Mamíferos do Cerrado

Dos mamíferos listados, 32% tem sua ocorrência registrada no Ambiente Campestre; 17% são exclusivos e 15% são comuns também a outros ambientes. No Cerradão, ocorrem 15% dos mamíferos, mas nunca de forma exclusiva, ou seja, os mamíferos listados aí são comuns a outros ambientes. Ocorrem 16% dos mamíferos na Mata: desses, 5% são exclusivos e 15% são comuns a todos os ambientes. Embora possam ser visíveis durante todo o ano, os mamíferos campestres estão mais concentrados nos meses de setembro, outubro, novembro, dezembro e janeiro. Esta época coincide com as floradas e rebrota dos pastos afetados por queimadas naturais ou antrópicas do ano anterior. Coincide também, especialmente a partir de novembro, com a época de maturação dos frutos. As espécies insetívoras também encontram, nesta época, farto recurso propiciado pela revoada e multiplicação de certas espécies de insetos. Outros mamíferos especialmente os carnívoros estão mais concentrados em setembro, outubro, novembro, dezembro e janeiro, acompanhando a concentração dos mamíferos campestres. Os mamíferos, habitantes do Ambiente Ribeirinho, podem ser mais visíveis e concentrados nos meses secos, sobretudo junho, julho e setembro.

Em 2014 o Instituto Biotrópicos lançou a publicação “Descobrindo os mamíferos: um guia para as espécies do norte de Minas Gerais”. O guia apoiado pelo WWF-Brasil ganha agora versão on-line para que todos possam baixar. Acesse a publicação:

http://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/downloads/descobrindo_os_mamiferos_guia_norte_mg_ferreira_oliveira_2014_lowres.pdf

De acordo com Guilherme Braga de Ferreira, um dos autores da publicação junto com Marcelo Juliano Rabelo Oliveira, “por ser bem ilustrado e não usar uma linguagem técnica, o livro é direcionado também para jovens e pessoas de fora do meio acadêmico.  É uma excelente forma de valorizar a fauna do Cerrado e mostrar para população o tamanho da riqueza que está protegida nas unidades de conservação do norte de Minas Gerais”. Ele explica que há no imaginário das pessoas, a ideia de que animais como a anta e a onça-pintada só existem na Amazônia ou no Pantanal. “Com o livro e as fotos, a população pode identificar que estes grandes mamíferos habitam algum lugar cerca da casa delas”, afirmou.

A publicação sintetiza dados sobre a ocorrência de mamíferos obtidos ao longo de 10 anos de pesquisas nesta região que é considerada prioritária para a conservação da biodiversidade e para pesquisa científica no país, com o objetivo de discutir a potencialidade das áreas protegidas, sobretudo para a revelação de novos achados científicos.
 
Os dados contidos no estudo foram obtidos com o auxílio de câmeras especiais instaladas em pontos estratégicos. Mais de 30 espécies de mamíferos foram registradas, entre eles a anta, a onça e o tamanduá-bandeira, todos animais ameaçados de extinção. No entanto, foi um registro que surpreendeu os pesquisadores: um cachorro-do-mato- vinagre (Speothos venaticus).

Embora houvesse relato de 1842, do dinamarquês Peter Lund, considerado o pai da paleontologia brasileira, trata-se da primeira imagem da espécie na região. A partir de agora, o canídeo está no radar de especialistas, e o objetivo é saber se há mais indivíduos desse animal.
 
Para Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, “tal registro científico reforça o papel das áreas protegidas para a conservação da biodiversidade, especialmente no Cerrado, que tem menos de 3% de sua área em unidades de conservação de proteção integral, enquanto metas internacionais para conservação da biodiversidade pedem pelo menos 17% de cada bioma terrestre coberto por áreas protegidas”.
 
Muitas das espécies encontradas estão em situação vulnerável no país e criticamente ameaçadas em Minas Gerais. Desmatamento, conflitos com populações, ataques e transmissão de doenças por animais de estimação são seus principais inimigos. 
 
Por isso é importante manter áreas protegidas conectadas com corredores ecológicos, respeitar a legislação em propriedades rurais e cuidar da saúde de animais domésticos na região.

Capa da publicação

No Cerrado, o Mosaico Sertão Veredas Peruaçu é uma peça fundamental para a proteção das diversas espécies de plantas e animais existentes na região. Embora este não seja o único “serviço” que o Mosaico presta no norte de Minas Gerais e sudoeste da Bahia, trata-se de uma ajuda e tanto para garantir o equilíbrio ambiental.

O MSVP tem 2 milhões de hectares distribuídos em onze municípios e abriga doze unidades de conservação federais, estaduais e particulares, além de terras indígenas. No entanto, faltava um mapeamento do que essas áreas protegidas abrigam em termos de biodiversidade, em especial, de espécies de mamíferos de grande porte, que têm papel relevante no ecossistema, como a dispersão de sementes e o controle da população de outros animais.

O primeiro esforço veio a público em 2014 quando o Instituto Biotrópicos lançou a publicação Descobrindo os mamíferos: um guia para as espécies do norte de Minas Gerais. O guia apoiado pelo WWF-Brasil ganha agora versão online para que todos possam baixar. Acesse a publicação

De acordo com Guilherme Braga de Ferreira, um dos autores da publicação junto com Marcelo Juliano Rabelo Oliveira, “por ser bem ilustrado e não usar uma linguagem técnica, o livro é direcionado também para jovens e pessoas de fora do meio acadêmico.  É uma excelente forma de valorizar a fauna do Cerrado e mostrar para população o tamanho da riqueza que está protegida nas unidades de conservação do norte de Minas Gerais”.

Ele explica que há no imaginário das pessoas, a ideia de que animais como a anta e a onça-pintada só existem na Amazônia ou no Pantanal. “Com o livro e as fotos, a população pode identificar que estes grandes mamíferos habitam algum lugar cerca da casa delas”, afirmou.

Novas descobertas

A publicação sintetiza dados sobre a ocorrência de mamíferos obtidos ao longo de 10 anos de pesquisas nesta região que é considerada prioritária para a conservação da biodiversidade e para pesquisa científica no país, com o objetivo de discutir a potencialidade das áreas protegidas, sobretudo para a revelação de novos achados científicos.

Os dados contidos no estudo foram obtidos com o auxílio de câmeras especiais instaladas em pontos estratégicos. Mais de 30 espécies de mamíferos foram registradas, entre eles a anta, a onça e o tamanduá-bandeira, todos animais ameaçados de extinção. No entanto, foi um registro que surpreendeu os pesquisadores: um cachorro-do-mato- vinagre (Speothos venaticus).

Embora houvesse relato de 1842, do dinamarquês Peter Lund, considerado o pai da paleontologia brasileira, trata-se da primeira imagem da espécie na região. A partir de agora, o canídeo está no radar de especialistas, e o objetivo é saber se há mais indivíduos desse animal.

Para Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, “tal registro científico reforça o papel das áreas protegidas para a conservação da biodiversidade, especialmente no Cerrado, que tem menos de 3% de sua área em unidades de conservação de proteção integral, enquanto metas internacionais para conservação da biodiversidade pedem pelo menos 17% de cada bioma terrestre coberto por áreas protegidas”.

Muitas das espécies encontradas estão em situação vulnerável no país e criticamente ameaçadas em Minas Gerais. Desmatamento, conflitos com populações, ataques e transmissão de doenças por animais de estimação são seus principais inimigos. 

Por isso é importante manter áreas protegidas conectadas com corredores ecológicos, respeitar a legislação em propriedades rurais e cuidar da saúde de animais domésticos na região.

*Notícia original da WWF-Brasil. Republicado mediante licença Creative Commons BY-SA 3.0