Caxixó

Caxixó

Casa para realização de rituais. Foto: Cácio Silva, 2003.

Origem do nome

“Kaxixó significa pedra, que é a Nossa Senhora da Lapa. Na lei branca de vocês, chama caverna” (Zezinho Kaxixó)

Depois de séculos no anonimato, sufocados pela perseguição e posteriormente pela discriminação, os Kaxixó estão demonstrando desejo de viver a sua indianidade, trazendo à tona costumes e valores que estiveram camuflados, mas nunca perdidos. Mesmo quando não expressavam publicamente sua identidade, os Kaxixó preservaram viva a consciência de serem indígenas, transmitindo seus segredos e tradições de pais para filhos.

Localização do povo

O Capão do Zezinho, principal concentração do grupo, se localiza no município de Martinho Campos, na margem esquerda do Rio Pará, região centro-oeste de Minas Gerais, a 15 km do povoado de Ibitira, que por sua vez dista 180 km de Belo Horizonte. Capão do Zezinho é um pequeno vilarejo, com muitas árvores frutíferas e casas de alvenaria, água encanada e energia elétrica. Ao centro há um templo católico, ao lado da casa de ritual e do rancho de festas, ambos cobertos de capim e sem paredes. O primeiro é destinado às suas danças tradicionais e missas, enquanto o segundo é destinado aos festejos e comemorações. Neste vilarejo têm ainda um edifício onde funciona uma escola. Nas proximidades do Capão do Zezinho há outros três lugarejos de posse dos Kaxixó, que é a Fazenda Criciúma, Pindaíba e Fundinhos, estes dois últimos na Fazenda São José.

Referências bibliográficas

Cácio Silva. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kaxix%c3%b3>. Acesso em: 07 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 16 de ago. de 2020. 

Bororo

Bororo

Mãe pintando criança com urucum. Aldeia Córrego Grande, MT Foto: Waldir de Pina, 1985.

Origem do nome

Os Bororo se autodenominam Boe. O termo “Bororo” significa “pátio da aldeia” e atualmente é a denominação oficial.

Ao longo da história, outros nomes foram usados para identificar esse povo, tais como: Coxiponé, Araripoconé, Araés, Cuiabá, Coroados, Porrudos, Bororos da Campanha (referente aos que habitavam a região próxima a Cáceres), Bororos Cabaçais (aqueles da região da Bacia do Rio Guaporé), Bororos Orientais e Bororos Ocidentais (divisão arbitrária feita pelo governo do Mato Grosso, no período minerador, que tem o rio Cuiabá como ponto de referência).

Entre suas autodenominações, destacam-se aquelas vinculadas à ocupação territorial: Bóku Mógorége (“habitantes do cerrado”) são os Bororo das aldeias de Meruri, Sangradouro e Garças; Itúra Mogorége (“habitantes das matas”) correspondem aos Bororo das aldeias de Jarudori, Pobori e Tadarimana; Orari Mógo Dóge (“habitantes das plagas do peixe pintado”) remetem aos Bororo das aldeias de Córrego Grande e Piebaga; Tóri ókua Mogorége (“habitantes dos sopés da Serra de São Jerônimo”) era o nome dado a um grupo atualmente sem aldeia remanescente; Útugo Kúri Dóge (“os que usam longas flechas”) ou Kado Mogorége (“habitantes dos taquarais”) são os Bororo da aldeia de Perigara, no Pantanal.

Localização do povo

Mato Grosso

O território tradicional de ocupação Bororo atingia a Bolívia, a oeste; o centro sul de Goiás, ao leste; as margens da região dos formadores do Rio Xingu, ao norte; e, ao sul, chegava até as proximidades do Rio Miranda (Ribeiro, 1970:77). Estima-se que esse povo tenha habitado essa região durante pelo menos sete mil anos (Wüst & Vierter, 1982).

Referências bibliográficas

Paulo Serpa. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Bororo>. Acesso em: 07 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 16 de ago. de 2020. 

