Educação Ambiental

A noção de educação compreende a relação dialógica da práxis educativa que integra a Ecologia Humana, entendida como o enraizamento dos seres humanos nas suas bases biológica e sócio-cultural, que resultam no sentido do pertencimento à espécie e ao grupo social, interagindo com o impulso criativo de transformação do mundo para projeção de uma nova ordem. A Ecologia Humana nos permite a criação de sentidos, o que significa considerar o papel da subjetividade, da interação social, da gestão sustentável da natureza e do patrimônio cultural e ambiental dos povos do Cerrado.
A educação sob a ótica transdisciplinar e o reconhecimento da Ecologia Humana na tessitura complexa do mundo permitem ressignificar os conceitos de cidadania, sustentabilidade, qualidade de vida, democracia, liberdade, valores humanos, ultrapassando o sentido sócio-econômico da natureza para garantir a existência plena dos seres humanos, dos processos da vida, da diversidade das culturas e de todos os seres vivos com quem compartilhamos a vida na Terra. Além da preservação das culturas e dos seus valores, a educação com foco na Ecologia Humana invoca a identidade do passado e convoca as utopias do futuro para construir no tempo presente uma ação humana capaz de usufruir e cuidar do patrimônio planetário (cultura e natureza) e da qualidade de vida das atuais e futuras gerações.

Prezados Senhores e Senhoras,

A comunidade acadêmica ligada ao campo da educação ambiental (EA), que se faz presente no Grupo de Trabalho de Educação Ambiental (GT 22) da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (ANPEd), em grupos de pesquisa que integram os Encontros de Pesquisa em Educação Ambiental (EPEA), no Colóquio de Pesquisadores em EA da região Sul, dos Encontros Paranaenses de EA, do Fórum Brasileiro de Educação Ambiental e demais espaços regionais, estaduais e locais que se consolidam no território nacional, com acúmulo de vivências, pesquisas, dissertações e teses divulgadas no portal da Capes, vem manifestar seu estranhamento e protesto contra as primeiras medidas e reestruturações implementadas pelo atual e recém-empossado Governo Federal.

Em contradição aos pronunciamentos de posse, que evocavam o compromisso com os caminhos democráticos e o diálogo com toda a sociedade, em suas primeiras medidas percebemos um atropelo e uma falta de escuta ao movimento de mais de 30 anos que vem consolidando a educação ambiental brasileira como uma das referências mundiais nesse campo de conhecimento.

Em parceria com outros movimentos de educadores ambientais, como a Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), constatamos que as reestruturações dos ministérios, realizadas por decreto presidencial em 2 de janeiro de 2019, extinguem setores da educação ambiental dos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente que constituíam o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), instituído pela Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Ressaltamos que as políticas públicas, ao longo de 30 anos, vêm sendo construídas de forma consultiva e participativa junto com a sociedade e, em particular nessa área, com a comunidade de educadores ambientais brasileiros.

Tendo como alicerce a Constituição cidadã brasileira de 1988 que, no inciso VI do § 1º do artigo 225, determina que o Poder Público deve promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino, impondo ao Poder Público e à coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Hoje temos uma série de legislações que regulam as ações das políticas de Estado que contemplam de forma relevante a educação ambiental, tais como:

1) a Política Nacional do Meio Ambiente de 1981;

2) a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996;

3) a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, regulamentada pelo Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002, que dispõe especificamente sobre a Educação Ambiental (EA) e instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e seu Órgão Gestor;

4) as Resoluções do Conselho Nacional de Educação, como a n° 2/2012, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, e a nº 2/2015, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e a Formação Continuada de Professores, entre muitas outras normativas que vêm sendo construídas participativamente por esta larga comunidade de educadores ambientais.

Nessas reestruturações ministeriais definidas no referido decreto, a educação ambiental foi restringida à atuação de uma Secretaria de Ecoturismo do Ministério do Meio Ambiente. Estamos interpretando isso como um grave desmonte, reducionista de uma dimensão educativa considerada na atualidade pela sociedade brasileira, assim como pela comunidade internacional, como fundamental para o enfrentamento da grave crise socioambiental.

As medidas do Executivo provocam mudanças estruturais que impedem e dificultam o cumprimento das leis que garantem a educação ambiental como uma política pública do Estado brasileiro, assim como desconhecem todo o processo que construiu e consolidou a educação ambiental no Brasil. Como autores sociais das políticas que os Senhores estão desmontando, que se somam a outras decisões no campo ambiental, as quais situam o país no rumo do agravamento da crise socioambiental, vimos manifestar nosso protesto, sublinhando a necessidade do retorno dos órgãos gestores (MEC e MMA), com as políticas públicas construídas participativamente com a sociedade civil.

Assinam este manifesto o Grupo de Trabalho em Educação Ambiental (GT22) da Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (ANPEd) e demais signatários:

