Festas no Cerrado

Existem várias festas populares nessa região. Ao longo do ano, você pode se organizar para conhecê-las. Como citamos, algumas já se tornaram até patrimônio, decorrente da história que há por trás de sua criação e necessidade de manutenção na memória do povo.

Origem das cavalhadas

No século VIII d.C., um exército de cristãos, liderado pelo imperador romano, Carlos Magno, guerreou contra os sarracenos, de religião islâmica (muçulmana). O objetivo era impedir os sarracenos de invadir o sul da França.

Conhecidos como mouros, os mulçumanos da Mauritânia invadiram, nos idos do século VIII, o sul da Península Ibérica, dominando a região de Granada, de onde foram expulsos somente em fins do século XV. Foram quase 800 anos de ocupação moura por quase toda a península, o que, inegavelmente, colaborou para o avanço tecnológico destas nações, uma vez que os mulçumanos árabes, propagadores do islamismo, eram mais evoluídos, do ponto de vista tecnológico, artístico e cultural, do que os cristãos da época. Os reis que resistiram a este avanço refugiaram-se ao norte da península e mantiveram intacta sua cultura, vindo deles a iniciativa de expulsão da soberania moura na Península Ibérica.

Incorporada ao folclore, durante séculos, a História de ‘Carlos Magno e os 12 pares da França’ era atração nas vozes dos trovadores e, somente em idos do século XIII, em Portugal, é que resolveu instituí-la como uma festividade, aos modos de uma representação dramática, quase que como um jogo de xadrez, a fim de incentivar a instituição cristã e o repúdio aos mouros. Num grande campo de batalha, onde de um lado, o lado do poente, 12 cavaleiros cristãos vestidos de azul, a cor do cristianismo, lutam contra 12 cavaleiros mouros vestidos de vermelho, encastelados no lado do sol nascente.

No Brasil esta representação dramática foi introduzida, sob autorização da Coroa, pelos jesuítas com o objetivo de catequizar os gentios e escravos africanos, mostrando nisto o poder da fé cristã. Por todo o Brasil encontramos as Cavalhadas sendo representadas, em diferentes épocas, prova de que esta manifestação folclórica nada tem a ver, de origem, com a Festa do Divino ou a Pentecostes. A mais antiga de que se tem notícia no país foi encenada em Pernambuco em 1584. Há registro de Cavalhadas em 1609, em Pernambuco e no Rio de Janeiro. A festa foi descrita também em 1745, em Recife. O espetáculo reproduz a nobreza dos reis, príncipes e embaixadores. Entre uma região e outra, pequenas mudanças são percebidas nas Cavalhadas, porém, mantém-se sempre a tradição e regra, sendo um evento que ocorre logo após os festejos do Divino Espírito Santo.

As Cavalhadas são realizadas há mais de 200 anos em Goiás, unindo religiosidade, cultura, turismo e economia, e valorizando o patrimônio imaterial do Estado. O Circuito Cavalhadas de Goiás, coordenado pela Goiás Turismo, busca valorizar a tradição e destacar o espetáculo nos municípios de Corumbá de Goiás, Crixás, Hidrolina, Jaraguá, Palmeiras de Goiás, Pilar de Goiás, Pirenópolis, Posse, Santa Cruz de Goiás, Santa Terezinha de Goiás e São Francisco de Goiás.

Na capitania de Goiás, a mais antiga apresentação das Cavalhadas da qual se tem registro foi encenada no arraial de Santa Luzia, atual cidade de Luziânia, no dia 6 de janeiro de 1751. As Cavalhadas foram implantadas nos municípios goianos do Ciclo do Ouro. Além da festa litúrgica, missa e novena, a celebração no período colonial origina os elementos culturais e religiosos da festa no Centro-Oeste brasileiro: Império do Divino, Entrada da Rainha e Cavalhadas. Em Santa Cruz de Goiás a festa é realizada ininterruptamente há 202 anos.

