Vegetação arbustivo-árborea em áreas de cerrado típico e cerrado rupestre no estado de Tocantins

Autor(a):

Helena Lara Lemos

Resumo:

A heterogeneidade da vegetação do Cerrado é apontada como resultado das mudanças ambientais e espaciais. Nesse sentido nosso objetivo foi descrever e comparar a composição florístico-estrutural, riqueza e diversidade da vegetação arbustivo-arbórea avaliando o efeito do espaço e do ambiente na similaridade de pares adjacentes de Cerrado Típico e Cerrado Rupestre no Estado de Tocantins. Para amostragem da vegetação alocamos dez parcelas de 20 x 50 m e inventariamos os indivíduos arbustivo-arbóreos vivos com diâmetro a 30 cm do solo ≥ 5 cm. As variáveis ambientais foram: altitude, rochosidade, precipitação média anual e propriedades edáficas (teores de areia, pH, soma de bases, capacidade de troca catiônica e matéria orgânica). Analisamos a vegetação através de curvas de rarefação, perfil de diversidade, parâmetros fitossociológicos, distribuição dos indivíduos em classes de diâmetro e altura, TWINSPAN, NMDS e sua relação com o ambiente pela CCA, incluindo filtros espaciais (MEMs) para controlar possível efeito da estrutura espacial dos dados. Realizamos a partição da variância para quantificar quanto o espaço e o ambiente explicam a variação vegetacional. Das 144 espécies inventariadas 19 foram comuns aos quatro sítios e 71 ocorreram em apenas um. Fabaceae foi a família mais representativa seguida por Vochysiaceae e Myrtaceae. Os sítios rupestres apresentaram menores densidades que os típicos, tendência não evidenciada para a área basal. Os quatro sítios tiveram forte separação devido às condições ambientais (altitude e rochosidade) e recursos ambientais (fertilidade do solo), de modo que, tanto áreas adjacentes de diferentes fitofisionomias e áreas de mesma fitofisionomia distantes entre si são menos similares que as áreas sob mesma condição ambiental. As condições e recursos ambientais aliados ao espaço, em escala local, exerceram forte influência sobre a vegetação e explicaram mais de 50% da variação da vegetação. Assim, a heterogeneidade da vegetação nos sítios de Cerrado Rupestre e Cerrado Típico no Estado do Tocantins parece estar relacionada com a heterogeneidade ambiental local, em ação conjunta com a espacial.

Referência:

LEMOS, Helena Lara. Vegetação arbustivo-árborea em áreas de cerrado típico e cerrado rupestre no estado de Tocantins. 2013. xiii, 82 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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