Solanum lycocarpum

Nomes populares

Lobeira, fruta-do-lobo, capoeira-branca, berinjela-do-mato, jurubebão, baba-de-boi, loba

Partes utilizadas

Folhas, flores, frutos

Descrição

A lobeira é um arbusto grande ou uma árvore pequena com cerca de 1-5 metros de altura com copa alta e aberta. Seu tronco e ramos são esbranquiçados e possuem espinhos. O fruto desta planta quando maduro é verde por fora e tem polpa amarelada por dentro (LORENZI E MATOS, 2008; KUHLMANN, 2018). Ela ocorre no Nordeste (Bahia), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e no Sul (Paraná).

Uso medicinal

A lobeira é usada como diurético, calmante, antiespasmódica, antiofídica e antiepilética. O chá de suas folhas é indicado contra afecções das vias urinárias, cólicas abdominais e renais, espasmos e epilepsia e o chá de suas flores é indicado contra hemorroidas. O fruto da lobeira assado e quente é colocado diretamente em órgãos atrofiados para sua reconstituição e o suco da fruta é aplicado sobre verrugas para removê-las (LORENZI E MATOS, 2008). Essa planta também é usada contra gripe e problemas no fígado (KUHLMANN, 2018). Além disso, a lobeira tem propriedades vermífugas, vomitivas, depurativas de sangue, tônicas para o fígado, secativas e cicatrizantes. Ela é anti-inflamatória para o trato respiratório e boa coadjuvante nas fórmulas antitussígenas e anticatarrais. Mas a sua indicação mais interessante é como resolutiva para o diabetes; o uso de seu polvilho contra diabetes é extensivo e comprovado pelo homem do campo (AMERICANO, 2015). 

Curiosidades

A lobeira chega a ser até 50% da dieta do lobo guará (Chrysocyon brachyurus) no cerrado e possui um poder vermífugo nesse animal. Acredita-se que o fruto da lobeira age contra o verme-gigante-dos-rins, que é muito frequente e pode ser fatal no lobo-guará  (LORENZI E MATOS, 2008; KUHLMANN, 2018).

Cuidados

Um estudo farmacológico em ratos com o extrato aquoso, preparado com o pó obtido de seus frutos sugere um efeito tóxico sobre o sistema reprodutivo masculino, contudo sem indicação aparente sobre a fertilidade (LORENZI E MATOS, 2008).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p. 

 

 

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa, Sp: Instituto Plantarum, 2008.

 

 

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 1 ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 2 v.

 

STEHMANN, J.R.; MENTZ, L.A.; AGRA, M.F.; VIGNOLI-SILVA, M.; GIACOMIN, L.; ROFRIGUES, I.M.C. 2015 Solanaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14805>.

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