Potencial antifúngico de extratos de plantas medicinais do cerrado brasileiro

Autor(a):

Fernanda Melo e Silva

Resumo:

As limitações terapêuticas, o desenvolvimento de resistência, a toxicidade relacionada a antifúngicos, as significantes interações medicamentosas e a biodisponibilidade insuficiente dos antifúngicos convencionais tornam necessários o desenvolvimento de medicamentos para tratar as novas e emergentes infecções fúngicas. O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e foi identificado como um dos mais distintos biomas sulamericanos, constituindo uma importante fonte de moléculas vegetais inovadores para diversas condições, incluindo as doenças infecciosas. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar o potencial antifúngico de extratos de plantas do Cerrado utilizadas tradicionalmente para tratar infecções e feridas. Dos 66 extratos testados na concentração de 20 mg/mL, a atividade foi pouco expressiva sobre Candida albicans e 17 foram ativos para Trichophyton rubrum. Os extratos diclorometânicos da madeira do caule e da madeira da raiz de Kielmeyera coriacea, os hexânicos da folha de Renealmia alpinia e Stryphnodendron adstringens e o diclorometânico da madeira do caule de Tabebuia caraiba foram os mais promissores apresentando a média geométrica dos valores da concentração inibitória mínima (CIM) entre 170,39 e 23,23 μg/mL. Esse estudo mostra que extratos de plantas do Cerrado são de particular interesse como fonte de novos agentes para o tratamento de infecções dermatofíticas. Dessa forma, um estudo mais profundo, com isolamento de substâncias e análise sobre outras espécies de dermatófitos, permitiria uma melhor investigação da susceptibilidade desses fungos.

Referência:

SILVA, Fernanda Melo e. Potencial antifúngico de extratos de plantas medicinais do cerrado brasileiro. 2008. 222 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.

Disponível em:

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