Irara

Irara

Nomes comuns: Irara, papa-mel.

 

Nome em inglês: Tayra, greyheaded tayra.

 

Ameaças e conservação: Perda do habitat é identificada como principal ameaça; conflitos com avicultores, apicultores e agricultores em função dos danos causados em colmeias artificiais, predação de galinhas, pomares e cultivos de frutas (especialmente abacaxi), resultam no abate por retaliação; proximidade com animais domésticos pela competição por recursos; contaminação por doenças domésticas e atropelamentos. O governo brasileiro não tem medidas de conservação específicas para a espécie em nível nacional. Durante a Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Mamíferos Carnívoros do Brasil, considerou-se necessário a realização de estudos sobre a densidade populacional e as consequências, para as suas populações, dos conflitos com humanos. A espécie não foi incluída na lista oficial de espécies ameaçadas do MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014).

 

Comprimento total: 104 cm (média).

 

Peso: 3,7 a 11,1 Kg.

 

Dieta: Onívoro oportunista. Alimenta-se de frutas, insetos, mel e pequenos vertebrados (a maioria arborícola), aves, pequenos mamíferos (roedores, lagomorfos, primatas), podendo também predar mamíferos de maior e menor porte, como Mazana e preguiça, respectivamente.

 

Número de filhotes: 1 a 4.

 

Gestação: 63 e 70 dias.

 

Longevidade: 22,3 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário, em pares ou grupos pequenos a grandes de até 20 indivíduos.

 

Padrão de atividade: Diurno e crepuscular.

 

Distribuição geográfica: Do centro do México até norte da Argentina. No Brasil ocorre na Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Caatinga e Pantanal, sendo mais comum em áreas de vegetação densa.

 

Habitat: Regiões tropicais e subtropicais com vegetação em estágio primário ou secundário. A espécie apresenta um forte padrão arborícola, podendo habitar área de dossel, embora também seja uma boa nadadora.

 

Descrição física: Corpo comprido com membros curtos e cauda grossa. A cor da pelagem é marrom, mas varia de acordo com a região geográfica. Na cabeça e pescoço a coloração tende a ficar marrom mais claro ou quase branca.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 06.setembro.2021

Lontra

Lontra

Nomes comuns: Lontra, lontra neotropical, lobinho de rio, lontrinha.

 

Nome em inglês: Neotropical otter, long-tailed otter, neotropical river otter, south american river otter.

 

Ameaças e conservação: Comercialização da pele, conflitos de piscicultores e pesque-pagues (resultando na perseguição e morte de indivíduos como forma de minimizar os problemas), fragmentação de habitat, poluição da água e redução dos estoques pesqueiros, retirada de filhotes da natureza para serem usados como animais domésticos, transmissão de doenças por cães domésticos e atropelamentos. A construção de usinas hidrelétricas e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) são ameaças potenciais. Bioacumulação de mercúrio e outros metais pesados na cadeia alimentar da espécie, em virtude da poluição no ambiente aquático, também é uma ameaça. O PAN Ariranha, apesar de ter ênfase em Pteronura brasiliensis, abrange metas para a conservação de lontra, tendo como objetivo geral conservar as populações de lontra nas suas áreas de distribuição atual. Em 1990 a IUCN (International Union for Conservation of Nature) publicou um Plano de Ação para Conservação para todas as espécies de lontras e nesse documento foram levantados pontos prioritários para conservação como: 1) Estudar a distribuição atual das espécies; 2) Estudar a biologia e ecologia com fins de conservação; 3) Monitorar as populações existentes em áreas protegidas; 4) Estabelecer novas áreas protegidas para as espécies e planejar meios para reduzir os conflitos entre lontras e piscicultores; 5) Recuperação e preservação de matas ciliares e habitats ribeirinhos e dos corpos d’água utilizados; 6) Desenvolvimento de pesquisas que contemplem estudos sobre parâmetros populacionais em diferentes biomas; 7) Avaliação de conflitos com pescadores e criadores comerciais; 8) Estudos sobre os potenciais impactos de empreendimentos hidrelétricos na ecologia e comportamento; 9) Desenvolvimento de estratégias de educação ambiental e sensibilização em áreas de conflitos e da definição de corredores ecológicos entre Unidades de Conservação. A espécie não foi incluída na lista oficial de espécies ameaçadas do MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014).

