Iniciativas Privadas

Foi durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Brasil em 1992, também conhecida como Eco-92 ou Rio 92, que surge a Rede Cerrado, a partir da assinatura do Tratado dos Cerrados. O documento definiu o compromisso entre seus signatários para enfrentar as ameaças que o Bioma já vinha enfrentando.

De lá para cá, diversas atividades foram realizadas em sintonia com o principal objetivo da Rede Cerrado que é a “luta pela conservação do bioma e a defesa de seus povos e comunidades tradicionais, na promoção de justiça social e sustentabilidade ambiental”. Dentre as ações realizadas, o Encontro e Feira dos Povos do Cerrado destaca-se como um grande espaço de troca de experiências e articulações em defesa do Cerrado e do seus povos.

Em 1999, as entidades filiadas à Rede Cerrado, reunidas no IV Encontro Nacional, aprovaram a nossa Carta de Princípios. Anos mais tarde, em 2007, foi realizada uma assembleia que deu personalidade jurídica à Rede Cerrado.

Atualmente, a Rede Cerrado é composta por mais de 50 entidades da sociedade civil associadas. Indiretamente, congrega mais de 300 organizações que se identificam com a causa socioambiental do bioma. Clique aqui para ler o Estatuto da Rede Cerrado

Somos representados por indígenasquilombolasquebradeiras de coco babaçuvazanteirosfundo e fecho de pastopescadores artesanaisgeraizerosextrativistasveredeiroscaatinguerosapanhadores de flores Sempre Viva e agricultores familiares, que são os verdadeiros guardiões da biodiversidade do Cerrado.

A diversidade de atores comprometidos e atuantes no campo político da Rede Cerrado é enorme e, sem dúvida, este é o nosso maior patrimônio. Atuamos, também, estrategicamente, em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas que dizem respeito ao Cerrado e aos seus povos.

Site: https://redecerrado.org.br/

SCLN 309, Bloco B, Sala 106, Edifício Boulevard – Asa Norte DF
CEP: 70.755-520
Tel: +55 (61) 3034-2130

As Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPNs – são unidades de conservação de uso sustentável criadas em propriedades privadas, de forma voluntária. As restrições a que estão sujeitas as tornam semelhantes às unidades de conservação de proteção integral. Desta forma, podem promover a conservação de seus habitats sem grandes intervenções humanas. 

Essas reservas são Unidades de Conservação de Uso Sustentável, em que o proprietário de próprio toma a iniciativa de proteger uma determinada área de sua propriedade, para que possa ser feito turismo, pesquisa, educação e a própria conservação. Essas áreas têm isenção de Imposto de Territorial Rural (ITR) e são chanceladas pelo Estado, sendo prioridades em ações apoiadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação (ICMBio). Além disso, os proprietários têm inúmeras oportunidades de rentabilizar essas áreas, com diferentes atividades, que vão desde o turismo ecológico, suporte a pesquisa, gastronomia e o Crédito Rural Ambiental (CRA).

Cerrado tem mais de 251 RPPNs, somando mais de 170 mil hectares e isso equivale a 24% das RPPNs do país. 

 

Fonte: http://www.nmbrppn.com.br/

O Instituto Cerrados investe esforços na criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) e ações de promoção do Uso Sustentável dos Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM) desde de 2011.

 

De lá pra cá, criamos 7 RPPNs (Projeto Mosaico de Proteção da Serra dos Pireneus) onde estamos implementando o Mosaico mais denso de Reservas do Brasil. Nas próximas fases outras Reservas serão criadas.

 

Também já promovemos capacitações sobre Conservação do Cerrado, Produção de Mudas, Coleta de Sementes, Identificação de Árvores e o Primeiro Encontro de Iniciativas Agroextrativistas do Cerrado.

 

Site: https://www.cerrados.org/

O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês para Critical Ecosystem Partnership Fund) vem atuando desde 2000 para assegurar a participação e contribuição da sociedade civil na conservação de alguns dos ecossistemas mais ricos do mundo do ponto de vista biológico, porém atualmente ameaçados.

O objetivo é promover a conservação em áreas biológicas de alta prioridade e numa escala de paisagem. A partir desta perspectiva, o CEPF identifica e apoia uma abordagem regional, envolvendo uma ampla gama de instituições públicas e privadas para atender as necessidades de conservação por meio de esforços coordenados.

