Ruth Albernaz Silveira

Ruth Albernaz Silveira nasceu sob o signo de câncer em Chapada dos Guimarães – MT (1972). Começou formalmente suas experimentações em arte aos 12 anos, quando aprendeu o ofício do papel artesanal no I Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães. Elaborava composições com elementos da biodiversidade do Cerrado sobre os papéis que confecciona. Em sua trajetória se transformou em uma artista visual interdisciplinar, utiliza-se de diversos suportes e propõe um transbordamento de linguagens para suas composições em papéis, instalações, desobjetos, pinturas, xilogravuras e poemas.


Formação Acadêmica


Doutora em Biodiversidade Amazônica pela Rede Bionorte – MCTI, com pesquisa junto ao povo indígena Rikbaktsa pelo viés Arte/cultura/conservação da biodiversidade da floresta Amazônica, 2016;
Mestre em Ciências Ambientais, 2010;
Especialista em Gestão colaborativa de sistemas sócio-ecológicos da Amazonia brasileira, Universidade do Estado do Mato Grosso/ Universidade da Flórida;
Graduada em Ciências Biológicas, Universidade Federal de Mato Grosso, 1996.

Exposições Individuais:


Exposição Casa de Ninha, instalação site specific para Sesc Pantanal, outubro de 2019;
Exposição Bio, galeria Sesc Rondonópolis, Mato Grosso, junho a setembro de 2019;
Exposição e ocupação “Ninho de Palavras”, instalação site specific para o Sesc Arsenal, abril de 2019;
Exposição e ocupação “Casa Cuidar”, instalação site specific para o Sesc Arsenal, 2018;
Exposição e ocupação “Jardim Cura”, instalação site specific para o Sesc Arsenal, 2018;
Performance Tsanipê, com participação de Sophia Mehinako, Aldeia Guaná, Sesc Arsenal, 2018;
Exposição Patuá, sala expositiva do Sesc Casa do Artesão, Cuiabá – MT, 2016;
Voos Xamânicos, Galeria do Sesc Arsenal, Cuiabá – MT, 2014.


Exposições Coletivas


Exposição coletiva “+300” Homenagem à crítica de arte Aline Figueiredo, galeria Arto, Cuiabá – MT, 2019/2020;
Exposição coletiva “Opus Magna”, galeria Arto, Cuiabá – MT, 2019;
Exposição coletiva “A arte de amamentar”, Palácio da Instrução, Cuiabá – MT, 2019;
Exposição coletiva “Dentro do Brasil cabe o Mundo”, Sesc Quitandinha, Petrópolis – RJ, 2018;
Exposição coletiva de Arte Híbrida “Para encontrar o azul eu uso pássaros” – homenagem ao centenário de Manoel de Barros, Museu de Arte e de Cultura Popular – MACP/UFMT, 2017/2018

Exposição Coletiva “Educação, Diversidades Culturais, Sujeitos e Saberes”, com curadoria de Marcelo Velasco, Museu de Arte e de Cultura Popular – MACP/UFMT, 2017;
Exposição Coletiva “Natureza Substantivo Feminino”, Museu de Arte de Mato Grosso, Cuiabá-MT, 2016;
Exposição Coletiva “Intersecções da Arte em Território Interdisciplinar”, curadoria de José Serafim Bertoloto, Museu de Arte e de Cultura Popular MACP-UFMT, Cuiabá-MT, 2016;
Exposição Coletiva “Transmitologismo João e Maria”, A Casa do Parque, Cuiabá –MT, 2016;
Exposição Coletiva “Prova de Artista convidada da Exposição Poesia da Linha e do Corte de Lasar Segall”, Galeria do Sesc Arsenal, Cuiabá – MT, 2015;
Exposição Coletiva “Fecundo Cerrado, Museu Morro da Caixa Dágua Velha”, Cuiabá – MT, 2014;