Bakairi

Bakairi

Foto: Acervo Museu Nacional, 1929

Origem do nome

Os Bakairi se autodenominam Kurâ, que quer dizer gente, ser humano. Eles se consideram os verdadeiros Kurâ, a humanidade por excelência, devendo os demais ser especificados. Kurâ expressa, no sentido restrito, “nós , os Bakairi”, “o que é nosso”. O termo Bakairi é para eles de origem desconhecida e encontra-se registrado nas crônicas da história regional desde o século XVIII.

Localização do povo

Vivem no estado de Mato Grosso, nas Terras Indígenas Bakairi e Santana. Em ambas predomina o cerrado.

Santana situa-se no município de Nobres e tem o seu nome emprestado de um afluente do Rio Novo que, desenhando parte dos seus limites, desce em busca do Arinos, tributário do Juruena, afluente do Tapajós.

A Terra Indígena Bakairi, na sua quase totalidade, localiza-se no município de Paranatinga, à margem direita do rio Paranatinga ou Telles Pires, afluente do Tapajós. Uma parte dela situa-se no município de Planalto da Serra, à margem esquerda daquele rio. Nas suas vizinhanças encontram-se o morro do Urubu, do Daniel e parte da Serra Azul.

Os centros urbanos que mais influências exercem na vida dos Bakairi são Nobres, Paranatinga e Cuiabá, a capital do estado.

Referências bibliográficas

Edir Pina de Barros. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Bakairi >. Acesso em: 07 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 16 de ago. de 2020. 

Avá-Canoeiros

Avá-Canoeiros

Foto: O pajé e líder Tutawa, Fazenda Canuanã. Capão de Areia, Klaus Gunther, 1973.

Origem do nome

Até a década de 1960, o grupo era conhecido como “Canoeiro” na literatura, em razão da grande habilidade na utilização de canoas nos primórdios do contato com os colonizadores. Segundo Couto de Magalhães, que teve a oportunidade de recolher um vocabulário junto a um casal do grupo no Aldeamento Estiva, em 1863, quando era Presidente da Província de Goiás, os Canoeiro “tem esse nome, por se terem tornado célebres os seus ataques contra os navegantes do (Rio) Maranhão, a quem acometiam em levíssimas ubás e com agilidade tal, que chegavam sem ser pressentidos, retirando-se sem sofrer dano”.

O antropólogo André Toral mostrou que o termo “Avá-Canoeiro” consolidou-se na imprensa entre 1969 e 1973, na ocasião da ativação de duas frentes de atração simultâneas pela FUNAI nos rios Araguaia e Tocantins. Ao termo “Canoeiro” foi adicionada a palavra “Avá”, que havia sido recolhida junto aos Avá-Canoeiro por Couto de Magalhães, um século antes, como sendo o etnônimo do grupo.

Os Avá-Canoeiro autodenominam-se Ãwa, palavra que, “como em outras línguas tupi-guarani, significa gente, pessoa, ser humano, homem adulto” (Teófilo da Silva, 2005:14).

Na região do Araguaia, os Avá-Canoeiro são mais conhecidos regionalmente como “Cara Preta”, nome que talvez tenha alguma relação com a origem do grupo, que foi motivo de debates na literatura, não tendo se chegado, ainda, a uma resposta definitiva. Alguns autores (Cunha Mattos, Couto de Magalhães, Rivet) alegaram que os Canoeiro eram descendentes dos Karijó de São Paulo, nome genérico dado aos índios de língua tupi-guarani trazidos de São Paulo pelo bandeirante Bartolomeu Bueno Filho, o segundo Anhanguera, conhecido como o descobridor da Capitania de Goiás.

Localização do povo

Os Avá-Canoeiro estavam morando nas matas de galeria das margens das cabeceiras do Rio Tocantins, conhecido como Rio Maranhão em seu alto curso, uma região de planalto, quando foram encontrados pelos primeiros colonizadores do Brasil Central na segunda metade do século 18. Em razão dos massacres violentos, os Avá-Canoeiro iniciaram um processo irreversível de mudança das matas junto aos rios, onde andavam em canoas e estavam mais expostos aos colonizadores. Parte do grupo continuou vivendo na região de cabeceiras do Rio Tocantins, como refugiados em lugares inóspitos, quando teve a população reduzida drasticamente, enquanto outra parte deslocou-se, ao que tudo indica, em grupos separados, para a bacia do Rio Araguaia, o principal afluente do Rio Tocantins.