  1. Ágora: A Temática Ambiental e o Processo Educativo, Unesp Rio Claro
  2. Área de Educação Ambiental e Ecologia Humana da Faculdade de Educação/UnB
  3. Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, ABRAPEC
  4. Associação Brasileira de Psicologia Ambiental e Relações Pessoa-Ambiente, ABRAPA
  5. Associação Cultural e Ecológica Pau Brasil – ACE Pau Brasil – Ribeirão Preto, SP
  6. Associação de Educadores da América Latina e Caribe/AELAC- capítulo Brasil
  7. Associação dos Chacareiros do Núcleo Rural Córrego do Urubu, ANRU-DF
  8. Associação dos Pós-Graduandos da ESALQ/USP
  9. Associação Portuguesa de Educação Ambiental, ASPEA – PORTUGAL
  10. Cátedra Paulo Freire Educação para a Sustentabilidade
  11. Centro de Educação Ambiental, Ciências e Matemática – CEAMECIM – FURG
  12. COLABOR: Grupo Pesquisa em Artes e Linguagens Digitais /Núcleo Ambiente Natural e Urbano na Contemporaneidade – ECA /USP
  13. Coletivo Cuesta Educador CCE, Botucatu, SP
  14. Coletivo de apoio a Educação Indígena do rio de Janeiro Nhoiru Eté, RJ
  15. Coletivo de Pesquisa em Cinema Ambiental do NuPeM/ UFRJ
  16. Coletivo Educador de Bertioga, SP
  17. Coletivo Educador Ipê Roxo – Ribeirão Preto, SP
  18. Coletivo Permaculturalab de educação ambiental, agroecologia e permacultura – Rio de Janeiro, RJ
  19. Comissão Estadual do IBECC, UNESCO de São Paulo
  20. Comunidade de Prática de Pesquisa em educação preventiva Integral e Desenvolvimento humano, CPP/UFPR/PPGE
  21. Departamento de Apoio a Educação Ambiental, Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade da UFSCar
  22. Departamento de Gestão Ambiental da UERN, Mossoró-RN
  23. Discursos da Ciência e da Tecnologia na Educação (UFSC)
  24. Educação, Ambiente e Sociedade (UFPR)
  25. Encontro e Diálogos com a Educação Ambiental, evento organizado pelos discentes e docentes do PPGEA/FURG
  26. Equipe de Estudo e educação Ambiental, EEA, UEFS
  27. Escola de Meio Ambiente, Universidade Estadual do Amazonas
  28. Estação Luz Espaço Experimental de Tecnologias Sociais – Ribeirão Preto, SP
  29. Fórum de Direitos Humanos e da Terra, FDHT – MT
  30. Fuba Educação Ambiental e Criatividade, São Carlos, SP
  31. Fundo do Brasileiro de Educação Ambiental, FunBEA, São Carlos, São Paulo
  32. Geografia, Educação e Meio Ambiente, GEMA, PPGEO, UFJF
  33. GiTaKa: Grupo Infâncias, Tradições Ancestrais e Cultura Ambiental, UNIRIO
  34. Grupo Ciencia, acciones y creencias – Universidad Surcolombiana, COLOMBIA
  35. Grupo de Acompanhamento e Pesquisa em Governança Ambiental, GovAmb – IEE/USP
  36. Grupo de Articulação Extensionista Marechal Rondon – GAER – ESALQ/USP
  37. Grupo de Didáctica de la Biología. Univ de Buenos Aires, ARGENTINA
  38. Grupo de Educação do Campo e Agroecologia, UFRRJ
  39. Grupo de Educação e Interpretação Ambiental – Trilheiros do Sauá, Universidade Federal de Viçosa
  40. Grupo de Estudo e Pesquisa da Complexidade/FURG
  41. Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Ambiental do Estado de Sergipe
  42. Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Ambiental, GEPEA/UFSCar
  43. Grupo de Estudo e Pesquisa Movimentos Docentes, UNIFESP
  44. Grupo de Estudos da Paisagem, PPGEO, UFJF
  45. Grupo de Estudos Desafios da Prática Educativa – GEDePE – ESALQ/USP
  46. Grupo de Estudos e Interações Pessoa-Ambiente – GEPA/UFRN
  47. Grupo de estudos e pesquisa Ambientes e Infâncias, GRUPAI, UFJF
  48. Grupo de Estudos e pesquisas em Ambiente, Educação e Saúde – Gepes Ambiens PPGE e PPGAS/UNIPLAC
  49. Grupo de estudos e pesquisa em Educação Ambiental e Complexidade da PUC/PR
  50. Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis – GEPEAS/UESB
  51. Grupo de estudos e pesquisa em Educação Ambiental, Sustentabilidade e Ambientalizacão – GEPEASA, Unesp Botucatu/SP
  52. Grupo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Ciências – UFC
  53. Grupo de Estudos e Pesquisa em Interculturalidade e Educação em Ciências – GEPIC, UFTM
  54. Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental Dialógica- GEAD da UFC
  55. Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental e Ecologia Humana – GEPEAEH/FE/UnB
  56. Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental, Diversidade e Sustentabilidade (GEPEADS/UFRRJ)
  57. Grupo de estudos e pesquisas em educação ambiental, GEA/UFJF
  58. Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Meio Ambiente/GEAM/Núcleo de Altos Estudos Amazônicos/NAEA/UFPA
  59. Grupo de Estudos e Pesquisas em Formação de Professores da Área de Ciências (FORMAR-Ciências) – Faculdade de Educação – Unicamp
  60. Grupo de Estudos e Pesquisas em Gestão Ambiental, UERN
  61. Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Formação de Professores e Práticas Pedagógicas em Ensino de Ciências e Educação Ambiental (ECiEA) – Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara – Unesp
  62. Grupo de Estudos em Educação Ambiental desde el Sur, GEASur, UNIRIO
  63. Grupo de Estudos em Educação Ambiental docência e questões contemporâneas, UFRPE
  64. Grupo de Estudos em Educação Ambiental e Educação Campesina – GEAC/PPGen/IFMT
  65. Grupo de estudos em educação ambiental e ensino de ciências – Laboratório de Limnologia /UFRJ
  66. Grupo de Estudos em Educação, Cultura, Ambiente e Filosofia, GEECAF-FURG
  67. Grupo de estudos em política ambiental do IEA, USP
  68. Grupo de Estudos sobre Animais Selvagens da Universidade Federal de Viçosa, GEAS/UFV
  69. Grupo de Estudos sobre Fundamentos da Educação Ambiental e Popular – GEFEAP / FURG
  70. Grupo de Investigación Ciencia Educacion y Diversidad, Universidad del Valle. Cali, COLÔMBIA
  71. Grupo de Investigación Conocimiento Profesional del Profesor de Ciencias – Universidad Surcolombiana, COLÔMBIA
  72. Grupo de Investigación Didáctica y Enseñanza de la Biofisica y la Fisiología (GIDEBIOF), Consejo de Formación en Educación (CFE), URUGUAI
  73. Grupo de Investigación e Innovación Docente Educación Científica, Sustentabilidade e Xénero, Universidade de Vigo, ESPANHA
  74. Grupo de Investigación en Didáctica de la Química DIDAQUIM. Universidad Distrital Francisco José de Caldas, Bogotá, D.C, COLÔMBIA
  75. Grupo de investigación en didáctica y aprendizaje de las ciencias naturales y de la química (GIADICIENQ), Facultad de Ciencias Exactas y Naturales, Universidad de Buenos Aires, ARGENTINA
  76. Grupo de investigación en educación ambiental-GEA, Universidad de Tolima, COLÔMBIA
  77. Grupo de Investigación en Pedagoxía Social e Educación Ambiental, Universidade de Santiago de Compostela, USC, ESPANHA
  78. Grupo de investigación en seguridad alimentaria y enseñanza de las ciencias INYUBA,. Universidad de la Paz, COLÔMBIA
  79. Grupo de investigación en seguridad alimentaria y enseñanza de las ciencias INYUBA. Universidad de la Paz. Barrancabermeja, COLÔMBIA
  80. Grupo de Investigación Seminario Permanente de Derecho Ambiental da Universidad Nacional de Córdoba (UNC), ARGENTINA
  81. Grupo de Pesquisa Análise e Planejamento Ambiental da Paisagem e Educação Ambiental – AnPAP-EA – PPGE-UNISUL
  82. Grupo de Pesquisa Ciência Cidadã na Prevenção de Riscos e Desastres/Cemaden
  83. Grupo de Pesquisa Ciranda Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Ambiente – CIPEA/FURG
  84. Grupo de pesquisa Dialogicidade, Formação Humana e Narrativas – DIAFHNA/UFC
  85. Grupo de Pesquisa Direito e Educação Ambiental – GPDEA/FURG
  86. Grupo de Pesquisa Diversidade e Criticidade nas Ciências Naturais, DICCINA, UNIRIO & UFBA
  87. Grupo de Pesquisa e Estudos em Educação e Gestão Ambiental, Mudanças Climáticas e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em áreas Litorâneas – ” Ribombo” – PPGEA/FURG
  88. Grupo de pesquisa e extensão em educação e comunicação ambiental, Gecom – Esalq/Usp
  89. Grupo de Pesquisa Educação, Ambiente e Sociedade (UFPR)
  90. Grupo de Pesquisa Educação, Estudos Ambientais e Sociedade GEEAS, Universidade do Vale do Itajaí
  91. Grupo de Pesquisa Educação, História e Interculturalidade – UFS
  92. Grupo de pesquisa Educação, Saberes e Decolonialidades, PPGE/UnB
  93. Grupo de Pesquisa em Investigações em Artes Visuais/FURG
  94. Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental – UNESP Bauru
  95. Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental e Ensino de Biologia (GPEBio), Centro de Educação da UFPB
  96. Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental e Formação de Educadores – Instituto de Biociências, USP
  97. Grupo de Pesquisa em Educação e Sustentabilidade (GEPES) -UFRPE/Recife
  98. Grupo de Pesquisa em Educação, Natureza e Sociedade – UERJ/UNIGRANRIO
  99. Grupo de Pesquisa em Formação de Professores e Práticas Educativas – GPFORPE, Universidade Regional de Blumenau
  100. Grupo de Pesquisa em Formação e Prática Pedagógica de Professores de Ciências e Biologia (FORBIO) – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
  101. Grupo de Pesquisa em Gestão e Educação Ambiental (PGEA) – UNESP, Tupã
  102. Grupo de Pesquisa em Interações Socioambientais, da Universidade Estadual de Santa Cruz, GEPISA, UESC/BA
  103. Grupo de Pesquisa Informação e Sustentabilidade em Construção Civil da UFPR
