Diferentes processos de amostragem alteram a caracterização florística-estrutural e as estimativas de produção?

Autor(a):

Juliana Cristhini Costa da Silva

Resumo:

O presente estudo tem como objetivo analisar a eficiência de diferentes processos de amostragem em relação ao censo florestal quanto à caracterização florística-estrutural e informações de produção (volume e biomassa) em área de Cerradão. Inicialmente, foi realizado o censo florestal no fragmento de Cerradão no parque estadual do Lajeado, Palmas/TO (2,16 ha), onde foram levantadas e identificadas todas as árvores vivas e mortas, com DAP (diâmetro medido à 1,30 m do solo) igual ou superior a 5 cm. Após o censo, foram lançadas 18 parcelas (400 m²) para os processos de amostragem casual simples (ACS) e sistemática (AS). Assim, foram estimados os números de indivíduos, espécies, família, área basal, volume e biomassa aérea por hectare. A diversidade de espécies foi obtida pelos índices de Shannon e Pielou. A comunidade, também, foi caracterizada pelas curvas integradas de rarefação/extrapolação de Hill. Para analisar a distribuição espacial das espécies, foi calculado o índice de dispersão da Morisita, enquanto que a similaridade dos processos foi mensurada pelo índice de Jaccard. Em seguida foi obtido o índice de valor de importância para caracterizar a estrutura horizontal. Os resultados mostraram que os intervalos de confiança para o número de indivíduos e área basal obtidos pelo processo ACS engloba o valor do censo, enquanto que o intervalo obtido para a área basal pelo processos AS não englobou o censo. Os processos ACS e AS conseguiram estimar em mais de 70% o censo pelo índice de similaridade de Jaccard, bem como a composição, riqueza e diversidade de espécies. As espécies apresentaram, em sua maioria, distribuição agregada. Na quantificação do volume e biomassa, ambos os processos não diferiram estatisticamente entre si e do censo florestal, porém o censo ficou muito próximo limite máximo do intervalo de confiança obtido pelo processo AS. Conclui-se que os processos de amostragem ACS e AS podem ser usados para caracterizar a composição florística e a estrutura da comunidade, porém para a estimativa da produção (volume e biomassa) e área basal o processo AS não é recomendado.

Referência:

SILVA, Juliana Cristhini Costa da. Diferentes processos de amostragem alteram a caracterização florística-estrutural e as estimativas de produção? 2017. 51 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

Disponível em:

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