UnB e o Cerrado

Conheça os principais grupos de pesquisa e laboratórios da Universidade de Brasília!

  • Herbário da UnB

    • A maior parte das consultas visa a identificação de plantas desconhecidas, principalmente para a pesquisa, mas também pela comunidade em casos de planta medicinal, planta que causou intoxicação, etc. (contactar o CDT para agendar a identificação = 3. Outro serviço frequentemente prestado pelo herbário, é o fornecimento de informações adicionais sobre plantas cuja identidade o consultante já conhece, tais como época de floração ou frutificação, usos, sinônimos, autores dos nomes científicos, ocorrência geográfica e frequência. Ocasionalmente, o Herbário é procurado por pessoas que desejam prestar informação sobre plantas medicinais usadas com êxito, plantas alimentícias raras ou interessantes, ou plantas causadoras de intoxicação.
      O Herbário dispõe ainda de uma biblioteca com várias obras clássicas tais como a Flora Brasiliensis de F. von Martius, e o Dicionário de Plantas Úteis do Brasil de M. Pio Corrêa, além de periódicos, livros, teses diversas e cerca de 2.000 separatas organizadas por título do periódico e que estão em processo de serem indexadas e computador por um sistema ad hoc. Esta Biblioteca é consultada por alunos de diversos cursos de graduação e pelos alunos de pós-graduação em Botânica. O Herbário produz uma publicação bianual, o “Boletim Informativo do Herbário da Universidade de Brasília”, cujo 4o número foi lançado em 1998, contendo uma listagem de nossos tipos (cerca de 800 tipos).
      Está sendo montada no Herbário, uma coleção comparativa da flora do Distrito Federal. Esta coleção, constando de uma exsicata com flor e outra com fruto de todas as plantas vasculares do Distrito Federal, será ilustrada com fotografias, slides, descrições e dados detalhados de habitat, devendo ser de grande utilidade para a comunidade biológica, facilitando muito a rápida identificação das plantas locais e permitindo a expedita atualização de nomes em casos de mudanças nomenclaturais. O herbário participa do Projeto Reflora, de repatriamento diigital de amostras da flora brasileira.
      Contatos:

      Cássia Munhoz (Curadora)
      Carolyn Proeça (Pesquisadora)

      Depto. de Botânica, C.P. 4457, Campus da Universidade de Brasília, 70919-970 Brasília, Distrito Federal, Brasil.

      Telefone: 61-3107-2967.

      E-mail: herbario@unb.br

      Site: http://www.florescer.unb.br/bol/ub

O CEMA (Comitê Estudantil pelo Meio Ambiente) é um grupo formado por estudantes da UnB engajados na luta pela preservação do meio ambiente.

Em busca de um envolvimento estudantil efetivo nas questões ambientais regionais e nacionais, extensão do conhecimento, representatividade política ambiental e posicionamento diante da problemática socioambiental, os cursos de Ciências Ambientais, Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental e Engenharia Florestal se reuniram em outubro de 2014 para maior articulação em prol dessas metas.

Os estudantes de Ciências da Vida que compõem o CEMA, se unem com o objetivo de promover o equilíbrio da relação do homem com a natureza garantindo o acesso aos recursos naturais de forma mais justa e democrática. Para isso, o grupo busca concretizar projetos de transição para a sustentabilidade, participar e divulgar debates político ambientais e difundir conhecimentos sobre o assunto dentro e fora do meio acadêmico, aumentando, assim, o interesse da sociedade por questões de cunho socioambiental.

Site: https://cemaunb.wordpress.com/

O Centro de Desenvolvimento Sustentável – CDS é uma unidade permanente de ensino, pesquisa e extensão da Universidade de Brasília – UnB, vinculada diretamente à Reitoria, por meio do Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação – DPP. É um espaço acadêmico cuja missão é promover a ética da sustentabilidade, por meio do diálogo entre saberes, da construção do conhecimento e da formação de competências.

O CDS tem o Curso de Graduação de Ciências Ambientais da UnB, criado em 2009, é gerido por um consórcio de unidades da UnB, incluindo, além do CDS, o Instituto de Química, o Instituto de Geociências, o Instituto de Biologia e o departamento de Economia.