  104. Grupo de Pesquisa Linguagens no Ensino de Ciências Freireano – UFRJ
  105. Grupo de pesquisa na área de identidade e formação docente – GRIFO – Instituto Federal de Santa Catarina
  106. Grupo de pesquisa Rede de Experiência, Narrativa e Pedagogia da Resistência – REDExp- UnB
  107. Grupo de Pesquisa SobreNaturezas, PPGAS/UFRGS
  108. Grupo de Pesquisa Sociedade e Ambiente, Unisinos, RS
  109. Grupo de Recerca en Educación per la Sostenibilitat, Escola i Comunitat – GRESC@, Universidade Autônoma de Barcelona, ESPANHA
  110. Grupo de Trabalho de Psicologia Ambiental – ANPEPP (GT50 – Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia)
  111. Grupo de Trabalho ODS, UnB
  112. Grupo ELO – Estudos da Localidade, FFCLRP / USP, Ribeirão Preto
  113. Grupo Ensino de Ciências e Matemática – IFCE, Fortaleza CE
  114. Grupo Interdisciplinar em Pesquisas Socioambientais – IPÊS, Programa de pós-graduação em desenvolvimento regional (PPGDR-FURB)
  115. Grupo Interinstitucional de Pesquisa em Educação Ambiental do Paraná
  116. Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA-UFMT
  117. Grupo Saúde e educação ambiental com ênfase nas relações parasitárias
  118. Grupo Sociedade e Meio Ambiente – IEA/USP
  119. Instituto 5 Elementos Educação para Sustentabilidade, SP
  120. Instituto Ambiental Aondê – Uberaba/MG
  121. Instituto Ambientes em Rede (IAR) – SC
  122. Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura/Ibecc/Unesco de São Paulo
  123. Instituto Caracol, ICA – MT
  124. Instituto de Conservação de Animais Silvestres – ICAS, Campo Grande MS
  125. Instituto ITAPOTY – Desenvolvimento humano e conservação ambiental / Itatinga – SP
  126. Instituto Paulo Freire, IPF, SP
  127. Laboratório de Ações e pesquisas em educação ambiental – Instituto de Biociências, LAPEAr-UNIRIO
  128. Laboratório de Antropologia e Florestas – AFLORA – UFAC
  129. Laboratório de Avaliação e Testagem em Psicologia – Latep/ UFS
  130. Laboratório de Ecologia e Sistemática Vegetal – LESV UERN Mossoró/RN
  131. Laboratório de Educação Ambiental (LEA/EMCT/UNIVALI)
  132. Laboratório de Educação e Gestão Ambiental – IFMT Campus Cáceres
  133. Laboratório de Ensino e Pesquisa em Educação para a Ciência – UENP de Jacarezinho
  134. Laboratório de Estudo das Relações Humano-Ambientais (LERHA-Unifor)
  135. Laboratório de Estudos em Intersubjetividade, Critica Social e Direitos Humanos do IP-USP
  136. Laboratório de Estudos sobre Sistemas Complexos Ambientais – LASCA – UFSCar
  137. Laboratório de etnobiologia e etnoecologia (LETNO) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
  138. Laboratório de Etnobiologia UFJF
  139. Laboratorio de investigacion en didactica de las ciencias Grecia-UC. Pontificia Universidad Catolica – CHILE
  140. Laboratório de Investigações em Educação, Ambiente e Sociedade – LIEAS, UFRJ
  141. Laboratório de Pesquisa em Ciências Sociais, Métodos Qualitativos e Extensão – LaPICS – UnB
  142. Laboratório de Pesquisa em Ensino de Biologia – LADEB, UFC
  143. Laboratório de Pesquisas e Práticas Interdisciplinares em Promoção da Saúde, Subjetividades e Cuidado Socioambiental – LAPPISS – UNICESUMAR
  144. Laboratório de Pesquisas em Psicologia Ambiental (Locus- UFC)
  145. Laboratório de Planejamento Ambiental e Gerenciamento Costeiro (LAPLAN) da Unesp – Campus do Litoral Paulista – São Vicente
  146. Laboratório de Psicologia Ambiental – LAPAM – UFSC
  147. Laboratório de Psicologia Ambiental/UnB
  148. Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental – Lapsea, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA
  149. Laboratório de psicologia socioambiental e intervenção do IP da USO l, USP
  150. Laboratório de Psicologia Socioambiental e Práticas Educativas – LAPSAPE/FFCLRP-USP
  151. Laboratório interdisciplinar de estudos e pesquisas em sociedade, ambiente e educação (Labea/Uern)
  152. Laboratório Kizomba na Mata – UFJF
  153. Laboratório Multiusuário para o Desenvolvimento Integrado de dados e Tecnologias de Ensino, DIDATEC – UFS
  154. Linha de Pesquisa Educação Ambiental e Educação do Campo / Programa de Pós-graduação em Educação/UnB
  155. Linha de Pesquisa Educação científica e cidadania, PPGEduC/ UnB
  156. Movimento Cabuçu, de Guarulhos
  157. Movimento Negro Evangélico, MNE – RJ
  158. Mulherio das Letras Europa – vários países da EUROPA
  159. Museu do Cerrado
  160. Mutirão Agroflorestal – São Joaquim da Barra, SP
  161. Mutirão da Lagoa do Saibro – Ribeirão Preto, SP
  162. Núcleo de Agroecologia Ewè da UFJF
  163. Núcleo de Apoio a Atividades de Cultura e Extensão em Educação e Conservação Ambiental, Esalq/USP
  164. Núcleo de Educação Ambiental, NEA, IFES campus Guarapari
  165. Núcleo de Educação Ambiental – NEA, IFES Campus Piúma
  166. Núcleo de Educação Ambiental, NEA, UFAL
  167. Núcleo de Educação Ambiental – UFSC – Florianópolis/SP
  168. Núcleo de Educação Ambiental e Agroecologia (NEAA/IFES Itapina)
  169. Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (NEMA) – Rio Grande /RS
  170. Núcleo de Ensino e Pesquisa Aplicada – NEPA – UFJF
  171. Núcleo de estudos de Pedagogia Social – UFPR
  172. Núcleo de Estudos e Pesquisa em Educação do Campo, Pedagogia da alternância e Ensino de Agroecologia, Departamento de Educação do Campo, UFRRJ
  173. Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica – NEA/Ifes (Intercampi Itapina, Centro Serrano e Colatina)
  174. Núcleo de Estudos em Educação Ambiental – Centro de Ecologia, NEEA, UFRGS
  175. Núcleo de Estudos em Educação Ambiental e Agroecologia – Sala Verde Caparaó (NEA-Ifes-Ibatiba)
  176. Núcleo de Estudos em Educação, Tecnologia e Ambiente – NEETA – Instituto Federal de Santa Catarina
  177. Núcleo de Estudos socioambientais de territoriais – Nesat, UERN
  178. Núcleo de Pesquisa Geografia, Espaço e Ação NuGea, UFJF
  179. Núcleo Infâncias, Natureza e Arte, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, NINA-UNIRIO
  180. Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudo em Educação Ambiental- NIPEEA/ PPGE/ UFES
  181. Núcleo interdisciplinar de Pesquisa, Extensão e Estudos em Agroecologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – NIA/UFRRJ
  182. Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental, ESALQUSP
  183. Outras Margens: Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Ambiental/UNICAMP
  184. Programa de Educação Ambiental da Floresta de Caxiuana, Estação Científica Ferreira Pena/Museu Paraense Emílio Goeldi/MPEG
  185. Programa de Especialização em Educação Ambiental e Sustentabilidade – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFIL) – Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA) – Santo André-SP
  186. Programa de Extensão Escolas Sustentáveis, UNIFESP
  187. Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Sergipe, UFS
  188. Programa de Pós-Graduação em Educação – Universidade Tuiuti do Paraná
  189. Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental, FURG
  190. Programa de Pós-Graduação em Ensino das Ciências / UFRPE / Recife
  191. Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento – UFPR
  192. Programa de Pós-graduação em Rede em Desenvolvimento e Meio Ambiente – PRODEMA (UFPI, UFC, UFRN, UFPB, UFPE, UFS e UESC)
  193. Programa de pós-graduação em rede nacional e ensino das ciências ambientais da UFS / PROFCIAMB/UFS
  194. Programa de Pós-graduação em Rede Nacional para Ensino de Ciências Ambientais – Polo UEFS
  195. Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional para o Ensino de Ciências Ambientais/PROFCIAMB/UFPA
  196. Projeto Arte da Terra – São Joaquim da Barra, SP
  197. Projeto Reciclando Hábitos /FURB
  198. Projeto Trilha da Natureza – UFSCar – São Carlos/SP
  199. Rebelião
  200. Red Iberoamericana de Educación Superior -RESIB
  201. Rede Acreana de Educação Ambiental, AC
  202. Rede de Ambientalização Curricular na Educação Supervisor – RASES
  203. Rede de Educação Ambiental de São Carlos, SP
  204. Rede de Educação Ambiental do Estado de Rondônia – REARO
  205. Rede Internacional de Pesquisadores em Educação Ambiental e Justiça Climática, REAJA
  206. Rede Mato-grossense de Educação Ambiental, REMTEA
  207. Rede Paraense de Educação Ambiental, PA
  208. Rede Paranaense de Educação Ambiental, PR
  209. Rede ProsEAndo de Educação Ambiental – Ribeirão Preto, SP
  210. Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental – REASul
  211. Rede Universitária de Programa de Educação Ambiental e Sociedades Sustentáveis
  212. Resclima, Universidade da Coruña, UC – ESPANHA
  213. Rizoma, UEFS
  214. Sala Verde Arte na Terra – São Joaquim da Barra, SP
  215. Sala Verde da Luz – Ribeirão Preto, SP
  216. Sala Verde Palotina, PR
  217. Sala Verde Pau Brasil – Ribeirão Preto, SP
  218. Sala Verde Rede de Educação Ambiental da Alta Paulista (REAP)
  219. Sala Verde: Observatório de Educação, Saúde, Cidadania e Justiça Socioambiental – Vale do Itajaí (SC)
  220. Sociedade Ecológica Amigos do Embu, SEAE – SP
  221. Sustentabilidade e Saúde Ambiental, UNESC/SC
  222. TERRA – Temas Especiais Relacionados ao Relevo e à Água, PPGEO, UFJF

