Uso de biomantas na revegetação de um fragmento de Mata de Galeria no Jardim Botânico de Brasília, DF : sobrevivência e desenvolvimento de mudas

Autor(a):

Camila Graziela Artioli

Resumo:

A intervenção antrópica buscando ampliar as fronteiras agrícolas, o avanço da pecuária e ainda a exploração mineral vem causando danos irreversíveis ao Cerrado, segundo maior bioma do Brasil. Entre as formações vegetais mais ameaçadas do bioma Cerrado destaca-se a Mata de Galeria. Programas de recuperação de áreas degradadas vêm sendo implementados para corrigir os danos causados, porém quando o estrato herbáceo que se estabelece em uma área degradada é composto por gramíneas exóticas, o plano de recuperação da área torna-se inexeqüível. Nesse cenário, cerca de 2 ha da Mata de Galeria do Córrego Gama-Cabeça de Veado, na área do Jardim Botânico de Brasília foi desmatada e encontra-se dominada por Melinis minutiflora Beauv. (capim gordura). Algumas tentativas de restauração desse local falharam devido a competição com essa gramínea. Dessa forma, este trabalho visa avaliar o efeito do uso de biomantas na sobrevivência e desenvolvimento de mudas de espécies arbóreas em área dominada por capim-gordura. Na área de estudo foram plantadas mudas arbóreas de 30 espécies diferentes. Parte das mudas plantadas recebeu a biomanta e a outra metade não recebeu o tratamento. Após o plantio, foram efetuados quatro levantamentos, onde cada muda identificada e tinha sua altura e diâmetro à altura solo medidos. No primeiro levantamento foram mensuradas 1.213 mudas, sendo 724 mudas com biomanta e 489 mudas sem biomanta. No segundo levantamento foram medidas 972 mudas, das quais 639 com biomanta e 333 sem biomanta. No último levantamento, em julho de 2011, foram medidas 700 mudas, sendo 475 com biomanta e 225 sem biomanta. Os dados do terceiro levantamento foram descartados, pois eram duvidosos. Para avaliar o desenvolvimento das mudas calculou-se o volume de cada muda, para se obterem valores alométricos. Esses valores preencheram modelos de regressões lineares, que expressam, por meio do coeficiente angular da reta, a taxa de crescimento das plantas. A análise dos coeficientes angulares das retas descritas pelo incremento das mudas (teste F) mostrou que entre as trinta espécies estudadas, nove apresentaram incremento diferenciado com o uso das biomantas. As demais vinte e uma espécies não apresentaram o incremento significativamente afetado pelo uso desse recurso.

Referência:

ARTIOLI, Camila Graziela. Uso de biomantas na revegetação de um fragmento de Mata de Galeria no Jardim Botânico de Brasília, DF : sobrevivência e desenvolvimento de mudas. 2011. x, 51 f., il. Dissertação(Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2011.

Disponível em:

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