 

Comprimento total: 111 cm (média).

 

Peso: 5 a 15 Kg.

 

Dieta: Peixes e crustáceos, podendo incluir outros grupos de vertebrados, invertebrados e até frutos.

 

Número de filhotes: 1 a 5.

 

Gestação: 56 a 86 dias.

 

Longevidade: 27 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Hábitos solitários, embora possam ser observados pequenos grupos compostos de fêmeas e filhotes.

 

Padrão de atividade: Diurno, podendo apresentar um regime de vida crepuscular e noturno, diante de distúrbios antrópicos no ambiente.

 

Distribuição geográfica: Do México até o norte da Província de Buenos Aires na Argentina, passando por todos os países das Américas do Sul e Central, com exceção do Chile. Pode ocorrer em ambientes aquáticos continentais e marinhos a até 3.000 m de altitude. No Brasil pode habitar os biomas Amazônico, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Campos Sulinos.

 

Habitat: Vive em locais próximos a corpos d’água, estando presente em rios, córregos, lagos, igarapés, igapós, estuários, manguezais e enseadas marinhas. Prefere ambientes de águas claras, com fluxo de água intenso e parece estar associada à presença de corredeiras. Podem viver em áreas de florestas úmidas e decíduas, com boas condições de vegetação ribeirinha e com abundância de locais potenciais para tocas e áreas de descanso.

 

Descrição física: Possui orelhas pequenas e as narinas podem fechar enquanto mergulha. A coloração é marrom com pelagem curta e densa. A cauda é flexível, musculosa e serve como leme durante o deslocamento na água. As pernas são curtas e os pés possuem membranas entre os dedos, para auxiliar na natação.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 06.setembro.2021

Ariranha

Ariranha

Nomes comuns: Ariranha, lontra gigante, onça-d’água.

 

Nome em inglês: Giant otter, giant brazilian otter.

 

Ameaças e conservação: Destruição do habitat, superexploração da pesca, contaminação dos corpos d’água (com mercúrio, agrotóxicos e outros compostos poluentes), caça ilegal, zoonoses possivelmente transmitidas por animais domésticos, roubo de filhotes para comercialização ilegal como animais de estimação, conflitos com pescadores (abate de indivíduos por retaliação) e atividades de turismo realizadas de maneira irregular podendo alterar o padrão de atividade e o comportamento da espécie, levando os grupos a abandonarem seus territórios. Construção de usinas hidrelétricas e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) também é uma ameaça potencial. O Plano de Ação Nacional para Conservação da Ariranha (PAN Ariranha) tem como objetivo geral conservar as populações de Ariranha nas suas áreas de distribuição atual e iniciar a recuperação da espécie em sua área de distribuição histórica. As metas estabelecidas no plano são: 1) Minimizar conflitos entre populações humanas e ariranhas; 2) Aumentar o conhecimento sobre a biologia e a ecologia da espécie; 3) Estabelecer um programa de conservação em cativeiro; 4) Regulamentar as atividades turísticas nas áreas onde ariranhas ocorrem; 5) Favorecer a proteção e conectividade das populações; 6) Avaliar a viabilidade de recolonização em parte de sua distribuição histórica. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL.

 

Comprimento total: 180 cm (média).

 

Peso: 26 Kg.

 

Dieta: Peixes, podendo consumir pequenos mamíferos, aves, répteis e eventualmente invertebrados.

 

Número de filhotes: 1 a 6.

 

Gestação: 52 a 70 dias.

 

Longevidade: 20 anos (cativeiro) e 15 anos (vida livre).

