Educando pelas trilhas do cerrado: um roteiro de ações para introduzir a educação ambiental em escolas e comunidades

Educando pelas trilhas do cerrado: um roteiro de ações para introduzir a educação ambiental em escolas e comunidades

Organizadores: Mery Lucy do Vale e Souza, Andréia Cassilha Andrigueto, Regina Celia Pereira Fernandes de Souza. Brasília: Rede de Sementes do Cerrado, 2015. 

Proposta: A Associação dos Amigos das Florestas (AAF), em parceria com a Rede de Sementes do Cerrado, propõe um roteiro de ações para introduzir a educação ambiental em escolas e comunidades, incentivando a preservação da vida por meio da cooperação, de parcerias e de participações em rede. As ações de educação voltadas para a sustentabilidade, vivenciadas nas diversas atividades do Projeto Semeando o Bioma Cerrado, dirigidas a um público infanto-juvenil, a professores e à comunidade em geral, repassam, por meio de uma abordagem transdisciplinar, princípios básicos da ecologia, mas, acima de tudo, estimula um profundo respeito pela natureza.

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Copaíba

Copaifera langsdorffii

Nomes popules

Copaíba, pau-d’óleo, bálsamo-de-copaíba, copaíba-da-várzea, copaíba-vermelha, copaibeira-de-minas, copaúba, cupiúva, oleiro, óleo-de-copaíba, óleo-vermelho, pau-de-óleo, podoi

Parte utilizada

Óleo

Descrição

É uma árvore de 10-40 m de altura (LORENZI E MATOS, 2008). Suas flores são pequenas e possuem coloração creme-esverdeada. Os frutos da copaíba têm até 3 cm de comprimento e são avermelhados quando maduros (KUHLMANN, 2018). Ela ocorre no Norte (Rondônia, Tocantins), no Nordeste (Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e no Sul (Paraná, Rio Grande do Sul). 

Uso medicinal

A copaíba é usada para tratar doenças de pele e como proteção contra picadas de insetos. Ela tem propriedades antiblenorrágicas, cicatrizantes, anti-inflamatórias, diuréticas, expectorantes, antimicrobianas das afecções urinárias e da garganta. Por suas propriedades terapêuticas, ela é usada na composição de cosméticos e sabões faciais e, possivelmente, atua na prevenção de acne (LORENZI E MATOS, 2008).

Referências Bibliográficas

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa, Sp: Instituto Plantarum, 2008.


KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2. ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 1 v.


QUEIROZ, L.P.; MARTINS-DA-SILVA, R.C.V.; COSTA, J. 2015 Copaifera in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB22896>.

Congonha-de-bugre

Rudgea viburnoides

Nomes populares

Congonha-de-bugre, bugre, casca-branca, cotó, douradão

Partes utilizadas

Folhas, entrecasca, raiz

Descrição

Árvore de 2-8 m de altura com casca grossa e marrom. As flores da congonha-de-bugre são brancas e perfumadas (KUHLMANN, 2018). Ela ocorre no Norte (Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins), no Nordeste (Bahia, Maranhão, Piauí), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo).

Uso medicinal

Essa planta atua bem em tudo o que tem a ver com a atividade renal. Ela é usada nas afecções articulares crônicas e agudas, nas cistites de repetição, em nefrites, em disfunções hormonais sistêmicas, em tratamentos capilares, no tratamento das vias urinárias de forma geral, nos quadros diabéticos e disfuncionais glicêmicos, nas edematoses e na hipertensão (AMERICANO, 2015). Além disso, a congonha-de-bugre é usada no controle da pressão alta, depurativo, diurético, tônico geral e cardíaco, adaptógeno e anti-inflamatório (AMERICANO, 2015; KUHLMANN, 2018). 

Formas de uso

A principal forma de uso são as folhas na forma de chá. Mas quando se precisa de uma atividade mais imediata, e não se pretende fazer o uso extensivo, é recomendado o chá da entrecasca e/ou das raízes em porções pequenas (AMERICANO, 2015). 

Cuidados

A congonha-de-bugre pode ser tóxica quando usada em doses altas e o consumo do seu fruto não é recomendado (KUHLMANN, 2018) .

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p. 

 

 

BRUNIERA, C.P.; ZAPPI, D. 2015 Rudgea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB20852>.