A Procissão do Fogaréu acontece anualmente durante a Semana Santa na Cidade de Goiás, antiga capital do Estado de Goiás. É uma festa que foi retomada na década de 1960 por iniciativa de membros da Organização Vilaboense de Artes e Tradições – Ovat. Contam seus organizadores que no início foi difícil organizar tal festejo, pois não havia um número regular de participantes e as despesas eram grandes. Hoje a Ovat possui um guarda-roupa permanente, o que facilita o quesito dos preparativos. Outros benefícios são as ajudas externas e a grande exposição de tal festa junto à mídia.

Atualmente participam da Procissão do Fogaréu quarenta homens que se fantasiam de Farricocos, sendo estes a atração maior da celebração festiva que percorre ruas e becos da antiga Vila Boa de Goiás. As indumentárias são simples, mas de grande efeito visual, compondo-se de túnicas retas e de mangas compridas com uma faixa branca amarrada à cintura, fazendo contraste com as vestes em vermelho, amarelo, azul escuro, roxo, verde escuro, laranja dentre outras cores. Há apenas um Farricoco que usa túnica branca, sendo sua faixa vermelha. Ele é o responsável por carregar o estandarte com o rosto de Cristo e possui lugar de destaque à frente dos demais.

No início da noite de quarta-feira da Semana Santa, o grupo se reúne em frente ao Museu da Boa Morte, no centro da cidade, para ensaiar o trajeto da Procissão. Elder Camargo de Passos é quem realiza este trabalho desde a reimplantação desta festa, mas hoje já conta com o apoio de seu filho. Terminado o ensaio o grupo retorna ao Quartel do Vinte para as últimas informações. Há uma chamada e os presentes recebem uma camiseta da Procissão do Fogaréu – passaporte para entrar no Quartel momentos antes da Procissão.

Por volta das 22 horas chegam as pessoas que vão se aprontar de Farricoco e poucos minutos antes da meia-noite a turma, já com as vestimentas, dirige-se para a porta da igreja/museu da Boa Morte, junto com uma banda que dará ritmo à caminhada. As luzes da cidade são apagadas e turistas e demais participantes recebem tochas. A Procissão se desloca passando pela ponte sobre o Rio Vermelho em frente à Casa de Cora Coralina e chegando à igreja do Rosário, onde há a primeira parada, em seguida caminham por entre ruas e becos até chegar à igreja de São Francisco onde o bispo faz uso da palavra. Em frente, na Casa do Iphan ,reúnem-se autoridades, por entre os Farricocos, para assistir à cerimônia. Após o término da pregação, a Procissão volta para seu ponto de partida na Boa Morte e ali é finalizada. Os Farricocos retornam ao Quartel do Vinte onde guardam as indumentárias.

Texto:

João Guilherme da T. Curado,

Tereza Caroline Lôbo.

https://festaspopulares.iesa.ufg.br/p/547-procissao-do-fogareu

 

Mais informação:

Nunes Martins de Lima, L. (2012). A PROCISSÃO DO FOGARÉU NA CIDADE DE GOIÁS – IDENTIDADE, CULTURA E TERRITÓRIO: O TURISMO E AS NOVAS TENDÊNCIAS – DOI 10.5216/bgg.v32i1.18960. Boletim Goiano De Geografia, 32(1), 121-133. https://doi.org/10.5216/bgg.v32i1.18960


Fotos: Eliane de Castro

Folia de Reis é uma festa católica, cuja intenção é celebrar a visita dos Três Reis Magos (Gaspar, Melchior e Baltazar) ao menino Jesus.

Com duração de 12 dias, do dia 24 de dezembro, véspera do Natal, o nascimento de Cristo, até o dia 6 de janeiro, dia em que os Reis Magos chegam a Belém, o festejo é celebrado.

Apesar de existir em diferentes regiões do Brasil, Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os estados mais comuns de realizar a festa.