O profissional formado por este curso de graduação deverá ter capacidade de avaliar, caracterizar e diagnosticar diferentes problemas ambientais e propor medidas mitigadoras, além de planejar e manejar recursos naturais de forma sustentável. A visão interdisciplinar é a característica central de sua formação.

O estudante de Ciências Ambientais tem uma formação básica em diversas áreas das Ciências Ambientais. Ao mesmo tempo, tem que aprofundar sua formação em pelo menos uma das quatro cadeias de seletividade do curso: 1) Conservação e Uso da Biodiversidade; 2) Manejo e Conservação de Recursos Hídricos e Solos; 3)Planejamento Ambiental; 4) Políticas de Sustentabilidade.

As opções de carreira incluem planejamento, gestão e regulação ambiental no setor privado e público e organizações não-governamentais, mediação e resolução de conflitos ambientais, além de consultorias.

Saiba mais informações sobre o currículo da habilitação de Ciências Ambientais aqui (https://matriculaweb.unb.br/graduacao/curriculo.aspx?cod=2321)


O Centro de Desenvolvimento Sustentável – CDS mantém o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável – o PPG-CDS, cujo funcionamento começou em 1996. O PPG-CDS oferece dois cursos acadêmicos de pós-graduação (estrito senso):

(1) Doutorado em Desenvolvimento Sustentável, área de concentração Política e Gestão Ambiental (primeira turma admitida em 1996);

(2) Mestrado Acadêmico em Desenvolvimento Sustentável, área de concentração Política e Gestão Ambiental (primeira turma admitida em 1998).

O Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT) visa à formação de profissionais para o desenvolvimento de pesquisas e intervenções sociais, com base no diálogo de saberes (científicos e tradicionais) e em prol do exercício de direitos, do fortalecimento de processos autogestionários da vida, do território e do meio ambiente, da valorização da sociobiodiversidade e salvaguarda do patrimônio cultural (material e imaterial) de povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais.

O MESPT é um curso semipresencial, com carga horária de 420 horas e duração de 24 meses. As atividades presenciais são realizadas nas instalações da Universidade de Brasília (nos campi Darcy Ribeiro e Planaltina) e distribuídas em 7 momentos presenciais, com variação de 1 a 5 semanas.

Atualmente, as linhas de pesquisa do MESPT são as seguintes:

  1. a) Gestão Territorial e Ambiental;
  2. b) Educação Intercultural para a Sustentabilidade;
  3. c) Produção Sustentável e Segurança Alimentar.

Clique nos links abaixo para ver o vídeo no qual a professora Mônica Celeida explica os fundamentos e o plano político pedagógico que orienta o MESPT. 

Entrevista concedida em dez 2015.

https://www.youtube.com/watch?v=btlPqNzx6Ec

https://www.youtube.com/watch?v=nFv9JOmzziQ

https://www.youtube.com/watch?v=vIjaVGc2DGg

Site: http://www.mespt.unb.br/

Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS)

Universidade de Brasília (UnB)

Campus Universitário Darcy Ribeiro, Asa Norte

MESPT Caixa Postal 4325 AC UnB CEP: 70.904-970, Brasília – DF

Email: mespt@unb.br

Telefone: (61) 3107-5972 ou 3107-6001

Campus Universitário Darcy Ribeiro – Gleba A – Asa Norte – Brasília-DF
CEP 70.904-970

Telefones: 55(61)3107-6000, 3107-6001, 3107-5965
E-mail: secretariappgcds@gmail.com
Atendimento: 08 às 13h e das 14h às 17h (segunda à sexta-feira)

Site: http://cdsunb.org

Como se organizam e funcionam as comunidades biológicas? Como o funcionamento das comunidades é afetado por mudanças ambientais? Essas indagações estão no centro dos avanços sobre o entendimento dos fluxos de energia e de matéria na Terra, interligando assim componentes bióticos e abióticos dos sistemas ecológicos. A Ecologia de Ecossistemas é ramo da Ecologia que tem como objeto de estudos desde a microbiota presente em uma porção mínima de solo até o maior nível de organização ecológica terrestre, a biosfera. Entender como a energia flui a partir da conversão dos raios solares pelos organismos fotossintetizantes até a dinâmica de decomposição de sua matéria têm sido questões chave para a Ecologia de Ecossistemas.

