Sistema de duas fases aquosasaPA/PEG aplicado na purificação de proteases produzidas por fungos filamentosos

Sistema de duas fases aquosasaPA/PEG aplicado na purificação de proteases produzidas por fungos filamentosos

Autor(a):

Kleber Vânio Gomes Barros

Resumo:

O desenvolvimento de metologias que permitam a purificação de biomoléculas de interesse industral é alvo de estudo devido sua importância comercial. Foi avaliada a purificação de proteases produzidas pelos fungos isolados do Cerrado, Penicillium fellutanum e Penicillium restrictum por extração líquido-líquido em sistema de duas fases aquosas (ATPS), composto por polietilenoglicol (PEG) e poliacrilato de sódio (NaPA). As duas fases no ATPS NaPA/PEG foram formadas através da mistura dos polímeros com um sal (NaCl) e caldo fermentado de P. fellutanum ou P. restrictum. Para os sistemas formados com o caldo fermentado de P. restrictum foram estudados o efeito da massa molar de PEG (2000, 4000 e 6000 g.mol-1), concentração de PEG (4, 6, 8 e 10% p/p), concentração de NaPA (4, 6, 8, 10, 15 e 20% p/p) e concentração do caldo fermentado (25, 35 e 45% p/p) na partição da enzima a 25 °C. Os valores do coeficiente de partição (K) obtidos variavam de 0,06 a 37,73, mostrando a versatilidade do método para a purificação da biomolécula sob investigação. Na maioria dos sistemas analisados conseguiu-se a partição da biomolécula de interesse para a fase oposta àquela das proteínas totais, proporcionando assim efetiva purificação da enzima. O maior K (partição preferencial na fase rica PEG) foi obtido usando-se: concentração de NaPA igual a 20% p/p, concentração de PEG 2000gmol-1 igual a 4% p/p e concentração de caldo fermentado igual a 45% p/p. Para grande número dos sistemas analisados foram obtidos elevados valores referentes ao balanço de massa (BM) indicando a estabilidade da enzima em relação aos componentes do sistema. Diversos sistemas analisados apresentaram elevados níveis de rendimentos (η) – alguns acima de 90%. Para os sistemas formados com o caldo fermentado de P. fellutanum foram analisados o efeito da massa molar de PEG (2000, 4000 e 6000 g.mol-1), a concentração de PEG (3, 6, 8 e 10 % p/p) e a concentração de NaPA (6, 8, e 10 % p/p) sobre o coeficiente de partição (K) a 25°C. Também foi analisada a influência da concentração de Na2SO4 (5, 10 e 15% p/p) na reextração de enzima. Os valores do coeficiente de partição K obtidos variaram de 1,21 até 77,51. A partição na fase superior foi maior em sistemas com maior concentração de NaPA, maior massa molar de PEG e menor concentração de PEG. Usando a estratégia de reextração foi possível direcionar a partição da protease para a fase oposta às demais proteínas, proporcionando assim uma etapa de prépurificação da biomolécula. Os resultados obtidos através dos APTS NaPA/PEG e posterior reextração com Na2SO4 demonstraram as potencialidades do método no processo de prépurificação de proteases a partir dos caldos fermentados de P. restrictum e P. fellutanum.

Referência:

BARROS, Kleber Vânio Gomes. Sistema de duas fases aquosasaPA/PEG aplicado na purificação de proteases produzidas por fungos filamentosos. 2014. 75 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Farmacêuticas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

Disponível em:

Desenvolvimento, caracterização e avaliação in vitro de nanoemulsões o/a a partir de extratos de Brosimum gaudichaudii (Mama-cadela) como alternativa para o tratamento tópico de vitiligo.

