Jaritataca

Jeritataca

Nomes comuns: Jaritataca, Jeritataca, jaratataca, jatitataca, jirita, gambá, cangambá, zorrilho, tacaca, ticaca.

 

Nome em inglês: Striped hog-nosed skunk, amazonian hognosed skunk.

 

Ameaças e conservação: Atropelamento, fragmentação e perda do hábitat, predação por cães domésticos, uso de pesticidas, comércio de pele e caça para subsistência (como alimento e/ou medicamento). O governo brasileiro não tem medidas de conservação específicas para a espécie, mas são necessárias pesquisas que envolvam: 1) Estudos sobre ecologia e atual distribuição da espécie no Brasil; 2) Estimativas de densidade em áreas onde a espécie pode estar em declínio em decorrência da fragmentação de habitat, como na região da Caatinga; 3) Monitoramento das populações em ambientes alterados de Mata Atlântica a fim de verificar sua dispersão e possível adaptação a esses novos ambientes; 5) Monitoramento da ocorrência de caça na Caatinga e a frequência de atropelamentos nas diferentes regiões do Brasil. A espécie não foi incluída na lista oficial de espécies ameaçadas do MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014).

 

Comprimento total: 64,5 cm (média).

 

Peso: 1,4 a 4 Kg.

 

Dieta: Insetos e outros invertebrados, pequenos vertebrados, frutos, carcaças e anfíbios.

 

Número de filhotes: 4 a 5.

 

Gestação: 60 dias.

 

Longevidade: Aproximadamente 10 anos.

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Crepuscular e noturno.

 

Distribuição geográfica: Ocorre no sul do México, norte da Colômbia, Venezuela, Peru e Brasil. No território brasileiro pode ser encontrada do nordeste do país ao estado de São Paulo nos ambientes de Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica (provavelmente devido ao aumento da fragmentação e desmatamento).

 

Habitat: Prefere áreas de vegetações abertas como Cerrado, campos e Caatinga, evitando regiões de matas mais densas, porém pode utilizar matas mais fechadas como abrigo. A espécie apresenta boa tolerância a ambientes perturbados, além de serem registradas em áreas de agro-ecossistemas, como cana-de-açúcar e eucalipto.

 

Descrição física: Possui cabeça arredondada, corpo compacto e patas dianteiras com garras longas e negras, focinho longo e sem pelo. A cauda é volumosa com coloração negra próxima à base e branca na porção distal. A coloração do corpo varia de preto a marrom escuro com uma lista branca saindo da cabeça, dividindo-se em duas, as quais seguem paralelas até a base da cauda. O padrão dessas listras pode variar entre indivíduos. Na espécie, as glândulas perianais produzem uma substância volátil e fétida utilizada para defesa, sendo esta uma característica marcante de Conepatus.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 25.agosto.2021

Unidades de conservação do DF recebem 316 mil visitantes por mês

Unidades de conservação do DF recebem 316 mil visitantes por mês

As Unidades de Conservação (UCs) administradas pelo Instituto Brasília Ambiental e aptas à visitação pública recebem, em média, 316 mil visitantes por mês. O Monumento Natural Dom Bosco, no Lago Sul, lidera o ranking, recebendo, mensalmente, 36 mil visitantes. Na segunda e na terceira posições estão, respectivamente, os parques ecológicos Olhos D`Água, na Asa Norte, com 28.400 visitantes por mês, e Águas Claras, com frequência mensal estimada em 28 mil pessoas.

 

Esses números correspondem ao levantamento feito pelas três Diretorias de Unidades de Conservação (Dirucs) do Brasília Ambiental. Como não existem catracas nas entradas e saídas das UCs, os dados são estimativas consequentes da observação dos agentes que, diariamente, atuam nesses locais.

 

O Monumento Dom Bosco foi criado em 8 de junho de 1999, com 131 hectares. A maior parte dos visitantes são moradores do Lago Sul e adjacências, além de muitos turistas. Localizado às margens do Lago Paranoá, o local é conhecido pelos atributos ecológicos e pela exuberante beleza cênica. Segundo os frequentadores, é ideal para trilhas, caminhadas, andar de bicicleta e/ou de skate e, também, para avistar aves, o lago e contemplar um lindo pôr do sol.

 

Além das belezas naturais, o que soma para a unidade ser a mais visitada e considerada um importante ponto turístico de Brasília é o fato de abrigar o primeiro templo construído na cidade, a Ermida Dom Bosco, erguida em homenagem ao padre João Belchior Bosco. A pequena construção fica em um ponto por onde passa o paralelo 15, local em que o padre, em sonho, anteviu em 1883 a construção da capital brasileira no Planalto Central.