Curadoria/Expografia/Montagem


Montagem da Exposição itinerante Brinquedos do Brasil, Sesc Pantanal, outubro de 2019;
Exposição Individual “Da sonoridade à cor: o que conhecemos de João Pedro Arruda?”, Museu de Arte e de Cultura Popular da Universidade Federal de Mato Grosso, julho a outubro de 2019;
Exposição Individual “Metamorphosis” de Regina Pena, galeria do Sesc Arsenal, 2019;
Consultoria especializada na Exposição O olhar cria esquinas para o azul – Homenagem à Wlademir Dias-Pino pelo MACP-UFMT, 2018;
Exposição coletiva de Arte Híbrida “Para encontrar o azul eu uso pássaros” – homenagem ao centenário de Manoel de Barros, Museu de Arte e de Cultura Popular – MACP/UFMT, 2017/2018;
Exposição Coletiva Natureza Substantivo Feminino, Museu de Arte de Mato Grosso, 2016;
Exposição Individual Toda Forma de Amor Valerá, de Rosylene Pinto, galeria do Sesc Arsenal e Galeria do Sesc Rondonópolis – MT, 2017;
Exposição Individual Mar calmo nunca fez bom marinheiro, de Rodolfo Carli, Museu Histórico de Mato Grosso, 2016;
Exposição Individual Oníricas, de Sálvio Júnior, Museu Morro da Caixa Dágua Velha, Cuiabá – MT, 2015;
Exposição Coletiva Fecundo Cerrado, dos artistas Benedito Nunes, Carlos Lopes, Guadá Senatore, Rosylene Pinto e Ruth Albernaaz, Museu Morro da Caixa Dágua Velha, Cuiabá – MT, 2014.


Publicações de Arte


Ilustração do livro Bicho Grilo, poesias de Cristina Campos, editora Carlini e Caniato, 2016;
Projeto gráfico do catálogo da exposição ‘Da sonoridade à cor / O que sabemos de João Pedro Arruda`;
Capa de cd da cantora Verá Capilé, 2016;
Capa do Livro Avaliação da Resiliência Socio-ecológica como ferramenta para Gestão da Fronteira Amazônica: experiências e reflexões, Universidade da Florida – UF /Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT, 2017.


Projeto Cultural


De 2000 a 2005 coordenou o projeto social “Vivaarte por um mundo melhor” junto aos jovens do bairro Ribeirão do Lipa – Cuiabá.


Prêmios e homenagens


I Prêmio Unimed Receita de Cidadania, 2003;
Moção de Louvor concedida pela Assembleia Legislativa, 2003;
Moção de Aplausos concedida pela Câmara Municipal de Cuiabá, 2003;
Moção de Aplausos pela Câmara Municipal de Cuiabá, 2019;


Salões de Arte


XIX Salão Jovem Arte Mato-grossense, 2000;
Salão de Arte de Mato Grosso, 2013.


Residência Artística


Residência Artística com o tema “Casa/corpo”, Ateliê Livre do Museu de Arte e de Cultura Popular da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, janeiro a Setembro de 2020.

A magia da palavra de seus poetas favoritos – serpenteando ou flauteando em fragmentos as imagens nas telas que pinta – funciona como elemento de composição gráfica e reforça o poder deste elemento, afinal, como dizia Manoel de Barros, “poesia é voar fora da asa”.

O que uma obra representa abre portais para outras dimensões, que adentram os espaços onde se encontra e aí permanecem, interagindo com quem a contempla ou dela se aproxima. Ciente disso, Ruth busca produzir uma Arte que contribua para a reconexão das pessoas com seu Eu e com a Natureza: quanto mais conscientes de si, mais perceberão que tudo o que existe se interliga em dimensões paralelas, de modo vivo e belo. As exposições e instalações que a artista organiza também são imbuídas desta mesma intenção harmonizadora em nível energético – a Arte propicia uma ampliação do olhar.


Por: Cristina Campos.

Telefone: (065) 99987-9882


Email: ruthalbernaz@gmail.com

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