Estudo multitemporal da conservação do solo em áreas militares : bacia do rio Preto – GO/DF/MG

Estudo multitemporal da conservação do solo em áreas militares : bacia do rio Preto – GO/DF/MG

Autor(a):

Vilson Rocha Corrêa

Resumo:

A Equação Universal de Perdas de Solos (EUPS) vem sendo amplamente utilizada para o cálculo da perda de solos nos mais variados biomas. O bioma Cerrado, segundo maior da América do Sul, possui uma área correspondente a quase 22% do território brasileiro, apresentando elevada relevância em termos de diversidade biológica e dos recursos hídricos. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo fazer o uso da EUPS para calcular o total de solos perdido entre as décadas de 1970 a 2016 na região da Bacia do Alto Rio Preto – Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, sendo esta subdivida em: área militar, áreas agrícolas e áreas urbanas (todas elas apresentando o cerrado como vegetação típica), visando observar qual o impacto que cada um destes usos da terra provocam, sobretudo para perda laminar de solo. Para uma área de 3.500 km², aplicou-se a EUPS utilizando os seguintes parâmetros: 12 estações pluviométricas com dados coletados entre os anos de 1970 a 2016, para calcular a erosividade da chuva (fator R), cujo o valor é obtido pelo produto entre a energia cinética total da chuva (E) e a sua intensidade máxima em 30 min (I30); SRTM com 90 metros de precisão para o cálculo do fator comprimento do declive (L) e, fator grau do declive (S); cálculo do fator uso, manejo e cobertura do solo (C) e, P o fator práticas conservacionistas de suporte do solo através de classificações de uso de solo (Pacheco et al, 2018) em analises de imagens de satélite obtidas pelo LANDSAT (5, 7, 8) em cenas de 1970, 1973, 1991, 2000, 2010 e 2016; Mapa de Solos em escala 1:250.000 (Fonte: ZEE-RIDE, CPRM, 2003) melhorado com dados de grupos litológicos da mesma fonte e, MDT SRTM 90m, para o cálculo do Fator K. A análises em síntese resultou em classe baixa de perda de solo para toda área, com predomínio de latossolos e com baixo grau de declividade. Sendo que nas décadas de 1980 e 1990 houve aumento das perdas de solo devido ao desmatamento e aumento das pastagens. A partir da década de 2000, o manejo agrícola ajudou na contenção da perda de solos. A área militar do CIF (Campo de Instrução de Formosa), sempre teve números irrisórios de perda de solos desde sua consolidação na década de 1980. Os resultados da análise espaço-temporal serviram como base para demonstrar os impactos dos processos erosivos que ocorreram com o desmatamento do Cerrado. Além disso, as informações geradas proporcionaram melhor compreensão da dinâmica do Cerrado podendo auxiliar na tomada de decisões de medidas de gestão e manjo de florestas e de uso do solo consciente.

Referência:

CORRÊA, Vilson Rocha. Estudo multitemporal da conservação do solo em áreas militares : bacia do rio Preto – GO/DF/MG. 2018. 90 f., il. Dissertação (Mestrado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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Avaliação da qualidade da água do lençol freático e sua correlação com o uso e ocupação da terra na Bacia do Alto Rio Jardim (DF)

Avaliação da qualidade da água do lençol freático e sua correlação com o uso e ocupação da terra na Bacia do Alto Rio Jardim (DF)

Autor(a):

Luane Souza de Araújo

Resumo:

