Desenvolvimento inicial de espécies lenhosas, nativas e de uso múltiplo na recuperação de áreas degradadas de cerrado sentido restrito no Distrito Federal

Autor(a):

Júlio César Sampaio Silva

Resumo:

Um dos maiores desafios enfrentados na atualidade refere-se a utilização racional dos recursos naturais. A degradação ambiental, motivada, principalmente, pelos avanços das fronteiras comerciais dificulta ainda mais a racionalização e sustentabilidade desses recursos. A recuperação
de áreas degradadas é portanto, fundamental para a diminuição dos impactos nocivos causados pelo homem aos ecossistemas naturais. Com o objetivo de contribuir para o conhecimento relacionado ao desenvolvimento de espécies nativas em plantios de recuperação de áreas degradadas no Cerrado neste trabalho foram analisados o estabelecimento e desenvolvimento inicial de 19 espécies nativas do bioma, sendo 6 de cerrado sentido restrito, 6 de mata de galeria e 7 de mata estacional, em um plantio de recuperação em área degradada de cerrado sentido restrito localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado, no Distrito Federal. O monitoramento do plantio ocorreu entre os meses de dezembro de 2004 a outubro de 2005. Ao longo desse tempo (22 meses), em intervalos periódicos e acompanhando o regime das chuvas foram realizadas 5 avaliações, sendo a primeira 30 dias após o plantio e as demais a cada 6 meses. Os parâmetros avaliados foram a sobrevivência, a altura e o diâmetro do ramo a altura do solo. Para a análise dos dados foram utilizadas as taxas de sobrevivência e os valores medianos de incremento em altura e diâmetro para as espécies agrupadas por fitofisionomia de origem. Vinte e dois meses após o plantio a sobrevivência total das mudas foi de 60%. Para o grupo das espécies de cerrado sentido restrito a sobrevivência ao final dos 22 meses foi igual  a 58%, onde as espécies de mata de galeria e mata estacional alcançaram respectivamente 55 e 67%. O incremento mediano total em altura ao final do monitoramento foi igual a 9,00 cm onde o valor máximo registrado foi igual a 190,52 cm. Para o diâmetro mediano, o incremento foi igual a 4,49 mm com máximo igual a 38,62 mm. Entre as espécies de cerrado sentido restrito o maior incremento mediano em altura foi Plathymenia reticulata com 21,00 (máx.= 117,50) cm, com relação ao diâmetro, Tabebuia caraiba apresentou o melhor resultado com mediana igual a 10,71 (máx.= 33,54) mm. Para os grupos mata de galeria e mata estacional as espécies Anadenanthera macrocarpa e Inga cylindrica apresentaram os maiores valores de mediana para o incremento em altura, com valores máximos iguais a 126,90 e 140,00 cm, respectivamente. O maior valor mediano de diâmetro para o grupo de mata de galeria foi alcançado por Tibouchina stenocarpa com 10,23 (máx.= 21,89) mm. (máx.= 21,89) mm.

Referência:

SILVA, Júlio César Sampaio. Desenvolvimento inicial de espécies lenhosas, nativas e de uso múltiplo na recuperação de áreas degradadas de cerrado sentido restrito no Distrito Federal. 2007. 120 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

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