 

Proteção ambiental – Para o técnico de UC e responsável pelo Parque Olhos D’Água, Edeon Vaz Ferreira, o local é o reflexo do despertar de uma sociedade que se integra ao meio ambiente e ajuda o órgão ambiental a cumprir sua missão de proteger e fomentar a unidade ecológica.

 

O advogado Rômulo Maia, frequentador assíduo do parque há mais de 20 anos, representa bem a sociedade descrita por Edeon. Morador da Asa Norte desde criança, Maia diz que o parque faz parte da sua vida. “Cresci por aqui. Agora meus dois filhos, que trago sempre para brincar no parquinho infantil, estão também crescendo neste parque”. Ele ainda aponta como pontos positivos da UC a segurança, limpeza e organização.

 

O Olhos D`Água conta com uma pista de 2,1 km, uma lagoa que surgiu por meio de uma nascente, trilhas internas, parquinho infantil, circuitos de exercícios físicos, praça da vitalidade, sanitários, duchas, serviços de massagem, aulas de meditação e uma área apta a banho de sol, com espreguiçadeiras.

 

Espaço de convivência – O Parque Ecológico Águas Claras, criado em 15 de abril de 2000, também é considerado pelos frequentadores um bom lugar para se exercitar, espairecer e conviver. A vendedora Gilcélia Figueiredo, por exemplo, costuma levar a neta Laís, de 2 anos, para brincar no parquinho infantil da unidade. “É um espaço muito agradável, bem sombreado, com variedades de brinquedos infantis, seguro e bom para ela conviver com outras crianças”, afirma.

 

Já a treinadora Viviane dos Santos frequenta o local, pelo menos duas vezes por semana, para jogar futevôlei. Ela aprecia o contato com a natureza e a possibilidade de treinar em locais a céu aberto. “Quem mora no Distrito Federal pode não contar com praia e mar, mas, em compensação, temos os parques, que são espaços maravilhosos”, aponta.

 

Situado no meio da Região Administrativa de Águas Claras, o parque ecológico, que leva o nome do córrego que flui em seu interior, possui 95,48 hectares de área, largas trilhas que o contornam, vegetação nativa do Cerrado, além de mata ciliar e de reflorestamento. Conta com Centro de Referência em Educação Ambiental, quadras poliesportivas, quadras de areia, parquinho infantil, quiosques, aparelhos de ginástica, entre outros atrativos.

 

Da mesma forma que o Monumento Natural Dom Bosco e o Parque Ecológico Olhos D`Água, a unidade de Águas Claras tem entrada gratuita e está aberta, diariamente, à população.

 

Live de Lançamento da Exposição Fotográfica – Um Campo Grande e… Florido

Live de lançamento da exposição fotográfica:
Um Campo Grande e... Florido - A beleza das flores do Cerrado da Cidade Morena

A capital de Mato Grosso do Sul é carinhosamente chamada de Cidade Morena, devido à cor avermelhada do seu solo. Incrustada no meio do Cerrado, a Campo Grande está numa parte mais alta do Estado e começou aqui porque existe água abundante, com várias nascentes, veredas e córregos. Campo Grande recebeu o título de uma das 10 cidades mais arborizadas do mundo, entretanto, além das árvores, aqui ocorrem muitas plantas pequenas do Cerrado, muito bonitas e que mantêm considerável fauna de aves e polinizadores, como procuramos mostrar.

 

No dia 26 de agosto, aniversário de Campo Grande – MS, faremos a live de lançamento da exposição “Um Campo Grande e… Florido – A beleza das flores do Cerrado da Cidade Morena” no YouTube, através do link: https://youtu.be/jHLySua_5ds

Webinar Diálogos do Cerrado: Monitoramento da restauração do bioma

Webinar Diálogos do Cerrado: Monitoramento da restauração do bioma

 

O Centro de Gestão e Inovação da Agricultura Familiar (CEGAFI/UnB) tem o prazer de convidá-la (o) para participar do webinar Diálogos do Cerrado: monitoramento da restauração do bioma, que acontece no dia 26 de agosto, das 16h às 18h.