O uso e ocupação da terra vêm sendo alterado com tempo e modificando os espaços naturais. A expansão agrícola é um dos agentes de tais mudanças. Diante disso, há necessidade de avaliar seus impactos, mais especificamente no que se refere aos recursos hídricos. Deste modo, o objetivo deste estudo foi avaliar os impactos exercidos pelo uso e ocupação da terra na qualidade da água do lençol freático em área agrícola, no Distrito Federal. O estudo foi realizado por meio da análise da qualidade da água de 38 poços piezométricos distribuídos pela área de estudo, a Bacia Experimental do Alto Rio Jardim (BEARJ). Foram coletadas amostras mensalmente durante o período de julho de 2014 até junho de 2015. As variáveis analisadas foram condutividade elétrica (CE), sólidos dissolvidos totais (SDT), pH, alcalinidade, bicarbonato, dureza total, fósforo solúvel (Ps); íons: cloreto (Cl¯), fluoreto (F-), nitrato (NO3-), sódio (Na+), potássio (K+), cálcio (Ca2+), magnésio (Mg2+) e sulfato (SO42-). Realizou se a delimitação das áreas de drenagem de cada poço utilizando a ferramenta TauDEM, assim como o mapeamento de uso e ocupação da terra da bacia hidrográfica. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva; da comparação dos valores medidos com os valores de referência da legislação CONAMA nº 396/2008 para Classe 1 e 2, além dos modelos de regressão quadrática múltipla, envolvendo 16 variáveis independes. Os resultados indicam que a qualidade da água do lençol freático, em geral, é adequada, considerando a CONAMA 396/2008. De forma geral, não foi possível identificar uma correlação evidente entre a qualidade da água do lençol freático e o uso e ocupação da terra na BEARJ. As análises de regressão múltipla indicam que o tipo de solo, a presença de agricultura e pastagem são as características que mais aparecem nas análises de influência sobre a qualidade da água nos poços, mas não representam necessariamente um problema.

Referência:

ARAÚJO, Luane Souza de. Avaliação da qualidade da água do lençol freático e sua correlação com o uso e ocupação da terra na Bacia do Alto Rio Jardim (DF). 2016. 83 f., il. Dissertação (Mestrado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

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Análise das mudanças espaciais e temporais nos padrões de paisagem na região do oeste da Bahia sobre a formação do grupo urucuia (1988-2011) e suas implicações para a conservação do Cerrado

Análise das mudanças espaciais e temporais nos padrões de paisagem na região do oeste da Bahia sobre a formação do grupo urucuia (1988-2011) e suas implicações para a conservação do Cerrado

Autor(a):

Sandro Nunes de Oliveira

Resumo:

