Plataforma Cerrado DPAT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Cerrado brasileiro contará com um novo e importante parceiro para a preservação: a plataforma Cerrado DPAT (Deforestation Polygon Assessment Tool). A ferramenta criada pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig/UFG) apresenta de forma fácil, rápida e intuitiva os dados de desmatamentos para todo o bioma Cerrado, desde o ano 2000. A plataforma, online e gratuita, permitirá a visualização dos dados sobre desmatamento e a superfície de susceptibilidade ao desmatamento nos 1.386 municípios brasileiros abarcados pelo bioma.
A ferramenta online e gratuita é um dos produto do projeto FIP-Cerrado, gerido pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD/Banco Mundial) e financiado pelo Fundo Estratégico do Clima, cujo objetivo é desenvolver sistemas de prevenção de incêndios florestais e monitorar a cobertura vegetal no bioma, o qual apresenta longo histórico de perda de vegetação nativa.
Sob a liderança do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desenvolveu no contexto do FIP Cerrado dois sistemas: PRODES – Programa de Monitoramento do Desmatamento, que fornece as taxas anuais e incrementos de desmatamento e o DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, que envia avisos de evidências de alteração da vegetação nativa.
Especificamente, a Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveu a plataforma Cerrado DPAT, com vistas a avaliação qualitativa dos dados PRODES-Cerrado e DETER-Cerrado, bem como ser uma ferramenta de gestão do território em apoio às ações de prevenção do avanço do desmatamento.
Para cada área desmatada, o usuário pode visualizar uma compilação de dados geofísicos, edafoclimáticos, fundiários, de cobertura do solo e infraestrutura, além de poder acessar os produtos resultantes do processo de validação amostral e de campo do PRODES-Cerrado.
O pesquisador, gestor e a sociedade em geral também pode visualizar as áreas de vegetação natural mais susceptíveis ao desmatamento, assim como verificar a presença e distância de desmatamentos em relação à Unidades de Conservação, Terras Indígenas, Quilombos e Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade.
O Cerrado DPAT inova porque além de contextualizar o desmatamento com dados geográficos de diversas fontes, também oferece a validação dos polígonos de desmatamento, contribuindo para a melhoria do processo de detecção da perda de vegetação nativa no Cerrado.
Em nível municipal, destaca-se também a apresentação de estatísticas, tais como o total da área desmatada, entre 2000 e 2019, em APP e Reserva Legal. De forma prática, os resultados são apresentados por meio de gráficos e mapas.
As informações associadas ao polígono de desmatamento são acessadas pelo usuário de forma rápida e intuitiva. Ao clicar no polígono, um relatório com as informações disponíveis para a região é gerado, permitindo que usuários experientes e eventuais possam ter acesso à informação.
A validação do desmatamento está fundamentada em três métodos: inspeção em campo, inspeção visual de imagens de satélite e análises automáticas. Cada polígono de desmatamento detectado pelo PRODES e DETER foi avaliado por, pelo menos, um destes métodos, o que permitiu gerar um gradiente de confiabilidade ao desmatamento detectado.

 

Acesse a plataforma  Cerrado DPAT em https://www.cerradodpat.org/#/