Museu do Cerrado

O Museu do Cerrado é uma iniciativa da Área Educação Ambiental e Ecologia Humana na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília criado no dia 18 de junho de 2017 sob a coordenação da Profa Dra Rosângela Azevedo Corrêa.

A Área Educação Ambiental e Ecologia Humana tem como objetivo produzir conhecimentos e construir processos pedagógicos que viabilizem ações relativas às questões socioambientais e seus marcos legais/institucionais. Nessa perspectiva, atua na exploração das diversas dimensões articuladas à problemática socioambiental com vistas à construção de uma tomada de posição dos sujeitos que dela participam e de uma ação transformadora em relação a si mesmos, ao contexto em que estão inseridos e ao mundo em que vivem.

A área busca desenvolver ações de ensino, pesquisa e extensão, em nível de graduação e pós-graduação, participando ativamente dos debates curriculares, da formação de educadores e da formação pedagógica em espaços não formais e comunitários. As ações estão vinculadas às temáticas educação, gestão ambiental e ecologia humana, desenvolvimento sustentável, construção e formação de valores, o cerrado como eixo pedagógico, entre outros.

Só podemos ensinar sobre o Cerrado, se o conhecermos a fundo. Só poderemos conservá-lo, se o cuidarmos. Só cuidamos daquilo que amamos e é por amor ao Cerrado que criamos o Museu do Cerrado como forma de mostrar a sua infinita beleza e importância na vida de todos(as) os(as) brasileiros(as). O sonho é um museu que coubesse tudo que foi um dia o Cerrado.

Em 2018 o Museu do Cerrado se tornou um projeto de extensão multidisciplinar onde podem participar estudantes de todos os cursos da UnB através de pesquisas que colaboram para ampliar o acervo do museu.

Prof.ª Dr.ª Rosângela Corrêa
Possui graduação em História pelo Centro Universitário de Brasília (1983), mestrado em Antropologia Social – Universidad Iberoamericana (1988) e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Iberoamericana (1993). Pós-doutorado no Institut de Ciència i Tecnologia Ambientals -ICTA na Universitat Autònoma de Barcelona. Professora adjunto III na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Diretora geral do Museu do Cerrado.

                                             Contato: roscorrea@unb.br


Bruno Corrêa
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente mestrando em Zoologia pela Universidade de Brasília. Diretor técnico do Museu do Cerrado.
Contato: brunobio.unb@gmail.com

 

 


Prof.ª Dr.ª Monique Magaldi
Museóloga pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro(UniRio). Mestre em Museologia e Patrimônio pela mesma universidade ( PPG-PMUS). Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (UnB). Webdesigner (INE/RJ) e Técnica em Design de Interiores (IBDI). Atualmente é professora adjunta da Universidade de Brasília. Temas de interesse: Museologia, TIC’s, virtalidade e semiologia.
Contato: moniquemagaldi@unb.br  

O Museu do Cerrado é um museu da paisagem que pretende ir além do conceito clássico de coleção que contrapõe-se ao de patrimônio, do edifício que contrapõe-se ao território e do público que contrapõe-se a comunidade. Queremos que este museu permita preservar a paisagem-patrimônio de uma forma fluída e não cristalizada em modelos impostos a partir do exterior da comunidade para que possamos estabelecer um diálogo com o território, com as comunidades que os produziram e que guardam, muitas vezes, o saber-fazer, a memória a elas associada.
Dado a impossibilidade de se colocar a paisagem num edifício, para ser exposta e visitada como num museu tradicional, considero que o virtual nos abre mais espaço para mostrar as diversas caras do Cerrado com a participação das pessoas e as comunidades, então, vamos além do ciberespaço porque não está restrito a internet. O patrimônio não é só aquilo que está disponível no virtual mas nas ações cotidianas das pessoas, dos animais, das plantas, do movimento dos rios, dos desastres ambientais, nas inovações científicas como a cura de determinada doença através das plantas medicinais do Cerrado, do desenho da criança na escola, do discurso de um líder indígena ou quilombola, das histórias de vida das comunidades tradicionais, da escuta sensível sobre o que uma raizeira ou benzedeira tem a nos ensinar.
É bom deixar claro que o Cerrado é muito mais que savanas, com árvores tortas, como as pessoas normalmente enxergam. Existe uma série de florestas secas no bioma, que possui uma vegetação que não fica na área do rio e sim entre os rios. Depois disso, tem o outro extremo, que são os campos, áreas com solo raso ou as várzeas que acontecem na forma de vegetação campestre. Então, a paisagem do Cerrado tem floresta, savana e os campos. Como também tem cheiros, sons, sabores, saberes, fazeres, crenças, tradições, hábitos, modos de vida, visões e valores.
Para os visitantes do Museu do Cerrado esperamos provocar o desejo de visitar, penetrar, descobrir o Cerrado para que possam ter suas próprias experiências, sensações, pensamentos, leituras e interpretações de paisagem. É fundamental conhecermos melhor a paisagem, para sabermos cuidar dela. Que sejamos exploradores conscientes do lugar a que pertencemos.