 

Estrutura social: Grupos familiares de até 17 indivíduos.

 

Padrão de atividade: Diurno.

 

Distribuição geográfica: Endêmica da América do Sul. No Brasil, apresentava ampla distribuição, desde o Rio Grande do Sul até a Amazônia, com exceção da região semi-árida da Caatinga, estando presente na Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.

 

Habitat: Semi-aquático, habita diversos tipos de rios, córregos, lagos, várzeas de rios e florestas inundadas na época de cheia em regiões sazonalmente alagáveis. Constroem locas, latrinas e campsites ao longo de seus territórios. As locas são construídas nos barrancos dos corpos d’água, protegidas por raízes ou árvores caídas. Latrinas comunitárias são utilizadas para a deposição de fezes e urina, exercendo um importante papel na marcação territorial, podendo estar localizadas nos campsites ou próximas às entradas das locas. Os campsites são áreas ao longo dos barrancos, construídos geralmente em regiões sombreadas, utilizados regularmente para marcação territorial e descanso diurno. Cada grupo familiar mantém geralmente de um a oito campsites, que normalmente estão agrupados em áreas de alimentação.

 

Descrição física: Maior lontra do mundo. Apresenta marcações brancas na garganta individualizando os indivíduos. A cauda é achatada em forma de remo, para auxiliar na natação. Pelos curtos com coloração marrom ou castanho e pés largos e com membranas unindo os dedos.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 06.setembro.2021

Concurso Fotográfico Eu Amo o Cerrado

Concurso Fotográfico Eu Amo Cerrado

Compartilhe seu olhar de amor pelo nosso bioma no Concurso Fotográfico Eu Amo Cerrado. A ação será realizada de 2 a 17 de setembro, pela rede social Instagram, dividido em duas categorias: comunidade em geral e alunos do Programa Parque Educador. Promovido pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto Brasília Ambiental, por meio da Unidade de Educação Ambiental (Educ), o concurso integra as comemorações da Semana do Cerrado. A ação conta com o apoio do CITinova, projeto multilateral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

 

Confira o edital

 

O Concurso Fotográfico Eu Amo Cerrado parte do princípio de conhecer para preservar: cuida quem ama e ama quem conhece. “Essa ação ecológica-fotográfica tem o objetivo de ajudar o visitante das nossas Unidades de Conservação – e em especial os estudantes do Projeto Parque Educador -, a ampliar o olhar sobre a conscientização das riquezas do Cerrado no Distrito Federal”, explica o chefe da Educ, Marcus Paredes.

 

Para participar, os interessados devem postar as fotografias no Instagram, marcando os perfis do Brasília Ambiental (@brasilia_ambiental) e Sema (@semagovdf), com a hashtag #concursoeuamocerrado2021, para os participantes da categoria comunidade em geral, e #concursoeuamocerrado2021 e #parqueeducador, para os estudantes do Projeto Parque Educador. Na descrição da foto deve ser informado o local que a imagem foi tirada, que pode ser em uma das seis unidades de conservação onde ocorre o projeto: Parque Ecológico Sucupira (Planaltina); Parque Ecológico Águas Claras; Parque Ecológico Três Meninas (Samambaia); Parque Ecológico Saburo Onoyama (Taguatinga); Parque Ecológico do Riacho Fundo e Monumento Natural Dom Bosco (Lago Sul).

 

As fotos também deverão ser enviadas para o email concursofotoeuamocerrado@gmail.com, com o Termo de cessão de Direito de Uso de Imagem assinado. Cada participante poderá apresentar até duas fotografias por parque que queira concorrer. Não há restrição quanto à técnica, podendo ser colorida ou em preto e branco. A fotografia deverá estar em JPEG, no tamanho mínimo de 1.600 pixels no lado maior ou com resolução mínima de 720 x 900 pixels por 300 dpi de resolução.

 

No dia 22 de setembro serão divulgadas no Instagram do Brasília Ambiental e da Sema as três fotos mais curtidas na rede social em cada categoria. Leia o edital do concurso e participe!