 

 

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2 ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 1 v.

Barú

Dipteryx alata

Nomes populares

Baru, cumbaru

Partes utilizadas

Sementes, polpa do fruto, entrecasca, raiz

Descrição

Árvore de 8-20 m de altura, com casca cinza-amarelada e flores creme-rosadas (KUHLMANN, 2018). Ela ocorre no Norte (Pará, Rondônia, Tocantins), no Nordeste (Bahia, Maranhão, Piauí), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo).

Uso medicinal

Apesar de o Baru ser muito popular, suas ações terapêuticas são negligenciadas na flora do Cerrado. Sua entrecasca, por exemplo, é capaz de deter os efeitos de picada de cobra, tem propriedades antitumorais e anti-inflamatórias. O óleo de suas sementes é antiespasmódico, digestivo e diaforético, sendo muito útil para dispepsia e problemas relativos à motilidade gástrica. A entrecasca e a polpa do Baru são emenagogas, ou seja, ajudam a regular o fluxo menstrual. A raiz e o tronco possuem propriedades anti-inflamatórias e analgésicas com ações no trato respiratório, por isso, eles são usados na preparação de emplastros e xaropes para estados pneumônicos, brônquicos e catarrais (AMERICANO, 2015). Além disso, o Baru age contra inflamações crônicas, artrite, artrose e dores de coluna (AMERICANO, 2015; KULHMANN, 2018).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

 

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2. ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 1 v.

 

LIMA, H.C. de; LIMA, I.B. 2015 Dipteryx in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB29628>.

Aroeirinha-do-campo

Myracrodruon urundeuva

Nomes populares

Aroeirinha-do-campo, arendiúva, arindéuva, aroreira, aroeira-daserra, aroeira-verdadeira, aroeira-do-campo, aroeira-do-sertão, aroeira-preta, aroeira-docerrado, caracuramira, urindeúva, urundeúva, almecega, pandeiro

Partes utilizadas

Folhas, a casca e a raiz

Descrição

Árvore de 5-24 m de altura com tronco que pode atingir 1 m de diâmetro. A
aroeirinha-do-campo tem uma copa ampla e flores pequenas (LOERENZI E MATOS, 2008). Ela ocorre no Norte (Acre, Rondônia, Tocantins), no Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), no Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e no Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Uso medicinal

A aroeirinha-do-campo é útil em casos de atonia muscular progressiva e indicada como neurogênica, como anti-inflamatória de uso interno, para inflamações articulares crônicas e agudas, como resolutiva de abscessos e tumores, como cicatrizante de feridas difíceis, como antidiarreica e como hemostática (AMERICANO, 2015). Sua resina, que se solidifica em contato com o ar e apresenta um aspecto amarelo-claro para âmbar, pode ser usada para vários tipos de afecções pulmonares, para aumentar a imunidade do trato respiratório, para melhorar a síntese dos metabólitos sanguíneos e como tônico geral (AMERICANO, 2015). Esse largo espectro de utilizações se justifica pela complexidade do princípio ativo, que contém mais de 70 substâncias bioativas. Entre elas, destacam-se os anéis mono e sesquiterpenos, que melhoram o metabolismo celular; o tanino, que é um produto adstringente e regulador da dinâmica sanguínea; e alguns alcaloides e flavonoides, antioxidantes e fomentadores das sínteses hormonais, por regularem o uso do colesterol sistêmico. Há também o limoleno, um constituinte fundamental do óleo essencial que pode ser extraído da resina e que funciona como fomentador da imunidade e tônico das funções renais e pulmonares; e ainda muitas outras substâncias que melhoram o metabolismo de forma geral (AMERICANO, 2015). O uso oral é recomendado como anti-inflamatório, cicratizante, indicado no tratamento de ferimentos infeccionados ou não, na pele, nas gastrites, úlcera gástrica, cervicite, vaginites e hemorroidas (LOERENZI E MATOS, 2008).

