A área de vegetação nativa suprimida no bioma Cerrado no ano de 2022 foi de 10.688,73 km²

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), concluiu o mapeamento da supressão de vegetação nativa no bioma Cerrado. O valor mapeado foi de 10.688,73 km2 de supressão de vegetação nativa no período de agosto de 2021 a julho de 2022. Esse valor representa um aumento de 25,29% em relação ao valor apurado pelo PRODES 2021 que foi de 8.531,44 km2 para o bioma Cerrado.   Esse resultado foi alcançado através do projeto PRODES Cerrado, desenvolvido e operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sendo financiado pelo Programa de Investimento Florestal (FIP) do Banco Mundial. 

O PRODES Cerrado mapeia a área das 126 órbitas/ponto da série Landsat que recobrem o bioma Cerrado, para identificar, mapear e quantificar as áreas maiores que 1 hectare onde a vegetação nativa foi suprimida, independente da utilização subsequente dessas regiões.                                           

O Estado do Maranhão concentrou a maior parte da devastação, com 2.833,92 km², seguido por Tocantins (2.127,52 km²), Bahia (1.427,86 km²) e Piauí (1.188,78 km²), região de expansão do agronegócio conhecida como Matopiba. Os quatro Estados representam 71% do desmatamento no bioma. O aumento em relação ao ano anterior foi de 104% no Piauí e de 54% na Bahia. Maranhão e Tocantins registraram alta de 24%.

Dos 13 Estados do bioma, só houve queda do desmate em Rondônia e Mato Grosso. A contribuição dos dois, porém, é muito pequena: 0,12% e 6,94%, respectivamente, do total desmatado.

Informações: https://www.gov.br/inpe/pt-br

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