 

https://www.sema.df.gov.br/participe-do-concurso-fotografico-eu-amo-cerrado/

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Festival dos Povos do Cerrado

Festival dos Povos do Cerrado

O Dia Nacional do #Cerrado está se aproximando e não podemos celebrar a data sem enaltecer a existência e resistência dos diversos povos indígenas e comunidades tradicionais que fazem parte desta região. Portanto, vem aí o Festival dos Povos do Cerrado, uma realização da Campanha Em Defesa do Cerrado junto à Articulação das CPT’s do Cerrado, que acontece no dia 11 de setembro, às 19h.

 

O Festival dos Povos do Cerrado pretende ser um espaço de manifestações artísticas e culturais de camponeses, indígenas, quilombolas, geraizeiros, fechos de pasto, apanhadores de flores sempre vivas, vazanteiros, quebradeiras de coco, raizeiras, pescadores artesanais e tantos outros povos cerradeiros.

 

Um dia após o lançamento do Tribunal Permanente do Povos em Defesa dos Territórios do Cerrado, em meio ao som de vozes, cantos e tambores, o Festival também irá ecoar ações importantes para a manutenção do Cerrado e dos seus modos de vidas, entre elas a Campanha Salve Uma Nascente , iniciativa de financiamento coletivo das CPT’s do Cerrado que será lançada na oportunidade.

 

Devido à impossibilidade de nos reunirmos em grandes rodas, de corpo presente, o festival acontece de maneira virtual, por meio de uma live. Você poderá acompanhar a transmissão pelos canais da Campanha em Defesa do Cerrado e da CPT no Facebook e Youtube.

 

Anota na agenda, prepara o coração e venha comemorar junto com a gente a beleza e a potência dos #PovosDoCerrado.

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Mão-pelada

Mão-pelada

Nomes comuns: Mão-pelada, guaxinim, cachorrinho-guaxinim, jaracambeva, cachorrodo-mato-guaxinim, meia-noite.

 

Nome em inglês: Crab-eating raccoon.

 

Ameaças e conservação: Infecção (Leishmania, raiva, cinomose, parvovirose e leptospirose), atropelamentos em rodovias, perda de hábitat, caça para obtenção de peles, uso para prática de tiro e tráfico de animais. Não existem ações de conservação direcionadas a esta espécie, porém, são necessárias pesquisas sobre: 1) Ocorrência e dinâmica populacional na Amazônia e extremo sul de sua suposta distribuição; 2) Possibilidade de flutuações populacionais extremas; 3) O impacto de doenças transmitidas de animais domésticos; 4) Ecologia espacial; 5) O papel da espécie nos ciclos de doenças às quais está exposta; 6) Ocorrência de contato entre ela e espécies domésticas e exóticas; 7)  Medidas mitigatórias relativas às estradas e atropelamentos. A espécie não foi incluída na lista oficial de espécies ameaçadas do MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014).

 

Comprimento total: 99 (média).

 

Peso: 2,5 a 10 Kg.

 

Dieta: Moluscos, anfíbios, artrópodes, peixes, répteis, pequenos mamíferos e aves.

 

Número de filhotes: 2 a 4.

 

Gestação: 64 dias.

 

Longevidade: 19 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Noturno.

 

Distribuição geográfica: Desde a América Central, (onde ocorre em simpatria com o Procyon lotor na Costa Rica e em uma estreita faixa do Panamá), e na América do Sul, a leste dos Andes, seguindo até o Uruguai. No Brasil, ocorre em todos os biomas.

 

Habitat: Vivem de preferência perto de fontes de água, como banhados, rios, manguezais, praias, baías, lagoas e também em habitats não-aquáticos em determinadas épocas do ano. Ocorrem em florestas ombrófilas densas, semideciduais, deciduais e mistas. Podem utilizar paisagens modificadas, como mosaicos de Eucalyptus e vegetação natural, canaviais, pastos e fragmentos de mata, manguezais com grandes níveis de poluição e lagos de rejeitos em minerações.

