A história da ocupação humana no Distrito Federal vai muito além do período que se remete a construção e inauguração da nova capital do país. Há milhares de anos, homens e mulheres já habitavam esse território que atualmente conhecemos como Brasília. Alguns dos vestígios que comprovam a presença e o modo de vida dos primeiros povos no Planalto Central estão disponíveis na Exposição Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico, promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A mostra, que ficará aberta até o dia 15 de março de 2019, apresenta o patrimônio arqueológico do Distrito Federal, com informes sobre a ocupação humana do período pré-colonial, colonial e pós-colonial em várias regiões administrativas como Ceilândia, Taguatinga, Núcleo Bandeirante, Samambaia, Gama, Brazlândia, Riacho Fundo, Santa Maria, Sobradinho, Paranoá, Jardim Botânico e São Sebastião, além do Parque Nacional de Brasília. Algumas das peças coletadas nesses sítios arqueológicos, como artefatos elaborados por grupos caçadores-coletores (que viviam há cerca de 12 mil anos nessa região) vinculados à tradição Itaparica, e pontas de flechas em quartzo hialino fazem parte do acervo, que está aberto à visitação do público no edifício sede do Iphan, em Brasília.

O Iphan já identificou cerca de 51 sítios arqueológicos no Distrito Federal. Desses sítios, 26 são vinculados a povos que sobreviviam da caça e da coleta; 7 estão associados a povos que plantavam parte de seu alimento e produziam cerâmicas; e 17 são sítios arqueológicos ligados aos períodos colonial ou imperial.

Exposição Trajetórias da Preservação do Patrimônio ArqueológicoTrajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico
A Exposição Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico é uma homenagem ao trabalho desenvolvido por Luiz de Castro Faria pela preservação dos bens arqueológicos brasileiros. A exposição detalha em quatro módulos um pouco da história do antropólogo, arqueólogo, professor, biblioteconomista e museólogo, destacando sua contribuição do para consolidação das políticas de proteção aos bens arqueológicos brasileiros.

Uma amostra da pesquisa do arqueólogo padre João Alfredo Rohr, exibindo 167 peças que integram sua coleção, tombada pelo Iphan em 1986, também está disponível, trazendo uma abordagem aos dois patrimônios arqueológicos inscritos pela UNESCO na Lista de Patrimônio Mundiais: Parque Nacional Serra da Capivara declarado Patrimônio Mundial em 1991 e tombado pelo Iphan em 1993, e Sítio Cais do Valongo inscrito na Lista em 2017.

Serviço
Exposição Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico

Local: SEPS – Quadra 713/913 – Bloco D – Edifício Iphan – Brasília/DF;
De segunda a sexta, das 8h às 18h.
Entrada gratuita, aberta ao público até o dia 15 de março de 2019.

As escolas interessadas em agendar uma visita, precisam entrar em contato com:
Crisvanete de Castro Aquino –  Arqueóloga
Centro Nacional de Arqueologia (CNA) (61) 2024- 6314.

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan

comunicacao@iphan.gov.br
Fernanda Pereira – fernanda.pereira@iphan.gov.br
Íris Lúcia Costa Santos – iris.santos@iphan.gov.br
(61) 2024-5511- 2024-5513 – 2024-5531
(61) 99381-7543
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Publicado por admin

Cerratense de corpo e alma, trabalho na Área Educação Ambiental e Ecologia Humana na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.

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