Cochlospermum regium

Nomes populares

Algodãozinho, algodãozinho-do-mato, algodão-do-campo, algodãozinho-do-campo, algodão-bravo

Partes utilizadas

Flores, folhas, frutos, batata

Descrição

Planta de talos compridos que variam de 1 a 3 metros de altura. Seu talo não é liso e possui cor marrom-avermelhado. As folhas do algodãozinho são verdes quando nascem e adquirem uma cor avermelhada, como ferrugem, a medida que amadurecem. As flores são muito pequenas de cor amarela com manchinhas vermelhas; elas têm 5 pétalas e do miolo delas nascem muitos fiozinhos amarelo-alaranjados. O algodãozinho ocorre no Norte (Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins), no Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo) e Sul (Paraná)

Uso medicinal

Os algodãozinhos branco e roxo possuem o mesmo uso medicinal. O pó ou polvilho feito com o algodãozinho roxo é mais forte e deve ser usado em doses menores que o branco.

 

A garrafada do algodãozinho é usada para tratar mioma no útero, coceiras, manchas na pele, ou como depurativo do sangue.

 

O polvilho é usado como anti-inflamatório, principalmente para tratar inflamações de útero e ovário, menstruação desregulada, doenças sexualmente transmissíveis, reumatismo, gastrite e úlcera.

 

O chá das folhas secas do algodãozinho é usado para tratar inchaço das pernas, através de banhos locais.

 

As flores são usadas para tratar dor de ouvido. Elas devem ser aquecidas em uma panela para que murchem e, em seguida, devem ser espremidas para que soltem uma aguinha, que é pingada em gotas no ouvido. Outra forma é fazer um emplasto das flores em um pano e colocar a trouxinha em cima da orelha.

 

O fruto é usado para tratar impigem. Ele deve ser cortado ao meio e esfregado no local da impigem. Outra forma é assar o fruto e aplicar a água que solta dele no local afetado (FARMACOPEIA POPULAR DO CERRADO, 2009). 

Formas de uso

O uso medicinal do algodãozinho é feito com as suas folhas, flores, fruto e
principalmente com a sua batata.


Os pedaços secos da batata do algodãozinho são utilizados para preparar garrafadas, tinturas e para fazer o pó, utilizado em pílulas e garrafadas.


O polvilho do algodãozinho é colocado em garrafadas ou tomado puro com água. 


As folhas secas são usadas na forma de chá em infusão, para banhos locais. As flores são usadas para preparar sumo ou emplasto. O fruto é usado na forma de sumo (FARMACOPEIA POPULAR DO CERRADO, 2009).

Contraindicações

O uso desta planta não é indicado para mulheres grávidas e crianças.

 

Os remédios caseiros preparados com álcool não devem ser ingeridos por hipertensos ou por pessoas que estejam utilizando medicamentos (FARMACOPEIA POPULAR DO CERRADO, 2009).

Cuidados

O algodãozinho deve ser usado com cuidado, observando-se as doses recomendadas, que são bem pequenas, principalmente em relação ao polvilho, que é mais forte. Não se tem conhecimento de tratamento para intoxicações decorrentes de doses excessivas da planta (FARMACOPEIA POPULAR DO CERRADO, 2009). 

Referências Bibliográficas

DIAS, J.E.; LAUREANO, L.C. (Coord.) Farmacopeia Popular do Cerrado. 1 ed. Goiás: Articulação Pacari, 2009.

 

LLERAS, E. 2015 Bixaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB27545>.

);