O custo social da depredação do cerrado brasileiro: o caso do pequi (Caryocar brasiliense Camb.)

Autor(a):

Maria Cristina Magalhães Viana

Resumo:

Neste trabalho analisou-se a depredação do Bioma Cerrado, enfocando os custos sociais impostos pela redução e perda dos recursos naturais, em especial o pequi (Caryocar brasiliense Camb.), no período de 1990 a 2008. O custo social da depredação dos recursos naturais pode ser
representado pelo custo de oportunidade desses recursos para a sociedade, caso esses recursos não tivessem sido degradados. Foi considerado aqui o custo social da depredação do pequi para a sociedade – esta representada pelos consumidores e produtores do pequi. Os custos foram quantificados com base no conceito de excedente econômico de Marshall. Utilizou-se o modelo teórico desenvolvido por Lindner e Rose (1978), e aperfeiçoado por Rose (1980) e Norton e Davis (1981). Foram necessários três parâmetros para quantificar estes custos: elasticidade preço da demanda, elasticidade-preço da oferta e fator de deslocamento da curva de oferta (K). O custo social médio foi estimado em R$ 922 mil reais de 2008, no período de 1990 a 2008. Os produtores regionais arcaram com 54% do custo social total e os consumidores com os 46% restantes. O custo social total representou uma média de 48% do valor comercializado da produção do pequi durante o período estudado.

Referência:

VIANA, Maria Cristina Magalhães. O custo social da depredação do cerrado brasileiro: o caso do pequi (Caryocar brasiliense Camb.). 2010. 65 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.

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