Arqueologia no Maranhão

Centro de Pesquisa em Arqueologia e História Timbira (CPAH)

Na Universidade Estadual do Maranhão (Uema), no campus de Imperatriz, funciona o Centro de Pesquisa em Arqueologia e História Timbira (CPAH). O local é um campo de estudo multidisciplinar que dialoga com áreas afins das áreas de Ciências Humanas e Sociais de estudos arqueológicos realizados na região Sul do Maranhão. Além de ser um espaço totalmente equipado para receber estudantes, pesquisadores e a comunidade, o centro é a primeira instituição de guarda de acervo arqueológico no Sul do Maranhão, colaborando para a preservação desse material, considerando que outras duas instituições se encontram em São Luís. O Laboratório de Arqueologia do Centro é pioneiro em pesquisas de culturas das populações ancestrais que ocuparam a Amazônia Oriental e um espaço museal para salvaguardar acervo arqueológico coletado na região.

O Centro surgiu a partir do Núcleo de Estudos Africanos e Indígenas (NEAI), que se consolidou como órgão de pesquisa dentro da universidade, participando e promovendo encontros, seminários e fóruns culturais em defesa do patrimônio, material e imaterial, com ações que envolvem a sociedade civil, de forma dinâmica e participativa.

Povos Timbira
Timbira é uma denominação clássica usada para designar os povos que dominaram a imensa área dos cerrados do interior do Maranhão. Segundo o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), em 2010 restavam cerca de oito mil remanescentes que habitavam uma área bem menor, entre os estados do Maranhão e Tocantins. No início do século XIX, os Krahô e os Apinajé foram obrigados a atravessar o rio Tocantins, acossados por pecuaristas. Segundo Curt Nimuendajú, são física, linguística e culturalmente caracterizados como da família Jê e agrupam os povos Apanyekrá, Apinayé, Canela, Gavião Parkatejê, Krahô, Krinkatí e Gavião Pykopjê.