O objetivo geral desta tese é quantificar os padrões de paisagem e suas respectivas mudanças espaço-temporais durante o período de 1988 a 2011, além de identificar as principais implicações destas mudanças na conservação do bioma Cerrado na fronteira agrícola do Oeste da Bahia. A área de estudo é restrita aos solos sobre o Grupo Urucuia (Cretáceo Superior), que é composta por arenitos continentais relacionados a ambiente desértico. Esta formação geológica gera áreas planas com predominância de Latossolos, caracterizado por textura média, excessivamente drenados e adequado para o desenvolvimento da agricultura intensiva e mecanizada. A tese foi organizada na forma de 5 (cinco) capítulos, sendo que os capítulos de desenvolvimento (capítulos 2, 3 e 4) foram redigidos na forma de artigos científicos. No Capítulo 1, apresentamos o problema de pesquisa, os objetivos gerais e específicos, e apresentamos o conceito de paisagem na perspectiva da Ecologia de Paisagem. No Capítulo 2 (artigo 1), sistematizamos e complementamos o banco de dados vetorial multitemporal do uso e cobertura da Terra pela interpretação visual de imagens TM/Landsat dos anos de 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008 e 2011; realizamos a detecção de mudança do uso e cobertura da Terra pelo método de pós-classificação; sistematizamos as principais políticas públicas que influenciaram na ocupação do Oeste da Bahia e sistematizamos os dados oficiais do IBGE sobre a produção agrícola da região. A interpretação visual das imagens TM/Landsat permitiu o mapeamento multitemporal de seis classes de uso e cobertura da Terra: agropecuária, áreas urbanas, corpos d’água, reflorestamento, vegetação alterada e vegetação natural. Durante o período, as principais alterações ocorreram nas classes de vegetação natural (decréscimo de 26,57%) e agropecuária (acréscimo de 27,13%). O avanço da agropecuária ocorreu principalmente em áreas de vegetação nativa. No Capítulo 3 (artigo 2), analisamos as mudanças na fragmentação da paisagem durante o período de 1988 a 2011 pela aplicação de dois procedimentos distintos: a) métricas tradicionais da paisagem; e b) Análise dos Padrões Espaciais Morfológicos (Morphological Spatial Pattern Analysis – MSPA). O cálculo dos atributos da MSPA considerou 10 larguras de borda, entre 30 e 300 metros. As métricas tradicionais da paisagem foram obtidas pelos programas Path Analyst e V-Late. A detecção de mudança nas classes da MSPA foram obtidas por meio de tabulação cruzada. Inicialmente, as áreas mais desmatadas e fragmentadas concentravam-se na parte oeste da area de estudo, e com tempo, avançaram gradualmente para a parte leste. A ánalise indicou aumento na fragmentação da paisagem. No Capítulo 4 (artigo 3), obtivemos a representatividade das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e das Unidades de Conservação (UCs) existentes na área de estudo; quantificamos a área de APP com uso ilegal da Terra a partir de mapeameto de detalhe obtido por interpretação visual de imagens PRISM/ALOS elaborado pelo Laboratório de Sistemas de Informações Espaciais da Universidade de Brasília em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura e o Ministério da Integração Nacional; realizamos a avaliação multitemporal do desmatamento (1988 a 2011) dentro das Unidades de Conservação existentes na área de estudo; e aplicamos a análise morfológica (Morphological Spatial Pattern Analysis) em quatro simulações de cenários para avaliar o potencial das APPs como corredores estruturais. Os cenários simulados tiveram um aumento gradual de área recuperada: (a) cenário real (remanescente de vegetação natural obtida pelas imagens PRISM/ALOS); (b) Cenário 1 (cenário real + APPs e UCs recuperadas); Cenário 2 (cenário 1 + solos hidromórficos); Cenário 3 (cenário 2 + Reserva Legal de 50 metros em volta dos solos hidrmórficos); e (d) Cenário 4 (Cenário 3 + Reserva Legal de 200 metros em volta dos solos hidrmórficos). As Áreas de Preservação Permanente representam 3.54% da área de estudo, sendo que 4.35% deste total possui algum tipo de uso ilegal da Terra em seu interior. No período estudado, houve aumento na quantidade e na área das Unidades de Conservação. Entretanto, a caracterização multitemporal demonstrou que há áreas desmatadas até mesmo em Parques Nacionais e Estações Ecológicas, onde o uso da Terra é extremamente restrito. A inserção de áreas recuperadas nos cenários simulados permitiu o aumento das áreas de paisagem com núcleo, entretanto, não resultou em um aumento contínuo das pontes (classe da MSPA que representa a conectividade estrutural entre os fragmentos). A inserção de áreas recuperadas nas simulações de cenários também reduziu a fragmentação da paisagem na área de estudo. A flexibilidade na demarcação das áreas de Reserva Legal pode ser uma alternativa para a conservação de áreas frágeis como os solos hidromórficos e as zonas úmidas ripárias, além de criar uma faixa de amortecimento entre as áreas de ocupação humana e as Unidades de Conservação. Por fim, no Capítulo 5, apresentamos as considerações e conclusões gerais sobre os resultados obtidos na tese.

