Nanoestruturação do óleo de Baru (Dipteryx alata Vog.)

Autor(a):

Anna Paula Oliveira Faria

Resumo:

O cerrado brasileiro corresponde a cerca de 23% do território nacional, e estima-se que seja responsável por 5% da biodiversidade mundial. O desenvolvimento sustentável deve contemplar, simultaneamente, o aproveitamento do potencial produtor contido nesse bioma e a minimização dos impactos ambientais decorrentes de sua exploração. O baru (Dipteryx alata Vog.) é uma espécie nativa do cerrado, a qual tem destaque por sua amplitude de ocorrência, propriedades nutricionais e, mais recentemente, propriedades farmacológicas. Com base nessas propriedades e nos benefícios associados à nanoencapsulação de fármacos, o objetivo deste trabalho foi avaliar a nanoestruturação do óleo de baru. As nanocápsulas com óleo de baru, produzidas pelo método de precipitação de polímero pré-formado, apresentaram aspecto leitoso, diâmetro de 396,3 ± 37,7 nm, índice de polidispersão (PDI) de 0,3, potencial zeta de -33,6 ± 0,9 mV, pH de 5,53 ± 0,06 e eficiência de encapsulamento de 36,02%. Após a produção das nanocápsulas, foi analisada a estabilidade da suspensão sob temperatura ambiente pelo período de 30 dias. Nas condições experimentais analisadas, as nanocápsulas contendo óleo de baru possuem características físico-químicas próprias para uso tópico e são estáveis à temperatura ambiente durante 30 dias de armazenamento.

Referência:

FARIA, Anna Paula Oliveira. Nanoestruturação do óleo de Baru (Dipteryx alata Vog.). 2014. 49 f., il. Monografia (Bacharelado em Farmácia)—Universidade de Brasília, Ceilândia-DF, 2014.

Disponível em:

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