Nos livros didáticos usados em escolas públicas do ensino fundamental e médio no Distrito Federal, o Cerrado é tratado de maneira acrítica quanto à sua situação de degradação e importância para a manutenção da biodiversidade mundial. Todas as figuras dos livros mostram uma vegetação típica do cerrado sentido restrito com árvores tortuosas, sem considerar que o Cerrado possui formações campestres, savânicas e florestais, o que contribui para sua estereotipização como algo feio, inútil, improdutivo biologicamente e pouco diverso. O conteúdo é tratado em cada livro de maneira bem resumida, não levando em consideração a real importância do Cerrado para a manutenção da vida no Planeta Terra, por este motivo decidimos desenvolver o dvd “Alfabetização Ecológica: ABCERRADO” (2013) para oferecer um leque de informações gerais sobre o sistema biogeográfico do Cerrado aos educadores e contribuir na elaboração de um projeto de Educação Ambiental que envolva todos os sujeitos da escola – direção, professores, estudantes, funcionários, mães e pais – numa ação transversal e interdisciplinar dentro do Projeto Político Pedagógico de cada escola. 

O Cerrado como um sistema biogeográfico possui uma rica sociobiodiversidade e uma eco-história de 11 mil anos que não são reconhecidas nem valorizadas quer pelas políticas de proteção ambiental e instituições educativas, quer pelas próprias populações que nele habitam, especialmente urbanas. Com isso, o dvd Alfabetização Ecológica: ABCERRADO pretende contribuir na form-Ação dos participantes de uma comunidade, quer seja professores, mães e pais das família locais, estudantes, lideranças locais, dirigentes de instituições públicas e privadas, OnG’s, etc, para mostrar a cara do Cerrado e sensibilizar a todos em sua defesa e reverter os efeitos de devastação que vem sofrendo nas últimas décadas.

Existe um Cerrado Profundo (parafraseando ao antropólogo mexicano Guillermo Bonfil) formado pelas comunidades tradicionais e povos indígenas – vazanteiros, geraizeiros, quilombolas, veredeiros, raizeiras, ciganos, quebradeiras de coco, extrativistas, comunidades ribeirinhas, povos indígenas (Ava-canoeiros, Xavante, Karajá, Xerente, Tapuia, Javaé, Timbira (Krahó e Apinajé), Kayapó, Bororo, Xacriabá e outros) –  que precisam ser conhecidos, reconhecidos e valorizados na e pela sociedade brasileira pois eles são os guardiões e as guardiãs do Cerrado, nossos mestres.

A metodologia apresentada no dvd baseia-se no Projeto ABCerrado, a Matomática e o Bicho Serrador, idealizado pelo Prof. Paulo Pereira da Secretaria de Educação do Distrito Federal desde a década de 90’s.  A proposta promove a alfabetização de crianças a partir do alfabeto de plantas e animais do Cerrado e do seu cotidiano e contexto social, físico e cultural local. As atividades de leitura, interpretação e escrita de textos que tem o Cerrado como eixo e através de poesias, música, desenho, pintura, jogos, parlendas motiva-os a aprender a ler e a escrever mas vamos além das letras e números, ou seja, estimulamos valores imprescindíveis para a convivência entre humanos e não-humanos como solidariedade, respeito incondicional, amorosidade.
Ao invés de aprenderam o “A” do avião, aprenderão o A do araticum, uma fruta nativa do Cerrado que além de ser uma fruta que pode ser consumida ao natural, também pode ser utilizada em sucos, bolos, biscoitos e bolachas, picolés, sorvetes, geléias e diversos doces onde as crianças poderão aprender a degustá-la, plantá-la no quintal de casa e sentir que estão colaborando para melhorar o ambiente de sua moradia como da sua comunidade.