Formas de uso

Para o tratamento dessas manifestações, o cozimento feito com 100g da entrecasca seca quebrada em pequenos pedaços, deve ser extraído duas vezes cada vez, com meio litro de água, de modo a perfazer, no final um litro. Essa preparação pode ser bebida ou aplicada localmente. Nas gastrites e úlcera gástrica, toma-se duas colheres de sopa 1 a 3 vezes ao dia; nos casos de cervicite e cervicogaginite aplica-se diariamente compressa intravaginal antes de deitar para dormir colocando-se um absorvente interno (tipo “O.B.”) e, em seguida cinco a dez ml do cozimento com o auxílio de uma seringa. Nas inflamações das gengivas e da garganta faz-se gargarejo ou bochechos com o cozimento diluído com 1 a 2 partes de água duas ou mais vezes ao dia; para hemorroidas, o uso é local nas forma de compressas, lavagens ou de micro-clister de retenção, feito ao deitar depois de defecar e higienizar o local (LOERENZI E MATOS, 2008).

Cuidados

A aroeirinha é uma espécie dessa família de uso medicinal preferencial porque apresenta menor concentração de antraquinonas amargas e urticantes, que são potencialmente alergênicas, inclusive ao contato. Daí o conhecimento comum a todos que vivem no campo de que não se deve estacionar sob a copa dessas árvores, sob pena de sair dali gravemente atacado de coceiras, vertigem e mal-estar gástrico (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.


LOEUILLE, B. 2015 Lychnophora in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB25233>.

 

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa, Sp: Instituto Plantarum, 2008.

Alecrim-do-campo

Baccharis dracunculifolia

Nomes populares

Alecrim-silvestre, vassourinha, alecrim-do-campo, alecrim-devassoura

Partes utilizadas

Folhas e flores

Descrição

O alecrim-silvestre é um arbusto com 2-3 metros de altura (BARROSO, 1976). A floração corre tipicamente duas vezes ao ano: do final de Março ao início de Junho, e do final de Novembro a meados de Dezembro. As flores são muito pequenas e densamente agregadas em florescências (um capítulo), que são distribuídos pelos brotos. As flores masculinas são amarelo-claro, enquanto as flores femininas são brancas; nas florescências ambos os sexos são similares em tamanho. O capítulo masculino e feminino dura de 3 a 5 dias e as flores costumam se abrir por 12 horas (ESPÍRITO-SANTO ET AL. 2003). O alecrim-silvestre ocorre no Nordeste (Bahia), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e no Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Uso medicinal

Analgésico, tônico geral, digestivo, antidispéptico, carminativo, hepatotônico e colagogo (estimula a ação da vesícula), anticefaleico, descongestionante nasal e das vias respiratórias baixas (pulmão e brônquios), antiespasmódico da musculatura lisa e neurogênico (equilibra a atividade nervosa). É euforizante (por ser tônico) e ansiolítico (por elevar a confiança), e fomenta a memória (por melhorar a circulação sanguínea e regular a atividade neural), a agilidade mental e a capacidade de concentração. Apresenta também atividade antiplaquetária, contribuindo na prevenção da trombose. É um bom hipoglicemiante (por melhorar a comunicação entre fígado e pâncreas), atuando na regulação da atividade pancreática por meio tanto do aumento quanto da diminuição da secreção de insulina (AMERICANO, 2015).

Uso interno

Na forma de chá, é indicado para bochechos em quadros de aftas, inflamações gengivais, perda do paladar e outras afecções mucósicas. O chá das flores tem ação euforizante e melhora o desempenho mental de forma geral. O óleo essencial pode ser tomado em gotas para obter todos os ganhos já comentados (AMERICANO, 2015).

Uso externo

O óleo essencial é bom coadjuvante nas fórmulas resolutivas das condições reumáticas e nas desordens periféricas da circulação sanguínea. Age também como antisséptico e contribui como cicatrizante de feridas. Alivia neuralgias superficiais, mialgias, ciatalgias, dores intercostais e angústia de peito. Reverte estados pneumônicos e catarrais na forma de emplastro, em que se aquecem as folhas e flores com um óleo veiculador (AMERICANO, 2015).

Cuidados

Em altas concentrações, pode se tornar abortivo, pois estimula o ciclo menstrual (ação emenagoga). Por isso, é contraindicado que a gestante tome preparados à base de alecrim muito seguidamente. Além disso, como é muito ativo medicamentosamente e seus princípios ativos passam para o leite, o alecrim não deve ser ingerido com muita frequência por mulheres que estejam amamentando. Por outro lado, se o bebê tiver qualquer problema que o alecrim possa curar, será principalmente através do leite materno que ele deverá ser ministrado. Nesse caso, a mãe tomará o chá ou as gotas do óleo essencial, enriquecendo o seu leite com um princípio ativo rico e perfeitamente dosado (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p. 

