As águas que banham o país!

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A escassez da água começou a ser discutida através da ONU e do Banco Mundial na década de 70, afirmando que a água deve ser utilizada de forma sustentável para que seu uso continue atendendo as necessidades da humanidade. Além disso, a percepção sobre os recursos hídricos de fato só obteve atenção quando houve redução da disponibilidade em locais nos quais se observava abundancia (Venancio et al, 2015 p. 2 e 5).

Existem dois tipos de escassez de água, o primeiro é relacionado a economia onde há uma desigualdade na distribuição e falta de investimento  que atualmente é o que acontece no mundo inteiro. A segunda é a escassez física na qual os recursos hídricos não conseguem atender mais a demanda populacional, esse tipo é o que a população mundial teme e já está mostrando indícios (Cirilo, 2015 p.48).

A crise hídrica é advinda de ações humanas (urbanização, uso de solos, construções) e fenômenos globais (como as mudanças climáticas) (Tundisi, 2015 p.23). Um dos grandes desafios relacionados a crise da água é o crescimento populacional, que nos últimos 100 anos fez a população mundial triplicar enquanto o consumo de água aumentou em seis vezes (Cirilo, 2015 p.47). A má gestão dos recursos hídricos coopera para que a crise hídrica aumente cada vez mais, além disso o crescimento das cidades aumente as ilhas de calor e torna o solo cada vez mais impermeável através da pavimentação impedindo o abastecimento dos lençóis freáticos na área (Ferreira 2011, Secretaria da Educação do Paraná).

Há somente 3% de água doce no mundo, mas apenas 0,5% está disponível para o uso visto que o restante está congelado. E como fazemos o uso desses 0,5% de água? A agricultura consome 69% da água doce no mundo, seguida do uso industrial de 19% e uso doméstico de 12% (ANA 2018).

Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo não possui acesso a água potável e muitas delas necessitam percorrer grandes distancias para obtê-la ou é de fato inacessível (Cirilo, 2015 p.47). A forma de tentar reduzir o problema tem sido aumentar a exploração de aquíferos, transferir água de bacias mais distantes e uso de reservatórios compostos por barragens. Apesar de ser uma medida necessária para o momento da crise, é fundamental pensar que haverá um limite da quantidade de água além de aumento da sua disputa e valor monetário, por isso é fundamental refletir sobre soluções a longo prazo (ibidem, p. 52-53).

Outro desafio são as mudanças climáticas, que altera os ciclos naturais como o da água e intensifica os extremos de seca e enchentes (Tundisi, 2015 p.24). O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sinaliza que as regiões semiáridas tendem a cada vez mais se tornarem inóspitas devido à desertificação. Metade dos pantanais mundiais já despareceram e diversos rios importantes não conseguem mais desaguar no mar (Cirilo, 2015 p.48). Além disso o IPCC aponta que as mudanças climáticas alteram os regimes de chuva e temperatura dificultando os processos de provisão de água limpa, drenagem e saneamento (Venancio et al, 2015 p4).

O Brasil apresenta um grande privilégio hídrico possuindo mais da metade da água do da América do Sul além de 13% da água do mundo (Cirilo, 2015 p.48). Apesar disso o país apresenta uma má distribuição desse recurso, 81% das reservas hídricas nacionais estão na Amazônia que obtém 5% da população enquanto o Nordeste dispõe de 4% em recursos e 35% da população. Na situação do Nordeste, a região já apresenta por causas naturais a ocorrência da seca e cabe ao governo mitigar seus efeitos e diminuir a vulnerabilidade da sociedade pois se nada for feito um evento que normalmente duraria meses poderá se transformar em anos (ibidem, p. 49-50). As secas causam grandes impactos no meio urbano e possui uma lenta recuperação causando enormes danos econômicos pois além de atingir os abastecimentos público afeta a produção industrial, de alimentos e energia (Tundisi, 2015 p.25).

A má qualidade da água afeta fortemente a saúde da população mundial (Cirilo, 2015 p.53) há muitas doenças de veiculação hídrica (Tundisi, 2015 p.25) que poderiam ser evitadas caso o investimento no tratamento de água fosse maior. Problemas relacionados a falta de água também afeta a saúde populacional desencadeada por problemas nutricionais devido à falta de alimentos (Cirilo, 2015 p.53). Tais problemas são importantes para incentivar a população a realizar o uso racional da água evitando desperdícios e poluição.

Os recursos hídricos apresentam um valor ambiental, social, econômico, cultural (Venancio et al, 2015 p2) e monetário sendo um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico, produção industrial e de energia (Tundisi, 2015 p.26). Além disso é utilizada como meio de recreação em diversos lugares que sustenta um turismo acerca do recuso hídrico, assim a crise afeta a economia desses municípios que tem como renda o uso recreativo da água. Outrossim, a água gera emprego e sem ela há a perda de postos de trabalho e instabilidade social devido escassez e falta de acessibilidade (ibidem p. 25).

Água de boa qualidade é essencial para a erradicação de pobreza, segurança alimentar, preservação dos ciclos biogeoquímicos e ecossistemas (Tundisi, 2015 p.25), os quais são fundamentais para a sobrevivência humana e sua qualidade de vida. A segurança hídrica é definida pelo Programa Hidrológico Internacional da Unesco, como a

“[...] capacidade de assegurar a uma população o acesso a quantidades adequadas de água de qualidade aceitável com a finalidade de sustentar a saúde humana e a saúde dos ecossistemas, em uma bacia hidrográfica, e também assegurar proteção eficiente da vida e da propriedade contra desastres relacionados a recursos hídricos – secas, enchentes, deslizamentos, afundamento de solos” (Unesco, IHP, 2012).

Assim, a crise hídrica mostra a interdependências entre estabilidade social, vulnerabilidade ambiental e segurança humana (Tundisi, 2015 p.28). Todos esses fatores correm sérios riscos caso não houver uma mobilização social e governamental para mudar o cenário atual.

 

As mudanças climáticas promovem uma mudança na distribuição de recursos hídricos, que possuem uma procura maior em alguns lugares enquanto em outros tem uma disponibilidade exagerada. A escassez de água potável pode gerar um aumento na disseminação de doenças de veiculação hídrica (cólera, tifo, filaria, diarreia entre outras); redução de água disponível para irrigação e dessedentação de animais; racionamento de água para o consumo doméstico nos centros urbanos entre outros problemas (Dos Santos et al 2010 p.60 e 64).

O cerrado emite CO2 na estação de seca e capta na estação chuvosa, quanto maior a estação seca devido às mudanças climáticas maior a emissão desse gás que aumenta o efeito estufa. Hoje esse balanço é positivo, mas se houver uma mudança na distribuição de chuvas o bioma pode entrar em desequilíbrio (Oeco 2015).

Ao pensar que as mudanças climáticas vêm causando o aumento da temperatura da Terra de forma geral, o cenário mais otimista com elevação de 1,5ºC e 2ºC no Cerrado, o Nordeste do bioma seria o mais afetado devido sua vulnerabilidade pelo menor desenvolvimento econômico (Oesco 2015). Além de reduzir a precipitação, que é a mais baixa do cerrado, aumentaria o período de seca (Oeco 2015, Oliveira et al 2014 p. 7101). Já no cenário mais pessimista com elevação de 4ºC o bioma como um todo seria muito afetado pelo aumento e intensidade das queimadas, que nesse caso seria negativa para o ecossistema (Oeco 2015).

O aquecimento observado na última década mostra o impacto da temperatura no ciclo hidrológico, mudando os padrões de precipitação e evapotranspiração que impactam diretamente a umidade do solo, reserva subterrânea e escoamento superficial (Vrechi et al 2016 p. 20). Com a diminuição na precipitação e o aumento da estação seca, o equilíbrio que as plantas possuem com o ecossistema através de suas estratégias fenológicas mudarão. As plantas que por exemplo ficam sempre verdes serão extremamente prejudicadas ( Bustamante et al 2012 p. 665).

Os níveis de água subterrânea estão diminuindo, córregos que costumavam ser perenes agora desaparecem no período de seca . Assim, quando não se encontra na estação chuvosa, a vazão dos rios que alimentam as casas diminui chegando a graves racionamentos . No Distrito Federal por exemplo, as duas barragens que abastecem a região (Santa Maria e Descoberto) acumularam em 2017 menos de 50% da água que poderiam represar (Ciscati 2017).

As mudanças climáticas influenciam o escoamento e erosão do solo (Anache et al 2018 p. 141). A erosão é um processo de sedimentação, desgaste e transporte do solo em que um dos agentes é a água. Em alguns casos pode causar assoreamento, ou seja, os sedimentos são levados para o leito de um rio podendo secar alguns cursos d’água ou diminuir sua profundidade (Matias 2018).

Todos esses aspectos somados a um aumento pela demanda de água irá exercer grande pressão sobre os hidrossistemas brasileiros visto que o cerrado distribui água doce para as maiores bacias hidrográficas do país e América do Sul, como São Francisco, Tocantins, Paraná e Paraguai. Dessa forma o bioma fornece água para a indústria, agricultura, navegação e turismo e para a produção de energia hidrelétrica, onde as maiores instalações estão no cerrado, logo se sua água sofrer graves consequências com as mudanças climáticas esses meios também sofrerão, podendo limitar o desenvolvimento de algumas regiões (Oliveira et al 2014 p. 7100- 7101, Vrechi et al 2016 p.20).

Sistemas socionaturais como a agricultura são mais vulneráveis a mudanças climáticas, assim tanto a seca quanto a cheia podem trazer consequências de longo prazo desestruturando economias locais (Vrechi et al 2016 p. 20).

 

O cerrado é a segunda maior formação vegetal da América Latina e possui uma região planáltica que contribuem para o surgimento de nascentes no qual a água rapidamente distribui para outras áreas (Pena). Assim o bioma o possui uma distribuição das águas por todo o Brasil, conhecido como efeito guarda-chuva, por isso a escassez de água na região afeta todo o Brasil (Rocha 2018).

A ocupação do cerrado foi incentivada pelo governo na década de 70, onde o desmatamento aumentou drasticamente devido a expansão da agropecuária (Ciscati 2017), chegando muitas vezes a superar o da Amazônia (Oliveira et al 2014 p. 7100). Mais de 50% da cobertura vegetal do cerrado já foi desmatada, enquanto na Amazônia um proprietário de terras é obrigado a proteger 80% da floresta, no cerrado essa porcentagem é 35%. Os números mostram que o desmatamento legal é muito permitido por aqui (SaveCerrado 2017).

Na morfologia das plantas nativas podemos notar raízes espessas e profundas, alcançando regiões com água até mesmo na estação seca . Esse fato torna o cerrado conhecido como “Floresta Invertida” pois suas raízes são maiores que as próprias árvores (Furquim et al 2018 p. 1 e 4). A substituição de plantas nativas dificulta a recarga dos aquíferos, visto que as exóticas possuem curtas raízes que não realizam esse trabalho (Ciscati 2017). Ou seja, o desmatamento interfere no ciclo hidrológico pois sem a cobertura vegetal nativa há redução de infiltração da água e consequentemente redução do abastecimento dos lençóis freáticos. Com isso, há a diminuição do volume dos rios e dos reservatórios de abastecimento das cidades (Meister 2017 p.29).

As áreas de pastagem que representam 30% do Cerrado compacta o solo impossibilitando a penetração da água (Ciscati 2017), simulações que substituem o cerrado em pastagens mostra que a precipitação pode diminuir em 10% (Klink & Machado 2005 p.151).Outrossim, alterações na cobertura da terra para urbanas e rurais, estão mudando a química da água do Cerrado gerando consequências para o funcionamento do ecossistema (Bustamante et al 2012 p. 663).

O crescimento das cidades tem gerado impactos como a impermeabilização do solo e poluição. Tais fatores agregados com a ocupação irregular do solo (como unidades de conservação e recarga dos aquíferos) devido ao descaso do governo contribui para o déficit hídrico (Meister 2017 p.30).

Segundo estudos, os fatores que mais causam perturbações nas nascentes são a compactação do solo pelo gado e as voçorocas, além do desmatamento. Nascentes muito próximas a residências e sem a proteção local são alvos de efeito negativos da mesma forma. Há também o rebaixamento do lençol freático, que ocorre devido a retirada excessiva de água das camadas subterrâneas (Meister 2017 p. 38-39).

 

O cerrado ocupa 25% do território brasileiro (ICMBIO) e é elo entre todos os biomas do país sendo eles interdependentes. Conhecido como berço das águas, possui 19.864 nascentes, 23,6% de todas as nascentes brasileiras (Teófilo 2015), além disso o cerrado possui 3 grandes aquíferos: Guarani, Bambuí e Urucuia (BBC 2017) que beneficiam oito entre as doze bacias hidrográficas brasileiras sendo conhecido como efeito guarda-chuva (Bandeira p.4). O efeito guarda-chuva tem esse nome porque o Cerrado está localizado na porção central do país e em uma região de elevada altitude, distribuindo recursos hídricos a todo território nacional (Bandeira p.4).

Seu solo é favorável para infiltrações de água da chuva, além da ajuda das plantas, com suas profundas raízes que levam a água até as reservas subterrâneas, os aquíferos, atuando como esponjas (Furquim et al p. 147, Santos & Zaroni). Cada subsistema que existe, acumula água de diferentes formas. Nas Veredas por exemplo o lençol é mais superficial, formando até pequenas lagoas enquanto nos Cerradões não há formação de lençol freático, as águas pluviais escorrem para o leito dos cursos d’águas (Barbosa 2018  p.2-3, ). Outrossim, as rochas porosas sedimentares também ajudam no processo, que é mais lento pois acumularam água durante milhões de anos (Barbosa 2018  p.1).

Dessa maneira, o maior potencial hídrico do Cerrado não está nas águas da superfície, mas nos lençóis freáticos que estão nas camadas mais profundas do solo.

 

As fisionomias do cerrado são determinadas pelo clima e por solos com diferentes materiais de origem e profundidade, estabelecendo o estoque de nutrientes e teor de água do solo que são fatores limitantes de crescimento das plantas (FURQUIM et al 2018 p.1). No bioma predominam os latossolos, que possuem uma boa permeabilidade por serem mais porosos, ou seja, a água tem uma facilidade para se infiltrar e acumular nos lençóis freáticos (SANTOS & ZARONI). Popularmente chamado de solo vermelho, o latossolo tem um baixo nível de nutrientes devido ao excesso alumínio no solo faz com que ele seja ácido (SANTOS & ZARONI). Além disso, a vegetação geralmente é exposta a uma alta irradiação, com alta temperatura e baixa umidade relativa do ar . Essas características cobram adaptações das plantas para que as mesmas possam viver nesse tipo de ambiente. Na morfologia das plantas nativas podemos notar raízes espessas e profundas, alcançando regiões com água até mesmo na estação seca . Esse fato torna o cerrado conhecido como “Floresta Invertida” pois suas raízes são maiores que as próprias árvores (FURQUIM et al 2018 p. 1 e 4).

Em períodos de seca, as plantas utilizam a água de maneira mais eficiente visto que nem todas conseguem uma grande quantidade da mesma. Para isso, precisam evitar a perda de água e contam com a ajuda dos estômatos e das ceras epiticulares presente nas folhas. As ceras epiticulares impedem a perda de água das folhas além de proteger contra as radiações solares. Os estômatos são pequenas aberturas que fazem comunicação com o meio externo a respostas dos sinais ambientais e fisiológicos. Eles controlam a saída e entrada de gases e água nas plantas, e como as plantas do cerrado precisam economizar água, os seus estômatos restringem sua abertura além de ser bem menores. Muitas folhas possuem pelos que auxiliam a manutenção de uma camada úmida ao redor da folha, ajudando no acumulo de água (FURQUIM et al 2018 p.2-4) .

A transpiração das plantas é um importante processo de movimento de água visto que move a água do solo para a planta através das raízes e da planta para atmosfera através dos estômatos, por isso essa ação é reduzida para evitar o gasto de água (FURQUIM et al 2018 p.5).

Para economizar energia, muitas plantas entram em dormência no período da seca, desta maneira ela permite que suas folhas caem diminuindo o gasto de água e nutrientes para mantê-las (FURQUIM et al 2018 p.2). Contrariamente, outras investem na produção de folhas e flores para que na chuvosa as sementes germinem (ibidem p.4). Podemos notar que sua vegetação não é homogênea, exibindo subsistemas de campo que agem de forma diferente conforme a quantidade de água (BANDEIRA & CAMPOS p.4).

No Sistema Biogeográfico do Cerrado, as águas subterrâneas se acumulam diferentemente nos diversos subsistemas (BARBOSA 2018 p.2). Existem 12 fitofisionomias: mata ciliar, mata de galeria, mata seca, cerradão, cerrado ‘stricto sensu’, veredas, parque de cerrado, palmeiral e as formações campestres (campo sujo, campo limpo e campo rupestre) (IBRAM 2018 , BARBOSA 2018 p.2). Nos campos o lençol d’água vem da água da chuva que é infiltrada pelo solo, sendo em alguns lugares mais ou menos rápida, assim como no Cerradão e Cerrado ‘stricto sensu’, que diferencia por grande parte das águas pluviais escorrerem para o leito dos rios de acordo com a declividade dos terrenos . Nos Cerrados e Cerradões não há formação de lençol freático, as águas pluviais escorrem com velocidade para o leito dos cursos d’águas. Nas matas de galeria o lençol freático é abundante e subsuperficial, em que sua origem e alimentação estão na dependência direta dos lençóis freáticos aí existentes, similar as matas ciliares com a diferença de que o lençol freático alimenta diretamente o curso d’água mais próximo, através do escoamento rápido (BARBOSA 2018 p.2). As Matas Secas são florestas fechadas, sem associação com cursos d’água como nas matas de galeria e ciliar (IBRAM 2018 ). Nas veredas o lençol é abundante e superficial, formando pequenas lagoas e sendo responsável pelas nascentes dos cursos d’águas do cerrado (BARBOSA 2018 p.3). O Parque de Cerrado se caracteriza pelo agrupamento de árvores em pequenas elevações do terreno, chamados de murundus que são áreas alagáveis em períodos chuvosos . Os palmeirais também se encontram em áreas com acumulo de água porque seu solo é muito drenado (IBRAM 2018). 

As árvores do cerrado são conhecidas por serem baixas, inclinadas e tortuosas, consegue imaginar o porquê disso (FURQUIM et al 2018 p.3)? A baixa quantidade de nutrientes devido a acidez e a pouca quantidade de água em zonas superficiais que agrava a situação afeta o crescimento das árvores e sua tortuosidade, que é intensificada pelo fogo que quebra a linearidade do seu crescimento (FIGUEIREDO & STELLA 2008).

As gramíneas, apesar de esquecidas por muitas pessoas, também fazer parte da flora do cerrado. Suas raízes são superficiais e folhas muito pequenas, por isso na época da seca sua grande maioria seca e favorece a propagação de queimadas (FURQUIM et al 2018 p.3-4). As queimadas no cerrado, ao contrário de outros biomas, acontecem de forma natural através de descargas elétricas dos raios, que ocorrem na transição da estação seca para chuvosa e na estação chuvosa também, sendo o fogo controlado (PINTO et al 2010 p.24). Desse modo, as plantas nativas são extremamente adaptadas ao fogo que até estimula a floração de alguma delas. As árvores regeneram muito rápido depois da queima, além disso possuem um tecido vegetal de proteção chamado súber ao redor dos caules e raízes, aumentando a espessura formando uma grande casca de proteção (FURQUIM et al 2018 p.2-3).

 

Crise Mundial

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