Referência:

OLIVEIRA, Sandro Nunes de. Análise das mudanças espaciais e temporais nos padrões de paisagem na região do oeste da Bahia sobre a formação do grupo urucuia (1988-2011) e suas implicações para a conservação do Cerrado. 2015. xxii, 154 f., il. Tese (Doutorado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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A inserção dos Cerrados Piauienses na dinâmica da agricultura moderna no Brasil Central: transformações na rede urbana do Sudoeste do Piauí

A inserção dos Cerrados Piauienses na dinâmica da agricultura moderna no Brasil Central: transformações na rede urbana do Sudoeste do Piauí

Autor(a):

Tiago Fernandes Rufo

Resumo:

O objetivo desta pesquisa é analisar as transformações e novas dinâmicas da rede urbana no Sudoeste Piauiense diante da inserção dos Cerrados piauienses como nova fronteira agrícola do país, mais especificamente das Microrregiões Alto Parnaíba Piauiense e Alto Médio Gurguéia, e do município de Corrente, pertencente à Microrregião Chapadas do Extremo Sul Piauiense. Este recorte corresponde à área de expansão da agricultura moderna nos Cerrados piauienses, onde estão localizados os municípios com a maior produção agrícola do Estado do Piauí; além disso, é palco de evidentes transformações urbanas, sobretudo nas chamadas cidades do agronegócio, a saber, Bom Jesus, Uruçuí, e também Corrente – importante centro urbano considerado, pelo IBGE (2008), um Centro de Zona A, polarizando inúmeras cidades no extremo sul e Sudoeste Piauiense. A modernização agrícola nos Cerrados piauienses é um claro exemplo das dinâmicas adotadas no chamado Brasil Central, extensa área onde se verifica a consolidação do agronegócio, que funciona como propulsor da economia brasileira. A expansão da fronteira agrícola, arquitetada e incentivada pelo Estado, possibilitou a ocupação de inúmeros recortes territoriais brasileiros, engendrando, assim, reconfigurações dos espaços urbanos e rurais. Como metodologia de pesquisa, partindo de Elias (2011, 2012), e visando respostas aos objetivos propostos e organização das informações, três eixos estruturantes foram definidos: a) Uso e ocupação do espaço agrário; b) Economia urbana e c) Infraestrutura e equipamentos urbanos. Tal definição contribui para a melhoria das análises das transformações urbanas e das novas dinâmicas da área de estudo, já que se verificou que a modernização agrícola nos Cerrados piauienses é responsável, cada vez mais, pela reconfiguração da rede de cidades inseridas nessa nova fronteira agrícola brasileira; as cidades do agronegócio, especialmente Bom Jesus e Uruçuí, gradativamente obtém centralidade no Sudoeste Piauiense. Em Bom Jesus, percebe-se clara influência da modernização agrícola, com grandes transformações na economia urbana e na centralização de equipamentos urbanos; o município passou, inclusive, a exercer o papel de cidade média/intermediária, ao se considerar o contexto da rede de cidades no qual está inserido. Neste aspecto, nota-se, entre as cidades de Bom Jesus e Corrente, o acirramento da disputa pelo status de centro urbano mais importante dessa região agrícola.

Referência:

RUFO, Tiago Fernandes. A inserção dos Cerrados Piauienses na dinâmica da agricultura moderna no Brasil Central: transformações na rede urbana do Sudoeste do Piauí. 2015. xvii, 270 f., il. Dissertação (Mestrado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Precipitações no cerrado: análise da variabilidade pluviométrica e influência do fenômeno El Niño oscilação sul

Precipitações no cerrado: análise da variabilidade pluviométrica e influência do fenômeno El Niño oscilação sul

Autor(a):

Cristiano Alves da Silva

Resumo:

O objetivo desta pesquisa consistiu em analisar a distribuição espaço-temporal da pluviosidade, nas escalas mensal e anual, na busca por evidências dos padrões deste elemento climático e a possível influência de eventos El Niño, de intensidade muito forte, sobre a precipitação na Ecorregião dos Cerrados, no período de 1980 a 2010, incluído o evento 2015-2016, considerado um dos mais intensos já registrados e que traz uma perspectiva útil para o estado de compreensão desses eventos. Apresenta, ainda, uma revisão dos eventos ENOS, de intensidade muito forte, e sua capacidade de influência na precipitação do Cerrado. Como consequência, exibe resultados significativos na identificação das principais áreas do bioma suscetíveis a anomalias de precipitação face ao fenômeno El Niño. Percebeu-se que a variabilidade da precipitação no Cerrado é significativamente complexa e comprovou-se, a partir das análises efetuadas que existem relações entre a ocorrência do fenômeno El Niño, de intensidade muito forte, com a precipitação no bioma. Determinou-se, por meio de técnicas estatísticas e de geoprocessamento, as áreas homogêneas de precipitação, a frequência e distribuição quantílica dos totais pluviométricos para o bioma, e como resultado foi definido e apresentado as áreas do Cerrado suscetíveis à influência do fenômeno El Niño. As precipitações, bem como suas anomalias (positivas e negativas), ocorridas ao longo da série histórica, foram observadas na análise dos registros de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, e notou-se que as áreas mais ao sul do bioma tendem a anomalias positivas de precipitação, cujos percentuais variaram entre 10% e 25% acima da média habitual. Grande parte da região central do Cerrado, seguindo para oeste e parte do sudeste do bioma, não apresentaram anomalias significativas de precipitação, permanecendo com valores percentuais que não ultrapassaram 10%, positiva ou negativamente, durante todo o período que a área esteve sob influência do ENOS. Ao contrário, a área situada ao norte do bioma, apresentou valores de precipitação muito abaixo da média, sendo considerada uma região cuja estiagem esteve presente por ocasião da manifestação e atuação do El Niño naqueles anos.

Referência:

SILVA, Cristiano Alves da. Precipitações no cerrado: análise da variabilidade pluviométrica e influência do fenômeno El Niño oscilação sul. 2018. xiii, 172 f., il. Tese (Doutorado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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Influências da pavimentação de rodovias em índices de atropelamento de fauna: o caso da rodovia GO-239 em Alto Paraíso de Goiás

Influências da pavimentação de rodovias em índices de atropelamento de fauna: o caso da rodovia GO-239 em Alto Paraíso de Goiás.

Autor(a):

Tatiana Rolim Soares Ribeiro 

Resumo:

Rodovias são empreendimentos lineares de grande importância econômica em nações emergentes. No Brasil, país mundialmente conhecido pela sua megadiversidade de espécies, é comum a expansão de autoestradas sem o devido planejamento. É importante, portanto, compreender quais os efeitos das mudanças no pavimento de estradas para fauna silvestre em áreas especialmente protegidas. O presente estudo analisou dados auferidos antes e após a pavimentação da rodovia GO-239 no trecho que liga a cidade de Alto Paraíso de Goiás ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Os resultados evidenciam um aumento nas frequências de atropelamentos quando comparados os dois períodos trabalhados (0,029 antes e 0,043 após a pavimentação). Ademais, apenas na porção dos dados que foi colhida após a conclusão das obras, foram identificadas aglomerações de atropelamentos nas proximidades da cidade. Os hotspots de atropelamentos de anfíbios e de todas as classes de vertebrados amostradas entre os anos de 2015 e 2016 foram positivamente relacionadas ao número de fragmentos urbanos (0,874 ± 0,35; 0,640 ± 0,93), relação não observada nas amostras obtidas antes das intervenções na via. Os dados levantados indicam que a fauna habitante das áreas próximas à autopista está suscetível aos impactos negativos da perda na conectividade de manchas de vegetação natural (efeito de barreira) e à redução na qualidade dos hábitats locais, possivelmente, devido ao aumento na velocidade empregada por condutores de veículos após o asfaltamento do trecho viário. As alterações observadas nas distribuições de incidentes foram mais relacionadas às possíveis mudanças no comportamento de motoristas do que à modificação da superfície rodoviária. Propõese, de pronto, a instalação de redutores de velocidade, físicos ou eletrônicos, nos pontos críticos identificados e a realização de estudos que busquem avaliar a composição e a ecologia da fauna afetada pelo empreendimento. Mais adiante, indica-se a implementação e um sistema de proteção à fauna.