A alfabetização ecológica contempla não somente a decodificação dos signos para as crianças que estão aprendendo a ler e a escrever, mas sobretudo, a alfabetização de educadores do ensino fundamental e médio pois desejamos contribuir a que suas aulas dialoguem com as questões socioambientais locais e globais. No dvd apresentamos planos de ensino prontos para estimular e facilitar a dinâmica em sala de aula mas logicamente que cada educador@ terá a liberdade de modificá-los e/ou adaptá-los aos seus interesses didáticos e de seus estudantes. Não podemos ensinar aquilo que não sabemos, nem cuidar daquilo que não valorizamos, por este motivo é que precisamos investir na form-Ação dos professores e promover sua sensibilização e mobilização para a conservação/preservação/recuperação do planeta Terra, em específico do Cerrado, e para isso, precisamos investir na formação de cidadãos através da participação direta dos educadores/estudantes na sociedade, respeitando a diversidade local e favorecendo sua integração com o grupo e sua comunidade.

No dvd também irão encontrar um Glossário, uma Biblioteca, modelos de Oficinas vivenciais, Músicas, Videos e Links de instituições públicas e privadas relacionadas com questões ambientais.

O dvd também tem sido usado na Alfabetização de Jovens e Adultos em algumas escolas do DF como o Centro de Ensino Fundamental Engenho das Lages no Núcleo Rural Engenho das Lages, Gama-DF. De maneira que a nossa proposta não se restringe à educação infantil.

Caso alguma escola deseje a apresentação do dvd Alfabetização Ecológica: ABCerrado, entre em contato conosco:

Profa Dra Rosângela Corrêa: roscorrea@unb.br

Faculdade de Educação – Universidade de Brasília

Compreende-se a ecologia humana como um campo multirreferencial em que todas as ciências trazem contribuições, que resultam na compreensão de como podemos ser conhecedores de nós mesmos e do mundo, e como isto pode nos ajudar a transformar nosso estar no mundo e alimentar a transformação pessoal e sócioambiental. A ecologia humana como um campo aberto, interdisciplinar e pluriparadigmático, nos ajuda a exercitar nossa compreensão-ação do homem no mundo numa perspectiva de construir um processo educativo que possibilite ao sujeito individual ou coletivo re-fazer o seu fazer, a partir da ampliação do seu próprio ponto de vista de uma forma mais complexa, criativa, integral e dialógica.

“Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a não ser em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural reorientando os objetivos da produção de bens materiais e imateriais. Esta revolução deverá concernir, portanto, não só às relações de forças visíveis em grande escala, mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo”. (Guatarri 1990, p.9).

É a partir deste nível molecular que se inicia o processo de Educação Ambiental e Ecologia Humana. É na interface entre ecologia da mente, do desejo, do corpo, da linguagem, do esquecimento, da representação e da contradição, naquele campo onde cada homem é particular e geral, onde corpo e mente se tornam muitas vezes inimigos dissonantes, onde o coletivo é fruto das inúmeras tomadas de decisões de todos retroagindo sobre o todo, é ali que nós nos colocamos como observadoras participantes deste movimento para compreender e construir uma forma de diálogo de cada um consigo mesmo, com os outros internalizados nas suas mais variadas nuances, com o seu contexto de relações compreendidos como um processo de ação – interpretação – ação.

Por sua vez, este homem deve ser entendido como produto e produtor de uma cultura, da qual não deve ser dissociado. Segundo Guatarri, mais do que nunca a natureza não pode ser separada da cultura e precisamos aprender a pensar “tranversalmente as intenções entre ecossistemas, mecanosfera e universos de referências sociais e individuais” (1993, p.25).

Nessa perspectiva, compreende-se a ecologia humana como um campo multirreferencial em que todas as ciências trazem contribuições, que resultam na compreensão de como podemos ser conhecedores de nós mesmos e do mundo, e como isto pode nos ajudar a transformar nosso estar no mundo e alimentar a transformação pessoal e sócioambiental.

Nesse sentido, compreende-se a ecologia humana como um campo aberto, interdisciplinar e pluriparadigmático, que nos ajuda a exercitar nossa compreensão-ação do homem no mundo numa perspectiva de construir um processo educativo que possibilite ao sujeito individual ou coletivo re-fazer o seu fazer, a partir da ampliação do seu próprio ponto de vista de uma forma mais complexa, criativa, integral e dialógica.

A noção de educação compreende a relação dialógica da práxis educativa que integra a Ecologia Humana, entendida como o enraizamento dos seres humanos nas suas bases biológica e sócio-cultural, que resultam no sentido do pertencimento à espécie e ao grupo social, interagindo com o impulso criativo de transformação do mundo para projeção de uma nova ordem. A Ecologia Humana nos permite a criação de sentidos, o que significa considerar o papel da subjetividade, da interação social, da gestão sustentável da natureza e do patrimônio cultural e ambiental dos povos do Cerrado.

A educação sob a ótica transdisciplinar e o reconhecimento da Ecologia Humana na tessitura complexa do mundo permitem ressignificar os conceitos de cidadania, sustentabilidade, qualidade de vida, democracia, liberdade, valores humanos, ultrapassando o sentido sócio-econômico da natureza para garantir a existência plena dos seres humanos, dos processos da vida, da diversidade das culturas e de todos os seres vivos com quem compartilhamos a vida na Terra. Além da preservação das culturas e dos seus valores, a educação com foco na Ecologia Humana invoca a identidade do passado e convoca as utopias do futuro para construir no tempo presente uma ação humana capaz de usufruir e cuidar do patrimônio planetário (cultura e natureza) e da qualidade de vida das atuais e futuras gerações.

Essa concepção de ecologia humana diz respeito também à educação, que vem perdendo gradativamente em função da cultura de massa, da revolução informática, da problemática ambiental e das próprias discussões epistemológicas, suas referências de como formar às gerações futuras. É preciso descobrir novos caminhos pedagógicos para lidar com este momento.

A educação poderá auxiliar muito na transmissão e no fortalecimento de valores autotranscendentes, que envolvem as dimensões individual, social e planetária (Pato, 2011), como igualdade, justiça social, respeito ao outro e às diversas formas de vida, entre outros, visando a emergência de novas maneiras de Ser e de estar no mundo.

Neste sentido, cabe à educação reorganizar o processo de conhecimento, a partir de novas premissas, utilizando-se de todas as dimensões de que o ser humano dispõe, sejam elas racionais, emocionais, intuitivas e corporais, tendo como perspectiva que os grupos de indivíduos caminhem para uma construção própria que os ajude a se compreenderem melhor como coletivo de individualidades, inserindo-se no mundo com uma identidade, ou descobrindo-se como transitoriedade, ou mesmo se reconstituindo sob padrões que permitam rearticular seus valores, sua qualidade de vida e sua participação social.

Estes processos afetam todos os cidadãos, mas, certamente, não da mesma forma, uma vez que as camadas menos privilegiadas têm uma relação diferenciada, tanto com o processo produtivo como com o acesso aos produtos da cultura e natureza e as expectativas de construção identitária.

Em termos gerais, a concepção de educação ambiental adotada por nós visa resgatar a articulação entre os aspectos pessoais, socioculturais e naturais que dão sustentação à vida no planeta, de forma a recuperar a compreensão de que a qualidade e a sustentabilidade da vida incluem tanto a saúde das pessoas e grupos quanto a do próprio ambiente onde estes vivem.

