Avaliação da atividade antimicrobiana de espécies vegetais do bioma Cerrado

Autor(a):

Sandra Márcia Mazutti da Silva

Resumo:

Atualmente, os desafios impostos pelas doenças causadas por bactérias resistentes aos fármacos disponíveis são considerados um problema de saúde mundialmente. A expressiva necessidade de descobertas de novos fármacos torna- se imprescindível devido a inerente seleção natural, propiciada em parte pelo uso inadequado de antimicrobianos na medicina ou em plantéis de produção. Em face ao exposto, no presente estudo foi realizado um screening buscando avaliar a atividade antibacteriana in vitro de extratos brutos e frações de espécies vegetais oriundas do bioma Cerrado do Distrito Federal e arredores. As espécies selecionadas foram Bauhinia rufa (Bong) Steud, Bauhinia variegata Linn, Erythroxylum subrotundum St. Hill., Erythroxylum daphnites Mart, Pouteria torta Radlk., Pouteria ramiflora Radlk. e Eugenia dysenteria DC., as quais foram testadas contra Staphylococcus aureus (25923), Pseudomonas aeruginosa (27853) e Escherichia coli (25922) utilizando o método de disco difusão para predizer a sensibilidade destes. Em sequência foi realizado o biomonitoramento do extrato bruto e das frações desta planta frente a diversos isolados de bactérias Gram- positivas de relevância clínica, sendo preconizado o método de microdiluição em placas. Sobressaiu-se nestes testes a fração acetônica de E. dysenterica ao apresentar zona de inibição de 10mm com uma Concentração Inibitória Mínima de 250μg por disco difusão e 83μg/mL por microdiluição, além de modular a ação de agentes β-lactâmicos, demonstrando a sensibilidade de bactérias Gram-positivas à espécie. De todos os extratos testados nenhum apresentou atividade antimicrobiana frente às cepas Gram-negativas, P. aeruginosa e E. coli. A prospecção fitoquímica por Cromatografia em Camada Delgada e por Cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) da E. dysenterica evidenciou a presença dos flavonóides catequinas e epicatequinas que podem ser os metabólitos secundários responsáveis pela sua efetiva atividade antimicrobiana. Considerando os resultados obtidos, a E. dysenterica é uma espécie promissora como insumo brasileiro, para o desenvolvimento de fitoterápicos a cosméticos.

Referência:

SILVA, Sandra Márcia Mazutti da. Avaliação da atividade antimicrobiana de espécies vegetais do bioma Cerrado. 2013. 113 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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