Referências bibliográficas

Patrícia de Mendonça Rodrigues. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Av%c3%a1-Canoeiro >. Acesso em: 07 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 16 de ago. de 2020. 

Aranã

Aranã

Origem do nome

O povo Aranã é identificado na região do Vale do Jequitinhonha pelas denominações genéricas “índio” e “caboclo”, que constituem o sobrenome e o apelido, respectivamente, das duas famílias que compõem o grupo. A inserção dos Aranã no movimento indígena e sua busca pela identificação étnica é recente, datando do final da década de 1990.

Localização do povo

Os Aranã se apresentam dispersos em várias áreas rurais e urbanas dos estados de Minas Gerais e São Paulo. Contudo, o grupo possui maior concentração familiar nas áreas urbanas e rurais dos municípios de Araçuaí e Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha (MG).

As fazendas Campo, Alagadiço, Lorena, Cristal e Vereda são as principais localidades rurais ocupadas pelos Aranã, sendo que na Fazenda Alagadiço há maior concentração de famílias em função da Diocese de Araçuaí ter doado glebas de terra para alguns posseiros na década de 1980. As cidades de Araçuaí, Coronel Murta, Pará de Minas, Juatuba, Betim, Belo Horizonte e São Paulo são as principais áreas urbanas ocupadas pelos Aranã.

Referências bibliográficas

Vanessa Caldeira. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Aran%c3%a3 >. Acesso em: 07 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 16 de ago. de 2020. 

Apinajé

Apinajé

Jovem apinajé paramentado e dispondo de arco e flecha cerimoniais. Foto: Curt Nimuendaju, 1931.

Origem do nome

Apinayé ou Apinajé não é autodenominação do grupo, porém é atualmente a forma com os quais se designam e são designados pelos demais grupos Timbira e por seus vizinhos regionais. No vocábulo Timbira Oriental,  o sufixo yê/jê assinala coletividade.

Curt Nimuendajú  fornece outras designações para o grupo, todas elas derivadas do termo hôt ou hôto entre os Timbira Orientais, que significa “canto” e se refere ao território tradicional dos Apinajé localizado no “canto” formado pelo Araguaia e Tocantins, região conhecida como Bico do Papagaio.

Localização do povo

Os Apinajé nunca deixaram de habitar a região compreendida pela confluência dos rios Araguaia e Tocantins, cujo limite meridional era dado, até o início do século XX,  pelas bacias dos rios Mosquito (no divisor de águas do Tocantins) e São Bento (no Araguaia).

Do ponto de vista da conservação dos ecossistemas locais, a Terra Indígena Apinajé está relativamente bem preservada, tendo se recuperado rapidamente da degradação provocada pela presença de mais de 600 famílias de regionais em suas terras até a demarcação da área em 1985.

A Terra Indígena Apinajé tem a interferência de duas estradas de terra que estão em obras com vistas a seu asfaltamento:

  • TO 126: liga os municípios de Tocantinópolis e Itaguatins, passando por Maurilândia, seccionando no sentido norte-sul todo o território em seu lado leste; ao longo de seu eixo estão localizadas as aldeias do PIN Apinajé (Mariazinha, Botica, Riachinho e Bonito);

  • TO 134: do município de Anjico ao entroncamento da BR 230, seguindo até Tocantinópolis, sendo, em um trecho, limite sul da área. Esta estrada, asfaltada recentemente, passa a poucos quilômetros da aldeia São José.

Até 1999, a BR 230, mais conhecida como Transamazônica, atravessava o território apinajé aproximadamente por 30 Km e continuava como limite em sua parte oeste. Em junho de 1997 o Ibama interditou as obras da BR 230, em seu trecho Araguatins-Estreito, exigindo o licenciamento ambiental para o prosseguimento das obras. Depois de audiências públicas e de uma paralisação por parte dos Apinajé dos trabalhos de asfaltamento da rodovia, houve a mudança do traçado oficial. Do trevo do Prata, como é conhecido, a BR 230 segue para Nazaré, com o nome de TO 134, de onde segue para o município de Lagoa de São Bento.

Referências bibliográficas

Maria Elisa Ladeira; Gilberto Azanha. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Apinaj%c3%a9>. Acesso em: 07 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 16 de ago. de 2020. 