Referência:

RIBEIRO, Tatiana Rolim Soares. Influências da pavimentação de rodovias em índices de atropelamento de fauna: o caso da rodovia GO-239 em Alto Paraíso de Goiás. 2016. iii, 116 f., il. Dissertação (Mestrado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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A influência dos sistemas climáticos sobre os incêndios florestais: estudo de caso: evento de incêndio ocorrido em setembro de 2005 no Jardim Botânico de Brasília

A influência dos sistemas climáticos sobre os incêndios florestais: estudo de caso: evento de incêndio ocorrido em setembro de 2005 no Jardim Botânico de Brasília

Autor(a):

Stevan de Camargo Corrêa

Resumo:

Em Setembro de 2005, houve no Jardim Botânico de Brasília um incêndio florestal que acometeu em torno de 80% da área de sua reserva ecológica, aproximadamente 3.150 ha. A influência do clima nesse tipo de evento é de senso comum, definindo as estações chuvosa e seca, na última residindo a maioria deles; entretanto são necessários estudos quanto a atuação dos sistemas climáticos para seu início e propagação, visando uma maior previsibilidade e controle principalmente em Unidades de Conservação. Para tanto foi estudado, por meio da técnica de análise rítmica, o evento ocorrido no Jardim Botânico de Brasília, com a finalidade de identificar as condições de tempo que o propiciaram. Foram utilizados dados meteorológicos da estação Brasília do INMET, cartas sinóticas do CINDACTA I, imagens do satélite GOES-12 e dados sobre o evento. Observou-se que a atuação dos sistemas meteorológicos influenciou de forma determinante no princípio, evolução e término do incêndio com ação da massa Tropical atlântica continentalizada (mTac) e da massa Polar Atlântica (mPa) além de sistemas frontais (ZCAS). Entretanto, não são apenas os fatores climáticos que atuam no inicio e propagação de um incêndio, eles são apenas uma das variáveis nessa complexa equação. Outros fatores como a qualidade e quantidade de material combustível e a topografia são importantíssimos e não podem ser desprezados quando se pretende calcular a probabilidade de um incêndio. Além disso, a forma atual, puramente quantitativa, de avaliar os dados meteorológicos não condiz com a realidade que se pretende alcançar, uma análise qualitativa dos dados com o auxílio de imagens de satélite e cartas sinóticas, pode, além de ser mais facilmente realizada, trazer resultados mais satisfatórios. É recomendável que maiores estudos sejam realizados nesse sentido, assim como sobre novas técnicas de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais, principalmente em Unidades de Conservação.

Referência:

 CORRÊA, Stevan de Camargo. A influência dos sistemas climáticos sobre os incêndios florestais: estudo de caso: evento de incêndio ocorrido em setembro de 2005 no Jardim Botânico de Brasília. 85 f. : il. Dissertação (Mestrado em Geografia)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

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Avaliação do uso da abordagem orientada-objeto com imagens de alta resolução RapidEye na classificação das fitofisionomias do cerrado

Avaliação do uso da abordagem orientada-objeto com imagens de alta resolução RapidEye na classificação das fitofisionomias do cerrado

Autor(a):

Juan Carlos Orozco Filho

Resumo:

O bioma Cerrado ocupa uma extensa área do território brasileiro e a sua degradação vem sendo intensificada com a expansão das fronteiras agrícolas na região. O sensoriamento remoto tem servido como uma importante ferramenta para monitorar os danos ambientais e entender a complexidade desse bioma. O objetivo desse trabalho é estabelecer mapear as fitofisionomias do bioma Cerrado na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, utilizando uma abordagem orientada-objeto em uma imagem de alta resolução espacial do sensor RapidEye. No processamento digital de imagens foi utilizado o programa Interimage, desenvolvido especificamente para a classificação orientada a objetos. A imagem foi segmentada pelo método multi-resolução (TAA Baatz Segmentator) e classificada por duas técnicas de árvore de decisão: algoritmo J48 e pela definição do usuário. As fitofisionomias selecionadas na classificação foram: Campo com Solo Exposto, Campo Limpo/Sujo, Cerrado Stricto Sensu (compreende Cerrado Ralo, Cerrado Típico e Cerrado Denso), Floresta (compreende Cerradão e Mata de Galeria/Ciliar), Campo Limpo Úmido/Veredas e Áreas Queimadas. A classificação usando algoritmo J48 teve uma acurácia total de 81% e índice Kappa de 0,704, enquanto a árvore de decisão definida manualmente de 86% e índice Kappa de 0,783. Desta forma, a utlização da abordagem orientada-objeto com a técnica de árvores de decisão apresenta uma ferramenta importante na diferenciação das fitofisionomias do Cerrado.

