Utilizando tecnologia simples e passada dos mais velhos para os mais novos, os indígenas não degradam a natureza e coletam os recursos para produzir os meios de seu sustento, seja no trançado com fibras vegetais, na tecelagem do algodão, na elaboração de adornos plumários, no entalhe de bancos de tronco de árvore ou nas panelas de argila. Assim constroem moradias, elaboraram utensílios, cozinham, costuram, se locomovem.
Mẽbêngôkre conhecido vulgarmente como Kayapó é um etnônimo de origem Tupi cujo significado deriva dos termos K'aya (macaco) e po (parecido, semelhante), isto é, aquele parecido com macaco ou semelhante a macaco, um termo essencialmente pejorativo. Os Kayapó referem-se a si mesmos como Mẽbêngôkre que significa "gente do espaço dentro da (s), ou entre a (s) águas", "os que vêm do buraco d'água" (Coelho de Souza 2002: 192). Sua língua faz parte do tronco linguístico macro-jê. As Terras Indígenas Mẽbêngôkre estão em uma região de cerrado e floresta, entre os rios Araguaia, Tocantins e Xingu, ao norte de Mato Grosso e sudeste do Pará.
Tiara - confeccionada com palha, decorada com penas vermelhas de arara e brancas de garça. Etnia Kayapó da aldeia Aukre.Tamanho: (comp. x largura x altura) 26 x 35 x 11 cm
“Qualquer A’uwe-xavante, ao exercer uma função oficial — religiosa ou não — deve usar pelo menos um tipo de colar de algodão. Os tipos são diversos, já que suas particularidades devem indicar as funções da pessoa que os usa, seu grau de iniciação e os poderes simbólicos que possui. A origem dos colares de algodão remete-nos à cosmologia a’uwe-xavante, visto que eles foram trazidos à terra pela estrela que veio do céu para se casar com um rapaz desse povo. Segundo o mito, o casamento entre a estrela e o rapaz manteve, em parte, o que ocorre nos casamentos tradicionais: o lugar reservado aos noivos na casa celeste é o mesmo que nas casas a’uwe; o oferecimento de alimento e o colar de dente de capivara que enfeita a noiva também são partes do casamento entre os A’uwe-xavante" (Costa 2007: 176).
Atualmente, os Yawalapiti vivem às margens do rio Tuatuari, afluente do Batovi, na Terra Indígena do Xingu nos municípios de São Félix do Araguaia, Canarana e Paranatinga, no Mato Grosso, área de transição de Cerrado e Amazônia. As mulheres fiam o algodão, tecem as redes e as esteiras de espremer mandioca, preparam a pasta de urucum, o óleo de pequi e a tinta de jenipapo, usados na ornamentação corporal. Os homens fazem os cestos e os instrumentos cerimoniais (flautas e chocalhos), todos os trabalhos em madeira (bancos, arcos, pilões, pás de virar o beiju, etc.) e constroem as casas.
Coroa Trançada – confeccionada com algodão e plumas. Etnia Yawalapiti.360x 32 x 3 cm
Os Kamayurá são um dos quatorze povos indígenas no Parque Indígena do Xingu, no estado do Mato Grosso. Vivem entre os rios Kuluene e Kiliseu, no Alto do Xingu, município de Canarana e falam a língua Kamaiurá que pertence ao tronco linguístico tupi-guarani. A cultura material dos Kamaiurá inclui ainda objetos como cestos, arremessadores de flechas, canoas de casca de jatobá, redes de dormir e de pescar e a flauta jakui. Os materiais empregados são de origem nativa como embira, fibra de buriti, algodão.
Banco de madeira - banco talhado em um bloco único de madeira em forma de uma onça pintada com olhos de madrepérola. Etnia Kamayurá.102 x 24
Cocar - suporte trançado em palha de buriti, decorado com pintura preta e penas de arara. Etnia Krahó.16 x 20 x 46 cm
Braçadeira - confeccionada com algodão e pingentes encaracolados do mesmo material, fixados com miçangas. Etnia Wayana-Apalai.14 x 7 x 33 cm
No coração do Brasil, mais especificamente no Vale do Rio Araguaia, nos estados de Mato Grosso, Tocantins, Pará e Goiás, concentra-se o território do povo indígena Iny. Compreendem três subgrupos que compartilham a mesma matriz cultural e linguística - os Karajá, propriamente ditos (Iny mahãdu), os Javaé (Ixãju mahãdu) e os Xambioá (Ixãbiòwa) - os Karajá do Norte. A língua karajá, Inyrybe (“a fala dos Iny”), pertencente ao tronco linguístico Macro-Jê, é ativamente falada por todas as gerações na maioria das aldeias.