Hoje, o desenvolvimento da Ecologia de Ecossistemas tem profundas implicações sociais e econômicas ao auxiliar no entendimento de como os ecossistemas naturais e manejados respondem a distúrbios e mudanças ambientais, sejam eles antrópicas ou não. Tal entendimento pode ajudar a construir sociedades mais resilientes e preparadas para um ambiente em transição com mudanças mais intensas e frequentes. Isso inclui conhecer e valorizar os benefícios oriundos da manutenção da integridade dos ecossistemas.

O Laboratório de Ecossistemas foi criado em 1994 fazendo parte do Departamento de Ecologia do Instituto de Ciências Biológicas (IB) da Universidade de Brasília (UnB). O laboratório tem como linhas de pesquisa a ecologia de ecossistemas tropicais e suas respostas às mudanças ambientais em diferentes escalas. Os estudos incluem ecossistemas terrestresaquáticos com foco no bioma Cerrado.

Site: http://bustamantelab.com.br/pt/

Contato:

Laboratório de Ecologia de Ecossistemas
Instituto de Ciências Biológicas – IB
Universidade de Brasília – UnB
Campus Darcy Ribeiro
Brasília, 70910-900
Brasil

Tel: +55 (61) 3107 – 2984 ou 3107 -2987

E-mail: mercedes@unb.br

O Centro de Estudos do Cerrado da Chapada dos Veadeiros – Centro UnB Cerrado é um espaço interdisciplinar, em que cultura, educação, conhecimento científico e tradicional coexistem como forma de promover a sustentabilidade socioambiental.

Tem como objetivo implementar políticas educacionais e de pesquisa para o conhecimento e difusão do potencial da região, capacitando profissionais para a pesquisa científica e efetivação de projetos que visem o desenvolvimento humano com responsabilidade socioambiental.

A partir da atuação de uma equipe multidisciplinar de docentes da Universidade de Brasília, o Centro desenvolve projetos e cursos de extensão, utilizando metodologias inovadoras, com planejamento participativo e privilegiando a prática e a ação-reflexão-ação. Assim, possibilita aos participantes desenvolverem ações que contribuam para o fortalecimento da cidadania proativa, com conteúdo voltados para a sustentabilidade, formando cidadãos autônomos, críticos e reflexivos, aptos a trabalharem com situações reais e de acordo com o contexto em que vivem, em prol da transformação da sociedade.

Trabalha em parceria com diversas organizações da sociedade e instituições públicas que têm atuação local e regional, por meio de seu Conselho de Programas e Projetos (conselho comunitário) e de parcerias em projetos e na realização de eventos.

https://www.facebook.com/centrounbcerrado/


Produção Agroecológica (NASPA)​​

Este núcleo foi criado por professores do Centro UnB Cerrado e profissionais e estudantes de Alto Paraíso de Goiás por meio da Chamada MCTI/Ação Transversal–LEI/CNPq Nº 82/2013 – Segurança Alimentar e Nutricional no Âmbito da UNASUL e ÁFRICA – com o objetivo de fortalecer a segurança alimentar e nutricional na Chapada dos Veadeiros, a partir da valorização e ampliação da produção agrícola de base agroecológica de alimentos, capilarizando sua distribuição permitindo o acesso dos consumidores a produtos de custo adequado ao poder aquisitivo da população regional.​

Site: https://naspaunb.wixsite.com/naspa


Para conhecer os projetos que são feitos pela UnB Cerrado na Chapada dos Veadeiros, acesse o site: https://unbcerrado.wixsite.com/centrounbcerrado/projetos

Projetos

  • Jóias da Chapada: Diversidade, Conservação e Ecologia dos Anfíbios da Região da Chapada dos Veadeiros

    Coordenador: Reuber Brandão.
    O projeto tem como principais objetivos estudar, avaliar, classificar e preservar a fauna de anuros do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, conhecido por sua diversidade e abundância de espécies. São mais de 50 espécies de anuros encontradas na região, o que a torna uma das localidades mais ricas de todo o bioma Cerrado.