Referência:

OROZCO FILHO, Juan Carlos. Avaliação do uso da abordagem orientada-objeto com imagens de alta resolução RapidEye na classificação das fitofisionomias do cerrado. 2017. vii, 44 f., il. Dissertação (Mestrado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Previsão de vulnerabilidade a incêndios florestais utilizando regressão logística e redes neurais artificiais: um estudo de caso no Distrito Federal brasileiro

Previsão de vulnerabilidade a incêndios florestais utilizando regressão logística e redes neurais artificiais: um estudo de caso no Distrito Federal brasileiro

Autor(a):

Pablo Pozzobon de Bem

Resumo:

 Incêndios florestais são um problema global e queimam milhões de hectares de vegetação nativa todos os anos. O Cerrado brasileiro é a savana neotropical mais rica em biodiversidade do mundo, e uma das regiões mais afetadas por incêndios, sendo considerado um ecossistema tolerante ao fogo. Apesar da adaptação do bioma ao fogo, a alta frequência de incêndios trazida pela ocupação humana tem danificado o ecossistema mais rápido do que ele é capaz de se recuperar. O combate a incêndios é custoso e, portanto, medidas de prevenção de incêndios são a melhor maneira de evitar seus danos em longo prazo. Prever a distribuição espacial da ocorrência de incêndios florestais é um passo importante para a realização do manejo do fogo. Para isto, podem ser utilizados modelos que relacionem a ocorrência do fogo às variáveis que o influenciam. Neste estudo, dois modelos distintos de previsão — Regressão Logística (RL) e uma Rede Neural Artificial (RNA) — foram aplicados à região do Distrito Federal brasileiro, que se encontra inserida dentro do bioma Cerrado. Produtos de área queimada baseados em imagens LANDSAT foram utilizados para gerar a variável dependente, e nove outras variáveis espacialmente explícitas e de origem antropogênica ou ambiental foram utilizadas como variáveis independentes. Os modelos foram otimizados em função da melhor medida de Area under Receiver Operating Characteristic (AUROC, ou simplesmente AUC) a partir da seleção de atributos, e posteriormente validados utilizando dados reais de áreas queimadas. Os modelos mostraram performances similares, mas o modelo utilizando a RNA demonstrou melhor AUC (0.7755), e melhor acurácia ao classificar áreas não queimadas (73.39%), porém pior acurácia média (66.55%) e ao classificar áreas queimadas, para as quais o modelo LR apresentou o melhor resultado (65.24%). Adicionalmente, foi comparada a importância de cada variável aos modelos, contribuindo para o conhecimento das causas principais de incêndios na região. As variáveis demonstraram importâncias similares em ambos os modelos utilizados, e as variáveis de maior importância foram a elevação do terreno e o tipo de uso do solo. Os resultados demonstraram bons desempenhos de todos os modelos testados, mas recomenda-se a execução de mais estudos similares mais detalhados em outras áreas de na savana Brasileira, dado que ainda são poucos os estudos deste tipo.

