Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Cerrados

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A Embrapa Cerrados é uma das 47 Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Foi criada em 1975 com o desafio de viabilizar a produção agrícola no Cerrado brasileiro. A Unidade é um centro de pesquisa ecorregional cujo foco é o desenvolvimento sustentável da agricultura no Bioma Cerrado.

 

A Unidade atua em atividades de pesquisa e desenvolvimento que buscam ampliar o conhecimento, a preservação e a utilização racional dos recursos naturais do Bioma Cerrado, além de desenvolver sistemas de produção sustentáveis em equilíbrio com a oferta ambiental da região. Ao longo de sua existência, a Unidade desenvolveu tecnologias para soluções simples a fim de minimizar problemas considerados complexos. Dessa forma, contribuiu para transformar a região numa das maiores fronteiras agrícolas do mundo e referência internacional em produtividade.

Manejo, conservação e uso dos recursos naturais

  • Manejo e conservação do solo e água em ambientes de Cerrado: práticas e recomendações de manejo de agroecossistemas para a conservação do solo e da água.
  • Recursos Hídricos: desenvolvimento de métodos e estratégias para caracterização, modelagem e gestão de recursos hídricos e uso eficiente da água na irrigação.
  • Conservação, uso e manejo de espécies nativas do Cerrado: estratégias e métodos de conservação, aproveitamento alimentar de espécies nativas e usos dos ambientes de Cerrado para agricultura diversificada, extrativismo, domesticação, sistemas agroflorestais e recuperação de áreas de reserva legal e desenvolvimento de protocolos de mudas de plantas nativas do Cerrado.
  • Manejo e conservação de ambientes naturais: restauração ecológica, recuperação de áreas degradadas, quantificação e avaliação de serviços ambientais e ecossistêmicos.

Sistemas de produção animal e vegetal

  • Fertilidade e correção de solos: recomendações para uso racional de fertilizantes e corretivos da acidez de solos (calcário e gesso agrícola) do Cerrado.
  • Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e produção de inoculantes: utilização de bactérias para a fixação de nitrogênio na cultura da soja, reduzindo a necessidade de fertilizantes nitrogenados, e tecnologias para a produção comercial de inoculantes.
  • Insumos agropecuários alternativos: utilização de rochas ricas em potássio como fertilizantes e condicionadores de solo para cultivos de soja, maracujá, mandioca, pastagens e eucalipto, diminuindo a dependência de fertilizantes químicos.
  • Sistemas de produção vegetal: Tecnologias de manejo de solo e da água, tratos culturais, adubação, controle de pragas e doenças, melhoramento genético, avaliação e recomendação de cultivares para o cultivo comercial de soja, milho, feijão, café, trigo, cevada, quinoa, amaranto, forrageiras, mandioca, maracujá, abacaxi, banana e manga, para uso na alimentação humana, geração de energia e nutrição animal.
  • Novas cultivares: obtenção de cultivares de soja de alta produtividade, resistente às principais doenças. Desenvolvimento de sistemas de produção de cultivares de trigo, café, cana-de-açúcar e soja mais tolerantes à seca. Seleção participativa de novas variedades de milho e de cultivares de mandioca de alto rendimento e resistente às principais pragas e doenças tanto para o consumo humano in natura quanto para o processamento industrial.
  • Agroenergia: fontes potenciais de matéria-prima para produção de bioenergia (macaúba, dendê irrigado, gramíneas, sorgo sacarino, florestas energéticas, cana-de-açúcar).
  • Estresse hídrico na cultura do cafeeiro: utilização da técnica de estresse hídrico (sem irrigação no período da seca) para uniformizar a florada e a maturação dos cafeeiros no Cerrado a fim de aumentar a qualidade e produtividade do café na região.
  • Desenvolvimento e aperfeiçoamento de sistemas de produção animal: manejo reprodutivo de bovinos de corte e de leite, melhoramento genético de bovinos da raça Nelore (BRGN) para produção a pasto e das raças Zebuínas (Guzerá, Indubrasil, Gir e Sindi) para a produção de leite, seleção e avaliação de plantas forrageiras, manejo nutricional de bovinos e recuperação de manutenção de pastagens.
  • Sistemas de integração e de diversificação da produção: Sistemas integrados e diversificados de produção com grãos, pastagem, pecuária e floresta, tais como: ILPF, ILP.
  • Sistemas de produção de base ecológica: estratégias para transição de sistemas de produção convencional para sistemas agroecológicos, seleção participativa de novas cultivares de mandioca, milho e feijão, e desenvolvimento de sistema de produção de frutas, grãos e hortaliças em cultivos consorciados.
  • Adubos verdes e plantas de cobertura do solo: uso e manejo de espécies vegetais produtoras de biomassa para adubação verde e cobertura do solo.
  • Manejo e controle fitossanitário de pragas e doenças: estratégias de convivência, prevenção e controle de pragas e doenças de importância econômica.
  • Bioindicadores da qualidade de solo das regiões tropicais: desenvolvimento e avaliação de atributos microbiológicos, químicos e físicos como bioindicadores da qualidade do solo e da sustentabilidade de agroecossistemas.
  • Desenvolvimento de estratégias para inserção produtiva de agricultores familiares e comunidades tradicionais: técnicas de análise e diagnóstico de sistemas de produção para apoiar o desenvolvimento rural.
  • Processamento e qualidade de produtos: métodos para processamento de matérias-primas de origem vegetal e animal visando à otimização do aproveitamento, manutenção das propriedades nutricionais e agregação de valor.

Inter-relação: recursos naturais e sistemas de produção

  • Zoneamento agrícola: determinação da aptidão de diversas regiões, épocas de plantio, estratégias e tecnologias para redução de riscos climáticos na produção agrícola.
  • Adaptação dos sistemas agrícolas às mudanças climáticas globais: mitigação dos efeitos dos gases de efeito estufa e adaptação dos sistemas às mudanças climáticas globais.
  • Análise de sistemas agropecuários: análise econômica e financeira de sistemas agropecuários e avaliação de seus impactos sociais, econômicos e ambientais.
  • Dinâmica do uso da terra e desenvolvimento regional: avaliação dos impactos do uso da terra sobre o desenvolvimento rural e urbano e monitoramento da sustentabilidade agroambiental do território.