Dinâmica e modelagem do estoque de carbono no fuste da vegetação arbustivo/arbórea de duas fitofisionomias do bioma Cerrado em Mato Grosso - Brasil

Autor(a):

Flávia Richelli Pirani

Resumo:

O ciclo global do carbono é diretamente influenciado pelos ecossistemas tropicais, pois as florestas e savanas tropicais são expressivas fontes de sequestro e armazenamento de carbono. No entanto, esses ambientes podem emitir grandes quantidades de CO2 para atmosfera através do uso indevido da terra. O Cerrado, segundo maior bioma brasileiro, considerado savana tropical, tem sido degradado, podendo assim causar grandes emissões de gases do efeito estufa. Nesta pesquisa, estudamos a dinâmica e modelagem do estoque de carbono no fuste da vegetação arbustivo/arbórea do Cerrado Típico e Floresta Estacional Semidecidual (formações do bioma Cerrado), com o objetivo de quantificar o estoque de carbono no fuste da vegetação, avaliar sua variação ao longo do tempo, e verificar a influência do fogo sobre os estoques. O estudo foi conduzido no Parque Estadual da Serra Azul, Barra do Garças – MT. Foram utilizadas parcelas permanentes implantadas nas duas fitofisionomias de estudo desde 2006 e que ocasionalmente foram impactadas por queimadas. Os estoques de carbono por indivíduo de todas as espécies arbóreas dentro das parcelas foram mensurados em cada ano de monitoramento. Modelos alométricos e de prognose (projetados em 60 meses) foram ajustados ao banco de dados com o intuito de encontrar a melhor equação para a estimativa dos estoques. Além disso, o índice de valor de importância ampliado (IVIA) considerando a variável carbono para cada espécie foi calculado. Os resultados mostraram que os estoques de carbono após ocorrência de fogo diminuíram e que quando o fogo teve intervalos curtos o estoque de carbono não se recuperou. Encontramos que, em nove anos de monitoramento, o incremento de carbono foi negativo para as duas vegetações. A respeito da projeção em 60 meses, considerando que a vegetação foi acometida por competição e fogo, a estimativa apresentou redução do estoque de carbono no Cerrado Típico e crescimento na Floresta Estacional. Ainda, podese inferir que houve mudanças no ranking de importância das espécies quando o potencial de estocagem de carbono por espécies foi avaliado. Concluiu-se que o regime de queimadas pode estar influenciando os estoques de carbono na vegetação de Cerrado Típico e Floresta Estacional e que as vegetações estudadas investem tanto em densidade quanto em dominância para a manutenção dos estoques de carbono.

Referência:

PIRANI, Flávia Richelli. Dinâmica e modelagem do estoque de carbono no fuste da vegetação arbustivo/arbórea de duas fitofisionomias do bioma Cerrado em Mato Grosso – Brasil. 2016. xiv, 89 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

Disponível em:

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