Brosimum gaudichaudii

Nomes populares

Mama-cadela, bureré, chicletinho, inharé, inhoré, maminha-cadela, mama-de-cadela, mamica-de-porco, algodão-do-campo, espinho-de-vitém, maminhade-cachorra, mamica-de-cachorra, mururerana, apê-do-sertão, manacá-do-campo, amoreira-do-mato, conduru, conduro, conduri, algodãozinho

Partes utilizadas

Casca, entrecasca, folha, raiz

Descrição

A mama-cadela é uma árvore, arbusto ou arvoreta com tamanho variável dependendo da região de ocorrência (2-3 m no estado de São Paulo até 6-8 m no Goiás e Tocantins). Suas flores são simples e suas flores são pequenas e amareladas. Essa planta ocorre no Norte (Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), no Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e no Sul (Paraná).

Uso medicinal

A mama-cadela costuma ser usada como um tônico geral com tropismo para pele e para os pulmões. Ela é capaz de tratar uma classe de afecções da pele: as despigmentações cutâneas insidiosas, as psoríases e as dermatites atópicas. Essa planta é antitussígeno, anti-histamínico, antiespasmódico bronquilar e é dada também a crianças asmáticas. Além disso, ela tem atividade antifúngica, anti-inflamatória e vasodilatadora (AMERICANO, 2015). A mama-cadela também é um depurativo do sangue usado no tratamento de doenças reumáticas, intoxicações crônicas, dermatoses em geral, má circulação sanguínea. Ela ainda é empregada contra gripe, resfriado e bronquite (LORENZI E MATOS, 2008).

Formas de uso

Utiliza-se a planta integral na forma de chá, mas o uso mais comum é a tintura ou infusão da casca e da entrecasca, onde se encontra a maior concentração do bergapteno. Sua raiz raspada e posta em infusão fria doa o psoraleno, ativo que tem como alvo o plexo pulmonar e as mucosas de forma geral (AMERICANO, 2015).

Curiosidades

No passado, essa planta era muito utilizada nos leprosários e nos hospitais com alas específicas para doenças altamente contagiosas. Ali, contribuía com seu valor regenerativo cutâneo, repigmentador e tônico geral (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa, Sp: Instituto Plantarum, 2008.

 

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2 ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 1 v.

 

ROMANIUC NETO, S.; CARAUTA, J.P.P.; VIANNA FILHO, M.D.M.; PEREIRA, R.A.S.; RIBEIRO, J.E.L. da S.; MACHADO, A.F.P.; SANTOS, A. dos; PELISSARI, G.; PEDERNEIRAS, L.C. 2015 Moraceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB19772>.

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