, sorvetes, geleias, vinhos e vinagres. O presente trabalho teve dois objetivos principais: primeiro analisar a proteção antioxidante promovida por extratos de Tucum-do-cerrado em leveduras Saccharomyces cerevisiae; segundo analisar a proteção antioxidante promovida por extratos de Tucum-do-cerrado contra a peroxidação lipídica e o dano oxidativo a proteínas. Extratos aquosos e etanólicos da casca, polpa, e casca mais polpa foram testados. O extrato aquoso da casca do tucum apresentou maior ação antioxidante quando comparado aos demais extratos aquosos. Causou aumento de 42,6%, 45% e 28,4% no crescimento das leveduras quando comparados com o crescimento na presença dos antioxidantes peróxido de hidrogênio (1 mM), hidroperóxido de cumeno (150 μM) ou menadiona 150 μM, respectivamente. Os resultados do ensaio de peroxidação lipídica pela metodologia de TBARS (substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico) mostraram que os extratos aquosos da casca e casca mais polpa em diferentes diluições foram capazes de proteger contra a peroxidação lipídica nas reações incubadas por 30 a 120 minutos. Os extratos etanólicos da casca de Tucum protegeram contra a peroxidação lipídica em todas as concentrações e tempos de reação testados. Foi realizado também o ensaio de dano à proteína albumina do soro bovino (BSA) e apenas o extrato aquoso da casca do Tucum foi capaz de proteger o dano oxidativo. Em conclusão, os extratos do tucum-do-cerrado foram capazes de proteger células vivas, lipídios e proteínas contra o insulto oxidativo. Tal proteção antioxidante predominou na casca do fruto.

Referência:

SOUZA, Viviane Yllena Vieira de. Análise da proteção antioxidante promovida por extratos de Tucum-do-cerrado (Bactris setosa). 2013. xiv, 66 f., il. Dissertação (Mestrado em Nutrição Humana)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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