É nesse sentido também que falamos de gestão ambiental. Gestão aqui é entendida como um processo de organizar as relações, mediando os diferentes interesses e necessidades de indivíduos, grupos e sistemas vivos e tecnológicos, buscando viabilizar as ações concretas que permitam solucionar as situações detectadas como problemas por estes mesmos grupos, sem ignorar as diferenças de perspectivas individuais. Esta gestão é entendida como participação e diálogo entre os diferentes atores, em torno de situações concretas, historicamente compreendidas e geograficamente contextualizadas.

A gestão ambiental deve ter por base a descoberta de princípios éticos que legitimem novas formas de organização das relações entre pessoas, grupos e destes com o ambiente, de modo a permitir administrar suas necessidades, desejos e problemas. Tais princípios éticos devem ser buscados a partir do modo de ser e de transformar o mundo característico de cada grupo, seus desejos, metas e estilos de vida próprios.

Porém,  como processo educativo,  a gestão ambiental precisa ir além dos estilos de vida atualmente praticados pelos grupos em questão, buscando fundamentar a construção ética das novas ações, a partir de um instrumental pedagógico que faça emergir uma autoconsciência pessoal e grupal singular e crítica, a consciência das potencialidades ainda não experimentadas e dos processos ecológicos que caracterizam a vida nos ecossistemas e exigem a transformação dos padrões de comportamento humano. Esta concepção de educação/gestão ambiental fundamenta-se em pressupostos de Ecologia Humana, nos quais a consciência de si e do outro é colocada como pré-requisito essencialmente necessário para que os papéis sociais possam ser exercidos de forma clara,  transparente,  dialeticamente associados e dissociados das identidades das pessoas  que os exercem, de maneira a permitir a sintonia entre as diversas partes de um todo organizado e direcionado para um projeto comum.

Assim, para que ocorra a construção das mediações que caracterizam os processos de gestão ambiental, é fundamental que se trabalhe dentro de uma meta educativa, entendida como ações que visam a vivência e a reflexão coletiva e crítico-criativa, necessária à descoberta dos valores que possam fundamentar o viver humano e as relações sociedade-natureza, tanto em nível dos grupos específicos como da comunidade mais geral.

DANSA, Claudia Valéria de Assis ; PATO, Claudia ; CORRÊA, Rosângela . Educação Ambiental e Ecologia Humana: Contribuições para um debate. In: Juracy Marques. (Org.). Ecologias Humanas. 1ed.Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, 2014, v. 1, p. 207-216.

O Dia do Cerrado foi fixado em 11 de setembro, por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 é também uma homenagem ao ambientalista e um dos fundadores da Rede Cerrado, Ary José de Oliveira, o Ary Pára-Raios. A data do nascimento do ambientalista, ator, diretor de teatro e árduo defensor dos direitos humanos e do meio ambiente nos compromete a seguir sua luta que é a de todas e todos que defendemos a Vida.

Ary Pára-Raios transformou a cultura do bioma Cerrado em arte mambembe, ele foi o fundador do grupo teatral Esquadrão da Vida – uma das mais conhecidas troupe de artistas do Distrito Federal. Comprometido com a causa socioambiental, Ary Pára-Raios participou de diversas discussões em audiências públicas e em reuniões de colegiados, onde fazia da arte um instrumento para transmitir o recado direto e correto para as autoridades e a sociedade civil. Entre vários debates que ele se envolveu, destaque para o Código Florestal.

Aos 63 anos, Ary Pára-Raios faleceu vítima de um câncer, deixando um legado de esperança para os brasileiros.

  • Política Nacional de Educação Ambiental
    A Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA foi instituída pela Lei nº 9.795/99, e tem a coordenação a cargo do Órgão Gestor, Ministérios do Meio Ambiente e da Educação. São atribuições do Órgão Gestor:

    I – definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional;

    II – articulação, coordenação e supervisão de planos, programas e projetos na área de educação ambiental, em âmbito nacional;

    III – participação na negociação de financiamentos a planos, programas e projetos na área de educação ambiental.

    Nas escolas, a Educação Ambiental deverá estar presente em todos os níveis de ensino, como tema transversal, sem constituir disciplina específica, como uma prática educativa integrada, envolvendo todos os professores, que deverão ser treinados para incluir o tema nos diversos assuntos tratados em sala de aula.
    Política Nacional de Educação – PDF

  • Plano Distrital de Educação Ambiental

  • Lei Distrital nº 3.833/2006– Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política de Educação Ambiental do Distrito Federal, cria o Programa de Educação Ambiental do Distrito Federal, complementa a Lei Federal nº 9.795/ 99 no âmbito do Distrito Federal, e dá outras providências.
  • Lei Distrital nº 4.920/2012– Dispõe sobre o acesso dos estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal ao patrimônio artístico, cultural, histórico e natural do Distrito Federal, como estratégia de educação patrimonial e ambiental.
  • Decreto Distrital nº 31.129/2009– Regulamenta a Lei nº 3.833, de 27 de março de 2006, que dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política de Educação Ambiental do Distrito Federal, cria o Programa de Educação Ambiental do Distrito Federal, complementa a Lei Federal nº 9.795/99, no âmbito do Distrito Federal, e dá outras providências.
  • Resolução Conama nº 422/2010– Estabelece diretrizes para as campanhas, ações e projetos de Educação Ambiental, conforme Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, e dá outras providências.
  • Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Distrito Federal – CIEA/DF

    A CIEA/DF é um colegiado com a tarefa de construir canais de diálogo para a efetiva implantação da Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA (Lei nº 9.795/99) e da Política Distrital de Educação Ambiental – PDEA (Lei nº 3.833/2006).

    Art. 2º. A CIEA/DF tem por finalidade promover a discussão, a gestão, a coordenação, o acompanhamento e a avaliação, bem como a implementação das atividades de educação ambiental no Distrito Federal.

    Regimento interno da CIEA – PDF

  • Núcleo de Educação Ambiental (NEA) do Parque Nacional de Brasília

    Popularmente conhecido como Água Mineral, o Parque Nacional de Brasília vai muito além de suas piscinas de águas correntes, que há anos encantam os brasilienses e turistas. São mais de 42 mil hectares de área; 260 mil visitantes anuais; duas trilhas (a Cristal Água – com cinco quilômetros e a Capivara – com aproximadamente 1,3 km); um Núcleo de Educação Ambiental; um espaço para prática de meditação, conhecido como Ilha da Meditação; diversos tipos de vegetação; e fauna abundante e diversificada, composta por espécies raras ou ameaçadas de extinção. Além das belezas naturais, os córregos e represas do parque são responsáveis por 25% do abastecimento de água da capital.

    O Parque tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico. O Parque abrange as regiões administrativas de Brasília, Sobradinho (DF), Brazlândia (DF) e o município goiano de Padre Bernardo.

    O parque possui um Núcleo de Educação Ambiental – NEA, que tem como missão “atuar para a formação de uma consciência sócio-ambiental, comprometida com a ética e os valores humanos, na promoção do Desenvolvimento de Sociedades Sustentáveis” (DIAS, 2004, p. 69). O programa de Educação Ambiental do Núcleo de Educação Ambiental do PNB tem como Marco Conceitual as recomendações da Política Nacional de Educação Ambiental e observa ainda as recomendações da Diretoria de Educação Ambiental do IBAMA. Segundo essas premissas, o ambiente é visto em sua totalidade, superando a visão reducionista, meramente biológica, para configurar-se em dimensões socioambientais.
    A missão do Núcleo de Educação Ambiental é atuar para a formação de uma consciência socioambiental, comprometida com a ética e os valores humanos na promoção do desenvolvimento de sociedades sustentáveis. Dentre os vários princípios desse núcleo podemos destacar: a valorização de uma sociedade democrática, ambientalmente correta e socialmente justa; a promoção da sustentabilidade do Parque Nacional de Brasília; utilizar recursos naturais e matérias de consumo de forma parcimoniosa; observar as orientações das políticas públicas: Legislação Ambiental, Sistema Nacional de Unidades de Conservação, Política Nacional de Educação Ambiental.

