Brasília Ambiental lança coleção de cartazes em homenagem aos povos ancestrais
Brasília Ambiental lança coleção de cartazes em homenagem aos povos ancestrais
O Instituto Brasília Ambiental, por meio de sua Unidade de Educação Ambiental (Educ), lançou no último sábado, 13/6, a coleção de cartazes Povos Ancestrais, Povos e Comunidades Tradicionais no Cerrado do Distrito Federal.
O lançamento aconteceu na reserva indígena Kariri-Xocó, localizada no Noroeste, escolhida para o evento por guardar a memória de acolhimento dos povos indígenas e demais comunidades como ciganos, povos de matriz africana, raizeira, benzedeira, entre outros.
A Educ explica que a Coleção é oriunda da realização do Projeto Oficinas de Educação Socioambiental com e para Povos e Comunidades Tradicionais no Cerrado do Distrito Federal.
O projeto, que teve, como
responsável técnica, a gestora de Políticas Públicas e Gestão Governamental, da Educ, Paula Regina Gomes, consolidou conteúdos para a construção de notas técnicas, cartazes, folders e cartilhas que representam as suas culturas ancestrais voltadas para a proteção do meio ambiente e, em especial, do Cerrado local. É uma expansão da Coleção Eu amo o Cerrado, que é especializada na fauna e na flora do bioma.
O Brasília Ambiental imprimiu três mil unidades do cartaz. Eles estão disponíveis para retirada na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC), localizado no térreo da Sede do Instituto, localizada no bloco C do Edifício Bittar, quadra 511, Asa Norte.
Até o momento foram editados cartazes específicos sobre os povos indígenas, povo cigano Calon e os povos afro-ameríndios de terreiro.
Toda coleção pode ser acessada aqui!
O evento contou com o Toré das mulheres indígenas Kariri – Xocó, conduzido pela Cacique Tanoné, acompanhadas pela liderança indígena Junior Xukuru, Presidente do Conselho Indígena do Distrito Federal.
Contou ainda, com a defumação realizada pela comunidade da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino do Distrito Federal; com toque para caboclo da Maria Maria do Cerrado; exposição de artesanato do Povo Kariri-Xocó e da bandeira dos Povos Ciganos.
Ao final, foram servidas comidas típicas dos povos tradicionais do Cerrado, com destaque para o baião da Vovó Maria Conga.
A iniciativa contou com o apoio do Museu do Cerrado, da Universidade de Brasília – UnB, por meio da sua diretora, a professora Drª. Rosângela Corrêa. Ela firmou o compromisso de expor a Coleção de Cartazes no Museu.
A Educ ressalta que todos os conteúdos foram construídos pelos representantes de povos e comunidades tradicionais indígena, cigana, afrodescendente, raizeira, povo de terreiro e benzedeira, garantindo a aprovação em cada etapa, respeitando a autodeterminação dos povos.
Destaca como grandes colaboradores: Matheus Terena, Cacique Tanoné, Yasmin M. Pires de Lima, ambos da Reserva Indígena Kariri-Xocó; Virgília Sousa Suira, Yassury Sousa Suira e Janaina Queiroz do Reserva Indígena Tuxá; Josefa Francisco Gomes Ataides, do Chá da Terra; Fetxawewe Tapuya Guajajara Verissimo, do Santuário dos Pajés, Daiane da Rocha Biam, do Povo Cigano Calon; Iyá Carla Oyatayo, do Templo de Orixá Ifá Aje; Mãe Leila Duarte Lima, da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino do Distrito Federal; Mãe Maria do Cerrado, do Terreiro de Vovó Maria Conga; Mãe Francys de Oyá, do Terreiro Kwe Oyá Sogy; Mãe Vilcilene Jagum, da Associação Cultural Jagun Onigbejá e do Coletivo das Yás de Brasília e Entorno; da grande liderança indigena Álvaro Tukano; N’Kenda’Mulenji Mazambi, Laudicéia Lemos, e Kisumburê Mazmbi, André Luiz Farias Souza, ambos da Casa Bakiso N’Gunzo ria N’Záze.
Acesso aos cartazes no site do Brasília Ambiental:
https://www.ibram.df.gov.br/publicacoes-ecopedagogicas-da-educacao-ambiental-do-ibram