 

Descrição física: Geralmente os machos são maiores que as fêmeas. A pelagem é densa e curta e a coloração do corpo varia do marrom escuro ao grisalho. Possui uma máscara preta que desce dos olhos até a base da mandíbula. Cauda anelada de cor preta e membros posteriores mais altos que os anteriores. As patas anteriores são desprovidas de pelos e o tato é muito desenvolvido.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 01.setembro.2021

Quati

Quati

Nomes comuns: Quati, coati, mundé, quatimundé.

 

Nome em inglês: South american coati.

 

Ameaças e conservação: Caça por retaliação e conflitos, doenças contraídas de animais domésticos (cinomose), atropelamentos, uso de partes de seu corpo como remédio afrodisíaco e capturas para servir como animais de estimação. Não existem ações de conservação específicas para esta espécie. Embora a espécie seja comum e de ampla distribuição, sua estrutura social, ecologia e comportamento ainda precisam ser melhor estudados, principalmente em grandes áreas de habitat preservado pois, a maioria dos estudos concentra-se em áreas antropizadas e grupos de animais habituados à presença de turistas e ao consumo de alimento de origem humana. Em suma, estudos sobre resolução de conflitos, impacto das doenças oriundas de animais domésticos em populações e filogeografia são prioritários para esta espécie. A espécie não foi incluída na lista oficial de espécies ameaçadas do MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014).

 

Comprimento total: 101 cm (média).

 

Peso: 2,7 a 10 Kg.

 

Dieta: Frutos, bromélias, invertebrados e pequenos vertebrados.

 

Número de filhotes: 1 a 7.

 

Gestação: 74 a 77 dias.

 

Longevidade: 23,7 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Podem viver em grupos com mais de 30 indivíduos. Machos a partir de dois anos são solitários e juntam-se em grupos na época do acasalamento.

 

Padrão de atividade: Diurno.

 

Distribuição geográfica: A espécie possui uma ampla distribuição geográfica na América do Sul, indo da Colômbia, Venezuela, Guiana, Surimane, Peru, Bolívia, Argentina, Paraguai, Uruguai e no Brasil onde é presente nos biomas Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Campos Sulinos.

 

Habitat: Utiliza uma ampla variedade de hábitats com cobertura florestal, incluindo florestas decíduas, semi-decíduas e ombrófilas, florestas nebulares e de galeria, chaco xérico, cerrado e florestas secas.

 

Descrição física: Possui cabeça alargada que termina em um estreito e prolongado focinho, pontiagudo e móvel. A coloração varia conforme sua distribuição passando do alaranjado e avermelhado ao marrom escuro com amarelo. A cauda é anelada com coloração marrom escuro intercalada com amarelo ou marrom claro.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 01.setembro.2021

Graxaim-do-campo

Graxaim-do-campo

Nomes comuns: Graxaim-do-campo, raposa-do-campo.

 

Nome em inglês: Pampas fox, azara’s fox, azara’s zorro, renard d’azara.

 

Ameaças e conservação: Transformação do hábitat em áreas agrícolas, predação por cães domésticos, são suscetíveis à parvovirose, cinomose, coronavírus, brucelose e outras doenças, atropelamentos e caça em retaliação à predação suposta de animais domésticos. Não possui nenhuma ação concreta de conservação, mas há necessidade de obtenção de informação sobre: 1) Sobreposição da distribuição, área de vida e dieta com Lycalopex vetulus; 2) Potencial hibridização com Lycalopex vetulus; 3) Impacto da perda de indivíduos por retaliação e atropelamento; 4) Análise quantitativa e qualitativa sobre a predação sobre ovinos; 5) Área de vida, período reprodutivo e uso de habitat; 6) Interações interespecíficas com Cerdocyon thous. A espécie não foi incluída na lista oficial de espécies ameaçadas do MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014).

 

Comprimento total: 95 cm (média).