O CEPF é um programa conjunto da Agência Francesa para o Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), Governo do Japão e Banco Mundial, com vistas a oferecer financiamento para proteção de ecossistemas únicos e ameaçados – conhecidos também como hotspots de biodiversidade.

Em 2013, o Conselho de Doadores do CEPF selecionou o bioma Cerrado como um dos hotspots prioritários e 8 milhões de dólares foram alocados para investimentos em projetos no período de 2016 a 2021. Entre os anos de 2016 e 2019 o CEPF Cerrado realizou três chamadas para apoio a projetos no Cerrado. Atualmente, o Fundo conta com aproximadamente 55 projetos, divididos em Grandes e Pequenos Projetos.

No Brasil, o CEPF conta com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), instituição brasileira do terceiro setor dedicada a formar e capacitar pessoas, bem como fortalecer organizações nas áreas de manejo dos recursos naturais, gestão ambiental e territorial e outros temas relacionados à sustentabilidade. O IEB atua em rede, busca parcerias e promove situações de interação e intercâmbio entre organizações da sociedade civil, associações comunitárias, instâncias de governo e do setor privado. Para saber mais sobre a atuação do IEB, visite: http://www.iieb.org.br/

Em abril de 2016, o IEB foi selecionado para atuar como a Equipe de Implementação Regional (RIT, na sigla em inglês para Regional Implementation Team). O IEB responde pela liderança estratégica do programa no Cerrado e irá gerenciar os pequenos e grandes projetos que serão apoiados durante a implementação do programa no período de julho de 2016 a junho de 2021.

Site: http://cepfcerrado.iieb.org.br/

Somos uma organização da sociedade civil sem fins econômicos com sede em Brasília e escritório em Santa Inês (MA).  Desde 1990 atuamos pelo desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental, por meio do fortalecimento de meios de vida sustentáveis e estratégias de adaptação e mitigação às mudanças do clima.

Acreditamos que um dos meios para promover a conservação da natureza e enfrentar as desigualdades sociais é o apoio a povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares no desenvolvimento de atividades sustentáveis em paisagens produtivas.

Para tanto, entendemos que é preciso valorizar os saberes, as práticas locais e as organizações comunitárias, além de apoiar a inclusão socioprodutiva e proteger os direitos das populações do campo. Nesse sentido, buscamos democratizar o acesso a recursos para projetos comunitários que dialogam com os objetivos globais da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, além de articular e incentivar a participação social para incidência em políticas públicas relevantes para a sociedade e o meio ambiente.

Atuamos ainda para fortalecer a relação entre pesquisadores e comunidades, com o intuito de qualificar e promover a troca e geração de conhecimentos que possam contribuir com a consolidação do olhar ecossocial pelo desenvolvimento global.

De onde viemos?

Nossa história começa em 1990, período em que o debate socioambiental ganhava força no planeta. Um grupo de pesquisadores interessados em demografia e meio ambiente fundou o ISPN para qualificar suas pesquisas, documentar essas trajetórias e incidir pelo meio ambiente em sintonia com os debates sociais. Em 1994, fomos selecionados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/ONU) para coordenar, no Brasil, um programa existente em mais de 120 países de apoio a pequenos projetos de base comunitária, o PPP-ECOS, que teve foco no Cerrado. A partir de 2013 passamos a trabalhar também nos biomas Amazônia e Caatinga. Hoje, nossas iniciativas e diálogos políticos geram impactos em todo território nacional em sintonia com os debates globais.

Temos sedes em Brasília – DF e Santa Inês – MA. Para entrar em contato conosco:

ISPN Brasília – DF

SHCGN CLR Quadra 709 Bloco “E” Loja 38
CEP 70.750-515 – Brasília, DF
Fone: (61) 3327-8085

ISPN Santa Inês – MA

Rua 02, Qd 07, lote 26, n°440 – Bairro Jardim Abreu
CEP: 65302-140 – Santa Inês, MA
Fone: (98) 3653-9783

E.mail:  instituto@ispn.org.br

Site: https://ispn.org.br/

O MapBiomas é um projeto multi institucional envolvendo universidades, ONGs e empresas de tecnologia que promove o mapeamento anual de cobertura e uso da terra do Brasil ao longo das últimas três décadas e disponibiliza os dados e mapas de forma aberta e gratuita.