    Assim, o projeto já conseguiu resultados importantes, como a descrição do canto da rã Leptodactylus tapiti, uma espécie restrita à Chapada dos Veadeiros, de ecologia pouco conhecida; a descrição de três novas espécies de anuros do gênero Proceratophrys(Odontophrynidae).

    A descrição de uma nova espécie do gênero Scinax desenvolvidos no projeto foram três trabalhos de IC, uma dissertação de mestrado e uma tese de doutorado. Também foi feito o primeiro registro do fungo Batrachochytrium endrobatidisparasitando espécies do Cerrado, possibilitando um alerta sobre a conservação das espécies de riacho, entre outros fatos descobertos pelo projeto.

  • Comunidade de grandes mamíferos do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: o efeito de cães domésticos sobre a ocupação das espécies ameaçadas

    Coordenadora: Isadora Lessa.

    O projeto busca monitorar áreas com e sem a presença de cães domésticos para avaliar sua influência na ocupação de áreas pelos mamíferos nativos da região, uma vez que a presença do animal doméstico afasta as espécies naturais.

    O trabalho é feito por meio de armadilhas fotográficas distribuídas em 12 módulos, sendo que oito deles estão no entorno do Parque Nacional, sendo quatro próximos a casas com cães e outros quatro em residências sem a presença do animal doméstico. Os outros quatro pontos estão no interior do Parque.

    Desta maneira, o uso de hábitat é avaliado de acordo com a relação da probabilidade de ocupação, em busca de diretrizes para um manejo e conservação de mamíferos nativos na área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

  • Ecologia e conservação de médios e grandes vertebrados frente a impactos antrópicos e a eficácia do turismo para a conservação da biodiversidade

    Coordenador: André Cunha.
    Este projeto busca avaliar os potenciais impactos positivos e negativos do turismo na Chapada dos Veadeiros. A relação entre a preservação do Parque Nacional da Chapada – principalmente em relação aos mamíferos de médio e grande porte – e a questão econômica promovida pela visitação é o ponto principal de pesquisa, uma vez que é sabido que, apesar de importantes, atualmente, a maioria dos vertebrados de médio e grande porte possui populações pequenas e fragmentadas pela ação humana, sendo altamente suscetíveis à extinção.​

    Assim, para avaliar o impacto na fauna são dispostas armadilhas fotográficas em áreas visitadas e não visitadas. Resultados preliminares indicam que algumas espécies de mamíferos evitam as áreas visitadas. ​

    A motivação e satisfação com a experiência da visitação e a contribuição para promover a sensibilização ambiental dos turistas, além dos impactos econômicos do turismo na região são investigados através de entrevistas com os visitantes. De cerca de 300 questionários já aplicados, podese perceber que a principal motivação dos turistas é ficar em contato com a natureza, que eles reconhecem a função primordial do parque para a conservação da natureza e que desejam aprender mais sobre o tema.​

    A pesquisa continua para poder promover o ecoturismo de forma responsável e bem planejada, com objetivo de provocar a reflexão, por parte dos visitantes, dos benefícios providos pelos recursos naturais e da problemática ambiental, em nível local e global.

O Centro de Referência em Conservação da Natureza e Recuperação de Áreas Degradadas CRAD é um centro de caráter multidisciplinar da Universidade de Brasília. São os objetivos deste Centro: promover e divulgar, cientificamente, estudos e pesquisas, bem como atividades de extensão em conservação da natureza e recuperação de áreas degradadas, visando aprofundar os conhecimentos relativos a esse setor; desenvolver modelos demonstrativos de recuperação e projetos em temas pertinentes às áreas de conhecimento referidas; incentivar o aprimoramento científico de profissionais nas áreas de conservação da natureza e recuperação de áreas degradadas e subsidiá-los para atividades de extensão e educação ambiental; contribuir para a pesquisa e o aperfeiçoamento do ensino, em todos os níveis, inclusive por meio da promoção de cursos de graduação e de pós-graduação, profissionalizantes, de especialização, capacitação de produtores rurais, oficinas, seminários, simpósios, conferências, congressos, mesas redondas, workshops, encontros, cursos de extensão, estágios, inclusive de pós-doutoramento, relativos à conservação da natureza e recuperação de áreas degradadas; promover o aperfeiçoamento científico de seus membros; e desenvolver pesquisas, consultorias, prestação de serviços, de âmbito nacional e internacional, nas áreas de sua atuação.