 

Peso: 3 a 6,5 Kg.

 

Dieta: Onívoro. Alimenta-se de espécies exóticas como a lebre (Lepus europaeus); de pequenos roedores até roedores do porte de preás (Cavia spp.), aves das ordens Tinamiformes, Passeriformes e Columbiformes, frutas nativas e exóticas, insetos, carniça, tatus, gambás, lagartos, peixes, moluscos, caranguejos e escorpiões.

 

Número de filhotes: 1 a 8.

 

Gestação: 55 a 60 dias.

 

Longevidade: 14 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Crepuscular e noturno.

 

Distribuição geográfica: Leste da Bolívia, oeste e centro do Paraguai, Uruguai, norte e centro da Argentina, e sul do Brasil. No Brasil, ocorre nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

Habitat: Áreas abertas, como as planícies dos Pampas e habitats sub-úmidos a secos, mas utilizam também a Puna, campos limpos, florestas tropicais andinas, floresta semidecídua baixo montana, Monte Argentino, floresta de Chaco, bosques secos, bosques abertos, brejos, pantanais, dunas costeiras, pastos e terras de agricultura.

 

Descrição física:  Canídeo de tamanho médio com pelagem acinzentada. No alto da cabeça e pernas a coloração é marrom ferrugínea e as orelhas triangulares são largas erelativamente grandes, com focinho preto e afilado. O pelo é curto e a cauda é longa e espessa e tem dois pontos negros, um no lado superior na base e outro na ponta.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 01.setembro.2021

Raposa-do-campo

Raposa-do-campo

Nomes comuns: Raposa-do-campo, raposinha, raposinha-do-campo.

 

Nome em inglês: Hoary fox, hoary zorro, small-toothed dog.

 

Ameaças e conservação: Destruição de hábitat, ações antrópicas, expansão da fronteira agropastoril, supressão de habitats, crescimento dos centros urbanos, crescente exploração da madeira para fornecimento de carvão, expansão da malha viária e ferroviária, atropelamentos, ataques por cães domésticos, transmissão de patógenos (pela proximidade com animais domésticos) como cinomose, parvovirose canina. Não há ações de conservação específicas. Ações necessárias incluem: 1) Priorizar a proteção dos habitats adequados à sobrevivência, específicos do bioma Cerrado; 2) Realização de um Plano de Ação Nacional (PAN) para a conservação da raposa-do-campo. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL.

 

Comprimento total: 90 cm (média).

 

Peso: 2 a 4 Kg.

 

Dieta: Carnívoro insetívoro-onívoro, que utiliza cupins como a base de sua alimentação. Também consome besouros, gafanhotos, pequenos mamíferos, lagartos, serpentes, anuros, aves, frutos silvestres e exóticos (pode ser considerado um dispersor de sementes devido à alta diversidade de frutos consumidos e à elevada presença de sementes intactas nas fezes).

 

Número de filhotes: 2 a 5.

 

Gestação: 50 dias.

 

Longevidade: 12,6 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Crepuscular e noturno.

 

Distribuição geográfica: Endêmica do Brasil. Estende-se do centro-nordeste e oeste do estado de São Paulo ao norte do Piauí e médio-leste do Maranhão, incluindo os estados do Mato Grosso (centro-sul) e Mato Grosso do Sul, sul de Rondônia, Goiás, Tocantins, Distrito Federal, sudoeste da Bahia, e centro-oeste de Minas Gerais.

 

Habitat: Áreas de vegetação savânica do Cerrado com planícies e chapadões bem drenados, preferindo fisionomias de campos ou com vegetação mais rala e espaçada como os campos limpos, campos sujos e campos cerrados. Pode ser encontrada em zonas de transição, incluindo hábitats abertos no Pantanal.

 

Descrição física: Canídeo de porte pequeno, com focinho curto e dentes pequenos. Pelo é curto e de coloração acinzentada tendo a parte inferior clara e as orelhas e pernas são avermelhadas.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 01.setembro.2021