Desenvolvimento, caracterização e avaliação in vitro de nanoemulsões o/a a partir de extratos de Brosimum gaudichaudii (Mama-cadela) como alternativa para o tratamento tópico de vitiligo

Autor(a):

Wanessa de Souza Cardoso Quintão

Resumo:

Brosimum gaudichaudii é uma planta do Cerrado brasileiro que possui furanocumarinas com potencial terapêutico para tratamento do vitiligo, com destaque ao bergapteno e psoraleno. Nesse sentido, este trabalho teve como objetivo desenvolver nanoemulsões,  formulações capazes de incorporar ativos vegetais e modular a permeação através da pele, a partir de extratos de Brosimum gaudichaudii, para tratamento tópico do vitiligo. Os compostos bergapteno e psoraleno foram quantificados por Cromatógrafo Líquido de Alta Eficiência (HPLC). Extratos etanólicos do pó (EXT1) e da casca da raiz (EXT2) de Brosimum gaudichaudii foram preparados e caracterizados por triagem fotoquímica. Apresentaram poucas diferenças na detecção de compostos, mas houve formação de diferentes cristais. Nanoemulsões óleo-em-água (O/A) de cada extrato foram preparadas utilizando Labrasol® e Plurol® para incorporar o EXT1 e o EXT2, obtendo NE1 e NE2. O tamanho de gotícula, o potencial zeta, pH e teor de ativos nas nanoemulsões foram avaliados. Os efeitos dos extratos e padrões sobre a viabilidade, migração e proliferação celular foram analisados em melanócitos e queratinócitos humanos. Além disso, o potencial de irritabilidade das nanoemulsões foi avaliado por ensaio de HET-CAM. No estudo de estabilidade, as nanoemulsões apresentaram pH em torno 4,0. As nanoemulsões apresentaram tamanho de gotícula tamanho ideal, entre 50 e 200 nm. Houve aumento do tamanho de gotícula das nanoemulsões armazenadas em câmara climática, o que pode ser atribuído ao aumento da temperatura. O potencial zeta das nanoemulsões foi negativo, menor que -10 mV. Nos estudos de permeação in vitro, as nanoemulsões reduziram a permeação dos ativos bergapteno e psoraleno. Os extratos demonstraram certa citotoxicidade em melanócitos e queratinócitos, mas estimularam migração celular. As duas nanoemulsões foram classificadas como irritantes leves nos ensaios de HET-CAM e adequadas para uso tópico. As nanoemulsões desenvolvidas nesse trabalho, portanto, apresentaram-se estáveis, com aspectos físicos e características organolépticas adequadas para aplicação tópica, e foram capazes de concentrar os ativos na pele, reduzindo a permeação através da pele, o que poderia causar um impacto negativo na segurança do tratamento do vitiligo.

Referência:

QUINTÃO, Wanessa de Souza Cardoso. Desenvolvimento, caracterização e avaliação in vitro de nanoemulsões o/a a partir de extratos de Brosimum gaudichaudii (Mama-cadela) como alternativa para o tratamento tópico de vitiligo. 2018. xvii, 99 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

Disponível em:

Propriedades físicas, químicas e bioquímicas de pequi (Caryocar brasiliense camb.) de diferentes regiões do cerrado

Propriedades físicas, químicas e bioquímicas de pequi (Caryocar brasiliense camb.) de diferentes regiões do cerrado

Autor(a):

Débora Melo Ribeiro

Resumo:

O Cerrado possui grande diversidade de frutos, destacando-se o pequi, que parece possuir um bom potencial antioxidante pela presença de compostos bioativos em sua polpa, porém é pouco explorado em pesquisas. Diante da importância do estudo dos compostos bioativos e sua atividade antioxidante, assim como da biodiversidade do bioma Cerrado, é relevante pesquisas que considerem as diferenças físicas, químicas e bioquímicas de frutos oriundos de diferentes regiões do Cerrado. Este estudo envolveu a investigação de compostos bioativos e atividade antioxidante na polpa de frutos de pequi oriundos de oito diferentes regiões do Cerrado de quatro estados (Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Tocantins), considerando suas diferenças físicas, químicas e bioquímica. Para análise física, avaliou-se: massas do fruto, mesocarpo e caroço; diâmetros do fruto e caroço; alturas do fruto e caroço; número de caroços, e massa e rendimento da polpa, além da análise de cor. A polpa dos frutos foi analisada quanto à composições centesimal e em ácidos graxos, teores de compostos fenólicos e carotenoides totais e potencial antioxidante, segundo metodologias padronizadas na literatura. As características físicas que apresentaram maiores coeficientes de variação foram: massas da polpa e mesocarpo e número de caroços. Constataram-se menores coeficientes de variação para o diâmetro e a altura do caroço. Os frutos que apresentaram maior rendimento de polpa foram oriundos de Goiás (região 1) e Tocantins (região 2), com rendimento médio de 37%. Em relação à cor, os frutos provenientes de Goiás (regiões 1 e 2) e de Tocantins (região 2) apresentaram maiores valores de luminosidade (L) e menores valores do parâmetro de croma a*, indicando frutos mais claros. Já os frutos de Minas Gerais (região 2) tiveram menores valores de L e maiores valores de a*, sugerindo frutos com maior tonalidade vermelha. Os frutos que apresentaram maiores valores de b* foram oriundos de Tocantins (regiões 1 e 2) e de Minas Gerais (região 1). Os frutos considerados menos amarelos foram os de Goiás (regiões 1 e 2) e de Minas Gerais (região 2). Quanto à composição centesimal, os frutos provenientes de Mato Grosso apresentaram maiores teores de lipídios (média=32 g.100g-1), ao contrário daqueles de Minas Gerais (região 1) e Tocantins (região 2), (média=15 g.100g-1). Na composição em ácidos graxos, houve prevalência de ácidos graxos monoinsaturados, principalmente o ácido oleico, em todos os frutos. Os frutos com maiores teores de fenólicos foram procedentes de Goiás e Minas Gerais (215 a 335 mg GAE.100g-1). As maiores concentrações de carotenoides totais foram constatadas nos frutos oriundos de Minas Gerais e Mato Grosso (15.000 a 20.000 μg.100g-1). Em contrapartida, os pequis provenientes de Tocantins e Goiás (regiões 2) apresentaram menores teores de carotenoides totais (3.707 e 7.209 μg.100g-1, respectivamente). A variável carotenoides se correlacionou positivamente com parâmetro de croma a* e lipídios. Com relação à atividade antioxidante, todos os extratos apresentaram capacidade de sequestrar o radical livre DPPH, porém inferior ao padrão BHT. Os extratos aquosos apresentaram maiores atividades antioxidantes, com valores médios de EC50 de 188,86 μg.mL-1. Pode-se concluir que as características físicas e químicas do pequi são bastante influenciadas pela região de origem dos frutos; a cor dos frutos é influenciada pelos teores de carotenoides, e estes pela concentração de lipídios da polpa dos frutos e a polpa de pequi é rica em compostos fenólicos e carotenoides, possuindo boa capacidade antioxidante.

Referência:

RIBEIRO, Débora Melo. Propriedades físicas, químicas e bioquímicas de pequi (Caryocar brasiliense camb.) de diferentes regiões do cerrado. 2011. 63 f., il. Dissertação(Mestrado em Nutrição Humana)-Universidade de Brasília, Brasília, 2011.

Disponível em:

Caracterização e estabilidade dos compostos bioativos em amêndoas de baru (Dipteryx alata Vog.), submetidas a processo de torrefação

Caracterização e estabilidade dos compostos bioativos em amêndoas de baru (Dipteryx alata Vog.), submetidas a processo de torrefação

Autor(a):

Miriam Rejane Bonilla Lemos

Resumo:

O Consumo de vegetais tem sido associado à prevenção de doenças crônicas relacionadas ao estresse oxidativo. A presença de compostos bioativos, muitos dos quais apresentam ação antioxidante, parecem estar associados neste efeito protetor. O Brasil possui uma das maiores biodiversidades do mundo, com biomas característicos e potencial medicinal ainda desconhecido, constituindo-se em patrimônios genético, científico, tecnológico, econômico e cultural a serem investigados, para sua devida exploração e preservação. A amêndoa do baru (Dipteryx alata Vog.), fruto nativo do Cerrado brasileiro, apresenta alto teor de taninos e fitatos, compostos com reconhecida ação antioxidantes. Estudos recentes demonstram que o consumo diário de amêndoa do baru [Dipteryx alata Vog.] reduz o estresse oxidativo induzido em ratos. O objetivo do presente estudo foi identificar os compostos bioativos e a atividade antioxidante na amêndoa do baru, além de investigar o efeito do processo de torrefação nos níveis destes compostos e na ação antioxidante da amêndoa. As amêndoas obtidas no comércio local de Brasília-DF, provenientes de três regiões do Cerrado (MT, MG e GO), foram previamente selecionadas e distribuídas aleatoriamente, em dois grupos distintos: amêndoa crua com película e amêndoa crua sem película. Parte das amêndoas destes dois grupos foi acondicionada em embalagens de polietileno transparente e armazenadas a -80ºC. O restante das amêndoas, com e sem películas, foi submetida à torrefação. A torrefação foi realizada em estufa sem circulação de ar a 150ºC/45 minutos. As amêndoas cruas e torradas foram trituradas e analisadas em triplicata. O total de compostos fenólicos foi quantificado espectrofotometricamente utilizando o reagente Folin Ciocalteu. Os compostos fenólicos individuais e tocoferóis foram avaliados por cromatografia líquida (HPLC). Os ácidos graxos foram determinados por cromatografia gasosa. A atividade antioxidante foi determinada utilizando-se o radical 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH). Aproximadamente 50% do conteúdo fenólico e 90% da atividade antioxidante (DPPH) estavam presentes na película das amêndoas de baru. Oito compostos fenólicos foram identificados em concentrações que variaram entre 67,7 e 224,0 mg/100g. O ácido gálico foi o composto predominante, seguido da catequina, ácido ferúlico, epicatequina, ácido p-cumárico, ácido elágico, ácido cafeico e ácido hidroxibenzoico na composição ddas as amostras de amêndoas. O processo de torrefação reduziu o teor de compostos fenólicos totais (p> 0,05), mas não o conteúdo do ácido gálico. Observou-se uma redução em cerca de 50% da atividade antiradicalar nas amêndoas com película, sugerindo que o ácido gálico apesar de predominante, pode não ser o bioativo responsável pela atividade antioxidante das amêndoas de baru. O teor de antocianinas foi de 0,6 mg/100 g em amêndoa crua com película e de 1,2 mg/100g nas demais amostras. O teor de tocoferóis variou de 2,0 a 2,7 mg/100 g em amêndoa torrada com película e na amêndoa crua sem película. Os ácidos oleico (C18:1), linoleico (C18:2), linolênico (C18:3), elaídico (C20:1) e tetracosenóico (C24:1), foram os principais ácidos graxos insaturados, representando cerca de 81% dos ácidos graxos das amêndoas e dentre estes, os ácidos oleico e linoleico foram os majoritários. O tratamento térmico utilizado para a torrefação das amêndoas de baru com e sem película, não ocasionou alteração significativa na composição dos ácidos graxos das amêndoas de baru. Conclui-se que embora o processo de torrefação reduza a atividade antioxidante, a amêndoa do baru torrada mantem propriedades nutricionais e antioxidante.

Referência:

LEMOS, Miriam Rejane Bonilla. Caracterização e estabilidade dos compostos bioativos em
amêndoas de baru (Dipteryx alata Vog.), submetidas a processo de torrefação. 2012. 145 f., il. Tese
(Doutorado em Ciências da Saúde)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

Disponível em:

Consumo alimentar de frutos do cerrado, fontes de vitamina A, por moradoras de comunidades das cidades satélites do Distrito Federal

Consumo alimentar de frutos do cerrado, fontes de vitamina A, por moradoras de comunidades das cidades satélites do Distrito Federal

Autor(a):

Paula Cristina Rodrigues Pinto 

Resumo:

INTRODUÇÃO – Com base na relevância do estudo sobre frutos do Cerrado como fontes de vitamina A,o trabalho visa uma descrição do consumo alimentar desses frutos, as formas de utilizá-los como fonte alimentar, o acesso a eles e possíveis motivos culturais que impeçam seu consumo por mulheres que participaram de cursos de artesanato oferecidos em Cidades Satélites do Distrito Federal. MÉTODOS – Esta é uma análise descritiva do consumo alimentar das frutas do Cerrado pelas participantes de cursos de artesanato realizados pelo SEBRAE-DF. Foi realizado um estudo piloto para aperfeiçoar os questionários. Utilizou-se um (N = 100) questionário auto-aplicativo sobre assuntos interligados ao tema, para verificar os hábitos alimentares das pesquisadas sobre o consumo desses frutos. RESULTADOS – Dentre os frutos do Cerrado verifica-se que os mais conhecidos em ordem decrescente, são: pequi (85%), ceriguela (78%), buriti e caju (70% cada), jatobá (62%). Por outro lado, os mais desconhecidos são: perinha (94%), mama-cadela (82%), gravatá (79%) e lobeira (76%). Quanto aos motivos que levam ao consumo dos frutos do Cerrado, 61% das participantes informaram que os consomem por gostar; 13% porque fazem bem à saúde, 13% não responderam e, as restantes, pelos dois primeiros motivos. Com relação ao acesso aos frutos do Cerrado, 55% das mulheres os compram em feiras, 24% ganham, 17% adquirem de ambulantes e, apenas 4% informaram que os plantam. Em relação ao modo de consumo, 40% consomem esses frutos ao natural, 14% em forma de sucos e ao natural, 10% apenas como sucos; outras opções de consumo tiveram menor número; só 2% escolheram a opção “em forma de receita salgada”. Apenas 31% das pesquisadas sabem a importância do consumo alimentar dos frutos do Cerrado como fontes de vitamina A. Apesar de parcela considerável (36%) não saberem se sua alimentação é, nutricionalmente, correta para se manter a saúde, há muitas participantes (55%) que se preocupam em saber sobre “Alimentação e Saúde”, informando ser a mídia o recurso mais utilizado para obter informações sobre o assunto. CONCLUSÃO – Os resultados sugerem que o consumo de frutos do Cerrado ainda é muito pequeno por essa população, talvez por fatores sócio-econômicos-culturais. Os dados são sugestivos e indicativos da falta de conhecimento sobre o aproveitamento dos frutos do Cerrado, especialmente daqueles fontes de vitamina A. Isso mostra a necessidade da Educação Nutricional para a população dos Cerrados brasileiros, ensinando-a a conhecer e a aproveitar o potencial nutritivo desses frutos, convertendo os novos conhecimentos em hábitos alimentares saudáveis.

Referência:

PINTO, Paula Cristina Rodrigues. Consumo alimentar de frutos do cerrado, fontes de vitamina A, por moradoras de comunidades das cidades satélites do Distrito Federal. 2006. 108 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

Disponível em:

Avaliação do perfil de proteases expressas por Penicillium fellutanum e Penicillium restrictum isolados do solo do cerrado brasileiro

Avaliação do perfil de proteases expressas por Penicillium fellutanum e Penicillium restrictum isolados do solo do cerrado brasileiro

Autor(a):

Mona Lisa Sousa de Assis Bittencourt

Resumo:

As proteases se referem a um grupo de enzimas cuja função catalítica é hidrolisar proteínas. Enzimas proteolíticas encontram ampla aplicação em diversas indústrias e preparações farmacêuticas. Os fungos filamentosos são usados em muitos processos industriais para a produção de enzimas e metabólitos. Alguns desses fungos são produtores de uma série de enzimas, como amilases, pectinases e proteases. O presente trabalho teve como objetivo principal caracterizar proteases expressas por fungos filamentosos isolados de diferentes amostras do Cerrado do Centro-Oeste brasileiro, frente à produção de proteases de interesse industrial e farmacêutico em diversas condições de cultivo. Inicialmente, foi realizada uma triagem para avaliar a capacidade de 17 fungos quanto à produção de protease em meio de cultura contendo Ágar-leite. Oito espécies formaram halo no cultivo em placas de Petri contendo 10% de leite desnatado em Ágar indicando serem produtoras de proteases. Em seguida, quando cultivadas em estufa, no meio sabouraud, peptona e leite desnatado, seis espécies de fungos apresentaram altas atividades de protease sendo então cultivadas sob condição de agitação. Uma melhoria nas atividades de protease para as espécies Aspergillus foetidus, Penicillium variotti, Penicillium citrinum e Penicillium fellutanum foi obtida quando utilizado o cultivo em shaker. Um importante aumento na atividade proteolítica foi obtido para a espécie P.restrictum e P. fellutanum quando avaliado meio de cultivo contendo resíduo agroindustrial. No meio contendo farelo de trigo como fonte de carbono, a maior atividade proteolítica foi identificada quando realizado cultivo por P. restrictum (81,1 UI/mL), a as proteases presentes no meio possuem temperatura ótima igual a 45 °C e pH ótimo em uma faixa de 5,0 a 9,0. Sendo termoestáveis por 2 horas em pH e temperatura ótima. Desta forma, estas enzimas podem ser consideradas promissoras para aplicação industrial.

Referência:

BITTENCOURT, Mona Lisa Sousa de Assis. Avaliação do perfil de proteases expressas por Penicillium fellutanum e Penicillium restrictum isolados do solo do cerrado brasileiro. 2014. xiii, 65 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

Disponível em:

Avaliação da produção de L-asparaginase por fungo isolado do solo do Cerrado brasileiro em meio contendo resíduo agroindustrial

Avaliação da produção de L-asparaginase por fungo isolado do solo do Cerrado brasileiro em meio contendo resíduo agroindustrial

Autor(a):

Samuel Leite Cardoso

Resumo:

A enzima L-asparaginase tem sido utilizada com sucesso no tratamento de neoplasia maligna, como a leucemia linfoblástica aguda. Porém, com o desenvolvimento tecnológico, a busca por novas fontes de L-asparaginase tem se tornado cada vez mais atraente. Nesta direção, o objetivo deste trabalho foi estudar a produção e purificação de uma L-asparaginase fúngica através de um sistema micelar de duas fases aquosas (Triton X-114/Tampão). O fungo codificado como 2DSST1 foi isolado do solo do Cerrado. Um delineamento de Plackett-Burman foi utilizado para determinar os efeitos de 11 variáveis na produção de L-asparaginase, seguido por um planejamento com composto central e um planejamento fatorial 24 completo. As variáveis avaliadas foram L-asparagina (X1), L-prolina (X2), farelo de trigo (X3), caldo de batata-dextrose (X4), sulfato de amônio (X5), temperatura de incubação (X6), tempo de fermentação (X7), pH inicial do meio de cultura (X8), extrato de levedura (X9), sacarose (X10) e concentração de glicose (X11). O ensaio de asparaginase foi realizado avaliando a formação de β-hidroxamato aspártico. Um delineamento com composto central para os sistemas micelares de duas fases aquosas foi realizado em dois níveis (+1 e -1), utilizando-se a concentração de Triton X-114 (p/v), a temperatura da fase de separação e a concentração do extrato bruto (p/v). O coeficiente de partição de L-asparaginase (K) foi considerado como variável dependente (resposta) do planejamento experimental. 64 corridas foram realizadas e a atividade máxima (2,33 UI/mL) foi encontrada no ponto central do planejamento fatorial. As variáveis positivas significativas em um nível de confiança de 95% (L-asparagina, L prolina, caldo de dextrose de batata e sacarose) foram avaliadas em 2 níveis (+1 e -1) com triplicatas no ponto central. Foram preparados 16 sistemas, 3 pontos centrais, 5 pontos axiais e 10 pontos fatoriais. O sistema 8 foi considerado o mais promissor, considerando o fator de purificação de 1,4 e o rendimento de 100%, indicando que não houve perda enzimática. Além disso, o valor de K de 0,07 indica a migração da L-asparaginase principalmente para a fase pobre em micelas do sistema. Este é o primeiro relato de um sistema micelar aplicado na pré purificação de uma L-asparaginase fúngica.

