Cachorro-do-mato-de-orelha-curta

Nomes comuns: Cachorro-do-mato-de-orelha-curta, cachorro-do-mato.

 

Nome em inglês: Short-eared dog.

 

Ameaças e conservação: Perda de habitat; retaliação por poder predar aves domésticas; também ocorre caça não motivada por retaliação; atropelamento; parvovirose e cinomose, presentes em cães domésticos, representam risco de contaminação. Não existem medidas específicas de proteção para esta espécie havendo necessidade de desenvolver estudos de densidade populacional e área de vida da espécie no Brasil. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL.

 

Comprimento total: 1,15 m (média).

 

Peso: 9 e 10 Kg.

 

Dieta: Carnívoro generalista. Frutos, insetos, mamíferos pequenos e médios, aves, répteis, anfíbios, caranguejos, peixes e carniça.

 

Número de filhotes: 2 a 3.

 

Gestação: Desconhecido.

 

Longevidade: 11,9 anos (cativeiro)

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Diurno e noturno.

 

Distribuição geográfica: Ainda não é perfeitamente conhecida. Registrado em locais dispersos na Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil até o norte do Mato Grosso.

 

Habitat: Ocorre em florestas não perturbadas de terras baixas na Amazônia, incluindo florestas de terra firme, florestas alagadas, florestas com predominância de bambus e florestas pioneiras ao longo dos rios, parecendo preferir habitats ripários. Existem poucos registros em habitats marginais à Floresta Amazônica de terras baixas, não sendo possível definir se a espécie é capaz de ocupar estes ambientes. Na região de Alta Floresta, no arco do desmatamento do Mato Grosso, foram obtidos sete registros independentes da espécie, mas somente em áreas de floresta contínua.

 

Descrição física: É um canídeo de médio porte, com focinho longo e afilado, orelhas relativamente curtas e arredondadas, cabeça grande, pernas longas e a cauda longa e grossa. Pelagem grossa que pode ser preta, castanha e cinza arruivada, apresentando variações individuais. Há membranas interdigitais e avistamentos em rios sugerem uma intensa associação com corpos d’água.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 31.agosto.2021

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