 

BARROSO, G.M. 1976. Compositae-subtribo Baccharidinae Hoffman: estudo das espécies ocorrentes no Brasil. Rodriguesia. 40: 3–273. 

 

ESPÍRITO-SANTO, M.M, MADEIRA, B.G. NEVES, F.S. FARIA, M.L FAGUNDES, M. FERNANDES, G.W. 2003. Sexual differences in reproductive phenology and their consequences for the demography of Baccharis dracunculifolia (Asteraceae), a dioecious tropical shrub. Annals of Botany 91: 13-19. 

 

HEIDEN, G.,SCHNEIDER, A. 2015. Baccharis in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB5177>.

Diversidade e uso de plantas medicinais da apa alto do Mucuri, MG.

Diversidade e uso de plantas medicinais da apa alto do Mucuri, MG.

Autor(a):

Gracimério José Guarneire

Resumo:

A pesquisa etnobotânica é ferramenta importante para a descoberta de novos medicamentos, por coletar informações populares a respeito do uso medicinal de espécies vegetais. O presente estudo teve por objetivo realizar o levantamento da diversidade e uso das plantas potencialmente medicinais em comunidades rurais localizadas na APA Alto do Mucuri-MG. As informações etnobotânicas sobre o conhecimento e uso de plantas potencialmente medicinais na APA Alto do Mucuri-MG, foram adquiridas através de entrevistas “in loco” a partir de abordagens individuais por meio de aplicação de questionário semiestruturado com os informantes na própria comunidade. Foram realizadas 184 entrevistas com moradores que utilizam plantas medicinais. A idade dos moradores era de 24 a 91 anos, sendo 54,89% do sexo masculino e 45,11% do sexo feminino. A maior proporção (27,71%) era no grupo etário de 60-69 anos. Foram citadas 102 espécies botânicas em 87 gêneros e 41 famílias. As famílias predominantes foram: Asteraceae com 16 espécies, Fabaceae com 14 espécies, Lamiaceae com 12 espécies e Solanaceae com 4 espécies. A folha foi a parte vegetal mais citada (47,10%) e o uso na forma de chá apontado por 72,85% dos entrevistados. Os sintomas de doenças foram distribuídos a partir da classificação estatística Internacional e problemas relacionados à Organização Mundial de Saúde e as doenças do sistema respiratório foram as mais indicadas com 26,35%. A maioria das plantas (66,67%) os valores calculados de CUPc é baixo, sendo que a Lippia alba com valor de CUPc de 86,11 é a espécie mais utilizada. Os resultados obtidos apontam que os vegetais são um importante recurso terapêutico para esta população e os estudos etnobotânicos são fundamentais para o entendimento e a conservação da cultura local em relação ao uso das plantas medicinais, além de servir de subsídio para estudos científicos que venham comprovar a atividade fitoterápica dessas plantas.

Referência:

GUARNEIRE, Gracimério José. Diversidade e uso de plantas medicinais da apa alto do Mucuri, MG. 2018. 91 p. Dissertação (Mestrado Profissional) – Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, Ambiente e Sociedade, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Teófilo Otoni, 2018.

Disponível em:

Aspectos toxicológicos das plantas medicinais utilizadas no Brasil: um enfoque qualitativo no Distrito Federal. Brasília

Aspectos toxicológicos das plantas medicinais utilizadas no Brasil: um enfoque qualitativo no Distrito Federal. Brasília

Autor(a):

Deyse Lucy Luiz e Castro

Resumo:

Plantas medicinais são vegetais utilizados com fins terapêuticos; usa-se uma ou várias de suas partes, cada uma com propriedades específicas. As formas de preparo são muitas: chás, pomadas, inalação etc. O cerrado, o segundo bioma brasileiro em área, é rico em plantas medicinais, mas existem poucos trabalhos identificando estas plantas. O presente estudo faz uma revisão bibliográfica sobre a toxicologia das plantas medicinais utilizadas no Brasil e realiza uma pesquisa exploratória qualitativa para identificar as mais comercializadas em feiras do Distrito Federal. A revisão evidenciou que as plantas medicinais podem ter ações terapêuticas e tóxicológicas, a dependender do modo de utilização. Alguns dos efeitos adversos são queimaduras, abortos e desenvolvimento de cânceres. Sendo assim, a população deve ter cautela ao consumir estes produtos. Na pesquisa no DF, houve dificuldade em se obter os dados, não sendo possível ter uma amostra significativa. Com os resultados, observou-se que aroeira, arnica e perdiz são muito comercializadas (também listadas em estudos anteriores), sugerindo-se que podem ser umas das mais vendidas no Cerrado. Outra observação foi a escassez de informações apresentadas pelos comerciantes, o que indica indisposição em participar ou falta de conhecimento, fato considerado grave por expor os consumidores aos riscos da má utilização do produto. Novos estudos são desejáveis a fim de se comprovar as hipóteses aqui levantadas.

Referência:

CASTRO, Deyse Lucy Luiz e. Aspectos toxicológicos das plantas medicinais utilizadas no Brasil: um enfoque qualitativo no Distrito Federal. 2006. 63 f. Monografia (Especialização em Qualidade de Alimentos)-Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

Disponível em:

Práticas terapêuticas tradicionais: uso e conhecimento de plantas do cerrado no estado de Pernambuco (Nordeste do Brasil).

Práticas terapêuticas tradicionais: uso e conhecimento de plantas do cerrado no estado de Pernambuco (Nordeste do Brasil).

Autor(a):

Delmacia G. Macêdo, Daiany A. Ribeiro, Henrique D.M. Coutinho, Irwin R.A. Menezes & Marta M.A. Souza

Resumo:

Este trabalho visa registrar as práticas terapêuticas da comunidade Catolé utilizando a diversidade local das plantas medicinais verificando a versatilidade das espécies, consenso de uso e conhecimento dos informantes. Foram registradas 46 espécies nativas com fins medicinais, pertencentes a 42 gêneros e 26 famílias com destaque para Fabaceae. Dez espécimes apresentaram grande versatilidade de uso, no entanto Ximennia americana L. e Croton heliotropiifolius Kunth., apresentaram os maiores valores de IR (2,0 e 1,65). As indicações terapêuticas foram agrupadas em 15 categorias de sistemas corporais, com maior fator de consenso entre os informantes para; Doenças

infecciosas e parasitárias (1,0), Transtorno do sistema respiratório (0,82) e Doenças das glândulas endócrinas, da nutrição e do metabolismo (0,81). Devido à diversidade de espécies nativas registradas, pode-se concluir que a preservação dessa área é de grande importância para a conservação da biodiversidade local e os informantes envolvidos possuem um vasto conhecimento da vegetação contribuindo para o conhecimento de plantas potencialmente úteis do cerrado.

Referência:

MACEDO, D.G. et al. Práticas terapêuticas tradicionais: uso e conhecimento de plantas do cerrado no estado de Pernambuco (Nordeste do Brasil). Bol Latinoam Caribe Plant Med Aromat 14 (6): 491 – 508, 2015

Disponível em:

O cerrado como potencial de plantas medicinais e tóxicas

O cerrado como potencial de plantas medicinais e tóxicas

Autor(a):

Ilse Silberbauer-Gottsberger

Resumo:

Nossos estudos fitossociológicos de um hectare de cerrado no município de Botucatu, Estado de São Paulo, serviram como base para um levantamento das espécies do hectare, conhecidas e usadas como plantas medicinais e tóxicas. Além das 54 espécies levantadas, consideramos outras como medicinais e tóxicas em potencial, embora ainda não sejam conhecidas nesse respeito. O número relativamente elevado de espécies que podiam ser utilizadas, e certas vantagens de exploração, levaram-nos a ver o cerrado como um potencial considerável de essências medicinais e tóxicas. Além disso, são mostradas outras possibilidades de utilização do cerrado no seu estado de vegetação natural.

Referência:

SILBERBAUER-GOTTSBERGER, I. O cerrado como potencial de plantas medicinais e tóxicas. Oréades. v. 8, n. 14-15, p. 15-30, 1981/82.

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