Campus Universitário Darcy Ribeiro, Brasília – CEP 70910-900, Gleba A, Ala Sul,

Prédio: JEANINE M. FELFILI – CRAD

Telefones: (61)3107-0099 – (61)3107-0097 – (61)3107-0096 – E-mail: crad@unb.br

Site: http://www.crad.unb.br/

O Programa de Pós-Graduação em Zoologia da UnB iniciou suas atividades no segundo semestre de 2012, em nível de Mestrado e Doutorado, com o objetivo de formar pesquisadores e docentes em nível superior nas diferentes áreas da Zoologia. Foi a primeira pós-graduação em Zoologia da região Centro-Oeste. 

Este programa está organizado em três linhas de pesquisa, a saber: (1) História Natural e Comportamento Animal, (2) Morfologia, Sistemática e Biogeografia e (3) Zoologia Aplicada.

O corpo docente inclui professores do Instituto de Ciências Biológicas e de outras unidades da UnB, e também pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Os seguintes grupos taxonômicos são atualmente estudados pelos docentes do programa: mamíferos, aves, répteis, anfíbios, insetos, aracnídeos e moluscos.


Coleções zoológicas

Coleções zoológicas são centros de documentação que mantêm um registro permanente e ordenado de faunas de hábitats e regiões diferentes. As coleções são compostas de conjuntos de espécimes inteiros ou partes, preservados para estudo, constituindo amostras de populações naturais. São coleções científicas e não são usadas para exposição nem
para atividades didáticas rotineiras. São essenciais para pesquisas em várias áreas, como Sistemática, Ecologia, Biogeografia, Biologia da Conservação, e Morfologia comparada. Parte do material dessas coleções é insubstituível e outra parte pode ser substituída apenas a um custo muito elevado. Entre o material insubstituível estão alguns tipos primários, o material-testemunho (“vouchers”) mantido como referência de trabalhos de pesquisa publicados e teses de mestrado e doutorado, e o material proveniente de hábitats que já desapareceram, como por exemplo o proveniente de áreas que foram inundadas por hidrelétricas. As coleções do Departamento de Zoologia da UnB surgiram juntamente com o departamento (criado como “Laboratório”), na década de 60. Essas coleções são dinâmicas e crescem continuamente, exigindo manutenção constante. Em 2010 as coleções foram transferidas para as novas instalações do Instituto de Ciências Biológicas.

Coleções do departamento:

  • Coleção de mamíferos

    A coleção de mamíferos da UnB contém cerca de 5000 espécimes taxidermizados e ocupa um espaço de 40 m2 no Departamento de Zoologia, Instituto de Ciências Biológicas (IB). Contém material principalmente do Distrito Federal e da região do Cerrado. Está sob a responsabilidade do Prof. Jader S. Marinho-Filho.

  • Coleção de aves

    A Coleção de Aves da UnB contém cerca de 2000 exemplares taxidermizados e ocupa um espaço de 40 m2 no Departamento de Zoologia, Instituto de Ciências Biológicas (IB). Em 2002 recebeu o nome de “Coleção Marcelo Bagno” em homenagem ao ornitólogo e ex-aluno da UnB. Contém material principalmente do Distrito Federal e da região do Cerrado. Está sob a responsabilidade do Prof. Miguel A. Marini.

  • Coleção Herpetológica

    A coleção Herpetológica da UnB (CHUNB) contém cerca de 30 mil espécimes e ocupa um espaço de 64 m2 no Departamento de Zoologia, Instituto de Ciências Biológicas (IB). É a maior da região Centro-Oeste e uma das maiores em material do Cerrado. O grupo predominante é Lacertilia. Está sob a responsabilidade do Prof. Guarino R. Colli.

  • Coleção de aracnídeos
    A coleção de aracnídeos da UnB está associada ao Laboratório de Aracnídeos, que ocupa um espaço de 36 m2 no Departamento de Zoologia, Instituto de Ciências Biológicas (IB). Contém material principalmente do Distrito Federal e e região. Está sob a responsabilidade do Prof. Paulo Cesar Motta.