Vaso cerâmico ou boeti – vasilhame de argila passado por processo de queima, pintado com grafismos geométricos. Usado para armazenar água. Etnia Iny/Karajá.102 x 24 x33 cm
A confecção de objetos de cerâmica e madeira, a pintura corporal, a arte plumária e as bonecas Ritxokò são tradicionais da cultura Karajá
Banco de madeira - banco de madeira pintado de vermelho com motivos da pintura corporal. Etnia Iny/karajá.56,5 x 19 x 9 cm
Os Iny sempre têm contato com a natureza que oferece a sustentabilidade, o conhecimento e a sabedoria para sua existência.
Pulseira de fios de algodão - Pulseira circular confeccionada segundo a técnica de entrelaçamento ou crochê. Etnia Iny/Karajá.24 x 12 x 14 cm
Perneira - Par de adorno confeccionado com cordões de algodão vermelho. Etnia Iny/Karajá.46 x 20 x 32 cm
Brinco - Enfeite auricular confeccionado com madrepérola, penas, cebola, dente de cutia e haste de madeira fina. Etnia Iny/Karajá (uso exclusivo para mulher).36 x 20 x 9 cm
Os Kalapalo habitam atualmente a porção Sul do território do Parque indígena do Xingu às margens do Rio koluene numa paisagem que combina o cerrado do centro-oeste e rede hidrográfica amazônica com grandes cursos d’água, entre eles o Rio Xingu e seus grandes afluentes do nordeste do estado do Mato Grosso. A língua do povo Kalapalo é da família Karib.
Banco de madeira - banco talhado em um bloco único de madeira, formado por assento com duas cabeças de pássaro em uma das extremidades e com calda em leque na outra. Pintado com grafismos na cor preta. Usado geralmente por pajés, chefes e visitantes. Etnia Kalapalo.120 x 51 x 48 cm
Os Wauja são um dos povos tradicionais do Alto Xingu, falantes de uma língua Maipure da família Arawak. Atualmente o povo Waujá se divide em quadro aldeias na região da Terra Indígena Xingu: a aldeia Piyulewene situada na margem do rio Stein, nas fronteiras com o município de Feliz Natal; a aldeia Ulupuwene situada na Terra Indígena Batovi, na fronteira com o município de Gaúcha do Norte; e a aldeia Piyulaga, próximo da lagoa Piyulaga nas fronteiras com o município da Gaúcha do Norte, uma área de transição ecológica, formada por florestas tropicais ao norte e Cerrado ao sul.
Pá de beiju - tabuleta na forma de ave com decoração pintada, usada para virar o beiju no torrador. Etnia Waujá.42 x 10 x 2
Através de relações ancestrais, extraem óleos e tinturas do urucum, do jenipapo e do pequi; cultivam e coletam plantas medicinais e são agricultores-pescadores, manejando a mandioca e outras raízes.
Pá de beiju - tabuleta na forma de ave com decoração pintada, usada para virar o beiju no torrador. Etnia Waujá.45 x 11 x 1
Em geral, as festas exigem a fabricação de vários objetos rituais, que podem ser pás de beiju, máscaras, flautas, clarinetes, desenterradores de mandioca, pilões, cestos, panelas, flechas, etc.
Pá de beiju - tabuleta em forma semicircular com decoração antropomorfa pintada, usada para virar o beiju no torrador. Etnia Waujá.13 x 10 x 1 cm
Os Wauja são bastante conhecidos por sua milenar cerâmica, sendo responsáveis pelo fornecimento de potes e assadores para todos os grupos que habitam o Alto Xingu. A cultura material e imaterial está ligada a uma complexa mitologia e cosmologia que regem o cotidiano do povo Waujá.
Panela de cerâmica – vasilhame de argila passado por processo de queima com pintura em preto e vermelho. Etnia Waujá.32 x 19 x 17 cm
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