Participações em Congressos e Seminários

Congressos

Título:
"Museu do Cerrado: a sociobiodiversidade como
elo entre a academia e os conhecimentos tradicionais"

Resumo:
No imaginário de muitas pessoas neste país existe um estereótipo do Cerrado ilustrado por árvores secas e retorcidas, cascas espessas e folhas grossas, mas nem só de árvores tortas vive o Cerrado, ele
também oferece uma grande variedade de cactos, bromélias, orquídeas, palmeiras e gramíneas, sendo 480 espécies de plantas endêmicas que só existem neste lugar do planeta Terra; o que faz com possua uma elevada diversidade de paisagens constituídas por diferentes fisionomias de vegetação que o colocam entre as savanas de maior riqueza florística do mundo e essa heterogeneidade de habitats favorece a diversidade da fauna. O Cerrado contém 5% da biodiversidade do planeta, aproximadamente 13.000 espécies de plantas, 1.200 de peixes, 150 de anfíbios, 262 de répteis, 837 de aves e 199 de mamíferos, sendo que 9,5% são endêmicos ao bioma, 38% dos répteis, 28% dos anfíbios, 4,3% das aves. A substituição do ambiente natural pelas cidades e estradas, a expansão da agropecuária (plantações de algodão, cana, eucalipto, soja e da pecuária extensiva), caça, queimadas e poluição são fatores que
contribuem decisivamente para a redução do Cerrado e a extinção de várias espécies e seus habitats afetam a vida dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. Hoje, apenas 8,21% da área total do
território é legalmente protegida com unidades de conservação e proteger as áreas de Cerrado que ainda existem é garantia de água, alimentos, medicamentos e tantos outros benefícios. O desconhecimento sobre sua sociobiodiversidade pela sociedade em geral tem justificado e contribuído para a sua destruição. Por este motivo, em 2017 criamos um website chamado Museu do Cerrado, o qual, em 2019, tornou-se projeto de extensão na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Atualmente, este conta com a participação de onze alunos de quatro cursos diferentes: Ciências
Biológicas, Licenciatura em Computação, Ciências Ambientais e Pedagogia. Nosso compromisso é mostrar a importância do Cerrado na vida de todos os brasileiros de forma multidisciplinar através dos conhecimentos científicos e os saberes e os fazeres populares, exaltando os artistas, fotógrafos, músicos, raizeiros, benzedeiros e outros. Outro objetivo do museu é ser uma fonte de pesquisa confiável onde estudantes, educadoras(es) e a sociedade como um todo tenham acesso ao que está sendo feito ou que já foi feito no cerrado, promovendo a divulgação dos grupos de pesquisa, artigos e pesquisadores. O museu irá crescer na medida em que pessoas, instituições e coletivos nos enviem informações sobre suas pesquisas e ações. O Museu encontra-se no site https://museucerrado.com.br/.

Seminários

19/11/2020 - 17:00 às 19:00
Debatedora: Rosicler Theodoro da Silva Mediação: Sergia da Silva

Arqueologia no Distrito Federal e a importância das pesquisas de arqueologia preventiva.

 

Edilson Teixeira de Souza

Geógrafo,Arqueólogo, Esp. em Planajamento Urbano e Ambiental, Doutorando em Arqueologia. Sócio Diretor da AL Consultoria em Arqueologia. E-mail: alconsultoria@ymail.com

 

Rosângela Azevedo Corrêa

Antropóloga, professora na Faculdade de Educação-UnB, diretora geral do Museu do

Cerrado. E.mail: museudocerrado.unb@gmail.com

 

 Brasília é conhecida por ser o Patrimônio Cultural da Humanidade, mas a grande maioria da população desconhece o patrimônio arqueológico do Distrito Federal que evidencia a ocupação milenar do território. Os artefatos em pedra lascada dos caçadores e coletores da Tradição Itaparica, fabricados há mais de 8,4 mil anos, usados na caça e processamento de animais e os fragmentos cerâmicos identificados no atual território da Capital Federal, são evidências da presença de grupos nômades de caçadores-coletores, num momento mais recuado, e de ocupações sedentárias de horticultores-ceramistas que ocuparam posteriormente a região. Peças cerâmicas foram coletadas em pesquisas arqueológicas realizadas na região entre 1992 e 1995 pelos arqueólogos Eurico T. Miller e Paulo Jobim: “Vim para um trabalho de assentamentos no Distrito Federal e aí se desenhou toda a história. Aqui existem sítios de todos os tipos. Quando encontramos pontas de flecha de quartzo nas escavações, era um sinal de que o Cerrado era um ótimo lugar para se viver na antiguidade” (Eurico Miller 2017). Miller tinha razão, o cerrado e as matas, proviam, em diversos períodos do ano, aos grupos pré-históricos produtos naturais como o pequi, a guariroba, o babaçu, etc. Quanto os artefatos líticos (pedras) destacam-se as pesquisas realizadas pelo arqueólogo Edilson Teixeira ao longo dos últimos 12 anos no Distrito Federal no âmbito da Arqueologia Preventiva, vinculadas ao licenciamento ambiental de inúmeros empreendimentos ligados a diferentes setores. Por representarem a possibilidade de impacto sobre o patrimônio arqueológico, a implantação desses empreendimentos foram precedidas por pesquisas arqueológicas que resultaram na identificação e registro de inúmeros sítios arqueológicos, localizados em diferentes Regiões Administrativas. Esses sítios estão associados ao período de ocupação pré-colonial e colonial. As pesquisas arqueológicas promovidas na região, por meio da Arqueologia Preventiva, contribuíram com o conhecimento arqueológico dos registros de ocupações para a região, permitindo traçar um panorama da Arqueologia regional, inclusive logrando a primeira datação radiocarbônica para um sítio arqueológico pré-colonial no DF, mesmo diante das condições não favoráveis para a preservação e conservação de componentes orgânicos, utilizados nesse tipo de datação. Para dar a conhecer os resultados dessas pesquisas temos o Museu do Cerrado que é um museu virtual que promove o conhecimento arqueológico na região.

Na II Jornada Nacional do Conhecimento Sabores e Saberes do Cerrado, promovida pelo Instituto Federal de Brasília (IFB), o Museu do Cerrado foi parceiro do 1º Concurso de Receitas do Cerrado.

O concurso, de caráter cultural e recreativo, visa incentivar cozinheiros amadores e profissionais no uso de especiarias do Cerrado, gerando a valorização dos produtos da sociobiodiversidade do Cerrado na gastronomia.

Uma condição para participar do concurso é utilizar-se do "Baru" – espécie nativa do Cerrado – como item obrigatório na receita.
Informações em www.ifb.edu.br e https://saboresesaberesdocerrado.com/

A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) através da Gerência de Educação Ambiental, Patrimonial, Língua Estrangeira e Arte-Educação (GEAPLA) e o Museu do Cerrado (MUC) da Universidade de Brasília (UnB), promovendo a Política de Educação Ambiental da SEEDF, Portaria nº 428, de 4 de outubro de 2017, promoveram a realização da I Exposição Infanto-Juvenil do Cerrado no dia 11 de setembro de 2020, cujo tema é "As belezas do Cerrado” como objetivo de dar aos estudantes das escolas públicas a oportunidade de mostrarem a biodiversidade desse Bioma.

Título da palestra: Museu do Cerrado
Bruno Corrêa
Data: 09 de Setembro de 2019

A Semana do Cerrado da Universidade de Brasília é um evento que ocorre anualmente na semana do dia 11 de setembro (Dia Nacional do Cerrado), sendo composto por palestras, mesas redondas, minicursos e rodas de conversa que buscam um maior esclarecimento de temas sobre o Cerrado e tem como objetivo principal promover e divulgar o Bioma, estimulando a sua valorização e conservação. Neste ano, o evento será online e totalmente gratuito.

Título:
"Museu do Cerrado – Um espaço multidiciplinar"

Palestra: "Museu do Cerrado: uma experiência de ensino, pesquisa e extensão" - Rosângela Azevedo Corrêa

 

Resumo: O Museu do Cerrado é um museu virtual com o objetivo de divulgar os conhecimentos científicos, os saberes e os fazeres populares acerca da sociobiodiversidade do Sistema Biogeográfico do Cerrado. Também é um projeto de extensão multidisciplinar que conta com a participação de estudantes de qualquer curso da Universidade de Brasília que realizam pesquisa aplicada a sua área de estudo, ao mesmo tempo, que colaboram para ampliar o acervo do museu. A participação dos estudantes no museu contribui na sua formação acadêmica e estabelece uma ponte entre a universidade e a sociedade através da divulgação científica.

 

Debatedor: Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva. Lab Int. de Paleontologia e Espeleoologia, MHN, Ufal.

 

"Enccult: 10 anos debatendo práticas e reflexões sobre ensino, pesquisa e extensão”.
Evento Regional, multidisciplinar e interdisciplinar, com bases consolidadas em sua X versão, contemplando várias áreas da Ciência, congregando cientistas de todo o Brasil e internacionais. Pesquisadores professores e alunos, profissionais, produtores privados, empreendedores, são nosso querido público. Acontecerá de 1 a 4 de setembro de 2020, com base no campus VI Uneal, Maceió.

A SemaBio-UnB é um evento que tem por finalidade ampliar os conhecimentos nas diversas áreas da Ciências Biológicas, complementando o currículo do curso e realizando divulgação científica.
Palestra "Museu do Cerrado como instrumento de Educação Ambiental" ministrada por Rosângela Azevedo Corrêa na XVII Semana da Biologia no dia 28 de setembro de 2018.