Josiel Rusmont

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Josiel Olímpio de Jesus, nasceu em Santa Maria da Vitória – BA, em 1979.

Mudou-se para Brasília em 1986 com sua família. Em 1993 se apaixona pela música da Metrópole do Cerrado. Conhece várias pessoas e artistas que foram determinantes em suas influências, e que o levaram ao nome artístico Josiel Rusmont (“Rusmont”, veio de “Russo” do Renato Russo e “Mont” de Osvaldo Montenegro)

Nesse mesmo ano, seus pais resolvem passar uma temporada na cidade de Bauru – SP e o levam junto. Seus pais foram educadores/monitores em uma Comunidade Terapêutica, onde eram internados adultos para tratamento de dependência química. Ali, Josiel foi mais influenciado, pois passavam pessoas de todo o país, e isso, incluía vários artistas plásticos, músicos, filósofos e escritores. Logo achou refúgio no conhecimento de vida de cada um, e compartilhou muito, principalmente de um violonista mineiro, chamado Alberto e com ele, aprendeu os primeiros acordes.

Foi estudar Computação e Processamento de dados, para trabalhar como secretário e professor. A música ficou para os cursos com professores particulares.  

Em 1998, formou sua primeira banda (de garagem) chamada Bondes, com amigos da sua rua, em Bauru.

No mesmo ano voltou para Brasília, onde tocou guitarra em uma Banda de Blues e trabalhou como auditor em um hotel.

Em 2000, de volta a Bauru, se forma no curso de Educador em Comunidades Terapêuticas pela Faculdade de Londrina – PR e foi trabalhar na Gilgal- como educador/monitor.

Nessa época, se arriscava em gravar em dois tape decks. Registrava as experiências com sua banda em dois canais. 

Montou um estúdio caseiro, para ensaiar e gravar.  Destinou-se a estudar Audio e Tecnologia. Registrou o primeiro EP autoral da sua banda Estereoterapia, em um computador emprestado onde gravava tudo em um Sistema Stéreo chamado Sound Blaster.  O disco, intitulado “Sobre Avenidas e Nós” leva na capa, uma fotografia da Avenida Nações Unidas, um das principais de Bauru, assinada por Rafael Alves. O lançamento foi em 2005, no Audio Galaxy Pub. 

Referências importantes:

https://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=62038&ano=2005 

http://pichilianimetalrooom.blogspot.com/2015/02/ 

O disco levou a banda a outro patamar. Dividiram shows com bandas, como Mop Top, Los Hermanos em 2006 na Luso Brasileira, Utraje a Rigor 2007 no Vitória Régia, Renato Teixeira em 2007 e participaram da Virada Cultural Paulista em 2010.

Referências importantes:

https://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=109437&ano=2007 

https://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=134827&ano=2008 

http://livrozilla.com/doc/467408/114-anos-de-bauru–m%C3%BAsica-invade-vit%C3%B3ria 

https://www.kboing.com.br/noticias/Confira-a-programacao-musical-da-Virada-Cultural-Paulista+10012717361783.html 

O EP teve boa visibilidade e abriu portas para outro trabalho: o de produtor musical. Josiel começou a dirigir discos de cantores de Bauru e região e gravar em seu Home Estúdio. A demanda aumentou, e mudou-se para o Centro da cidade, e abriu o Criasom Estúdio, nome que já havia batizado quando o espaço ainda era em sua casa.

Após fazer uma viagem por vários estados do país, Josiel voltou com varias canções na bagagem e assim, em 2013 lança seu primeiro disco solo:  “A dúvida na Estrada”.

Referências importantes:

https://www.jcnet.com.br/Cultura/2013/08/na-bagagem-da-estrada.html 

https://www.socialbauru.com.br/2014/04/24/entrevista-josiel-rusmont/ 

http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2013/11/musico-josiel-rusmont-e-atracao-no-sesc-nesta-quarta-feira-em-bauru.html 

https://e-colab.blogspot.com/2014/ 

O disco teve a direção do pianista e arranjador Kleber Gaudêncio, que fez os arranjos para um quinteto de cordas e naipes de metais. Uma das musicas de trabalho do disco, a música “Ela foi em Casa” teve mais de 100.000 visualizações no Youtube. 

Referências importantes:

https://www.youtube.com/watch?v=4omrBbw4AYo 

https://www.youtube.com/watch?v=ZxSPgbaGFdQ 

https://www.youtube.com/watch?v=k9Uza0zB5Gg 

Em 2014, participou no programa Som e Prosa, elaborado pela TV Unesp, tendo o produtor Renê Lopez.

Referências importantes:

https://www.youtube.com/watch?v=MC1v_GJaMkM 

Nesse período, o nome do Josiel Rusmont estava consolidado como artista, compositor e também produtor musical. 

Dirigiu e gravou discos e singles de vários estilos. Sertanejo, pop, hip hop, rock, etc. Em 2016 dirigiu o disco e o show “Vida iluminada”  do Coral Santa Luzia de Cegos. 

Referências importantes:

https://www.youtube.com/watch?v=buIo1Hnxa6c 

https://www.youtube.com/watch?v=1tUF2OrJE3U 

https://www.youtube.com/watch?v=Hzhal1zOYig 

https://www.youtube.com/watch?v=zRdSsgXrn7k 

https://baurutv.com/2016/11/25/show-vida-iluminada-introducoes-e-bastidores/ 

Dirigiu vários discos de artistas, destacando-se  o disco “Literatura Cantada” do cantor e compositor Nelson Itaberá, que saiu para a estrada em uma turnê de 22 shows pelo interior paulista, financiado pelo PROAC ICMS. 

Referências importantes:

https://www.jcnet.com.br/Cultura/2017/09/o-livro-que-canta-sera-doc-show.html 

http://amenoticias.com.br/noticias/nelson-itabera-lanca-segundo-cd-no-teatro-de-bauru/ 

http://www2.bauru.sp.gov.br/materia.aspx?n=21208 

Josiel Rusmont também destacou-se como produtor de eventos, incentivador da arte local. Em parceria com a Casa de Cultura, promove  o Festimbau, Ponto de Encontro, Diálogos e canções, Compositores em Essência,  Especial Dandô, que acolhe compositores de todo o país e  Intérpretes em Essência e Festival de inverno de Bauru, em parceria com a Secretaria de Cultura.

Referências importantes: 

https://medium.com/jornaldois/bauru-%C3%A9-palco-para-festival-de-teatro-independente-e2395c884a2d

https://www2.bauru.sp.gov.br/materia.aspx?n=34296 

https://www.youtube.com/watch?v=idYkdY8bpdE 

https://www.youtube.com/watch?v=X8G6D8K2oRQ 

https://www.youtube.com/watch?v=MHrgLiYOY-c 

https://www2.bauru.sp.gov.br/materia.aspx?n=34267 

 

 atualmente trabalha no Projeto RAIZES A DENTRO – Onde, inspirado pelo Cerrado, e pelas histórias que envolvem o povo de cidades ribeirinhas e do próprio Cerrado, traz um resgate em contos, causos, prosas e música. Um convite ao que fomos nós e o que somos, uma viagem pelo interior do país, pela culinária, costumes e vivências. Isso será um Disco, um doc, como ele mesmo diz: “Uma coisa está inteiramente ligada a outra”.

 

CONTOS, CAUSOS, HISTÓRIAS E MÚSICA.

O encontro do São Francisco com o Tietê

Osório Alves de Castro, escreveu seu romance PORTO CALENDÁRIO na cidade de Marília, interior de São Paulo, onde radicou.  O autor, nascido em Santa Maria da Vitória BA, elogiado por João Guimarães Rosa, nos presenteia as famosas Barcas, conhecidas como “ Vapores”, responsáveis pelo comércio e também por levar e trazer cultura e conhecimento. Livro lançado em 1961 ganhou o prêmio Jabuti de Literatura do mesmo ano.

“A PROSA BARRANQUEIRA QUE INTRIGOU GUIMARÃES ROSA”

Jorge de Souza Araujo*

 

“A espantosa, a estouradora carta, mensagem dos cem mil cavaleiros: aquilo é o sertão do São Francisco, nosso, inteiro, despejando gente célebre, e lugares enrolados, tudo com os respectivos foguetes, tiros, relinchos de cavalos: a carta de Osório Alves de Castro”. 

“Espero seu livro, o Porto Calendário. Há de ser irrupção e benção, tumulto fecundo, rajada de chuva”.

João Guimarães Rosa

 

Influenciado por esses “Encontros”, entre rios, cidades, estados e histórias, o cantor e compositor Josiel Rusmont, nascido também em Santa Maria da Vitória e radicado em Bauru SP, traz o CONTOS, CAUSOS, HISTÓRIAS E MÚSICA, na viola caipira.

 

Um Documentário musical que começa no desembarcar dos portugueses no litoral baiano e vai adentrando o país até chegar ao Estado de São Paulo. Ora pela anhanguera, ora pela BR 153, ora pelas barcas descritas no romance.

 

Uma analogia que se mistura a sua própria história pessoal. Sua musicalidade urbana, de música popular brasileira se encontra com a viola caipira, popular no interior de São Paulo por duplas sertanejas raiz, e no  nordeste nos famosos repentes. Encontra-se com a literatura contada e narrada por Osório Alves de Castro em Porto Calendário, e o leva pela estrada, até o Oeste baiano para trazer na bagagem, uma viagem sonora e cinematográfica, repleta de poesia e fotografia sobre os costumes, cultura popular e até mesmo o bioma do nossos cerrados. O Doc é, principalmente, uma costura entre o Interior Paulista e o interior baiano. Traz a idéia da formatação, tanto musical, quanto cultural sofrida, pela influência da cultura nordestina no Estado de São Paulo. Tem também o intuito de trazer a tona, o romance  “Porto Calendário” , escrito e lançado em Marília, na década de 50. Um romance tão falado e admirado até por João Guimarães Rosa. E que nos presenteia uma narrativa rica e tão detalhista em prosa. 

 

O Doc passeia pelas águas correntes de cidades ribeirinhas, passando pelo São Francisco, trazendo a importância da água como principal fonte de vida e responsável  por ligar as culturas entre os estados.

 

Todas essa informações se transformam em um trabalho poético-musical.  Onde, em Estúdio,  todas essas influências entram em diálogo entre os músicos e compositor. Conversas que nos leva a entender, como, sutilmente, essa mistura está presente em quase tudo o que ouvimos de canções da MPB.

 

O Doc terá também vídeo-animação feito em cordel, um causo-musicado  que será ilustrado para ajudar no teor da informação histórica que há por trás. Tudo isso, ponteado pela Viola caipira, usada com afinação “Cebolão”, popularmente usada por violeiros do interior paulista.

 

Contará com apoio do Geólogo Leandro Caetano, jornalista e escritor Hélverton Baiano, músico e antropólogo  Daniel Campos, professora e mestrada Eliana Pestana, produtor e pianista Rogério Plaza.

 

“Seja como for, pode-se dizer que sua meninice também foi enriquecida

com o fascínio das festas populares e dos folguedos, sempre permeados de

danças e costumes locais. Num desses passeios, esgueirando-se por entre as

casas à beira do rio, menino Osório há de ter presenciado por entre as tábuas

das cercas uma cena que o impressionou fortemente, a ponto de narrá-la mais

tarde em uma de suas obras: “Repetindo um velho costume da terra, Pedro

Voluntário foi buscar seus trastes. Pôs junto à pequenina, seu facão, sua

garrucha de cano comprido e o seu machado de lenhador. Puxou até a mulher

o velho cavalo e o fez cheirar com suas ventas largas a recém-nascida erguida

nos braços”12. É este retrato sertanejo que povoará o mundo imaginário de

Osório Alves de Castro em suas obras, retrato marcado, inclusive, pela figura

da avó materna, D. Clemência, negra de tabuleiro e remeira, personagens

evocadas em Porto Calendário. As suas figuras são todas, sem exceção,

tiradas do meio que ele vivenciava.

O interesse em apresentar a família e o meio parte do pressuposto de

que todos sofrem influências ao nascer e crescer neste ou naquele ambiente,

nesta ou naquela cultura. Segundo Barthes (1993) esta “pré-história do corpo”,

constituída pelos avós, pais, meio e cultura, contribui mesmo para a formação

de uma personalidade. E, como neste caso há dois ramos de família diferentes

(pai biológico e pai adotivo), a passagem pela genealogia torna-se via

obrigatória, podendo-se concluir, então, que Osório trouxe na bagagem, desde

a primeira infância, alguns perfis: o de um pai adotivo e de uma mãe, exescrava, onipresente, e o de um pai biológico, negociante de Pirapora, quase

sempre ausente.” 

 

Pastana, Eliana Nogueira de Lima.

P291o Osório Alves de Castro (1901-1978): biografia e

fortuna crítica/ Eliana Nogueira de Lima Pastana – Assis,SP

2004.

 302 f. ; 30 cm.

 Dissertação (Mestrado em Letras) – Faculdade de Ciências

 e Letras, Universidade Estadual Paulista, 2004.

 Bibliografia: p. 149

 Orientador: Prof. Dr. José Carlos Zamboni

 1.Osório Alves de Castro 2.Biografia Intelectual. I. Autor. II Título.

 CDD 869.98

E-mail: josielrusmont@gmail.com

Canal no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC3nO-5KG3HfJ6xljXL5dpIg

Conheça os seus contos e causos