Entrevista: Maria Bezerra – Benzedeira; Escola de Almas Benzedeiras de Brasília-DF

Nossa entrevistada de hoje, além de ser super querida e Benzedeira de mão cheia, também é uma super parceira do evento, que com outras mulheres empoderadas, há 3 anos se dedicam em várias ações para que a realização do RAÍZES seja possível. Maria da Conceição Martins Bezerra, 56 anos, mãe de Peri, aquariana, Assistente Social de formação e, Benzedeira como sua Avó Vitória.

Ela nos conta que foi depois de uma inspiração que iniciou seus aprendizados com outras mulheres benzedeiras tradicionais do entorno de Brasília para começar a praticar benzimentos nas Unidades de Saúde e em Parques. Inicialmente, havia o nome de Escola de Benzedeiras de Brasília, mas alguns benzedores também foram se achegando juntamente com outras mulheres que também sentiram essa possibilidade de acessar e honrar os conhecimento ancestrais e hoje já bem conhecida, temos a “Escola de Almas Benzedeiras de Brasília”.

*SOBRE a Escola:

Iniciada em setembro de 2016, tem como guardiã, nossa queria entrevistada: MARIA da Conceição Martins BEZERRA, e nas palavras dela:

“A Escola é um espaço de resgate de saberes e da ancestralidade divina. Trocamos experiências e memórias com as bençãos de nossas mães, avós e bisavós.

A Escola tem como propósito resgatar as memórias e práticas de benzimento. Tem como objetivo facilitar o reconhecimento de homens e mulheres como agentes de cuidados integrais em saúde, para que esses tratamentos e curas para muitas dores e sofrimentos possam ser disseminados e todos possam viver melhor e conectados à natureza sagrada.

Apesar de não ser espaço formal de ensino, recebeu o título de escola por ser um movimento contínuo de aprendizagem. É formada por 56 benzedeiras e benzedores, que se unem para aprender, para colocar a energia em movimento, para cuidar e até curar.

Desde seus primeiros passos a Escola se tornou um lugar de resgate e partilha de saberes com base na oralidade e, desde 2017 vem oferecendo atendimentos à comunidade em Unidades Básicas de Saúde em Brasília, no Distrito Federal. São cerca de quatro rodas de benzimento por mês. Durante o período de isolamento social, oferece na mesma periodicidade os benzimentos à distância, uma vez que essa prática não conhece limitações de tempo e espaço.

A energia do sol desde o alvorecer da manhã, traz o desabrochar das plantas, expansão, calor e abertura necessária à prática de benzer. Ao finalizar o dia, quando a luz do sol vai deixando o céu, por volta das 18 horas, o cair da noite está sob influência de outra energia, mais voltada para a interiorização, para o recolhimento. É hora de encerrar o benzimento, que só em caso de emergência deverá acontecer.”

Disponível em:

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