  • Educação Ambiental do Jardim Botânico de Brasília

    A Diretoria de Educação Ambiental do Jardim Botânico de Brasília, composta pelas Gerências de Oficinas Pedagógicas, de Apoio Educacional e de Biblioteconomia, é responsável pela coordenação e execução de programas de sensibilização da comunidade escolar e sociedade em geral para a preservação e conservação do meio ambiente, além do resgate e valorização de conhecimentos tradicionais das populações do Cerrado por meio do contato com a natureza.

    Os visitantes podem desfrutar de trilhas que atravessam diferentes fitofisionomias do Cerrado. Algumas apresentam placas que identificam as espécies vegetais mais comuns. Em todos os roteiros são destacados aspectos relevantes à preservação e conservação do Bioma Cerrado.

    Existem espaços onde os grupos atendidos podem aprender sobre práticas sustentáveis, como a Casa de Permacultura, o Jardim de Cheiros e a Biblioteca do Saber, local para realização de oficinas e também para o projeto Tela Verde – desenvolvido em parceria com o Ministério do Meio Ambiente – MMA, que disponibiliza mais de 80 vídeos sobre temas ambientais.

    Os educadores ambientais do JBB atendem escolas da rede pública e particular de ensino, universidades e grupos em geral, agendados previamente. Os estudantes e o público em geral têm oportunidade de percorrer as trilhas e aprender sobre a flora e a fauna do Cerrado. O trabalho realizado com os visitantes possui abordagem científica em diálogo com saberes tradicionais.

    A visita guiada orienta para o acesso a uma ideia geral sobre o bioma em que vivemos, complementando na vivência o conteúdo teórico ministrado pelos espaços de educação formal.

    A Educação Ambiental também apoia ações de prevenção a incêndios, fazendo campanhas junto à vizinhança para evitar a queima de podas e de lixo em seus lotes.

    Site: http://www.jardimbotanico.df.gov.br/educacao-ambiental/

    Jardim Botânico de Brasília, SMDB, Área Especial, s/n – Lago Sul, Brasília – DF

    Telefone: (61) 3366-5597

    Email: ascom@jbb.df.gov.br

  • Fundo Brasileiro de Educação Ambiental – FunBEA

    O FunBEA é um fundo privado de interesse público, que tem como missão captar e aportar recursos estratégicos para o fomento de ações estruturantes no campo da educação ambiental, em consonância com políticas públicas vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) e demais política do campo socioambientais, voltadas ao enraizamento da educação comprometida com processos radicalmente participativos e sustentáveis e com especial atenção às comunidades de base e aos educadoras/es ambientais populares. Tem como premissa fomentar, articular e formar grupos multisetoriais que implementam projetos de mobilização e capacitação nas diferentes temáticas voltadas ao desenvolvimento integrado e sustentável do território.

    O fundo atua a partir de três pilares:

    I. Político – promoção, conexão e fortalecimento das Políticas Públicas com a participação da sociedade civil organizada;
    II. Financeiro – fonte de fomento para Educação Ambiental, buscando o controle social por meio de mecanismos de descentralização, redução da burocracia e ampliação da transparência dos recursos e das formas de participação;
    III. Formador – promoção do aprofundamento e da qualificação das ações de Educação para sustentabilidade, aqui entendidas como ações críticas e emancipatórias de ação/intervenção no território.

Site: http://www.funbea.org.br/

REDES TERRITORIAIS (ESTADUAIS, REGIONAIS E LOCAIS)

 REGIÃO SUDESTE

  1. Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro – REARJ
  2. Rede Capixaba de Educação Ambiental – RECEA
  3. Rede de Educação Ambiental de São Carlos – REA-SC
  4. Rede Mineira de Educação Ambiental – RMEA
  5. Rede Paulista de Educação Ambiental – REPEA

6 Rede de Educação Ambiental da Bacia do Rio São João – REAJO (RJ)

  1. Rede de Educação Ambiental da Região dos Lagos – REA-LAGOS (RJ) (Sem informações atualizadas)
  2. Rede de Educadores Ambientais da Baixada Fluminense (RJ)
  3. Rede de Educadores Ambientais da Baixada de Jacarepaguá (RJ)
    10. Rede Estrada Parque de Educação Ambiental – (Barbacena – MG) (Sem informações atualizadas)
    11. Rede de Educadores Ambientais de Niterói (RJ) (Em reestruturação)

12.Rede de Educadores Ambientais do Médio Paraíba do Sul (RJ) (Em reativação)

  1. Rede de Educação Ambiental do Litoral Norte Paulista (SP)
  2. Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista (SP)
  3. 15. Rede de Educação Ambiental da Serra dos Órgãos – REASO (RJ)
  4. Rede Proseando de Educação Ambiental de Ribeirão Preto (SP)

 REGIÃO NORDESTE

  1. Rede de Educação Ambiental da Bahia – REABA (BA)
  2. Rede de Educação Ambiental da Paraíba – REAPB (PB)
  3. Rede de Educação Ambiental de Alagoas– REAAL (AL)
  4. Rede de Educação Ambiental do Rio Grande do Norte – REARN (RN)
  5. Rede Cearense de Educação Ambiental (CE) (Em reativação)
  6. Rede Nordestina de Educação Ambiental (Desativada)
  7. Rede de Educação Ambiental de Pernambuco (Desativada)
  8. Rede de Educação Ambiental de Sergipe (Em reativação)
  9. Rede de Educação Ambiental do Maranhão – REAMA (Desativada)

REGIÃO CENTRO-OESTE

  1. Rede de Educação e Informação Ambiental de Goiás – REIA-GO (Em reativação)
  2. Rede Matogrossense de Educação Ambiental – REMTEA
  3. Rede de Educação Ambiental do Mato Grosso do Sul – REAMS
  4. Rede Pantanal de Educação Ambiental – AGUAPÉ  (Em reativação)
  5. Rede de Educação Ambiental do Cerrado – REA Cerrado (Desativada)
  6. Rede de Educação do Distrito Federal (Desativada)

REGIÃO NORTE

  1. Rede Paraense de Educação Ambiental – REDEPAEA
  2. Rede Acreana de Educação Ambiental – RAEA (Desativada)
  3. Rede Carajás de Educação Ambiental (Desativada)
  4. Rede de Educadores Ambientais da BR 222 (Pará e Maranhão) (Desativada)
  5. REARO – Rede de Educação Ambiental de Rondônia
  6. Rede Voluntária de Educação Ambiental (Belém- PA) (Desativada)
  7. Rede de Educação Ambiental do Amazonas (Em reestruturação)

REGIÃO SUL

  1. Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental – REASUL
  2. Rede Paranaense de Educação Ambiental – REA-PR
  3. Rede Educação Ambiental da Bacia do Itajaí – REABRI (Desativada)
  4. Rede Regional de Educação Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Desativada)

43.Rede de Educação Ambiental Gaúcha Integradora – REAGI (Desativada)