Folia de Reis - Santa Maria da Vitória - BA

Folia de Reis, Companhia de Reis, Reisado ou Festa de Santos Reis, com suas especificidades a depender das regiões do Brasil, elas se caracterizam pela celebração dos três Reis Magos ao nascimento de Jesus Cristo.

Os instrumentos musicais e as cantorias são elementos fortes nesses festejos, como o acordeon, violão, viola, cavaquinho, reco-reco, caixa, pandeiro e outros. Com bandeiras e estandartes, o grupo de #foliões caminha por longas distâncias, principalmente no campo e visita as casas, de porta em porta.

Os festeiros e as festeiras recebem em suas residências a folia com orações, cantos e muitos convidados e convidadas e uma grande fartura de comida e doces para celebrar e agradecer por esse momento muito aguardado.

No Brasil, essas festas ocorrem, principalmente, entre o Natal e o dia 6 de janeiro, quando são lembrados os três Reis Magos.

A Festa do Divino é outro festejo católico, executado no dia de Pentecostes. No entanto, ainda que tenha raízes cristãs, outros elementos de caráter popular lhes foram acrescidos, tais como a figura do Imperador, o levantamento do mastro e os fogos de artifícios.

A celebração é uma herança dos portugueses e, além de Goiás, é realizada em cidades de outras regiões, como Mogi das Cruzes, em São Paulo, Paraty, no Rio de Janeiro, e em algumas cidades de Rondônia.

Outra festa semelhante a do Divino é a do Divino Pai Eterno que acontece em Trindade, cidade do estado de Goiás, no primeiro domingo do mês de julho. Na mesma data, a Igreja Católica comemora a Santíssima Trindade.

Com origem remota a 1840, período no qual uma família de lavradores localizou uma medalha com a imagem da Santíssima Trindade coroando Maria, desde então o festejo é realizado.

Ao longo de duas semanas, romeiros fazem o percurso de 18 km a pé, na rodovia GO-060, entre o trevo de Goiânia e a Basílica do Divino Pai Eterno, para fazer os seus pedidos e agradecimentos.

A Congada de Catalão é uma festa celebrada desde 1876, sendo uma das mais antigas em Goiás.

Com início no segundo domingo de outubro, o festejo é fragmentado em duas partes, uma religiosa e outra folclórica. Na parte religiosa são feitas missas, procissões e rezas de terços, na folclórica, há a apresentação de músicas e danças, além de visitas aos primeiros moradores da região.

A sua origem é africana e apesar de ter começado apenas com participantes da Irmandade do Rosário, recentemente reúne mais de mil dançarinos, elencados em 16 ternos (grupos).

A Cavalhada foi encenada em Jaraguá pela primeira vez em 1828, por portugueses que viviam aqui. Sua origem está ligada a Portugal e é uma simbólica representação da histórica luta travada entre o imperador do Ocidente, Carlos Magno, coroado em 800, pelo Papa Leão II, e os mouros que invadiram a Península Ibérica, pretendendo forçar os cristãos a aderirem à religião maometana.

Essa encenação é o apogeu das festividades em honra ao Divino Espírito Santo, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, que são realizadas do 41º dia após o Domingo da Ressurreição até o Domingo de Pentecostes. Até os dias atuais, segue rigorosamente a tradição: os cavaleiros (12 representando Mouros e 12 representando Cristãos) sempre muito hábeis nas manobras com seus animais, esforçam-se em campo para dar conta do entrecho dramático através de carreiras e evoluções, em duplas ou grupais, de manejos de espadas, lanças e tiros de festim, e com a participação de coadjuvantes mascarados, sempre em números variáveis. A luta termina com a vitória dos Cristãos e a conversão dos Mouros.

O município de Jaraguá fica distante 120 quilômetros de Goiânia.

Fotos: Eliane Castro

Reconhecida como uma das mais significativas Cavalhadas do Brasil, a festa em Pirenópolis se tornou símbolo e modelo para outras cidades. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as Cavalhadas de Pirenópolis são, para muitos, o maior espetáculo da Festa do Divino. Além disso, reúnem o maior público de todos os eventos que a compõem. Para os moradores e para os cavaleiros, representa também um ato de devoção e renovação da fé no Divino Espírito Santo.


