Arqueologia em Mato Grosso do Sul

O Inventário da Arte Rupestre feito em Mato Grosso do Sul coordenado pelo antropólogo Rodrigo Luiz Simas de Aguiar reúne informações inéditas sobre 80 sítios arqueológicos do Estado; a intenção é não só assegurar a preservação do patrimônio arqueológico sul-mato-grossense como, também, envolver a população nesse processo de conservação da história.

Pelas características dos achados arqueológicos, a ocupação da região se deu basicamente por povos caçadores, coletores ou pescadores e, posteriormente, por grupos de etnias indígenas que se dedicavam à horticultura e eram, também, exímios ceramistas. Foram pessoas que habitaram a região há pelo menos 10 mil anos, até a chegada dos colonizadores europeus, quando o contato extinguiu diversos grupos e práticas culturais. As figuras rupestres encontradas em Mato Grosso do Sul retratam, por meio de simbologias, os ritos, crenças e a vida cotidiana desses povos. Os sítios rupestres do Mato Grosso do Sul são de suma importância para contar a história de ocupação do território. Uma parte desses sítios estão em locais muito visitados ou muito afastados das comunidades e, por isso, as pinturas e gravuras sofreram vandalismo ou mesmo destruição por agentes naturais, como o desplacamento da rocha.

Arqueologia do Templo dos Pilares, Alcinópolis, MS – Brasil

Vídeo produzido pelo Laboratório de Arqueologia da UFGD, que apresenta uma síntese dos resultados da escavação arqueológica empreendida no sítio Templo dos Pilares, em Alcinópolis, estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. O início da ocupação humana no abrigo foi datada em 10.735 anos. Seriam povos caçadores e coletores que ocuparam o espaço até 8 mil anos, autores das punturas rupestres. Após um hiato de 5 mil anos, chegam à região povos ceramistas, numa ocupação que recua 3 mil anos antes do presente, sendo estes os autores das gravuras rupestres.