Laboratórios

LAFUC – Laboratório de Fauna e Unidades de Conservação

O LAFUC se baseia em um projeto amplo e de longa duração, que busca abarcar diversos projetos menores sobre a biodiversidade do Cerrado em nossa estrutura. Esses estudos são principalmente sobre a ecologia de populações e comunidades da herpetofauna do Cerrado e suas relações com os ecossistemas e paisagens do Cerrado, descrição de espécies novas e produção de trabalhos taxonômicos sobre a herpetofauna do Cerrado, além de sua conservação, especialmente a dinâmica da herpetofauna frente a mudanças ambientais, como processos de fragmentação, insularização e mudanças climáticas no Cerrado, além de inventários em localidades pouco conhecidas e o manejo da diversidade e Unidades de Conservação.

Link para acessar o site: https://www.lafuc.com/

O curso de Mestrado Acadêmico objetiva promover a competência acadêmica de graduados, contribuindo para o aperfeiçoamento de docentes e para a formação inicial de pesquisadores no campo educacional.

O curso de Doutorado objetiva a formação e o aprimoramento, em alto nível, de profissionais comprometidos com o avanço do conhecimento na área de Educação, para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e o exercício do magistério no nível superior.

 

Uma das linhas de pesquisa é Educação ambiental e educação do campo – EAEC:

 

Ecologia Humana como dimensão ontológica complexa da práxis pedagógica. O enraizamento dos seres humanos nas suas bases biológica e sócio-cultural como referências para pensar a Educação. A abordagem teórico-metodológica da epistemologia transdisciplinar e a dialógica entre o pensamento científico e as demais formas sociais de produção do conhecimento.

 A Educação Ambiental no contexto socioambiental brasileiro. Conhecimentos, valores, crenças, atitudes e vivências que contribuem para a construção do sujeito ecológico. Transversalidade como estratégia pedagógica de constituição de comunidades de aprendizagem. Epistemologia da complexidade e gestão ambiental, conceitos de crise e sustentabilidade. A dimensão educativa da arte, relações de gênero, etnias e seus aspectos interculturais. A escola como espaço socioambiental de construção do conhecimento e produção de sentidos. Processos formativos no contexto das relações comunitárias em instituições públicas e associações da sociedade civil.

 Princípios teórico-metodológicos da Educação do Campo para uma proposta de educação formal e não-formal que contemple as especificidades culturais, políticas e sócio-econômicas dos povos do campo. Políticas públicas, gestão participativa e escolas do campo. Processos formativos no contexto das escolas do campo, das relações comunitárias e na sociedade civil no meio rural. Movimentos sociais do campo, e redes sociais como espaços educativos.

Linhas de Pesquisa da Àrea Educação Ambiental e Educação do Campo – EAEC

  • Água como matriz ecopedagógica

Educação ambiental para gestão sustentável das águas no bioma cerrado em um enfoque transdisciplinar; Ecopedagogia e resignificação das relações interpessoais para gestão cotidiana compartilhada e sustentável do meio ambiente e dos recursos naturais; Abordagem transversal de temas ambientais em comunidades de aprendizagem.

  • Docente: Profª. Drª Vera Catalão
  • Educação do Campo: desenvolvimento rural e práticas político-pedagógicas

A construção e gestão de políticas públicas de acesso à educação superior para sujeitos do campo. Matrizes organizadoras das concepções políticopedagógicas da Educação do Campo, na universidade e na escola.

  • Docente: Profª. Drª Mônica Molina
  • O comportamento ecológico no contexto socioambiental brasileiro: relações e inter-relações

Comportamento ecológico no contexto socioambiental brasileiro; modelos explicativos que incluam os valores humanos, as crenças ambientais e as atitudes ecológicas; estratégias de intervenção adequadas à realidade brasileira, de modo a transformar a relação das pessoas com o ambiente; formação do sujeito ecológico, na perspectiva da ecologia humana.

  • Docente: Profª. Drª Claudia Pato
  • Educação Socioambiental, Saberes e (De)Colonialidades

Educação socioambiental, interculturalidade, pluralismo epistêmico, ecologia dos saberes e estudos decoloniais. Educação, currículo e direitos humanos. Processos de formação, socialização e produção do conhecimento inspirados nas emergentes epistemologias do Sul e nos conhecimentos de fronteira interdisciplinar. Saberes, modos de vida, sistemas de conhecimento, “cosmopolíticas” e/ou “(contra) ontologias práticas” de povos e populações tradicionais..