As Cavalhadas de Pirenópolis são uma das maiores atrações turístico-culturais da cidade histórica goiana. A encenação, que acontece aproximadamente desde 1820, é apresentada na Festa do Divino Espírito Santo, na segunda quinzena de maio. As Cavalhadas foram pouco encenadas em Pirenópolis entre o século XIX e a primeira metade do século XX. Dessa forma, a apresentação contínua das Cavalhadas durante os festejos do Divino se iniciou a partir da década de 1960, “coincidindo com o processo de patrimonialização da festa, impulsionado principalmente pela intervenção de órgãos estaduais de turismo, empenhados em construir uma identidade cultural regional”.

 

As primeiras apresentações das Cavalhadas durante os festejos do Divino, em Pirenópolis (GO), surgiram na década de 1960, coincidindo com o processo de patrimonialização da festa, impulsionado principalmente pela intervenção de órgãos estaduais de turismo empenhados em construir uma identidade cultural regional. Por outro lado, esse processo facilitou a transformação da memória cultural local em “consciência da tradição”, mobilizando, também, a população no esforço do resgate de suas tradições. As Cavalhadas são para muitos, o maior espetáculo da festa e reúnem o maior público de todos os eventos que a compõem. Para a comunidade local e para os cavaleiros representam também um ato de devoção e renovação da fé no Divino Espírito Santo.

 

No Campo das Cavalhadas, os cavaleiros encenam as lutas de Carlos Magno e os Doze Pares de França para libertar a Península Ibérica do domínio sarraceno. As vestimentas usadas durante as encenações são minuciosamente preparadas por armeiros, costureiras, bordadeiras e floristas. Sobre a calça e a camisa, são colocados vários adereços, como cintos e peças de armadura, além da murça, capa ricamente bordada com símbolos cristãos (cálices, ostensórios, cruzes, Divinos, coroas) ou mouros (brasões, águias, cartas de baralho, lua e dragão). Dependendo da patente, o cavaleiro usa elmo (capacete) ou chapéu. As cores predominantes são o vermelho e o dourado para os mouros e o azul e prateado para os cristãos.

 

Nos dias de encenação, mães, filhas e esposas ajudam a “aprontar” seus cavaleiros. A Cavalhadinha, por sua vez, ocorre em lugares próprios, na Vila Matutina, com apresentação de todos os pequenos personagens da festa.A queima de fogos também acontece à beira do Rio das Almas, em um lugar conhecido como “Lages”. Embora a centralidade do território da festa seja urbana, pois a cidade é a sede do Império, seus domínios se estendem através de uma extensa rede de relações que unem o rural e o urbano, visível principalmente nas folias. Mais do que isso, a festa não só explica, ela faz a cidade. E, mais do que a cidade, a festa cria seus próprios domínios, um território sagrado.

 

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/808/

 

O espetáculo


As Cavalhadas de Pirenópolis são apresentadas durante três dias, começando no domingo de Pentecostes, ou domingo do Divino. Assim, no primeiro dia, os cavaleiros mouros entram pelo lado do nascente, dão uma volta pelo campo e se posicionam diante da torre moura. Da mesma maneira, os cavaleiros cristãos entram pelo lado do poente e tomam seus lugares diante da torre cristã.

No segundo dia das Cavalhadas de Pirenópolis, os cristãos são os primeiros a entrar, seguidos dos cavaleiros mouros. A batalha continua com várias carreiras, até que os cavaleiros cristãos conseguem encurralar os mouros, do lado do poente. O rei cristão, então, exige que os mouros aceitem o batismo. Assim, nesse momento, todos os cavaleiros mouros se ajoelham diante dos cavaleiros cristãos, que permanecem de pé, encostando, cada um, sua espada sobre os ombros dos vencidos. Posteriormente, os mouros, de um em um, são batizados. A partir daí, os cavaleiros passam a andar de forma alternada cristão/mouro, ou um azul e um vermelho.

