Hemiodus microlepis Kner, 1858.(voador)

Hemiodus microlepis Kner, 1858.

CP 18,0 cm

Nome(s) popular(es):

Voador, voador-escama-fina, jutuarana.

Tamanho

Até 23,9 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Ingere organismos bentônicos.

Nome Xavante:

Pe’a’wa’õ.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo relativamente alto, fusiforme, recoberto por escamas ciclóides pequenas; boca terminal; fenda bucal (vista ventralmente) arredondada; maxila superior não protráctil e com dentes multicúspides e dee coroa larga; mandíbula desprovida de dentes; linha lateral completa, 120-148 escamas (o que facilmente a diferencia de H. gracilis e H. unimaculatus); nadadeira caudal nua, bifurcada, pontuda. Corpo prateado, mácula médio-lateral arredondada (o que também a diferencia prontamente de H. gracilis). Espécie pouco freqüente nos riachos e córregos do PESA.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.60.

Hemiodus gracilis Günther, 1864.(voador)

Hemiodus gracilis Günther, 1864.

CP 12,0 cm

Nome(s) popular(es):

Voador, cruzeiro-do-sul.

Tamanho

Até 16,3 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Espécie adaptada a se alimentar raspando algas no substrato, sendo por isso também classificada como iliófaga, uma vez que o alimento é ingerido juntamente com partículas de diferentes naturezas dispersas no substrato.

Nome Xavante:

Pe’adzarébétsitsa’ridi.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; representa importante grupo de peixes com grande potencial para  a aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo alongado, fusiforme, recoberto por escamas ciclóides; boca terminal; fenda bucal (vista ventralmente) arredondada; maxila superior não protráctil, com dentes multicúspides e de coroa larga; mandibula desprovida de dentes; linha lateral completa, 45-47 escamas (o que diferencia facilmente de H. microlepis e H. unimaculatus); nadadeira caudal nua, bifurcada, pontuda. Mácula medio-lateral, prolongando para trás como uma faixa até a margem do lobo caudal inferior (o que também a distingue prontamente de H. microlepis H. unimaculatus); uma faixa estreita inconspícua também no lobo caudal superior, lobos vermelhos, principalmente o inferior; máculas negras na adiposa e anal, cerca de três barras escuras inconspícuas no dorso do corpo. Espécie frequente no curso inferior dos riachos e córregos do PESA e comum nas lagoas marginais.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.59.

Bivibranchia velox (Eigenmann & Myers, 1927).(lapixó)

Bivibranchia velox (Eigenmann & Myers, 1927).

CP 10,4 cm

Nome(s) popular(es):

Lapixó.

Tamanho

Até 15,2 cm de comprimento padrão.

Alimentação

principalmente algas e  invertebrados em geral.

Nome Xavante:

Pe’adzarébeprere.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; potencial para a aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo alongado, prateado, recoberto por escamas ciclóides, pequenas; fenda bucal (vista ventralmente) arredondada; dentes tricúspides na maxila superior, mandíbula desprovida de dentes; linha lateral completa, 110-120 escamas; nadadeira caudal nua, bifurcada, lobos pontudos, avermelhada. Corpo algo prateado, faixa prateada no flanco. Espécie rara nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, mas frequente no inferior, principalmente em períodos de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.58.

Anodus orinocensis (Steindachner, 1887).(lapixó-banana)

Anodus orinocensis (Steindachner, 1887).

CP 12,0 cm

Nome(s) popular(es):

Lapixó-banana.

Tamanho

Até 27,5 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Ingere principalmente cladóceros e copédpodos.

Nome Xavante:

Wató.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Apreciada na pesca de subsistência, elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo alongado, fusiforme, recoberto por escamas ciclóides, pequenas; boca terminal; fenda bucal (vista ventralmente) arredondada; dentes ausentes tanto na maxila superior quanto na mandíbula; linha lateral completa, com 94-116 escamas perfuradas, nadadeira caudal nua, bifurcada, pontuda. Corpo prateado; mácula escura no meio do flanco, atrás da dorsal. Espécie rara nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, mas frequente nos cursos inferiores no período de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.57.

Characidium aff. zebra Eigenmann, 1909.(durinho)

Characidium aff. zebra Eigenmann, 1909.

CP 4,5 cm

Nome(s) popular(es):

Durinho

Tamanho

Até 4,9 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Insetos aquáticos e terrestres, pedaços de folhas e flores.

Nome Xavante:

Pedzató’uihö’rã.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbivios.

Usos e importância da espécie

Interessante para a aquariofilia, elo importante da cadeia alimentar dos córregos onde vive.

Descrição da espécie

Corpo alongado, estreito e roliço; nadadeiras peitorais e ventrais largas, com as quais se apóia no substrato; boca pequena, sub-inferior; linha lateral completa, 36-38 escamas. Flanco do corpo com oito a dez faixas transversais; faixa estreita longitudinal do focinho, passando pelo olho, até o fim do pedúnculo caudal; mancha avermelhada na parte superior  do opérculo, dorsal alaranjada com raios proximais. Preferem águas correntes, com cerca de 0,20 a 0,50 m de profundidade. Espécie frequente nos riachos e córregos do PESA.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.56.

Chilodus punctatus Müller & Troschel, 1844.(durinho)

Chilodus punctatus Müller & Troschel, 1844.

CP 5,4 cm

Nome(s) popular(es):

Durinho, escama grossa.