  • Docente: Profª. Drª Ana Tereza Reis da Silva

Laboratórios

  • Laboratório de Farmacognosia

    O Laboratório de Farmacognosia conta com um importante acervo de extratos e substâncias isoladas de plantas do bioma Cerrado. A pesquisa por novas moléculas com potencial medicamentoso é realizada através da investigação científica nas áreas de agentes infecciosos, vetores e células cancerígena.

  • Laboratório de Produtos Naturais

    O Laboratório de Produtos Naturais (LPN) é um espaço multidisciplinar no qual  são desenvolvidas pesquisas envolvendo microrganismos, plantas medicinais e fitoterápicos, com ênfase em espécies do Cerrado.

O Centro de Estudos em Economia, Meio Ambiente e Agricultura (CEEMA) está vinculado à Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação (FACE), de acordo com o Ato de Direção da FACE nº 016/2004.

A origem do CEEMA é, no entanto, o Departamento de Economia (ECO) da UnB. O Centro congrega as atividades de ensino, pesquisa e extensão em economia ambiental, economia ecológica e economia agrícola do ECO/UnB.



Os objetivos gerais do CEEMA são:

Ampliação dos níveis de conhecimento no desenho, na implementação e na avaliação de políticas de desenvolvimento agrícola e de meio ambiente em diferentes regiões do País;

 Aprimoramento das atividades técnicas e metodológicas bem como o uso de novos procedimentos operacionais na gestão econômica ambiental;

Ampla divulgação de resultados de pesquisas e experiências no contexto ambiental com vistas à formulação de políticas agrícolas e de meio ambiente;

Desenvolver mútua cooperação no âmbito de grupos, núcleos e centros de pesquisa, mediante programas interativos para treinamento de profissionais e formuladores de políticas ambientais dos setores público e privado, capacitando-os a atuar nos diferentes níveis do processo decisório; e

Aperfeiçoar docentes para o magistério superior na área de economia do meio ambiente.

Seus professores participam ativamente não somente das atividades do CEEMA mas também de outros programas de pós-graduação da UnB: Economia, Agronegócios, Turismo.

O curso de Doutorado em Economia possui as seguintes áreas de concentração:
I. Economia Aplicada
II. Economia Agrícola e do Meio Ambiente
II. Economia Política
III. Economia do Setor Público

O Mestrado Profissional em Economia está dividido nas seguintes áreas de concentração aprovadas pelo colegiado de pós-graduação:
I. Gestão Econômica do Meio Ambiente
II. Economia do Setor Público
III. Desenvolvimento e Comércio Internacional

IV. Gestão Previdenciária

Por ser um curso com grande carga de aulas práticas, os alunos têm acesso a diversos laboratórios onde podem observar o processamento de alimentos. Entre as mais modernas estão as unidades de Bioquímica, Técnica Dietética, Avaliação Nutricional e Análise de Alimentos. O departamento de Nutrição também realiza projetos de extensão, como a Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis e o banco de receitas modificadas.

Publicações:

  • Atividade antioxidante de frutos do Cerrado e identificação de compostos em Bactris setosa Mart., Palmae (Tucum-do-Cerrado)
    Fernanda Ribeiro Rosa
    “Os resultados sugerem que os fenólicos representam os principais compostos bioativos dos frutos do Cerrado, e que particularmente os frutos araticum, cagaita, lobeira, tucum, cajuzinho, jurubeba e mangaba possuem alto teor de bioativos e alta capacidade antioxidante. A capacidade antioxidante e o conteúdo de compostos bioativos do tucum-do-Cerrado estão associados principalmente a sua casca, sendo a catequina, antocianinas, ácido gálico e a rutina os principais compostos fenólicos identificados.”
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  • Potencial nutritivo de frutos do Cerrado: composição em minerais e componentes não convencional
    Marin, Alinne Martins Ferreira
    “O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o potencial nutritivo de 18 frutos do Cerrado brasileiro, através da determinação da composição mineral, do valor calórico e da concentração de taninos e de ácido fítico.”
    Link

Faculdade UnB Planaltina

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências Ambientais (PPGCA) da Universidade de Brasília – UnB visa formar Mestres e Doutores com  habilidades e competências para desenvolver, implementar e utilizar diferentes tecnologias ambientais. O profissional formado pelo programa será capaz de avaliar e monitorar diferentes efeitos das atividades antrópicas sobre o ambiente natural, urbano, rural e humano. 