No terceiro dia das encenações das Cavalhadas de Pirenópolis, ocorrem os jogos equestres. Assim, os cavaleiros colocam à prova suas habilidades e homenageiam as autoridades presentes, inclusive o imperador.

Treze municípios integram o Circuito das Cavalhadas: Posse, Santa Cruz, Jaraguá, Pirenópolis, Palmeiras, Hidrolina, São Francisco, Santa Terezinha, Corumbá, Pilar, Luziânia e Niquelândia.

Em Pirenópolis, há quem conte o tempo das festas. A Festa do Divino Espírito Santo faz parte de uma rede de eventos religiosos que envolve a cidade e seus povoados. Além de várias Nossas Senhoras – do Rosário (a padroeira), de Fátima, Aparecida –, a população local realiza muitas outras festividades: dos Reis Magos, com sua folia, em janeiro, até a Festa de São Judas Tadeu, em outubro.

Anos e anos de fé e dedicação fizeram da Festa do Divino Espírito Santo em Pirenópolis, no Estado de Goiás, a mais rica expressão de identidade e religiosidade popular da cidade, onde os moradores se preparam durante um ano inteiro para festejar e participar da histórica celebração. A Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, no Estado de Goiás, foi inscrita no Livro de Registro das Celebrações, em 2010. É uma celebração de origem portuguesa, disseminada no período colonial pelo território brasileiro, com variações em torno de uma estrutura básica e dos símbolos principais do ritual - as folias, a coroação de um imperador, e o império.

Constituída por vários rituais religiosos e expressões culturais, a Festa do Divino é uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores de Pirenópolis e determinante dos padrões de sociabilidade local. A esta estrutura básica, os agentes da Festa do Divino de Pirenópolis vêm incorporando outros ritos e representações, como as encenações de mascarados e cavalhadas, responsáveis pela grande notoriedade da festa, que se realiza nesta cidade a cada ano, desde 1819, durante cerca de 60 dias, com clímax no Domingo de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa.

É uma das maiores manifestações de devoção ao Divino do Brasil, unindo o passado e o presente, envolve permanentemente toda a cidade, determinando os padrões de sociabilidade local. A cidade faz a festa e a festa faz a cidade. Por meio dela se marca o tempo, se reproduzem estruturas sociais e se conformam identidades coletivas e individuais. Seus elementos essenciais, por ordem de ocorrência, são: as Folias “da Roça” e “da Rua”, que “giram” pela zona rural e pela cidade, levando as bandeiras do Divino e angariando donativos para a festa; a coroa, a figura do Imperador, as cerimônias e rituais do Império, com alvoradas, cortejos, novena, jantares e outras refeições coletivas, missas cantadas, levantamento do mastro, queima de fogos, distribuição de “verônicas”, sorteio e coroação do Imperador.

Durante a celebração ocorrem inúmeros eventos e festejos: as folias da Roça, da Rua e do Padre que “giram” os bairros da cidade e a zona rural do município, recolhendo donativos para a festa; celebrações do Império, com os cortejos do Imperador, jantares, novena, missas cantadas, alvoradas, levantamento do mastro e queima de fogos; e as Cavalhadas, encenação de batalhas medievais entre mouros e cristãos. Para muitos as Cavalhadas são sinônimo da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis.

As festas religiosas populares que permanecem vivas no Brasil, como é o caso da Festa do Divino, nada mais são que a reprodução das festas medievais européias trazidas pelos colonizadores, permitindo a reinvenção local de bufões, jogos eqüestres, além de uma infinidade de danças, músicas e folguedos. Dessa forma, convivem a transformação, a permanência e continuidade histórica dos diversos elementos constitutivos dessas festas, onde o importante é “rezar, comer e festar”.

 

Fonte: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/72