MapBiomas Alerta é um sistema de validação e refinamento de alertas de desmatamento, degradação e regeneração de vegetação nativa com imagens de alta resolução. Esta versão atual é dedicada exclusivamente ao tema de desmatamento em todos os biomas brasileiros e se expandirá para os demais temas ao longo dos próximos dois anos.

O Brasil é coberto por mais de uma dezena de sistemas de alerta de desmatamento nos quais se destacam DETER/INPE (Amazônia e Cerrado), SAD/IMAZON, SipamSAR/Censipam (Amazônia) e GLAD/Univ. Maryland (todos os biomas).Estes sistemas, em conjunto, geram dezenas de milhares de alertas a partir da análise de imagens de satélite de média resolução espacial (20 a 60 m). Estes alertas são essenciais para o trabalho de fiscalização realizado pelos órgãos ambientais ou para a verificação de compromissos com desmatamento zero nas cadeias de valor entre outras várias utilidades.

Dada a resolução utilizada nestes sistemas os alertas precisam passar por um processo de validação detalhado, muitas vezes seguido de verificações de campo antes de poderem ser úteis para direcionar as providências como o embargo de áreas de desmatamento ilegal.

O MapBiomas Alerta é fruto de consultas com os órgãos governamentais usuários de sistemas de alerta (ex. MMA, IBAMA, SFB, ICMBio, MPF, SEMAs, MP-Estadual, Polícia Militar Ambiental e TCU) e os provedores de alertas (ex. INPE, IMAZON, Universidade de Maryland, CENSIPAM, ISA, JICA+JAXA) onde foi identificada a melhor contribuição que a rede MapBiomas poderia apoiar para subsidiar o monitoramento ambiental.

Sua construção tem como base a experiência exitosa do MapBiomas de trabalho multi institucional, em rede, com processamento distribuído de imagens e dados em larga escala, disponibilizados de forma gratuita,  transparente e acessível para a sociedade em geral.
Nesta versão, os alertas gerados pelo DETER (Amazônia e Cerrado), SAD, SipamSAR (Amazônia) e GLAD (outros biomas) são coletados e usados como referência para localizar os focos de desmatamento nas imagens diárias de alta resolução (3 m). Cada alerta é checado e delimitado de forma mais precisa. Para cada alerta validado é gerado um laudo onde são identificadas imagens de antes e depois do desmatamento, os possíveis cruzamentos com áreas do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC) e outros limites geográficos (ex. biomas, estados, bacias hidrográficas), além do histórico recente (2012 a 2017) nos mapas anuais de cobertura e uso da terra no Brasil do MapBiomas (Coleção 3.1).

O efeito proposto é gerar uma documentação para alertas de desmatamento que seja equivalente o que representa a foto da placa do carro nos autos de infração de trânsito e assim permitir maior celeridade e eficácia nas ações dos diversos órgãos usuários.

O MapBiomas Alerta não é mais um sistema de alertas de desmatamento, mas um esforço para potencializar a usabilidade e eficácia dos alertas já gerados.

Os dados produzido são públicos e gratuitos e podem ser acessados na plataforma:  http://alertas.mapbiomas.org




Para conhecer mais acesse: www.mapbiomas.org

Coordenação nos Biomas:

  • Amazônia – Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON)
  • Caatinga – Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Associação Plantas do Nordeste (APNE) e Geodatin
  • Cerrado – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
  • Mata Atlântica – Fundação SOS Mata Atlântica e ArcPlan
  • Pampa – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Pantanal – Instituto SOS Pantanal e ArcPlan

 Coordenação Temas Transversais:

  • Pastagem – Universidade Federal de Goiás (LAPIG/UFG)
  • Agricultura – Agrosatélite
  • Zona Costeira – Instituto Tecnológico Vale / Solved
  • Áreas Urbanas – Terras

 Parceiros de Tecnologia:

  • Google
  • EcoStage
  • Terras App

 Financiamento:

  • Iniciativa Internacional de Clima e Florestas da Noruega (NICFI)
  • Gordon & Betty Moore Foundation
  • Instituto Arapyaú
  • Climate and Land Use Alliance (CLUA)
  • Good Energies Foundation
  • Instituto Clima e Sociedade (ICS)
  • Instituto Humanize
  • Children’s Investment Fund Foundation (CIFF)

 Parceiros Institucionais:

  • WRI Brasil
  • Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)
  • Fundação AVINA
  • The Nature Conservancy (TNC)
  • Coalisão Clima, Floresta e Agricultura
  • WWF Brasil

Site: http://alerta.mapbiomas.org/