REDES TEMÁTICAS

  1. Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis – RUPEA
  2. Rede de Informação e Documentação em Educação Ambiental – IIDEA
  3. Rede ECOSURFI
  4. Rede de Centros de Educação Ambiental – REDE CEAS (Em reestruturação)
  5. Rede Brasileira de Educomunicação – REBECA (Desativada)
  6. Rede de Educação Ambiental Costeira e Marinha – REACOMAR 
  7. Rede Materiais de Educação Ambiental
  8. Rede de Educação Ambiental para Escolas Sustentáveis(Em reestruturação)
  9. Rede de Educação Ambiental Linha Ecológica
  10. Rede de Educação Ambiental da Primeira Infância – REAPI
  11. REDE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL INCLUSIVA  (Sem informações atualizadas) 

  REDES DE JUVENTUDE

     55- Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade – REJUMA (Em reativação)

  1. Rede Olhares da Juventude (Em reativação)
  2. Articulação Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente no Brasil(Em reestruturação)
  3. RECEJUMA (Desativada)

ARTICULAÇÃO DE REDES DA MALHA DA REBEA

REDE DO LAGO – Rede de diálogos entre facilitadores de várias redes estaduais/territoriais para o fortalecimento dos Diálogos Inter Redes

REDES EM DIÁLOGOS COM A REBEA

Não integram a Facilitação Nacional da REBEA

RASES – Rede temática de Ambientalização e Sustentabilidade na Educação Superior

FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGs , Movimentos Sociais

REBAL – Rede Brasileira de Agendas 21 Locais

REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental

GEAI / REVISTA EA EM AÇÃO

Rede JATAIAPIS

Rede Rampa de Acesso Livre

REDES EM DIÁLOGOS COM A REBEA

REDES INTERNACIONAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Não integram a Facilitação Nacional da REBEA

Rede de Educação Ambiental Latina – REALatina

Rede Ibero-Americana de Educação Ambiental e Turismo – REATur

Rede Lusófona de Educação Ambiental 

Alianza de Redes Iberoamericanas de Universidades por la Sustentabilidad y el Ambiente  – ARIUSA

Planejamento e Elaboração do Documento: Facilitadores da Rede IIDEA (RJ);  Pesquisa: Jacqueline Guerreiro (jacguerreiro@gmail.com);

Sistematização: Jacqueline Mira (listasrebea@yahoo.com.br), Maiqui Barbosa (listasrebea@yahoo.com.br)

FONTES UTILIZADAS:

  1. a) http://encontrorebea.blogspot.com.br/p/as-redes-da-malha-da-rebea.html
  2. b) Levantamento realizado por Jacqueline Guerreiro (REARJ e Rede IIDEA) em 2014, por ocasião das discussões acerca do VIII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental
  3. c) Discussão travada nas listas de discussão da REBEA e da Facilitação Nacional da REBEA em 2014 sobre levantamento das redes existentes
  4. d) Levantamento de Antônio Guerra (REASUL) em 2016, por ocasião das discussões sobre o IX Fórum Brasileiro de Educação Ambiental
  5. e) Mensagens na Lista da REBEA e da Facilitação Nacional da REBEA em 2016-2017
  • Educação Ambiental e Ecologia Humana: Contribuições para um debate.
    “Compreende-se a ecologia humana como um campo multirreferencial em que todas as ciências trazem contribuições, que resultam na compreensão de como podemos ser conhecedores de nós mesmos e do mundo, e como isto pode nos ajudar a transformar nosso estar no mundo e alimentar a transformação pessoal e sócioambiental. A ecologia humana como um campo aberto, interdisciplinar e pluriparadigmático, nos ajuda a exercitar nossa compreensão-ação do homem no mundo numa perspectiva de construir um processo educativo que possibilite ao sujeito individual ou coletivo re-fazer o seu fazer, a partir da ampliação do seu próprio ponto de vista de uma forma mais complexa, criativa, integral e dialógica.”

  • Educação Ambiental e Ecologia Humana: Fundamentos Para um Debate.
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  • Educando pelas trilhas do Cerrado. Um roteiro de ações para introduzir a educação ambiental em escolas e comunidades
    “Educando pelas trilhas do Cerrado, a Associação dos Amigos das Florestas (AAF), em parceria com a Rede de Sementes do Cerrado, propõe um roteiro de ações para introduzir a educação ambiental em escolas e comunidades, incentivando a preservação da vida por meio da cooperação, de parcerias e de participações em rede. As ações de educação voltadas para a sustentabilidade, vivenciadas nas diversas atividades do Projeto Semeando o Bioma Cerrado, dirigidas a um público infanto-juvenil, a professores e à comunidade em geral, repassam, por meio de uma abordagem transdisciplinar, princípios básicos da ecologia, mas, acima de tudo, estimula um profundo respeito pela natureza.”
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  • Mapeamento de tendências na produção acadêmica sobre Educação Ambiental
    “Este trabalho procurou configurar o cenário das pesquisas apresentadas na área de Educação Ambiental – EA nas reuniões anuais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – Anped, no período de 2003 a 2007, a partir da solicitação do grupo de EA da Anped (GT-22). Buscou-se, com isso, elucidar as tendências temáticas, teóricas e metodológicas na produção acadêmica sobre EA e compreender a diversidade que constitui esse campo de investigação e de ação pedagógica. Foram considerados 66 trabalhos apresentados nas cinco reuniões analisadas. Os resultados foram articulados considerando-se: evolução da temática; linha temporal associada à diversificação temática, teórica e metodológica; localização espacial; e articulação entre as áreas ambiental, de educação e de EA. Observa-se concentração da produção no eixo sul-sudeste do Brasil, predominância da abordagem socioambiental e de uma visão crítica da EA ao longo dos anos e ênfase na educação formal e no método qualitativo.”
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  • As águas que nos nutrem, conectam e ensinam: uma pesquisa-ação no Parque Olhos D’água
    “A presente dissertação encontra-se referenciada nos pressupostos epistemológicos do paradigma da complexidade e da ecologia de saberes, através de uma compreensão reflexiva sobre o período de crise ambiental e transição paradigmática em que vivemos. Busca contribuir através do estabelecimento de conexões teóricas entre a ecologia e a educação, para o desenvolvimento de práticas educativas ambientais.
    A educação ambiental desenvolvida possui alicerces na construção do sujeito ecológico, utilizando as bases epistemologicas da ecologia humana e da ecologia profunda para compreender a interação entre humano e meio ambiente, em suas distintas naturezas e propósitos.”
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  • Quando o Parque (ainda) não é nosso. educação ambiental, pertencimento e participação social no parque sucupira, Planaltina (DF)
    “O presente estudo parte da premissa teórica das macro tendências político ideológicas da Educação Ambiental como referências estruturantes para analisar os sentidos presentes nas práticas de Educação Ambiental desenvolvidas no âmbito do
    Parque Sucupira, situado em Planaltina (DF). “
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  • A prática da educação ambiental em uma escola pública do Distrito Federal: um estudo de caso no ensino médio.
    “Este trabalho discute a inserção da Educação Ambiental por meio de um estudo de caso em uma escola de ensino médio da rede pública do Distrito Federal, utilizando como metodologia a etnopesquisa orientada pela escuta sensível dos seus protagonistas. Investiga-se de que forma acontece a inserção da Educação Ambiental (EA) na escola com intenção de compreender e avaliar à luz das referências dos seus autores e atores as dificuldades e acertos, identificando aspectos facilitadores dessa implantação na perspectiva de uma abordagem transversal das questões socioambientais no ensino formal.”
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