Referência:

BEM, Pablo Pozzobon de. Previsão de vulnerabilidade a incêndios florestais utilizando regressão logística e redes neurais artificiais: um estudo de caso no Distrito Federal brasileiro. 2017. viii, 28 f., il. Dissertação (Mestrado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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A rede de produção de Soja Certificada RTRS de Mato Grosso e Goiás

A rede de produção de Soja Certificada RTRS de Mato Grosso e Goiás

Autor(a):

Werlen Gonçalves Raasch

Resumo:

Esta pesquisa tem como objetivo central compreender as multidimensionalidades da certificação RTRS nos espaços produtivos dos Estados de Mato Grosso e Goiás no contexto de difusão do agronegócio globalizado. E foram definidos foram definidos três objetivos específicos: a) Verificar a difusão da soja e o processo de comoditização nas áreas de Cerrado; b) identificar o quantitativo de estabelecimentos rurais e a produção da soja certificada RTRS nos Estados de Mato Grosso e Goiás; c) analisar os interesses dos atores envolvidos no processo de certificação RTRS das redes de produção da soja de Mato Grosso e Goiás. Para desenvolvimento desta pesquisa, foi realizado pesquisa documental, trabalhos de campo e entrevistas. Em relação a produção de soja certificada RTRS no Brasil, no ano de 2018 foram 226 propriedades certificadas em 77 municípios com área de abrangência de 1.041.369,00 (ha) de área plantada e produção de 3.919.545,06 (T). O Mato Grosso possuí atualmente o maior número de estabelecimentos certificados com o padrão RTRS. No ano de 2018 foram 79 propriedades certificadas em 26 municípios, com área de abrangência de 504.733,09 (ha) de área plantada de soja certificada, correspondendo a 48,47% de área plantada em todo o Brasil. Neste ano a produção estadual foi de 1.796.836,24 (T), o que representou 45,84% da soja certificada RTRS. Em relação a soja certificada em Goiás, o Estado possuí o segundo maior quantitativo de fazendas certificadas no país. No ano de 2018 foram 58 fazendas certificadas, com área total de 101.615 ha e 75.755 ha de área plantada e produção para o ano foi de 284.430 toneladas. Nesse contexto, foi identificado que a RTRS é um Ator Líder de uma rede de produção global própria. A organização é provedora de um produto “gourmetizado”, na medida em que os produtores de soja utilizam do padrão RTRS de soja responsável para melhorar as formas de produção existentes. A RTRS é fruto da auto-organização da rede de produção da soja, sendo orquestrada por atores e partes interessadas em escalas espaciais diversas. As decisões dos atores globais que estão na mesa redonda são refletidas nos lugares, onde se dá a produção. A soja certificada está enraizada nos territórios produtivos de soja não certificada, que estão difundidas nas áreas do bioma Cerrado. A certificação altera as formas dos objetos artificiais e os sistemas de ações são alteradas, portanto, na perspectiva de espaço geográfico de Santos (2006), a certificação RTRS (re) configura o espaço agrário dos lugares certificados. E mais, o padrão RTRS através da certificação normatiza não apenas às práticas do ponto de vista social e os objetos artificias das fazendas, ele normatiza o uso e ocupação da terra, ao exigir desmatamento zero do produtor, critério que transcende a legislação nacional. Desse modo, o território é normatizado num movimento, sim, voluntário, mas há consigo arestas de decisões verticalizadas. As impressões deixadas pela certificação socioambiental, em especial o padrão RTRS de responsável, foi que esse é um instrumento educativo para os produtores que se certificam, promovendo uma nova governança nas formas de produção ao implicar em mudanças estruturais e boas práticas agrícolas nas fazendas certificadas. Concluímos que a certificação na sojicultura é um instrumento, a princípio, com limitação de expansão de demanda do mercado porque os atores e partes interessadas com interesses escusos conectados a margem de lucro e a espoliação corporativa o controlam, sendo estes elementos indissociáveis do sistema de produção hegemônico vigente.

Referência:

RAASCH, Werlen Gonçalves. A rede de produção de Soja Certificada RTRS de Mato Grosso e Goiás. 2020. 156 f., il. Dissertação (Mestrado em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2020.

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