Xacriabás

Matako: a origem da onça: 

 

Um homem foi pescar em companhia da mulher. Subiu numa árvore para capturar papagaios, e os jogava para a mulher. Mas ela os devorava. 

“Por que você está comendo os papagaios?”, perguntou ele.  

Assim que ele desceu da árvore, ela lhe quebrou o pescoço com uma dentada. Quando ela voltou para a aldeia, os filhos correram para ver o que ela trazia. Ela lhes mostrou a cabeça do pai, dizendo que era uma cabeça de tatu. Durante a noite, ela comeu os filhos e foi para o mato. Ela havia se transformado em onça. As onças são mulheres. 

 

Fonte:

MARIA, G. O POVO XACRIABÁ: Luta, História, Mito e Literatura. UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI Mestrado Profissional Interdisciplinar em Ciências Humanas, 2016. p. 66. 

Xakriabá

Aldeia do Mata Fome. São João das Missões, MG. Foto: Clésio da Gama, 2012.

Origem do nome

Identificados pelo Handbook of South American Indians como Jê, subdivisão Akwe, os Xakriabá também foram identificados pelo lingüista Aryon Dall’Igna Rodrigues como pertencentes ao tronco lingüístico Macro-Jê, família Jê, e a língua Xakriabá como um dialeto de falantes da língua akwen.

Localização do povo

As Terras Indígenas Xakriabá e Xakriabá Rancharia localizam-se no município de São João das Missões, no norte de Minas Gerais. A Terra Indígena Xakriabá foi homologada em 1987, e posteriormente, em 2003, foi acrescentada em área contínua a TI Xakriabá Rancharia.

Referências bibliográficas

Equipe de edição da Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Xakriab%C3%A1>. Acesso em: 08 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 16 de ago. de 2020.

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