Para garantir sua participação, clique no seguinte link e preencha nosso formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeBU-b8Bi77KTbEntslhJM7OJ-FQFcM2PZFax-CAtPvrFTwxA/viewform

 

O link do encontro no Zoom será enviado via e-mail na véspera da atividade, que conta com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF Cerrado) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

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Recuperação de áreas degradadas no PN da Chapada dos Veadeiros

Recuperação de áreas degradadas no PN da Chapada dos Veadeiros

Em parceria com a VerdeNovo Sementes Nativas e com apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, Critical Ecosystem Partnership Fund) e do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), a Rede de Sementes do Cerrado (RSC) deu início na última semana, ao processo de restauração de dez hectares de áreas degradadas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

De acordo com a Presidente da RSC, Camila Motta, após o mapeamento das áreas que necessitam de recuperação, quatro delas foram definidas como prioritárias para restauração ecológica. O trabalho será realizado no Sertão Zen, Jardim de Maytrea, Mulungu e na região do Córrego dos Ingleses que foi afetada pelos incêndios ocorridos, no Parque, em 2017 e 2019. “Os locais têm características e histórico de degradação distintos. Nosso desafio é trabalhar técnicas específicas em cada um deles e com isso obtermos o melhor resultado sobre a restauração ecológica nestes diferentes panoramas”, acrescenta a Presidente.

Representante do negócio de impacto VerdeNovo Sementes Nativas, a bióloga Bárbara Pachêco, detalha sobre as áreas restauradas.  “No Sertão Zen e Jardim Maytrea temos áreas de campo úmido, mas com algumas peculiaridades. O Sertão Zen é uma trilha degradada, em estado de erosão com quase 5km de trilha e difícil acesso. No Jardim Maytrea, trabalharemos dentro da restauração ecológica a comunicação regenerativa, pois as entradas de visitantes em áreas não permitidas estão causando a degradação do local. A comunicação será uma das ferramentas de restauração ecológica, pois a conscientização aproxima o visitante do trabalho que faremos e previne a degradação da área”, completa.

Ainda segundo a bióloga, na vereda do Córrego dos Ingleses assim como o Mulungu serão utilizadas várias técnicas de restauração, dentre elas o plantio por meio da semeadura direta. Além da semeadura, a equipe implantará no Mulungu novas técnicas de manejo do capim exótico e a restauração ecológica conectada com a atração de abelhas e fauna diversa. A iniciativa de restauração no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros terá diversos aspectos inovadores e contará com a parceria da comunidade acadêmica e instituições locais como a Associação de Coletores Cerrado de Pé. 

Vale reforçar que as sementes são coletadas por pequenos produtores rurais, assentados e quilombolas que integram a Associação. Além da conservação ambiental, a atividade gera renda para mais de 60 famílias da região da Chapada dos Veadeiros que coletam cerca de 70 espécies nativas do Cerrado.

 

Fonte:https://www.rsc.org.br/noticias/em-parceria-com-empresa-de-restauracao-rsc-inicia-a-recuperacao-de-areas-degradadas-no-parque-nacional-da-chapada-dos-veadeiros

Mobilização Nacional Contra os Agrotóxicos e Pela Vida!

Mobilização Nacional Contra os Agrotóxicos e Pela Vida! - ETAPAS REGIONAIS

Seguimos buscando dialogar amplamente com a população brasileira sobre os impactos dos agrotóxicos para a saúde humana e do ambiente. Nesse sentido, durante a segunda quinzena de agosto e início de setembro estaremos realizando a mobilização a partir da articulação das grandes regiões.

 

A série de encontros acontecerá de forma virtual às quartas-feiras, a partir das 18h, com contribuições científicas e das famílias agricultoras e organizações sociais que constroem a agroecologia nos territórios.

Confira abaixo o calendário:

Jornadas do Patrimônio DF – 2021

Jornadas do Patrimônio DF - 2021

Na próxima terça-feira, Dia do Patrimônio Cultural no DF – 17/08, daremos início às Jornadas do Patrimônio DF de 2021!

Na abertura, seremos recebidos pelos representantes institucionais que organizaram e apoiaram a 9º edição.

Na sequência, teremos uma palestra de Sônia Rampim Florêncio, para pensarmos os Caminhos Participativos na Educação Patrimonial.

E tem mais!

Na quinta-feira (19/08), o livro “Gabriel em Brasília: a cidade com asas” será relançado.

Os encontros vão acontecer pelo Canal da Eape no Youtube, sempre às 14h30.

Não percam, e até lá!