Ser um centro de referência nacional sobre o Sistema Biogeográfico do Cerrado para divulgar e preservar os conhecimentos científicos e os saberes e os fazeres populares acerca da sociobiodiversidade do Cerrado,  contribuindo para a formação de profissionais e cidadãos comprometidos com a cultura do cuidado e da sustentabilidade do Cerrado.

Os objetivos do museu são:

  • Resgatar a história das cidades e a eco-história do Cerrado, tendo como foco a educação ambiental e ecologia humana, incentivando a visão sistêmica sobre as inter-relações entre sociedade, cultura e natureza.
  • Contribuir para preservar, conservar e resgatar o sistema geográfico Cerrado e a sua identidade cultural em todos os estados e o Distrito Federal, com base no planejamento biorregional e por meio de ações planejadas cooperativamente, voltadas para a conservação do Cerrado e o uso sustentável dos recursos naturais;
  • Preparar os professores para assumirem os novos paradigmas da Educação que pressupõe a integração entre o Fazer, o Pensar e o Sentir para interagir com as comunidades locais;
  • Promover a preservação patrimonial – natural, material e imaterial – a partir de acervos bibliográficos, videográficos, fonográficos e monográficos;
  • Divulgar pesquisas sobre o Cerrado do ponto de vista histórico, social, cultural, ambiental, geográfico, biológico, arqueológico, geológico e espiritual.
  • Resgatar a memória pessoal, social e ambiental e a identidade das cidades através do diálogo de saberes e a manutenção e valorização de seus fazeres, saberes e tecnologias, atentos ao envolvimento, inclusão e interação das diversidades.
  • Partilha e troca de sementes, receitas, remédios e conhecimentos entre as cidades e as comunidades.
  • Verificar as vocações profissionais para formar recursos humanos e estimular a produção local para o eco-turismo, produção agroecológica e arranjos produtivos locais.
  • Sensibilizar as comunidades quanto ao ambiente em que moram e mostrar que o que produzem tem valor socioambiental para garantir a melhoria da qualidade de vida das populações locais.
  • Gerar conhecimento transdisciplinar através de atividades e pesquisa nas áreas de cultura, educação, sociedade e natureza, tecnologias tradicionais e contemporâneas para criar multiplicadores para uma ecologia ambiental, humana, social e planetária.
  • Construir uma rede de especialistas de diferentes áreas do conhecimento; não somente doutores, mas também grandes mestres com outros níveis de conhecimento não acadêmico;
  • ser um espaço interdisciplinar onde o ensino, a pesquisa e a extensão se realizam em um diálogo que envolve toda a comunidade acadêmica e diferentes segmentos da sociedade.
  • contribuir para uma maior conscientização sobre o papel e a importância dos povos indígenas e comunidades tradicionais para a conservação, preservação e recuperação Cerrado;
  • Estabelecer parcerias com diversas instituições tais como fundações, OnG’s nacionais e internacionais, universidades, institutos de pesquisa, governos federal, estaduais e municipais, ministérios e órgãos governamentais, museus, escolas, associações, etc que possam contribuir na ampliação do acervo do museu;
  • Desenvolver exposições físicas para divulgação sobre o acervo e as atividades do museu;
  • Democratizar as obras dos artistas que tem o Cerrado como inspiração, do campo e da cidade;
  • pesquisar, documentar e comunicar as informações/conhecimentos sobre o Cerrado para tornar-se referência para pesquisadores e interessados neste sistema biogeográfico.

Nossos valores são:

  • Garantir qualidade nas atividades de preservação, pesquisa e difusão do acervo.
  • Garantir acolhimento de públicos diversos.
  • Promover a conservação de patrimônio cultural, material e imaterial.
  • Ter responsabilidade com o envolvimento humano para com a sustentabilidade socioambiental do Cerrado.

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Email: museudocerrado.unb@gmail.com

VerdeNovo que é uma empresa de consultoria voltada, principalmente, para a restauração ecológica de ambientes degradados e atividades de preservação do bioma Cerrado e desenvolve trabalho nos mais diversos âmbitos da área ambiental. Além da consultoria ambiental a empresa é pioneira, no DF, no mercado de sementes nativas.

 

 


Cooperativa Central do Cerrado que é uma organização de base comunitária, sediada em Brasília/DF, constituída e gerida por associações e cooperativas de agricultores familiares e comunidades tradicionais agroextrativistas de nove estados brasileiros dos biomas Cerrado e Caatinga.