Foto: Divulgação Facebook Victor Batista

Violeiro, compositor, cantor e arte-educador, Victor Hugo Batista nasceu em 1971 na cidade de Belo Horizonte/MG e reside atualmente em Pirenópolis/GO. Victor Batista conheceu a viola em 1991 em uma viagem, na qual pesquisava junto ao grupo folclórico “Congá” da UFMG-Belo Horizonte: “me deparei com a Viola Caipira sendo tocada por um Mestre que já virou estrela: Seu Nelson Jacó.

 

Victor Batista é integrante do grupo “Camerata Caipira” com Isabella Rovo, Nelson Latiff e Bosco Oliveira. O repertório do “Camerata Caipira” mescla ritmos brasileiros. Juntos gravaram o CD “Camerata Caipira” (2014), pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC/DF, realizando turnês no Brasil e exterior, como na Austrália, Portugal e Holanda.

 

CORRÊA, Jussânia Borges. Ecomusicologia no Cerrado: violeiras e violeiros convivendo com a natureza. 2017. 268 f., il. Dissertação (Mestrado em Música)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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(…)Participou de um trabalho coletivo na cidade de Pirenópolis, com o objetivo de construir uma cartilha ambiental para alunos da Educação Fundamental do estado de Goiás, a ser depois distribuído para outras regiões do Brasil, o que acabou não acontecendo, comenta Batista (2017). Sua missão foi compor músicas que falavam sobre o Cerrado, complementando assim essa cartilha de educação ambiental, desenvolvida para crianças e jovens e que resultou na gravação de seu CD “(en)Cantando com a Biodiversidade” (2012). Victor Batista tem tido diversas parcerias no Brasil, em seu trabalho musical de defesa do Cerrado:

 

A minha companheira, os parceiros e amigos que conheci ao longo da minha vida, um bocado de poetas e cantadores pelo nosso Brasil, vieram e contribuíram fazendo parcerias diversas comigo. Hoje, quando assistir alguma das minhas apresentações musicais eu falo um pouco desta vivência com o Cerrado. Parafraseando Luiz Salgado: a minha Viola passou a ser mais uma arma pra defender o Cerrado! (Batista 2017).

 

Os temas ambientais permeiam seu trabalho musical, mas o seu maior desafio foi falar do céu do Centro-oeste brasileiro.

 

Durante seus shows, além de contar sobre o histórico da Viola Caipira, Victor fala sobre a importância da preservação do meio ambiente:

 

“Falo também sobre a cidade que vivo para o povo imaginar, pensar e refletir sobre a importância do Cerrado” (Batista 2017).

 

Em ritmo de música latina, Victor fecha o CD “Manchete de Tico-tico” com a música Semente, cantando e tocando viola e caixa de folia, acompanhado de violão, deixando a mensagem da importância da semente para o Cerrado florestar(…).

 

O ambiente do Cerrado o influencia a compor, também, peças instrumentais, como por exemplo, Natureza do Cerrado (Victor Batista, Marta Narciso), gravada no CD “Manchete de Tico-tico.” Nessa peça, ao som de chuva e trovoadas, Victor toca viola acompanhado de Diggerodoo’s161 confeccionados de Eucalipto e PVC. Para essa composição, o violeiro se inspirou em uma chuva torrencial que vivenciou e que fez ressuscitar a terra seca:

 

[…] tem aquela chuvona e depois ela para, né, esses altos e baixos, do Cerrado, […] a vegetação seca tá quase morta e depois vem a chuva e vem aquela abundância de água e ela se ressuscita, né. Esse fenômeno é maravilhoso, o Cerrado tem isso, né, então tá muito seco, morto, e de repente vem a chuva e brota tudo bonito né, e isso está representado na música Natureza do Cerrado (Batista 2017).

 

Comparando com suas composições instrumentais, Victor acredita que as músicas com letra têm uma força maior, chega para as pessoas com mais veracidade, no sentido de levar a mensagem de preservação do Cerrado (Batista 2017).

CORRÊA, Jussânia Borges. Ecomusicologia no Cerrado: violeiras e violeiros convivendo com a natureza. 2017. 268 f., il. Dissertação (Mestrado em Música)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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