Tamanho

Até 7,9 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Alimenta-se de pequenos invertebrados, algas e detritos.

Nome Xavante:

Pe’anhĩrãrã.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Essa espécie não desempenha papel de destaque na pesca. Como as demais forrageiras, Chilodus representa um elo importante na cadeia alimentar dos ambiente onde vive, além disso, pelo seu porte e pelo padrão de colorido, é muito requisitado para a aquariofilia.

Descrição da espécie

Corpo relativamente espesso, recoberto por escamas ciclóides, grandes; cabeça afilada; boca pequena, com dentes minúsculos fracamente implantados nos lábios;  nadadeira caudal com escamas apenas na base; linha lateral completa, 28-29 escamas. Numerosas máculas puntiformes escuras pelo corpo e pela nadadeira dorsal; dorsal e caudal avermelhadas; olho com barra  horizontal preto-avermelhada. Espécie frequente nas lagoas marginais dos riachos e córregos do PESA.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.55.

Panetone Central do Cerrado 2020

Panetone Central do Cerrado 2020

Iniciativas como essa nos enche de alegria e esperança! Neste projeto do Grupo de Mulheres Sabor do Cerrado, Central do Cerrado, La Boulangerie, Cerrado no Prato, Cajuí Comunicação Digital e Carmen San Thiago o icônico panetone ganha versão com ingredientes dos biomas Cerrado e Caatinga.

 

A receita inédita é assinada pelo padeiro francês Guillaume Petitgas, tem produtos como castanha-de-baru, de pequi e de coco licuri e recebe embalagem com belas ilustrações em aquarela da artista brasiliense Carmen San Thiago. Artesanal, nosso panetone tem edição limitada feita sob encomenda.

 

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Vendas apenas para o Distrito Federal.

Caenotropus labyrinthicus (Kner, 1858).(cabeça-dura)

Caenotropus labyrinthicus (Kner, 1858).

CP 13,1 cm

Nome(s) popular(es):

Cabeça-dura, durinho, escama-grossa.

Tamanho

Até 15,2 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Alimentando-se de pequenos invertebrados, algas e detritos.

Nome Xavante:

Pe’ahöihöi’ré.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Por ser de pequeno porte, essa espécie não desempenha papel relevante na pesca. Como as demais forrageiras Caenotropus representa um elo importante na cadeia alimentar dos ambiente onde vive; além disso, por seu padrão de colorido, é uma espécie interessante para a aquariofilia.

Descrição da espécie

Corpo relativamente espesso, recoberto por escamas crenuladas, grandes; cabeça afilada; boca pequena, com dentes minúsculos fracamente implantados nos lábios; nadadeira caudal com escamas apenas na base; linha lateral completa, com 29-30 (raramente 27 ou 28) escamas perfuradas. Numerosas máculas puntiformes escuras pequenas pelo corpo prateado e faixa longitudinal interceptada na região umeral por mácula escura. Espécie rara nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, mas frequente no inferior, principalmente em períodos de águas altas. Comum nas lagoas marginais.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.54.

Schizodon vittatus (Valenciennes, 1850).(piau-cagão)

Schizodon vittatus (Valenciennes, 1850).

CP 17,0 cm

Nome(s) popular(es):

Piau-cagão, piau-vara.

Tamanho

Até 35,0 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Principalmente raízes, folhas, frutos, sementes e algas filamentosas. 

Nome Xavante:

Pedzató wawi tópre.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios. As fêmeas atingem maior porte que os machos.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; importante na pesca turística no final das águas altas, quando é facilmente capturada, na foz de vários córregos afluentes do rio Araguaia; representa importante elo na cadeia alimentar dos ambientes onde vive. 

Descrição da espécie

Corpo relativamente espesso, recoberto por escamas ciclóides; boca pequena, terminal, quatro dentes multicuspidados no pré-maxilar e quatro no dentário; linha lateral completa, 43 a 45 escamas; quatro fileiras de escamas acima da linha lateral e quatro abaixo; nadadeira caudal com escamas apenas na base. Quatro barras transversais escuras no corpo e uma faixa escura sobre o flanco. Espécie pouco frequente nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, mas abundante nos inferiores, principalmente no período de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.53.

Leporinus geminis Garavelo & Santos,2009.(piau)

Leporinus geminis Garavelo & Santos,2009.

CP 13,9 cm

Nome(s) popular(es):

Piau, piau-loqueiro.

Tamanho

até 13,9 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Frutos e sementes e larvas de insetos.

Nome Xavante:

Pedzatóware.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios. As fêmeas alcançam maior porte que os machos.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; potencial para aquariofilia, elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo relativamente espesso, recoberto por escamas ciclóides; grandes, boca subinferior, pequena, com quatro dentes assimétricos, não cuspidados no pré-maxilar e quatro no dentário; nadadeira cauda com escamas apenas na base; linha lateral completa, 37-42 escamas. Corpo de coloração castanho-amarelada no dorso e prateada na porção abaixo da linha lateral ( o que diferencia facilmente L. friderici, L cf. klausewitzi e Leporinus sp.1); manchas escuras ocasionais, alongadas, na altura da linha lateral; nadadeiras dorsal, ventral e adiposas escuras, cauda bifurcada, com borda avermelhada. Espécie pouco frequente nos cursos inferiores dos riachos e córregos do PESA, onde ocorre principalmente no período de águas altas. Corresponde a Leporinus sp.2 citada por Santos & Jegu, 1989.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.52.