Referência:

CARDOSO, Samuel Leite. Avaliação da produção de L-asparaginase por fungo isolado do solo do Cerrado brasileiro em meio contendo resíduo agroindustrial. 2018. 68 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

Disponível em:

Avaliação da produção de enzimas celulolíticas e hemicelulolíticas por fungos isolados do cerrado, costa marinha brasileira e da Antártica, utilizando casca de soja como substrato

Avaliação da produção de enzimas celulolíticas e hemicelulolíticas por fungos isolados do cerrado, costa marinha brasileira e da Antártica, utilizando casca de soja como substrato

Autor(a):

Catarina Bernardes Pereira

Resumo:

Em razão do Brasil exercer grande atividade agrícola, são gerados enormes volumes de resíduos que são rotineiramente acumulados no meio ambiente, com destaque para a soja. O reaproveitamento desses recursos naturais disponíveis abundantemente, possibilita a produção de diversos metabólitos de interesse industrial obtendo produtos de maior valor agregado, através de tecnologias de baixo impacto ambiental, baixo custo, consumindo menos recursos e simplificando o processo. Relatam-se diversas produções enzimáticas através de processos biotecnológicos de fungos filamentosos em meios contendo resíduos da agroindústria. Dentro dessa visão, o trabalho objetivou avaliar a produção de enzimas celulolíticas e hemicelulolíticas de fungos isolados do cerrado, costa marinha brasileira e da Antártica, utilizando casca de soja como substrato. Em sua primeira etapa, foi realizando o isolamento de 58 fungos endofíticos de 13 espécies de plantas nativas do Cerrado. Posteriormente foi realizado o processo de fermentação submersa (SF) de 104 fungos avaliando-se suas capacidades de produção enzimática. Uma triagem foi feita e 3 produtores de cada bioma (9 fungos) passaram também por fermentação em estado sólido (SSF). Os 18 extratos enzimáticos tiveram suas características físico-químicas analisadas quanto ao melhor pH e temperatura. Os resultados obtidos indicam que a casca de soja é um ótimo substrato na produção de xilanase, mananase, carboximetilcelulase (CMCase) e β-glicosidase. Os cultivos apresentaram enzimas com melhor atividade em pH 5,4 para xilabase, mananase e CMCase, e pH 4,8 para β-glicosidase. A faixa de temperatura ótima se manteve entre 40 ºC e 60 ºC para todos as enzimas em ambos os tipos de fermentações. As atividades mensuradas mostraram-se mais expressivas para xilanase atingindo cerca de 14 UI/mL. Foi possível observar um aumento de atividade enzimática nos cultivos de fungos do cerrado quando cultivados em SSF. Dessa forma, os resultados permitem concluir que os fungos estudados apresentam potencial para a produção das enzimas celulolíticas e hemicelulolíticas através de SF e SSF em um meio de baixo valor agregado apresentando assim interesse biotecnológico.

Referência:

PEREIRA, Catarina Bernardes. Avaliação da produção de enzimas celulolíticas e hemicelulolíticas por fungos isolados do cerrado, costa marinha brasileira e da Antártica, utilizando casca de soja como substrato. 2016. 117 f. il., Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas)–Faculdade de Ciências de Saúde, Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

Disponível em:

Avaliação da produção de L- Asparaginase por fungos isolados do bioma Cerrado

Avaliação da produção de L- Asparaginase por fungos isolados do bioma Cerrado

Autor(a):

Renata Paula Coppini Almeida

Resumo:

A leucemia linfóide aguda (LLA) é uma neoplasia maligna de linfócitos, caracterizada pelo acúmulo de células sanguíneas imaturas na medula óssea. Um dos medicamentos utilizados no tratamento da LLA é a enzima L-Asparaginase. Algumas linhagens de células tumorais não são capazes de produzir asparagina, assim, a redução dos níveis plasmáticos do aminoácido implica na inibição da síntese de proteínas das células leucêmicas. Atualmente, estão disponíveis apenas enzimas de origem bacteriana para serem utilizadas na clínica, o que reflete na grande taxa de efeitos adversos relacionados ao tratamento. Neste sentido, a busca por novas fontes de L Asparaginase torna-se imprescindível. O presente trabalho teve como objetivo principal avaliar a produção de L-Asparaginase por fungos filamentosos isolados do bioma Cerrado brasileiro. Inicialmente, foi realizada a padronização do preparo da amostra e da metodologia para determinação da atividade enzimática, onde foram utilizadas a enzima padrão (Sigma-Aldrich) e a cepa de um conhecido produtor de L-Asparaginase, o Aspergillus terreus. Posteriormente, foram isolados 42 cepas fúngicas a partir do bioma Cerrado brasileiro. Das 42 cepas isoladas, 22 apresentaram halo vermelho, o que pode indicar a produção de L-Asparaginase. Essas 22 espécies foram cultivadas em meio líquido e apenas 10 apresentaram resultados positivos para produção enzimática. Em seguida, as 3 melhores cepas produtoras foram cultivadas em diferentes condições de cultivo a fim de melhorar a produção de L-Asparaginase. Com relação às fontes de carbono, a utilização de glicose foi essencial para a produção enzimática. A L-Prolina parece ser a fonte de nitrogênio mais eficaz para que a produção de L-Asparaginase ocorra. Foram encontrados ainda, diferentes valores de pH ótimos de cultivo pelas diferentes cepas fúngicas.

Referência:

ALMEIDA, Renata Paula Coppini de. Avaliação da produção de L- Asparaginase por fungos isolados do bioma Cerrado. 2015. 88 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Disponível em:

Avaliação da atividade antimicrobiana de espécies vegetais do bioma Cerrado

Avaliação da atividade antimicrobiana de espécies vegetais do bioma Cerrado

Autor(a):

Sandra Márcia Mazutti da Silva

Resumo:

Atualmente, os desafios impostos pelas doenças causadas por bactérias resistentes aos fármacos disponíveis são considerados um problema de saúde mundialmente. A expressiva necessidade de descobertas de novos fármacos torna- se imprescindível devido a inerente seleção natural, propiciada em parte pelo uso inadequado de antimicrobianos na medicina ou em plantéis de produção. Em face ao exposto, no presente estudo foi realizado um screening buscando avaliar a atividade antibacteriana in vitro de extratos brutos e frações de espécies vegetais oriundas do bioma Cerrado do Distrito Federal e arredores. As espécies selecionadas foram Bauhinia rufa (Bong) Steud, Bauhinia variegata Linn, Erythroxylum subrotundum St. Hill., Erythroxylum daphnites Mart, Pouteria torta Radlk., Pouteria ramiflora Radlk. e Eugenia dysenteria DC., as quais foram testadas contra Staphylococcus aureus (25923), Pseudomonas aeruginosa (27853) e Escherichia coli (25922) utilizando o método de disco difusão para predizer a sensibilidade destes. Em sequência foi realizado o biomonitoramento do extrato bruto e das frações desta planta frente a diversos isolados de bactérias Gram- positivas de relevância clínica, sendo preconizado o método de microdiluição em placas. Sobressaiu-se nestes testes a fração acetônica de E. dysenterica ao apresentar zona de inibição de 10mm com uma Concentração Inibitória Mínima de 250μg por disco difusão e 83μg/mL por microdiluição, além de modular a ação de agentes β-lactâmicos, demonstrando a sensibilidade de bactérias Gram-positivas à espécie. De todos os extratos testados nenhum apresentou atividade antimicrobiana frente às cepas Gram-negativas, P. aeruginosa e E. coli. A prospecção fitoquímica por Cromatografia em Camada Delgada e por Cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) da E. dysenterica evidenciou a presença dos flavonóides catequinas e epicatequinas que podem ser os metabólitos secundários responsáveis pela sua efetiva atividade antimicrobiana. Considerando os resultados obtidos, a E. dysenterica é uma espécie promissora como insumo brasileiro, para o desenvolvimento de fitoterápicos a cosméticos.

Referência:

SILVA, Sandra Márcia Mazutti da. Avaliação da atividade antimicrobiana de espécies vegetais do bioma Cerrado. 2013. 113 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

Disponível em: