Irara

Nomes comuns: Irara, papa-mel.

 

Nome em inglês: Tayra, greyheaded tayra.

 

Ameaças e conservação: Perda do habitat é identificada como principal ameaça; conflitos com avicultores, apicultores e agricultores em função dos danos causados em colmeias artificiais, predação de galinhas, pomares e cultivos de frutas (especialmente abacaxi), resultam no abate por retaliação; proximidade com animais domésticos pela competição por recursos; contaminação por doenças domésticas e atropelamentos. O governo brasileiro não tem medidas de conservação específicas para a espécie em nível nacional. Durante a Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Mamíferos Carnívoros do Brasil, considerou-se necessário a realização de estudos sobre a densidade populacional e as consequências, para as suas populações, dos conflitos com humanos. A espécie não foi incluída na lista oficial de espécies ameaçadas do MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014).

 

Comprimento total: 104 cm (média).

 

Peso: 3,7 a 11,1 Kg.

 

Dieta: Onívoro oportunista. Alimenta-se de frutas, insetos, mel e pequenos vertebrados (a maioria arborícola), aves, pequenos mamíferos (roedores, lagomorfos, primatas), podendo também predar mamíferos de maior e menor porte, como Mazana e preguiça, respectivamente.

 

Número de filhotes: 1 a 4.

 

Gestação: 63 e 70 dias.

 

Longevidade: 22,3 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário, em pares ou grupos pequenos a grandes de até 20 indivíduos.

 

Padrão de atividade: Diurno e crepuscular.

 

Distribuição geográfica: Do centro do México até norte da Argentina. No Brasil ocorre na Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Caatinga e Pantanal, sendo mais comum em áreas de vegetação densa.

 

Habitat: Regiões tropicais e subtropicais com vegetação em estágio primário ou secundário. A espécie apresenta um forte padrão arborícola, podendo habitar área de dossel, embora também seja uma boa nadadora.

 

Descrição física: Corpo comprido com membros curtos e cauda grossa. A cor da pelagem é marrom, mas varia de acordo com a região geográfica. Na cabeça e pescoço a coloração tende a ficar marrom mais claro ou quase branca.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 06.setembro.2021

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