Confira abaixo a programação:

RSC completa 17 anos de ações voltadas para a conservação do Cerrado

RSC completa 17 anos de ações voltadas para a conservação do Cerrado

Restaurar! Conforme o dicionário consiste no ato de recuperar alguma coisa perdida, por em bom estado, consertar. Contribuir com soluções práticas e inovadoras para a cadeia da restauração ecológica inclusiva e políticas públicas para manter o Cerrado em pé, tem sido uma das missões da Rede de Sementes do Cerrado (RSC). A Instituição, que comemora 17 anos nesta quinta-feira, 05 de agosto, vem promovendo a conservação da sociociobiodiversidade do bioma ressignificando o olhar sobre o Cerrado e trazendo melhorias na vida daqueles que vivem em áreas conservadas.

 

A história da RSC começou em 2001, a partir de um projeto do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FUNBIO) para a criação de redes de sementes no País. “Com o fim deste projeto do FUNBIO e diante da necessidade de dar continuidade as ações de conservação que estavam em andamento, a Professora da Universidade de Brasília (UnB) Linda Caldas, com apoio de outros professores e pesquisadores, conseguiu transformar a iniciativa em uma associação sem fins lucrativos. Foi então, que em 2004, a Rede de Sementes do Cerrado se tornou uma OSCIP. De lá para cá vieram os grandes projetos e parcerias até chegarmos aos 17 anos de história e contribuição para a restauração do Cerrado brasileiro”, conta Camila Motta, atual Presidente da RSC.

 

Diante de sua capacidade aglutinadora, em 2013 a Rede de Sementes do Cerrado foi credenciada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tornando-se apta para a produção e comercialização de sementes nativas do bioma. Desde 2017, a RSC tem comercializado grandes quantidades e realizado o intercâmbio entre os coletores da Associação Cerrado de Pé e o público de restauração ecológica. “As sementes comercializadas pela Rede são coletadas por pequenos agricultores, assentados e quilombolas que vivem na região da Chapada dos Veadeiros. É importante ressaltar que, além de fomentar a restauração ecológica, regulamentar a atividade de coleta de sementes, a RSC vem contribuindo também com a geração de renda e com a qualidade de vida dos povos do Cerrado. Então, é uma enorme alegria poder celebrar mais um ano de atuação em projetos que trazem benefícios sociais, econômicos e ambientais ao País”, completa a Presidente.

 

Fonte: https://www.rsc.org.br/noticias/rsc-completa-17-anos-de-acoes-voltadas-para-a-conservacao-do-cerrado

 

Cooperativa do Cerrado ganha prêmio da ONU com iniciativa sobre biodiversidade

Cooperativa do Cerrado ganha prêmio da ONU com iniciativa sobre biodiversidade

CoopCerrado (Cooperativa Mista de Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros, Assentados e Guias Turísticos do Cerrado) promove produtos orgânicos de origem sustentável; associação sobressaiu entre 600 concorrentes de 126 países

Um comitê independente de especialistas concedeu a distinção a intervenções comunitárias que promovem iniciativas que ajudam a travar a crise de biodiversidade. Outros vencedores são de países como Quirguistão, Bolívia, Camarões, Costa Rica, Equador, Índia, Níger e México.

A CoopCerrado sobressaiu por usar “o marketing criativo de dezenas de produtos orgânicos de origem sustentável da região”, que é uma das mais ricas do mundo em biodiversidade.

Mais de 4,6 mil famílias do Cerrado são beneficiadas pela melhora da subsistência local, proteção da biodiversidade e apoio à criação de reservas de uso sustentável no que se considera “um exemplo para a economia verde”.

Os vencedores do Prêmio Equador receberão US$ 10 mil e participarão em eventos especiais associados à Assembleia Geral da ONU. Um deles é o Nature for Life Hub, sobre soluções naturais. O outro é a Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares.

Fonte: ews.un.org/pt/story/2021/07/1757252

FESTIVAL SERES-RIOS

Festival SERES-RIOS

FESTIVAL SERES RIOS vai trazer shows, palestras, rodas de conversas e filmes para discutir a importância dos rios para a vida. São mais de 80 convidados conectando saberes, sonhos e práticas transformadoras. Ailton Krenak, Mônica Salmaso, Marisol de la Cadena, Ana Gomes, André Aroeira, Apolo Heringer, Alessandra Korap, Ponto de Partida, Paulo Nazareth, Nego Bispo, Aline Motta, Célia Xacriabá, Mia Couto e tantos outros. É um convite à reflexão sobre preservação das histórias e culturas que costuram as águas dos rios Doce, São Francisco e Jequitinhonha. Imperdível!

 

Vai até o dia 10 de agosto.

 

Veja a programação completa do evento:
https://seresrios.org/