Área de Concentração: Estrutura, dinâmica e conservação ambiental

O bioma Cerrado está localizado na região central do Brasil, possuindo alta biodiversidade, endemismo e pronunciada heterogeneidade de paisagens, que se estendem por 22 % do território nacional. Devido à sua vasta dimensão, localização central e relevo composto por chapadas elevadas, esse bioma possui papel fundamental no funcionamento de outros biomas brasileiros. O Cerrado abriga nascentes de seis grandes bacias hidrográficas (Amazônica, Tocantins, Atlântico Norte/Nordeste, São Francisco, Atlântico Leste e Paraná/Paraguai) e seu relevo plano favorece a ocupação agropecuária e expansão urbana, intensificados nos últimos cinquenta anos. Contudo, as atividades humanas nem sempre são desenvolvidas de forma sustentada e, em alguns casos, têm ocasionado excessivo desmatamento, aumento da intensidade das queimadas, uso irracional do solo, dos recursos hídricos e a perda de biodiversidade.

Considerando esse cenário, torna-se fundamental a compreensão da estrutura e dinâmica da ocupação humana do Cerrado e de seus ciclos e processos naturais, para que propostas de conservação desse bioma sejam elaboradas de forma efetiva. Nesse contexto, estudos que mensurem os impactos do homem sobre o ambiente natural e os efeitos desses mesmos impactos sobre as populações humanas são fundamentais. A presente área de concentração do PPGCA reconhece a indissociabilidade entre sistemas antrópicos e naturais e tem como propósito avaliar, predizer impactos e padrões espaciais e temporais dos distintos ecossistemas terrestres e aquáticos por meio da pesquisa científica. Os conhecimentos gerados no ambiente do PPGCA devem subsidiar políticas públicas para a mitigação de impactos ambientais, ordenamento territorial e planejamento ambiental, no intuito de promover o desenvolvido sustentável de atividades econômicas e da preservação do meio natural.

Publicações:

  • Quem agrega valor aos frutos do Cerrado?
    “Professora adjunta da Universidade de Brasília (UnB-Planaltina), Janaína Diniz, produz artigo para o Cerratinga e afirma que espécies do Cerrado além de ter ricos valores nutricionais e medicinais, têm também o potencial de resgatar a cultura tradicional e incrementar a renda de comunidades que coletam e comercializam estes frutos.”
    Acesse a matéria completa no site: cerratinga.org.br

Publicações:

  • Estoque de carbono em cerrado sensu stricto do Distrito Federal
    Artur Orelli Paiva e colaboradores.
    “O objetivo do trabalho foi estimar o estoque de carbono da parte aérea (troncos, galhos e serapilheira) e subterrânea (raízes e solo) da vegetação lenhosa de um cerrado sensu stricto, localizado na Fazenda Água Limpa, da Universidade de Brasília, Distrito Federal. A área de estudo foi amostrada a partir de parcelas de 20 x 50m alocadas sistematicamente. Em cada parcela foram inventariados todos os indivíduos lenhosos arbóreo-arbustivos, vivos e mortos em pé, com no mínimo 5 cm de diâmetro tomado a 30 cm do solo. Foram realizadas também coletas da biomassa de serapilheira; da biomassa de raízes (fina, média e grossa) e da densidade e teor de carbono no solo. A profundidade máxima adotada para a coleta de biomassa da parte subterrânea foi de 2 m. A maior parte do carbono correspondeu ao compartimento solo (88,7%), superando bastante as raízes (7,3%), onde as concentrações foram de 271,23 e 22,38 toneladas por hectare, respectivamente. Troncos e galhos totalizaram 8,60 toneladas de carbono por hectare e a serapilheira, 3,62 toneladas de carbono por hectare.”
    PDF