Flora do Cerrado

Flora do Cerrado

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Referências

Flora do Cerrado. Flora do Cerrado, 2020. Disponível em: http://floradocerrado.com.br/. Acesso em: 13/06/2020.

PhytoCerrado

PhytoCerrado

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Referências

ORLANDI, Miriani. PhytoCerrado. Texto PhytoCerrado. Acesso em: 21/07/2020.

 

Phyto Cerrado. PhytoCerrado, 2020. Disponível em: https://www.phytocerrado.com/. Acesso em: 13/06/2020.

Bacupari-do-cerrado

Bacupari-do-campo

Nome científico: Peritassa campestris (Cambess.) A.C.Sm..

 

Nome popular: Bacupari-do-cerrado

Família: Celastraceae

 

Forma de vida: arbusto ou subarbusto

 

Frutificação no Cerrado: dezembro-fevereiro

 

Dispersão: mamíferos

 

Polinização: abelhas

 

Habitat e distribuição: Savânico, campestre e florestal, em Cerrado Típico, Campo Sujo e Cerradão. Domínios: Cerrado e Caatinga.

 

Características da espécie: Árvore ou subarbusto de médio porte com aproximadamente 6 metros de altura.  Apresentam folhas simples, coriáceas e glabras, alternas espiraladas e flores com 5 pétalas de cor verde ou amareladas.

 

Características dos frutos: Frutos de até 5 cm de diâmetro, esféricos a obovoides, com 1 a 5 sementes. Apresentam polpa de coloração amarela à laranja quando maduros, sabor levemente ácido e muito agradável. O período de maturação é durante a estação chuvosa, de novembro a janeiro.

 

Aproveitamento

O fruto possui características que possibilitam seu consumo ao natural e processamento na forma de polpa, doces, geleias ou ainda na forma de produto liofilizado (Schneider, Leão, Machado e Guimarães, 2020). Na medicina popular a planta é empregada como antimicrobiana e sua casca apresenta atividades antifúngicas (Kuhlmann, 2018).

Referências

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2ª ed., Brasília, 2018.

 

SCHNEIDER, Lucinéia Cavalheiro; LEÃO, Katyuscya Veloso; MACHADO, Luciana Lucas; GUIMARÃES, Andreia Rocha Dias. Caracterização física e química de frutos de bacupari, Salacia Crassifolia (Mart. ex Schult.) G. Don, provenientes do município de Barreiras –BA. Brazilian Journal Of Development, Curitiba, v. 6, n. 3, p. 13942-13953, mar. 2020. http://dx.doi.org/10.34117/bjdv6n3-311.

Maracujá-suspiro

Maracujá suspiro

Nome científico: Passiflora nitida Kunth

 

Nomes populares: Maracujá suspiro, Maracujá do cerrado

 

Família: Passifloraceae

 

Forma de vida: Trepadeira

 

Frutificação: estação seca

 

Dispersão: mamíferos (mastocoria) eaves (ornitocoria)

 

Habitat e distribuição: Savânico, campestre e florestal, em Cerrado Típico, Campo Sujo e borda de matas. Domínios: Cerrado, Amazônia e Caatinga.

 

Características da espécie: Trepadeira lenhosa apresentando gavinhas, com folhas simples, alternas e glabras. As flores são vistosas, branco com lilás.

 

Características dos frutos: Os frutos são globosos, amarelos quando maduro e carnosos. A maturação dos frutos ocorre de janeiro a julho.

 

Aproveitamento

A polpa adocicada é comestível in natura ou na forma de sucos, doces e geleias. Essa planta também é utilizada na medicina popular contra problemas gastrointestinais. Além disso, o maracujá-suspiro é uma espécie usada em programas de melhoramento genético por ser resistente a doenças que atingem as espécies comerciais de maracujá (Kuhlmann, 2018; Santos et al., 2008).

Referências

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2ª ed., Brasília, 2018.

 

SANTOS, Erivanda Carvalho et al. Características físico-químicas de dez acessos de Passiflora nitida procedentes do Centro-Norte do Brasil. IX Simpósio Nacional do Cerrado, II Simpósio Internacional Savanas Tropicais. Brasília, 2008.